(Trecho em vídeo do programa Café com o Presidente. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR)

Café com o presidenteEstarrecido com o que viu em Pernambuco e Alagoas depois das enchentes que arrasaram várias cidades, o presidente Lula fez questão de tomar medidas mais rápidas do que aquelas previstas pela legislação (decretação de calamidade pública) para ajudar no processo de reconstrução e minorar os problemas enfrentados pelas populações. O presidente explicou em seu programa Café com o Presidente desta segunda-feira (28/6) que a situação na região atingida pelas fortes chuvas exigia medidas de exceção e urgentes.

Ficamos estarrecidos com a gravidade do problema, com a quantidade de água que caiu num único dia. A maior enchente da história, que envolveu mais de 30 cidades, e que agora nós estamos num processo de reconstrução. Eu fiz questão de visitar a região e de levar vários ministros, para que a gente veja in loco a situação em que as pessoas estão vivendo e para que a gente tome medidas mais rápidas do que aquelas que a própria legislação permite que a gente tenha que tomar.

O presidente afirmou que se o governo fosse cumprir o ritual de decretação de calamidade, para dar recursos para as cidades, o processo iria demorar meses. Por isso foi tomada a decisão de dar R$ 275 milhões para cada governador, depositando a quantida na conta dos estados de Alagoas e Pernambuco.

Depois é que nós vamos contabilizar isso e vamos querer documentação para provar onde esse dinheiro foi gasto, porque não é possível que a gente fique perdido na burocracia, enquanto milhares de pessoas estão perdidas, sem casa, sem endereço, cidade sem igreja, cidade sem prefeitura, cidade sem cartório.

Para ouvir o programa, clique aqui:

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O presidente Lula também falou no programa sobre a divulgação pelo IBGE de pesquisa sobre orçamentos das famílias brasileiras. “A vida do povo brasileiro está melhorando”, afirmou.

Isso, para mim, é motivo de orgulho: saber que o povo está comendo mais e está comendo melhor. Eu acho que isso é a compensação das políticas públicas que o governo tem feito, sobretudo na área de inclusão social, na área de distribuição de renda, na área de transferência de renda. Eu acho que está valendo a pena a gente dizer ao mundo que a gente tem que distribuir para a economia crescer, e não esperar a economia crescer para distribuir.

Ou seja, quando você dá um pouco de dinheiro às pessoas mais pobres elas não compram dólares, elas não aplicam na Bolsa; elas vão ao supermercado comprar comida, comprar roupa, comprar as coisas que elas precisam para sobreviver. E é isso que me deixa muito feliz: saber que o nosso povo está melhorando a sua condição de vida.


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