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Ministro Altemir Gregolin comemora os dados do setor pesqueiro brasileiro apresentados em Brasília. "Eles mostram que o governo acertou ao criar o Ministério". Foto: Divulgação.

A aquicultura brasileira teve um aumento significativo de sua produção em 2009, 43,8%, superando setores tradicionais do agronegócio como, por exemplo, criação de aves (frangos principalmente), que teve crescimento bem inferior – 12,9%. Segundo o ministro Altermir Gregolin (Pesca e Aquicultura), os bons números são resultado direto das acertadas políticas públicas adotadas pelo governo no setor, bem como dos investimentos feitos e dos mecanismos de regulação adotados nos últimos anos, como a nova Lei da Pesca instituída no ano passado.

“Esse aumento de produção reafirma que a estratégia do governo está correta”, afirmou o ministro, que participou nesta quinta-feira (19/8), em Brasília, da divulgação dos primeiros dados estatísticos levantados pelo órgão desde a sua criação em 2003. O aumento da produção pesqueira no Brasil entre 2003 e 2009 foi de 25%, de 990.899 toneladas anuais para 1.240.813, revelam os dados. Veja abaixo o estudo completo:

Para Gregolin, os mecanismos de regulação e as políticas de incentivo à pesca no Brasil deram confiança ao setor, aumentando a credibilidade e os investimentos na atividade – também puxados pela alta do consumo dos brasileiros. O País produziu 1,240 milhões de toneladas de pescado em 2009, mas tem potencial de atingir até 20 milhões, aposta o ministro:

Apostamos que o Brasil nas próximas décadas poderá se transformar num grande produtor mundial de pescado. Isso graças às políticas de estado de longo prazo, à nova legislação e à criação de instituições como a Embrapa Aquicultura e Pesca.

O ministro lembrou ainda que o setor conta este ano com R$ 1,5 bilhão em linhas de crédito para o produtor (aquicultura e pesca). Hoje o Brasil consome mais do que produz, observa Gregolin, e por isso tem que importar cerca de 20% do consumo nacional. “Isso estimula os investimentos”, diz.

Para saber mais detalhes da atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura nos últimos anos, assista ao programa 7 Anos em 7 Minutos feito com o ministro Gregolin.


[8] Comentários

O presidente Lula destacou, em entrevista exclusiva ao jornal Diário da Amazônia, de Porto Velho (RO), uma nova fase econômica de Rondônia. Apenas os empreendimentos de energia elétrica – especialmente as Usinas Hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira – receberá cerca de R$ 12 bilhões. Além disso, o governo federal tem outras obras neste estado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Numa outra frente, segundo Lula, a União vem se articulando na região como forma de assegurar a vigilância da fronteira e, deste modo, combater o narcotráfico e outras ações criminosas.

Porém, o presidente explicou que a máquina fiscalizadora causa atraso de determinadas obras, como por exemplo, a ponte do Rio Madeira, na BR-319. “Há tanto tempo aguardada pela população rondoniense, começou a ser construída este ano mas, em julho, o TCU decidiu, de forma cautelar, suspender os pagamentos, acolhendo recomendações da fiscalização”. E continuou: “Técnicos do TCU consideraram excessivo o preço da mão-de-obra, mas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informa que adota os preços da tabela Sicro (Sistema de Custos Rodoviários), amplamente utilizados nas concorrências públicas e que observam as características e dificuldades operacionais de cada região. Os fiscais do TCU consideraram também desnecessária a inclusão de apoio náutico para a construção dos pilares, mas os engenheiros do Dnit discordam, entre outros motivos pela necessidade de garantir a segurança dos trabalhadores. O órgão já apresentou suas justificativas e aguarda a decisão do Tribunal.”

Já as “obras de abastecimento de água e às três obras de esgotamento sanitário em Porto Velho, cabe ao governo federal disponibilizar os recursos, mas é de responsabilidade do Estado a elaboração dos projetos de engenharia, a licitação e a fiscalização da execução. Em relação a algumas obras, houve a suspensão da liberação dos recursos por determinação do TCU e, em relação a outras, porque há questionamentos de órgãos do governo federal quanto à adequação dos projetos.”

No momento, órgãos federais e estaduais estão em entendimento buscando a superação dos obstáculos. Problemas como esses, que independem da vontade do governo federal, muitas vezes atrasam obras importantes para a população. Isso mostra a necessidade de o país discutir os mecanismos de fiscalização. A máquina de fiscalização é, muitas vezes, mais poderosa do que a de execução. É um problema, não só em Rondônia, mas que está presente em vários cantos do país. Os empreendimentos são iniciativas de grande interesse social, sanitário e econômico, capazes de melhorar em muito a qualidade de vida da população e preparar a cidade para o novo e extraordinário ciclo de desenvolvimento que começou a viver.

Leia aqui a íntegra da entrevista ao jornal Diário da Amazônia.


O presidente deu detalhes sobre as obras definidas para incrementar Rondônia e demais estados do Norte brasileiro. Segundo reforçou, estes estados apresentam enorme potencial de desenvolvimento. “Isto tudo ocorre paralelamente à necessidade de implementação do manejo sustentável dos recursos naturais, de conservação da floresta amazônica e de convívio harmônico com as comunidades indígenas. No PAC 1, estão previstos investimentos diretos de R$ 1 bilhão em rodovias no estado de Rondônia, sendo R$ 772 milhões até 2010. E para o PAC 2 já há mais R$ 881 milhões previstos. Os demais investimentos, nas BRs 364, 319 e 317 e na Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), que beneficiam direta e indiretamente o estado, fortalecendo a infraestrutura logística da região, alcançam R$ 2,2 bilhões no PAC 1, até 2010, e cerca de R$ 4,1 bilhões no PAC 2.”

As intervenções nas rodovias prevêem construção, pavimentação ou duplicação inclusive nas travessias urbanas, o que vai garantir e melhorar a ligação com outros estados brasileiros e com a Bolívia e o Peru. Além disso, a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, com 1.602 km, vai ligar Vilhena (RO) a Uruaçu (GO). Nesta cidade de Goiás, haverá a conexão com a Ferrovia Norte-Sul, o que, mais tarde, permitirá a ligação com os portos de Itaqui (MA) e Santos (SP) e, através da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, com o porto de Ilhéus (BA). No total, o PAC 1 destina a Rondônia R$ 18 bilhões entre 2007 e 2010. Só para a infraestrutura energética, sobretudo para as mega usinas de Jirau e Santo Antônio, que já estão transformando o Estado, e sobretudo a capital, são nada menos que R$ 12 bilhões.

Lula também disse que o governo está comemorando os bons resultados provenientes de dois programas: Terra Legal e o Mutirão Arco Verde Terra Legal. Eles contribuíram, conforme destacou, para a redução da área desmatada da Amazônia. Na entrevista, a transferência de servidores do antigo território para os quadros da União também foi abordada. De acordo com o presidente, a inclusão destes servidores “é determinada pelo art. 60 das Disposições Transitórias da Constituição Federal. Eu tenho a obrigação de obedecer a esta determinação constitucional e a todas as outras. Daí, os vetos ao sancionar a Lei 12.249/2010, que é a conversão da Medida Provisória 472″.

O última tema da entrevista foi o patrulhamento da fronteira brasileira. A vigilância emprega, além da atuação das Forças Armadas e da Polícia Federal, Policiamento Especializado em Fronteira (Pefron). Lula disse que a ideia é capacitar os policiais dos onze estados brasileiros que fazem fronteira com outros países e investir em equipamentos para impedir a entrada de armas e drogas que causam a violência nos grandes centros urbanos. “Dez estados, incluindo Rondônia, já fazem parte desse grupo. Para alcançar áreas restritas, aeronaves e 204 embarcações serão doadas aos estados”, contou.


[2] Comentários

Para mostrar ao mundo que o Brasil é um País moderno, com instituições democráticas funcionando plenamente e, em muitos casos, de forma mais inovadora e eficiente do que em países desenvolvidos, a área internacional da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-PR) tem convidado jornalistas, intelectuais e formadores de opinião estrangeiros para conhecerem de perto essa realidade em viagens programadas por todo o território brasileiro.

O projeto, feito em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), foi iniciado há duas semanas, e o primeiro tema abordado foi o meio ambiente. O grupo de formadores de opinião estrangeiros escolhido por assessores da Secom foi levado à Amazônia para conhecer projetos de manejo florestal, conversaram com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e visitaram o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na próxima semana outro grupo virá ao Brasil para conhecer o Censo 2010 realizado pelo IBGE e toda a tecnologia empregada. Estão programadas ainda roteiros focando as atividades parlamentares brasileiras (para este foram convidados assessores do Congresso americano) e o setor de energia.

No início de outubro, será feito um ‘tour’ pelo Brasil para apresentar aos visitantes o funcionamento do processo eleitoral do País – da organização das eleições à distribuição das seções eleitorais e o funcionamento do voto eletrônico. A agenda dessa visita prevê conversas com porta-voz da Justiça Eleitoral e o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, que explicarão os procedimentos das eleições no Brasil, e encontro com cientista político para uma conversa sobre a democracia brasileira. Também estão previstas reuniões com coordenadores dos três principais candidatos à Presidência, além de acompanhamento do último debate entre eles a ser transmitido pela Rede Globo antes do primeiro turno, bem como da apuração e os resultados também do primeiro turno das eleições presidenciais deste ano.

Nota publicada nesta quinta-feira (12/8) na coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, deu margens a interpretações equivocadas sobre o projeto, como o texto produzido pelo colunista Josias de Souza em seu blog, também da Folha. O jornalista já recebeu os devidos esclarecimentos da Secretaria de Comunicação da Presidência da República sobre os objetivos do projeto.


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A pensionista Eliane de Paula Costa e a aposentada Nadir Miranda Bandeira foram convidadas especiais, na tarde desta quinta-feira (12/8), para o teste de emissão do contracheque de seus benefícios num caixa eletrônico na sede do INSS, em Brasília. As duas se posicionaram na entrada principal e aguardaram ansiosamente a chegada do presidente Lula, que participaria da cerimônia de lançamento do Demonstrativo Mensal de Créditos (DMC), via Banco do Brasil, para aposentados.

“É uma facilidade para os beneficiários do INSS”, contou Eliane ao Blog do Planalto. “A gente consegue o contracheque rapidinho”, emendou Nadir que, após o lançamento do produto, se deslocou para o auditório do prédio central para a última etapa da visita do presidente Lula que culminou com assinaturas de atos.

O extrato do contracheque é mais um serviço que até o fim de setembro irá beneficiar os 27 milhões de aposentados e pensionistas. A partir de hoje, 13 milhões de cidadãos que recebem seus benefícios pelo Banco do Brasil, Mercantil ou Bradesco, poderão saber exatamente aquilo que tiveram de crédito e os repectivos descontos. Outros 14 milhões de clientes de 17 bancos contarão com o serviço no próximo mês.

De acordo com o INSS, o extrato do contracheque é mais uma das facilidades conseguidas a partir da negociação, por parte da entidade, com a rede bancária. Além do extrato, os beneficiários têm direito a transferência de valores entre contas e pacote com “tarifa zero” na movimentação da cotna. As instituições financeiras também se encarregam de promover o censo da previdência social sem custo para o governo.


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O presidente Lula assinou decreto, nesta terça-feira (10/8), “internalizando” as sanções impostas ao Irã pelo Conselho de Segurança da ONU, mas o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, frisou que o governo brasileiro é contrário às medidas e que elas não trarão qualquer prejuízo às relações comerciais entre Brasil e o país persa. Segundo o ministro, o decreto envolve apenas as diretrizes da ONU e não as sanções unilaterais adotadas pelos Estados Unidos ou União Européia.

Amorim disse que a decisão do governo brasileiro refere-se apenas às determinações da resolução número 1929 que se relaciona ao comércio de armamentos pesados ou equipamento para produção de energia nuclear. Os acordos no setor de agroindústria, por exemplo, não serão prejudicados. O chanceler brasileiro fez questão de explicar qure as indústrias brasileiras com negócios no Irã têm liberdade de decidirem pela manutenção ou não de seus respectivos negócios. De parte do governo, nenhuma decisão impedirá a continuidade do comércio bilateral.

Isso não afetará profundamente as relações com o Brasil. Peço que prestem atenção na resposta. O Brasil, embora sem concordar com elas e sem concordar com o método neste momento em que o Irã fez uma abertura, está internalizando as sanções adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. As sanções unilaterais, do ponto de vista legal nosso, não nos concernem. Agora não posso dizer que uma empresa que tenha negócio com o Estados Unidos e que prefira não se arrriscar. Isso é um problema da empresa. Não será uma disposição legal brasileira. Não aceitamos as sançoes unilaterais. Nós somos respeitadores das leis internacionais ao contrário de outros que muitas vezes praticam ações unilaterais, que frequentemente criticam o direitos humanos de um lado e financiam governos que violam direitos humanos de outro. Nós seguimos a lei internacional e a lei internacional manda que nós façamos isso.

Na entrevista, Amorim voltou a relatar sobre os procedimentos do governo brasileiro em favor de Sakineh Mohammadi Ashtiani condenada pelo govereno iraniano a morte por apedrejamento. O chanceler contou também que Colômbia e Venezuela estão em processo de entedimento para o pronto restabelecimento da paz. Além disso, confirmou que um avião da FAB [Força Aérea Brasileira] foi colocado à disposição do presidente do Paraguai, Fernando lugo, para que venha ao Brasil onde se submeterá a tratamento médico para câncer.


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O presidente responde

A coluna “O Presidente Responde” publicada nesta terça-feira (10/8) nos principais jornais brasileiros aborda temas como reajuste da faixa do Imposto de Renda, “justiça social” nas aposentadorias e investimentos do governo federal no estado de Goiás. O primeiro tema foi levantado pelo professor João Batista Bizo, morador em Planaltina do Paraná (PR). Bizo indagou sobre o motivo de o governo ainda não ter autorizado “a correção da faixa de imposto de renda recolhido na fonte?”

João Batista, sua informação não está atualizada. Nós já estamos corrigindo a tabela do imposto de renda da pessoa física anualmente desde 2007, quando entrou em vigor a lei que sancionei autorizando a mudança. Hoje, está isento de pagar IR todo cidadão que ganha menos que R$ 1.500. Até 2007, a isenção chegava a quem ganhava até R$ 1.164. O valor passou para R$ 1.313,69, em 2008, e R$ 1.372,81, em 2009. Essa diferença nos quatro últimos anos, de R$ 335, significou uma correção acumulada de 28,8%.

Na resposta ao professor paranaense, Lula disse que “outra medida que diminuiu a carga tributária sobre a classe média foi a criação de duas novas alíquotas, a partir de janeiro de 2009, o que desafogou o orçamento familiar em plena crise econômica”. Segundo o presidente, “o cidadão que durante muitos anos pagou 15% ou 27,5% de imposto, passou a ser enquadrado em outras duas fatias: de 7,5% e 22,5%. A variação beneficiou todos os trabalhadores, independentemente da faixa salarial, já que o IR é cobrado de forma progressiva. Mas os mais atingidos positivamente foram justamente os que ganham até R$ 2.246,75, que tiveram uma redução maior no desconto. A renúncia fiscal com a medida retornou para economia brasileira em forma de consumo, o que nos ajudou a sair da crise gerando emprego e desenvolvimento”.

O tema aposentadoria foi suscitado por José Dias Júnior, morador em Bauru (SP). Ele quis saber sobre a posição do governo em criar programas que venham a fazer justiça social nas aposentadorias. “Os aposentados estão ganhando hoje muito mais do que ganhavam antes. E isso vale tanto para quem recebe o piso previdenciário quanto para quem ganha o valor acima dele. O valor médio dos benefícios no primeiro semestre deste ano foi de R$ 716,75, ou seja, 29,6% a mais do que o pago em 2003″, respondeu o presidente.

Lula prosseguiu: “Veja, a Constituição proíbe vinculação de reajustes ao salário mínimo, a não ser que seja o piso previdenciário. É por isso que quem ganha o piso tem recebido reajustes maiores, acompanhando os aumentos do salário mínimo. São 18 milhões de aposentados e pensionistas que tiveram reajustes de 74%, entre janeiro de 2003 e fevereiro deste ano. Estamos recuperando o poder de compra perdido durante os anos anteriores. E não é pouca coisa. Desde o início do meu governo, também temos reajustado, de acordo com a inflação, os benefícios para quem ganha acima do piso. Além de cumprir esta obrigação constitucional, concedemos dois reajustes acima da inflação: em 2006, com aumento real de 1,7%; em junho deste ano, quando o Congresso aprovou e eu sancionei o reajuste de 7,72% – enquanto a inflação do período tinha sido de 3,47% -, para 8,2 milhões de pessoas. Sabe, José Dias, o governo deve fazer o que pode, mas com prudência, sem perder de vista o resultado das contas públicas. E é isso que estamos fazendo. Se por um lado estamos mantendo o equilíbrio orçamentário, por outro, promovemos o crescimento econômico, dividindo a riqueza do país para todos os cidadãos.”

A última questão foi apresentada pela estagiária Thais Batista Marinho, de Goiânia (GO): “Gostaria de saber por que Goiás não recebe o volume de investimentos de estados como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo? Penso que o governo federal poderia investir mais em nosso estado.”

Thais, a verdade é que estamos direcionando proporcionalmente mais recursos para o estado de Goiás do que para São Paulo. Veja, no período 2007-2010, são R$ 27,4 bilhões para obras de logística, energia, recursos hídricos, habitação e saneamento, constantes do PAC. Com empreendimentos como a Ferrovia Norte-Sul, a BR-060, BR-070 e a BR-153, na área de logística, são R$ 6,5 bilhões, que correspondem a 40% dos recursos destinados a São Paulo – embora a população deste estado seja sete vezes maior do que a goiana.

O presidente explicou que “em relação às obras voltadas para a geração de energia, Goiás está recebendo o equivalente a 33% dos recursos de São Paulo”. E continuou: “Na área social e urbana, são inúmeras obras de água e esgoto e urbanização de favelas no Estado, além da contratação de 27.588 moradias pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Mas sua preocupação é legítima. De fato, os estados menos desenvolvidos sofreram por muitos anos a falta de investimentos, o que contribuiu para concentração de renda em determinadas regiões.”


[3] Comentários

Construir uma ampla frente pela reforma política no País e trabalhar pela exportação dos bons resultados das políticas sociais brasileiras para países da América Latina, Caribe e África são duas das prioridades do presidente Lula para quando deixar o governo, a partir de janeiro de 2011, segundo o próprio revelou em entrevista exclusiva à revista IstoÉ publicada na edição desta semana. Lula voltou a negar que pretenda se candidatar a um cargo na ONU ou no Banco Mundial, e afirmou ainda que o principal legado que leva dos oito anos que comandou o País é a relação que estabeleceu com os movimento sociais.

Todas as políticas públicas que nós colocamos em prática é resultado de milhares de pessoas participando nos municípios, nos estados, até chegar aqui. Então, esse é o legado que eu acho que nós vamos deixar, que nenhum presidente vai ter coragem de mudar, nenhum presidente.

Na entrevista, que ganhou a capa da revista, o presidente Lula falou ainda de sua popularidade, de eleições presidenciais, Irã, Oriente Médio e reforma da ONU. Selecionamos alguns dos principais trechos da íntegra da entrevista, confira:

Frente ampla para reforma política

Quando eu deixar a Presidência eu vou ter 65 anos, eu ainda tenho muita contribuição para dar, ainda tenho muita contribuição para dar ao país. Eu sonho na construção de uma frente ampla no Brasil, juntar forças políticas aqui, construir um programa comum, fazer reforma partidária, que eu acho que é condição sine qua non para a gente poder mudar em definitivo o Brasil. Nós temos que ter uma reforma partidária, e isso não é coisa, não é coisa de presidente da República, isso é coisa dos partidos políticos. E eu pretendo, de fora, ajudar o meu partido a organizar, com os outros partidos políticos, a ideia da reforma política.

Popularidade e vida pós-governo

Eu não estou pensando isso ainda. Eu tenho me recusado a discutir o que eu vou fazer e como vou fazer depois que eu deixar o mandato, porque eu não sei o que eu vou sentir. O meu medo, o meu medo é tomar uma atitude precipitada do que eu vou fazer, montar alguma coisa, e depois de seis meses eu descobrir que não era aquilo que eu queria fazer. Então, eu acho que quem deixa um mandato como eu vou deixar, numa situação, graças a Deus, muito confortável, tem que dar um tempo de maturação. Eu preciso de um tempo, quem sabe, quatro, cinco ou seis meses.

Legado

Olha, eu acho que o legado mais importante que eu vou deixar foi a relação que eu estabeleci com a sociedade. Eu, no meu governo, fiz 72 conferências nacionais. Fiz conferência de GLBT, fiz conferência de política, fiz conferência de comunicação, conferência de portador de deficiência física, conferência de hanseniano, conferência de negro, conferência de índio, conferência de tudo que você possa imaginar; conferência das cidades, conferência dos sem-teto, conferência de catador de papel. Todas as políticas públicas que nós colocamos em prática é resultado de milhares de pessoas participando nos municípios, nos estados, até chegar aqui. Então, esse é o legado que eu acho que nós vamos deixar, que nenhum presidente vai ter coragem de mudar, nenhum presidente.

Tem muitas coisas que me emocionam, porque foi um processo educativo, de a gente teimar que era possível fazer e a gente poder provar o seguinte: o Palácio de um governo não é apenas para receber príncipe, rainha ou presidente, é para receber do pé descalço ao cara que está de sapato alto. E essa foi a coisa rica do governo, ou seja, os sem-teto entrarem lá dentro e chorar, os cegos entrarem lá dentro, aprovar aposentadoria para hansenianos, que ficaram mais de 30 anos em colônia, e beijar cada um, e eles chorarem, porque nunca um presidente tinha encostado perto deles, possivelmente de nojo. Então, eu acho que esse é o grande legado.

Ouça aqui o áudio da íntegra da entrevista:

Para ler a transcrição, clique aqui.

Exportar políticas sociais

O acúmulo de acertos nas políticas sociais que nós tivemos no Brasil precisa ser socializado. E eu quero socializá-las com quem? Eu quero socializá-las com os países da América do Sul e da América Latina, quero socializá-las com os países do Caribe, quero socializá-las com os países africanos – eu já tenho muitos convites de países africanos para ir lá mostrar a ideia, o que nós fizemos.

Cargo na ONU

Tem companheiros que falam: “Olha, Lula, você… é preciso ir para a ONU”. Eu tenho uma ideia diferente: eu acho que a ONU é uma instituição que tem ser dirigida por um burocrata, que tenha consciência de que ele é subordinado aos presidentes dos países, porque se você coloca alguém lá que, por coincidência, tenha mais força que alguns presidentes, fica, no mínimo, uma anomalia. Você fica com uma instituição criada para servir os países, com gente mandando mais… Aí, imagine se a moda pega e os ex-presidentes americanos resolvem ser secretários-gerais da ONU! Não dá certo!

Ancinav

Eu vou te contar uma história, como é que a gente… Governar é uma coisa engraçada. Uma vez, o Gilberto Gil propôs criar a Ancinav. Era uma proposta, era uma proposta e, de repente, a gente estava tomando porrada de todos os lados. De todos os lados a gente estava tomando bordoada. Então, eu reuni todos os ministros envolvidos naquilo – Justiça, Fazenda, Indústria e Comércio, Cultura –, e tinha mais uns três ou quatro – Secom, Comunicação – em uma mesa, esta mesa aqui – lá no Alvorada. Eu falei, companheiros, olha, eu estou vendo pela imprensa essa proposta da Ancinav aí, nós estamos apanhando muito e eu quero saber o seguinte: se todos nós estamos de acordo com a proposta que está na mesa. Foi fantástico. Nenhum ministro concordava com a proposta.

Jornalista: Nem o Gil?

Não, porque era uma proposta para debate, era uma proposta para debate, e surgiu como se fosse uma proposta acabada do governo. Então, eu falei: pelo amor de Deus, gente, alguém tem que comunicar à imprensa que está retirada a proposta. Se ninguém está defendendo a proposta, por que ela vai continuar? Então, isso são coisas de governo que ou você toma a decisão rapidamente ou você é engolido rapidamente.

Irã

O Ahmadinejad veio aqui, nós conversamos mais de duas horas, aí eu falei: se você… se for possível a gente avançar, eu mando o Celso Amorim ir muitas vezes lá. Como a Turquia também estava tentando, então, nós fomos. O Celso Amorim e o Ministro das Relações Exteriores da Turquia começaram a conversar, e a conversar com o Primeiro-Ministro do Irã, preparando a nossa ida lá. (…) Bem, aí foi chegando próximo de ir ao Irã, o Celso foi várias vezes lá, eu falei: Celso, é preciso dizer para o Ahmadinejad que eu não posso fazer uma viagem inútil.

(…) Eu nasci na política, meu filho, eu nasci. Eu, toda a minha vida, desde os anos [19]69, a minha vida foi negociar; perdi muita coisa, ganhei muita coisa, mas negociar é a arte maior de fazer política.

Novo Conselho de Segurança da ONU

O problema é o seguinte: se a ONU continuar fraca do jeito que está, vai prevalecer o unilateralismo, ou seja, a posição unilateral dos americanos vai continuar prevalecendo. Quando nós propusemos fortalecer a ONU, não é a entrada do Brasil, é a entrada do Brasil, é a entrada da Índia, é a entrada da Alemanha, é a entrada de dois ou três países africanos. É, uma coisa, uma coisa para que tenha mais representatividade. Você imagina o continente africano, com 53 países, não tem ninguém! E quantos tem, europeus? E, agora, tem mais a Alemanha, convidada especial. Ou seja, aquilo não é um clube de amigos.

Paz no Oriente Médio

No Oriente Médio, veja, no Oriente Médio, eu vou terminar dizendo isso, no Oriente Médio, na minha opinião, não haverá paz enquanto os americanos acharem que são eles os responsáveis pela construção da paz! Porque não vai haver? Porque ali você tem que saber o seguinte: quem é que tem força no Hezbollah? Quem é que tem força no Hamas? Qual é o papel do Irã? Qual é o papel do Catar, que é aliado dos americanos de um lado, e ajuda o Hamas de outro? Qual é o papel do Presidente da Síria? Ou você tem uma instituição que congregue todos esses países juntos, e essas organizações estabeleçam um ponto mínimo de acordo, ou nunca haverá paz.


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Presidente Lula durante cerimônia de cumprimentos ao presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos Calderón. Foto: Ricardo Stuckert

Viagens internacionais

O novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos Calderón, confirmou neste sábado (7/8) que visitará o Brasil no próximo dia 1º de setembro. A viagem do presidente eleito colombiana foi tratada pelos ministros das Relações Exteriores Celso Amorim (Brasil) e María Ángela Holguín (Colômbia) durante reunião na residência oficial do embaixador do Brasil na Colômbia, Valdemar Carneiro Leão Neto. O presidente Lula chegou a Bogotá na noite de sexta-feira (6/8) para participar do jantar oferecido pelo ex-presidente Álvaro Uribe a chefes de Estado e também para a cerimônia de posse de Juan Manuel Santos. Nas últimas duas semanas, Lula esteve também nas fronteiras do Brasil com Uruguai e Paraguai, em San Juan (Argentina) para reunião do Mercosul e com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em Caracas.

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Viagens internacionaisA TAM está ampliando participação no mercado sul-americano. Após reunião na Embaixada do Brasil na Colômbia, a companhia aérea brasileira anunciou que até o fim deste ano inicia a operação de voo diário entre São Paulo e Bogotá. O fato acontece horas antes do desembarque do presidente Lula à capital colombiana para participar de um jantar com o atual presidente Álvaro Uribe e para cerimônia de posse do presidente eleito, Juan Manuel Santos. O Blog do Planalto acompanhou de perto encontro entre o embaixador Valdemar Carneiro Leão e os executivos da empresa.

O diretor da TAM para a América Latina, João Francisco Amaro Filho, contou que a Colômbia constitui no oitavo país sul-americano. A partir de agora, o governo brasileiro, por meio da Embaixada, procederá nos entendimentos com autoridades colombianas, bem como o departamento jurídico da TAM tomará as providências no sentido de montar um braço da companhia na Colômbia. Em conversa com o Blog do Planalto, João Amaro informou que a empresa deve contratar 50 funcionários em Bogotá para operar um voo em aparelho Airbus 320.

João Amaro informou ainda que a TAM estuda também rotas para a África. Aliás, esta é outra reivindicação do presidente Lula que, durante o périplo pelo continente africano no mês passado, fez o desafio às companhias nacionais. Segundo Lula, tal procedimento permitirá que grupos brasileiros façam negócios nos países africanos.

O embaixador Carneiro Leão disse que a iniciativa da TAM reforça a importância do Brasil no momento atual. Segundo ele, o fluxo de brasileiros na Colômbia tem aumentado consideravelmente. Deste modo, a Colômbia tornou-se uma rota bastante atraente, seja para o turismo ou negócio. Atualmente, a GOL e a Avianca têm voos diários entre os dois países.

De acordo com informações da Embratur, a Colômbia é o 14º país em participação no fluxo aéreo para o Brasil. Em 2008, antes da crise financeira mundial, 96.846 colombianos estiveram em cidades brasileiras. No ano seguinte, houve uma queda em função da crise:78.010 colombianos visitaram o Brasil. O fluxo de brasileiros para a Colômbia também teve o mesmo impacto. Porém, o embaixador Carneiro Leão aposta na recuperação estes ano.

“Cartagena é o principal destino de brasileiros neste país. Trata-se de uma cidade construída em frente ao Mar do Caribe e banhada por dois oceanos. Na época do escoamento do ouro, para protegê-la do ataque de piratas, os espanhóis ergueram uma muralha o que torna um grande atrativo para quem visita o lugar”, contou o embaixador.

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Viagens internacionaisCom quase três anos à frente da Embaixada do Brasil na Colômbia, Valdemar Carneiro Leão é uma referência para quem busca informações sobre o país vizinho. Envolvido com os preparativos da visita do presidente Lula a Bogotá, o embaixador brasileiro recebeu o Blog no Planalto em seu gabinete, para uma conversa sobre as expectativas da parceria entre os dois países. Durante a conversa, Carneiro Leão mostrou-se contente com os resultados alcançados no incremento comercial e principalmente com a crescente vinda de empresas brasileiras para a Colômbia.

“A Colômbia é um país estável, com regras claras para os investidores que desejam vir para cá. A relação com o governo Álvaro Uribe foi muito boa e apostamos que ela se mantenha no governo Juan Manuel Santos”, afirmou.

Na área comercial, a balança comercial entre Brasil e Colômbia já retornou aos níveis verificados antes da crise financeira mundial. Entre janeiro e maio deste ano, as exportações brasileiras para a Colômbia atingiram US$ 825,3 milhões e as importações colombianas ficaram em US$ 372,5 milhões. Os produtos mais requisitados pela Colômbia são caldeiras, máquinas, veículos, equipamentos tecnológicos. Já a Colômbia enviou para o Brasil carvão, pneus e produtos em PVC que constituem cerca do 85% da pauta de exportação colombiana.

Carneiro Leão conta também que empresas com Petrobras, Votorantim, Gerdau, Avianca e Marcopolo estão com negócios neste país sul-americano. Isso tem levado os jovens a apostar nos postos de trabalho que são oferecidos no país. Outro ponto importante, segundo o embaixador, é o desenvolvimento de 20 projetos de cooperação técnica em curso nas áreas de meio ambiente, gestões florestais, agroindústria, reciclagem de lixo, banco de leite, bem como o Brasil vem tratando com sucesso a parceria na área de segurança, com militares colombianos estagiando nas forças brasileiras e brasileiros conhecendo as forças armadas da Colômbia.

O embaixador contou também da experiência entre o governo do Estado do Rio e a Colômbia na questão de segurança pública. O governador Sergio Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, estiveram em Medelin e verificaram o projeto para a redução da criminalidade. Carneiro Leão afirmou que a participação do Estado em locais carentes deste país vai além de oferecer serviços como escolas, postos de saúde e segurança.

Aqui, quando se constrói uma escola num bairro carente, o cidadão tem a certeza que é o melhor colégio do país. Os professores recebem os melhores salários. Este sentimento é importante para que se perceba o tratamento dado pelo governo ao cidadão.

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