Fri 3 Sep 2010
Decisão de investir na agricultura familiar está dando bons frutos
Posted by jorge under Cerimônias, desenvolvimento

Presidente Lula em visita à 33ª edição da Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer 2010), em Esteio (RS). Foto: Ricardo Stuckert/PR
Ao visitar nesta sexta-feira (3/9) pela última vez, como presidente, a Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer 2010) na cidade de Esteio, no Rio Grande do Sul, Lula afirmou ser gratificante ver o avanço que houve na agricultura brasileira, e especificamente na do estado gaúcho, e constatar que a agricultura familiar vive um bom momento no País.
Veja, uma colheitadeira dessas, quem é que imaginava que a agricultura familiar pudesse comprar uma máquina dessas há cinco anos?
A decisão do governo em fortalecer a agricultura familiar num momento em que o mundo especulava com o preço dos alimentos e do petróleo se mostrou acertada, afirmou Lula aos jornalistas na saída da exposição, porque foram programas como o Mais Alimentos e a abertura de crédito para o financiamento de máquinas agrícola que permitiu que o setor experimentasse “um crescimento extraordinário”. “(…) Praticamente 60% dos tratores produzidos no Brasil, até 78 cavalos, foram para atender o programa Mais Alimentos“, lembrou o presidente.
Os agricultores familiares terão ainda mais benefícios agora que o Mais Alimentos se tornou definitivo e a compra de máquinas por cooperativas foi facilitada, disse Lula. Além disso, a indústria brasileira de máquinas agrícolas ganhará fôlego, com a extensão do programa de financiamento de juros e carências para países da América do Sul e África.
O presidente Lula também defendeu a internet livre, lembrando que vivemos uma democracia “que nós precisamos aprender a respeitar”:
Querer que eu censure a internet não é meu papel, e não vou censurar, porque briguei contra a censura a vida inteira.
Lula afirmou ainda que o Brasil vive um momento de ouro e que tem gente que deve estar com dor de cabeça, porque o IBGE anunciou que o PIB vai crescer 7%, “acima daquilo que os mais pessimistas previam que ia crescer”.
Ouça a íntegra da entrevista:
Leia a íntegra da transcrição da entrevista aqui.
A distorção populista
Pode-se submeter a máxima cesariana a uma distorção muito típica dos populistas — e de demagogos de um modo geral. Se pensassem a frase de César como um norte moral, encontrariam nela um excesso de rigor. A esquerda brasileira, por exemplo, e seus esbirros na imprensa diriam que há ali um excesso de moralismo; que a política, como arte dos cínicos, não pode ser, assim, tão justa; que a lambança é mesmo parte do jogo.
Nesse caso, o governante ainda conserva o senso do “decoro”, das necessidades da res publica, mas tende a considerar que ele é só o tributo que paga a virtude para que o vício possa ser exercido às escuras. A mensagem que esse governante passa aos seus poderia ser resumida assim: “A mulher de César até pode ser desonesta, mas não pode parecer desonesta”.
Esse norte instrui os mais diversos comportamentos. Governantes assim costumam ter os seus “operadores sujos”, que fazem “o necessário” (seja lá o que for). A regra de ouro é uma só: o público não pode ficar sabendo. Se a informação “vazar”, como se diz no jargão jornalístico, será preciso sacrificar o “operador”. Assim se conduziu, por exemplo, o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. A cúpula do PT que chegou ao poder com ele caiu — ao menos formalmente.
Pegue-se um exemplo: José Dirceu serviu Lula ao, segundo a Procuradoria Geral da República, chefiar a quadrilha do mensalão. O presidente e seus aliados estavam pouco se lixando se ele era honesto. Essa exigência não estava dada. Mas ele precisava parecer honesto.
A bandalheira
Pode acontecer, no entanto, de o governante viver naquele que é, para si mesmo, o melhor dos mundos — e o pior para a res publica. Nesse caso, os homens de estado não precisam nem ser nem parecer honestos. A corrupção do próprio caráter faz com que transformem o exercício do poder em fonte de satisfação pessoal e do grupo. Para que possam viver o poder como um festim, como celebração orgíaca da desordem, aí contam com a corrupção moral de setores importantes da própria sociedade.
Esse padrão define o segundo mandato de Lula. Otacílio Cartaxo não precisa seguir as regras estritas da Receita Federal, por exemplo. E não precisa nem mesmo fingir que as segue. Luiz Inácio Lula da Silva ignora as leis, faz chacota e vê exaltada a sua formidável habilidade política. Petistas não se indignam com a lambança de seus pares — nem mesmo fingem que estão indignados. Setores importantes da imprensa acham irrelevantes os agravos à Constituição — nem mais executam a mímica da defesa do estado de direito.As sociedades que exigem ao menos o decoro dos seus governantes deixam claro que não aceitam ser cúmplices de crimes. As que passam a tomar a falta de decoro como evidência de esperteza e de habilidade política fazem um pacto com o desastre. Pode até tardar, mas vem.
Por Reinaldo Azevedo
“Quando o mal é mais audacioso, o bem precisa ser mais corajoso.” (Pierre Chesnelong, 1820-1894, político francês
Marxist Terrorist is Next Brazil President
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Posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010
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