O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (24/5), após reunião de coordenação realizada em Brasília, que a conversa do presidente Lula com o presidente iraniano Ahmadinejad foi “uma vitória da diplomacia do diálogo, quando os chefes de estado se dispõem a conversar diretamente, para além dos mecanismos usuais”. Padilha citou ainda a libertação da professora francesa Clotilde Reiss no Irã ocorreu logo após a chegada do presidente brasileiro ao Irã, como nova demonstração importante do sucesso do diálogo.

Veja aqui entrevista que o ministro Celso Amorim concedeu ao Blog do Planalto explicando a negociação feita com o Irã.

“A ação articulada entre Brasil e Turquia era o que a comunidade internacional queria que acontecesse há muito tempo e não estava obtendo sucesso”, disse o ministro, frisando que o governo iraniano entregou hoje carta à Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA) detalhando o acordo firmado em Teerã juntamente com Turquia e Brasil. Os próximos passos, conforme o ministro, devem ocorrer no âmbito do Conselho de Segurança da ONU.

A reunião de coordenação do governo realizada hoje tratou ainda da economia do País. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil está preparado para passar por qualquer crise econômica, porque tem menor vulnerabilidade externa e tem crédito em relação ao mundo. Agora é importante manter a política de responsabilidade fiscal, o controle das contas públicas e a estabilidade econômica para que o ritmo de crescimento do País não seja abalado. Mantega, além dos ministros do Planejamento (Paulo Bernardo) e Previdência Social (Carlos Eduardo Gabas), sugeriram o veto ao reajuste de 7,7% para aposentadorias superioes a um salário mínimo – aprovado pelo Congresso -, porque segundo eles as contas públicas não suportam um reajuste superior a 6,4%. O presidente ficou de analisar o assunto, afirmou Padilha, antes de tomar a decisão, que deve ser tomada o quanto antes, disse o ministro.


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