saneamento básico


Lula acena para moradores do Conjunto Habitacional Três Marias durante cerimônia de entrega de chaves. Foto Ricardo Stuckert/PT

O presidente Lula criticou, nesta sexta-feira (10/9), governates que deixaram de promover parcerias com o governo federal por serem de partidos de oposição. O presidente citou como exemplo a construção de moradias do Cojunto Habitacional Três Marias, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Segundo ele, políticos que antecederam o atual prefeito Luiz Marinho mantiveram-se distantes por “demonstração de ignorância”. O presidente participou da cerimônia de entrega de 224 moradias e assinou contrato para a terceira etapa do Projeto de Urbanização do Parque São Bernardo.

“Muitas vezes uma prefeitura deixa de receber recursos do governo federal porque não tem projeto. E se não tem projeto não adianta. O Marinho então tratou de recuperar alguns projetos que existiam para a cidade e que outro governo de partido diferente se dava ao luxo de não fazer parceria com o governo federal. Era maior demonstração de ignorância do prefeito. É o absurdo do absurdo. Isso aqui poderia estar pronto há quatro anos. Isso ficou parado quase seis anos”, disse Lula.

Ouça abaixo a íntegra do discurso do presidente Lula.

Presidente disse que Caixa destinou R$ 70 milhões para prédios do Conjunto Habitacional Três Marias. Foto Ricardo Stuckert/PR

Neste período, o município deixou de contar com os recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) para a construção das moradias. Segundo o presidente, o governo destinou R$ 70 milhões para os blocos de apartamentos. Lula explicou que tais atitudes levaram a população a sofrer durante décadas. Ele citou as cenas de um vídeo apresentado no início da cerimônia que retratou os momentos dificeis da população até conseguir colocar o projeto de contrução das unidades habitacionais em prática.

“São Bernardo é uma cidade muito rica. Não deveria ter pessoas morando em situação como as mostradas no filme que passou aí.”

Lula informou que o seu governo tem ampliado os investimentos em habitação e saneamento básico. Segundo ele, em 2003 a Caixa tinha R$ 5 bilhões e, em 2010, o montante chegará a R$ 70 bilhões. O presidente afirmou que os governos anteriores não investiam em educação, saneamento e drenagem. Além disso, conforme explicou, o setor da construção civil estava paralisado por ausência de recursos.

“Quando começamos a governar a Caixa tinha R$ 5 bilhões para investir. Esse ano vamos investir R$ 70 bilhões. São 14 vezes mais. Isso tudo aconteceu porque preparamos o Brasil para chegar na situação que chegou. A construção civil brasileira passou mais de 20 anos sem investimentos em obras. Estamos batendo todos os recordes.”

No discurso, Lula destacou o empenho do prefeito Marinho que, com os projetos apresentados conseguiu cerca de R$ 500 milhões do governo federal. Ele contou que mais cedo inaugurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) naquele município e que o aparelhamento da unidade é de fazer inveja a muita gente. O presidente concluiu o discurso afirmando que em 2011 voltará para São Bernardo e que pretende atuar como defensor da cidade onde teve trajetória como sindicalista e político.

“Basta ter projeto que tem muito mais recursos. Vou voltar para minha São Bernardo e morar aqui pertinho do sindicato. Se puder ajudar eu vou ajudar. Atrapalhar jamais. Se for amigo de uma pessoa que tenha um cargo mais importante não terei vergonha em pedir. Quero que São Bernardo esteja cada vez melhor e o povo cada vez mais feliz.”


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Lula acena para moradores do Conjunto Habitacional Três Marias durante cerimônia de entrega de chaves. Foto Ricardo Stuckert/PT

O presidente Lula criticou, nesta sexta-feira (10/9), governates que deixaram de promover parcerias com o governo federal por serem de partidos de oposição. O presidente citou como exemplo a construção de moradias do Cojunto Habitacional Três Marias, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Segundo ele, políticos que antecederam o atual prefeito Luiz Marinho mantiveram-se distantes por “demonstração de ignorância”. O presidente participou da cerimônia de entrega de 224 moradias e assinou contrato para a terceira etapa do Projeto de Urbanização do Parque São Bernardo.

“Muitas vezes uma prefeitura deixa de receber recursos do governo federal porque não tem projeto. E se não tem projeto não adianta. O Marinho então tratou de recuperar alguns projetos que existiam para a cidade e que outro governo de partido diferente se dava ao luxo de não fazer parceria com o governo federal. Era maior demonstração de ignorância do prefeito. É o absurdo do absurdo. Isso aqui poderia estar pronto há quatro anos. Isso ficou parado quase seis anos”, disse Lula.

Ouça abaixo a íntegra do discurso do presidente Lula.

Presidente disse que Caixa destinou R$ 70 milhões para prédios do Conjunto Habitacional Três Marias. Foto Ricardo Stuckert/PR

Neste período, o município deixou de contar com os recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) para a construção das moradias. Segundo o presidente, o governo destinou R$ 70 milhões para os blocos de apartamentos. Lula explicou que tais atitudes levaram a população a sofrer durante décadas. Ele citou as cenas de um vídeo apresentado no início da cerimônia que retratou os momentos dificeis da população até conseguir colocar o projeto de contrução das unidades habitacionais em prática.

“São Bernardo é uma cidade muito rica. Não deveria ter pessoas morando em situação como as mostradas no filme que passou aí.”

Lula informou que o seu governo tem ampliado os investimentos em habitação e saneamento básico. Segundo ele, em 2003 a Caixa tinha R$ 5 bilhões e, em 2010, o montante chegará a R$ 70 bilhões. O presidente afirmou que os governos anteriores não investiam em educação, saneamento e drenagem. Além disso, conforme explicou, o setor da construção civil estava paralisado por ausência de recursos.

“Quando começamos a governar a Caixa tinha R$ 5 bilhões para investir. Esse ano vamos investir R$ 70 bilhões. São 14 vezes mais. Isso tudo aconteceu porque preparamos o Brasil para chegar na situação que chegou. A construção civil brasileira passou mais de 20 anos sem investimentos em obras. Estamos batendo todos os recordes.”

No discurso, Lula destacou o empenho do prefeito Marinho que, com os projetos apresentados conseguiu cerca de R$ 500 milhões do governo federal. Ele contou que mais cedo inaugurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) naquele município e que o aparelhamento da unidade é de fazer inveja a muita gente. O presidente concluiu o discurso afirmando que em 2011 voltará para São Bernardo e que pretende atuar como defensor da cidade onde teve trajetória como sindicalista e político.

“Basta ter projeto que tem muito mais recursos. Vou voltar para minha São Bernardo e morar aqui pertinho do sindicato. Se puder ajudar eu vou ajudar. Atrapalhar jamais. Se for amigo de uma pessoa que tenha um cargo mais importante não terei vergonha em pedir. Quero que São Bernardo esteja cada vez melhor e o povo cada vez mais feliz.”


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Ao relembrar emocionado as dificuldades vivenciadas no passado, como por exemplo quando morava na Vila Carioca, em São Paulo, na década de 1950, em uma casa que sofria constantes enchentes, o presidente Lula deu uma mensagem de otimismo e esperança às 208 famílias que receberam nesta quarta-feira (8/9) apartamentos do PAC Urbanização na cidade de Contagem (MG), região metropolitana da Belo Horizonte.

O que aconteceu comigo acontece com muita gente pobre neste país. Mas o que eu estou vendo aqui hoje é um processo extraordinário de reparação das condições de vida da sociedade brasileira. A gente só vence se a gente não se desesperar, se a gente não desacreditar, se a gente acreditar que é possível vencer as barreiras.

Lula reafirmou o compromisso do seu governo em investir em infraestrutura, saneamento básico, tratamento de água e esgoto e sustentabilidade ambiental. “É este país que nós precisamos construir para não permitir que o país continue a ser o que era há algum tempo”, disse ele durante o discurso. O presidente afirmou ainda estar feliz com o anúncio da Caixa Econômica Federal de já ter contratado 625 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida. “Esse programa é um milagre. A gente não tinha hábito de fazer casas no Brasil, e com o Minha Casa, Minha Vida assumimos o compromisso de fazer 1 milhão. Se Deus quiser, até o fim do ano vamos contratar 1 milhão de casas, o que é algo inédito neste país e, a partir do ano que vem quem estiver governando o Brasil vai contratar 2 milhões de casas para as pessoas mais pobres”, previu.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Os 208 apartamentos entregues em Contagem fazem parte do projeto de intervenção para requalificação urbana e ambiental no vale do Ribeirão Arrudas. As unidades são de dois e três quartos, com piso em cerâmica e pintura em látex. Neste empreendimento, serão construídos 42 blocos de 16 apartamentos, sendo 38 blocos do PAC Urbanização, no valor de R$ 29 milhões, e quatro blocos pelo Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, com valor de R$ 3 milhões. O vale do Ribeirão Arrudas terá ainda contenções, retificações e interceptor de esgoto, com redes de drenagem, abastecimento de água e de coleta de esgoto sanitário.


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Especial 7 de SetembroNos dias que antecedem o 178º aniversário da Independência do Brasil, o Blog do Planalto foi às ruas de Brasília (DF) para saber o que significa independência para os brasileiros. Para uns, independência é ter emprego e renda. Para outros, acesso à educação de qualidade. Saneamento básico, moradia e segurança pública também foram apontandos como determinantes para a nossa independência.

O presidente Lula costuma lembrar em seus discursos que comemorar o Dia da Independência é, antes de tudo, olhar para o futuro sem medo de crescer, nem de buscar os melhores caminhos:

“É tempo de ampliarmos a nossa esperança no Brasil. A independência não é um quadro na parede nem um grito congelado na história. A independência é uma construção do dia-a-dia, a reinvenção permanente de uma nação, a caminhada segura e soberana para o futuro.”

Com base nas respostas que levantamos nas ruas, fizemos um painel das principais ações do governo que interferem diretamente nos temas apontados. Confira o infográfico:

Infográfico: Thiago Melo


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Presidente Lula descerra placa de inauguração do projeto de urbanização de favelas nas bacias dos córregos Cabaças e Segredo, em Campo Grande (MS). Foto: Domingos Tadeu/PR

A grande motivação para o presidente Lula ir a Campo Grande (MS) nesta terça-feira (24/8) inaugurar projeto de urbanização de favelas foi o fato dele próprio ter morado décadas atrás em bairros em São Paulo que alagavam e causavam todo tipo de problema – principalmente de saúde – , afirmou ele durante discurso. “Essas coisas eu conheço e por isso temos colocado muito dinheiro em saneamento básico, para minimizar o sofrimento do povo deste País”, disse Lula, lembrando que investir na coleta e tratamento de esgoto é investir em saúde preventiva da população. “Estamos aprendendo a cuidar deste País.”

O presidente reafirmou que em seu governo não falta dinheiro para quem apresenta bons projetos. “Se tiver projeto que seja factível, o dinheiro aparece”, disse Lula, para quem há hoje um processo de reparação para compensar os últimos 50 anos de “desgovernos” que o País sofreu. Foi nesse periodo que áreas impróprias para moradias foram sendo irregularmente ocupadas, com anuência de governantes, gerando problemas para a maioria das grandes cidades brasileiras. Segundo Lula, ainda há tempo para evitar que o mesmo aconteça em Campo Grande – mas para isso é preciso evitar os erros do passado:

Quando é uma pessoa, a gente pode tirar. Quando são duas, a gente pode tirar. Mas quando se transformam em mil pessoas, em duas mil pessoas, já é um problema social de monta e fica muito mais difícil você mexer com isso. (…) A atual geração de prefeitos está tentando consertar as coisas que foram feitas erradas durante tantos e tantos anos neste País.”

Ouça aqui a íntegra do discurso:


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Presidente Lula durante abertura oficial da 40ª Assembleia Nacional da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), em Uberaba/MG. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Convencer um administrador público a ‘enterrar’ dinheiro público fazendo obras de saneamento básico nas cidades não foi uma tarefa fácil mas o objetivo foi alcançado e as próximas gerações de prefeitos e governadores já colocam esses projetos como prioridades em suas administrações, celebrou o presidente Lula durante a sessão de abertura da 40ª Assembleia Nacional da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae), realizada nesta segunda-feira (14/6) em Uberaba (MG).

Nós estamos criando uma nova geração de prefeitos, de administradores públicos, que começa a levar a sério a preocupação com saneamento básico. Falo com a convicção de um presidente que, desde que criou o Ministério das Cidades, tem brigado para que a gente crie uma carteira de financiamento de saneamento básico, para que a gente possa resolver definitivamente o problema de saneamento no Brasil.

O presidente Lula cobrou do ministro das Cidades, Márcio Fortes, a regulamentação da Lei Nacional de Saneamento, aprovada há dois anos no Congresso Nacional, depois de saber pelo presidente da Assemae, Arnaldo Luiz Dutra, que isso ainda não havia sido feito. “Não tem explicação a gente estar há dois anos sem regulamentar. Se eu procurar uma explicação, eu não encontro – a não ser que alguém não queira que chegue na mesa do presidente. Se tem, aí sim é que precisa chegar, para gente decidir o que fazer”, afirmou Lula, depois de fazer uma cobrança direta ao ministro Márcio Fortes: “Queria te dizer uma coisa, Márcio: aquilo que não foi regulamentado em dois anos, será regulamentado na próxima semana, para que a gente possa mudar de discussão”, disse.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula disse que sabe bem o que é viver em lugar que não tem saneamento básico e criticou a irresponsabilidade de governantes passados que não cuidaram do saneamento de suas cidades quando tiveram a chance. “É uma irresponsabilidade total e histórica”, afirmou o presidente, afirmando que não há glória maior para um prefeito do que saber que na cidade dele, as pessoas tomam água de qualidade e as crianças mais pobres podem andar descalças sem medo de pisar em esgoto a céu aberto.

Graças a deus temos uma geração de prefeitos que começa a pensar nisso com mais seriedade. (…) E como a gente está muito atrasado, tudo que a gente fizer ainda é pouco diante do que a gente ainda tem que correr para tirar o tempo perdido.


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Há mais obras e crédito para seu financiamento em todas as regiões do País, milhares de jovens carentes têm tido a oportunidade de fazer uma faculdade (graças ao ProUni), a população está consumindo mais, o governo federal tem feito importantes parcerias com governos estaduais e municipais – independementemente de partidos políticos – mas ainda assim a imprensa e parte da elite brasileira ainda se recusa a admitir que o Brasil mudou. A observação foi feita nesta quinta-feira (10/6) pelo presidente Lula durante inauguração de unidades habitacionais em Aracaju (SE).

Se as coisas não estivessem dando certo, não ia ser porque é pobre que ia gostar de mim. As pessoas gostam porque percebem que as coisas estão acontecendo. É esse país que não aparece na imprensa, nem na televisão. É esse país que muita gente tenta esconder. É esse país que está dando essa popularidade toda ao governo! Não é o chamado País do ‘formador de opinião pública’. Porque houve um tempo que invetaram o formador de opinião pública, era um cidadão que colocavam uma gravata e ia na televisão (…) e essa moça da Central dos Movimentos Populares que veio aqui, bonita e elegante, não é formadora de opinião pública.

As pessoas não percebem que o povo está ficando mais sabido, mais inteligente. O povo não quer mais intermediário. O povo quer falar pela sua boca, pensar pela sua cabeça, enxergar pelo seus olhos e tomar decisão por conta própria.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento em Sergipe:

Um dos grandes legados que está deixando aos brasileiros, afirmou Lula, é fazer a população mais pobre do País acreditar em si mesmo. Falta muito para recuperar o que foi perdido no século 20, admitiu o presidente, mas com a auto-estima reforçada e a economia crescendo de forma contínua e sustentavelmente, o Brasil tem todas as condições de dar um salto de qualidade nos próximos anos.


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As cerca de 60 milhões de pessoas que integram hoje o Bolsa Família serão, até 2022, integradas à cadeia produtiva e consumidora do Brasil, ajudando assim a formar o grande mercado interno do País. Essa é uma das principais metas do Plano Brasil 2022, planejamento estratégico que está sendo elaborado pelo governo e que foi apresentado à imprensa nesta terça-feira (27/4) em Brasília por Samuel Guimarães, da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. O Plano Brasil 2022 prevê ainda ações em saneamento básico, mobilidade urbana e distribuição de renda, e tem como meta um Brasil sem analfabetismo, desmatamento e pobreza absoluta no ano do bicentenário da independência do País.

Conheça aqui mais detalhes sobre o Plano Brasil 2022 e suas metas.

“Distribuir para crescer e crescer a taxas elevadas para que o nível de bem-estar dos brasileiros aumente”, afirmou Guimarães durante o encontro com a imprensa. Ele pretende entregar o documento final ao presidente Lula no dia 30 de junho. O material está sendo elaborado em parceria com todos os ministérios e personalidades acadêmicas, ex-ministros, organizações de classe, centrais sindicais e governos estaduais.

Ouça aqui a íntegra da entrevista com Samuel Guimarães, da SAE:

Samuel Guimarães lembrou durante a apresentação do Plano Brasil 2022 que, hoje, 27% dos brasileiros não têm esgoto sanitário básico e a capacidade de produção dos trabalhadores está prejudicada pela precariedade do transporte público nas cidades. Para melhorar a mobilidade nas cidades brasileiras, Guimarães afirmou que o Plano Brasil 2022 prevê a triplicação da rede de metrôs.

O titular da SAE afirmou ainda que o fim na diferença de renda entre homens e mulheres está entre as metas do Plano. “Hoje, temos uma diferença de 40% nos salários dos homens em relação ao das mulheres, que já são maioria em muitos cursos superiores. A igualdade salarial precisa acontecer em 2022”, disse ele.


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Quatro anos de mandato presidencial é muito pouco para se fazer uma obra estruturante no País e, por isso, o presidente Lula mudou de opinião em relação à reeleição e hoje a defende. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, publicada nesta quarta-feira (21/4), Lula fala também sobre as eleições presidenciais e estaduais deste ano, o aniversário de 50 anos de Brasília, a atual situação institucional e política da capital federal, obras de saneamento e dragagem na periferia das grandes cidades, PAC 2 e ONU, entre outros temas.

Selecionamos alguns trechos principais da entrevista:

REELEIÇÃO

Olha, eu era contra a reeleição. Agora, eu quero que tenha a reeleição, mesmo se você ganhar, porque em quatro anos você não consegue fazer nenhuma obra estruturante neste país. Nenhuma, nenhuma. Entre você pensar uma grande obra, fazer projeto básico, projeto executivo, tirar licença ambiental, enfrentar o Poder Judiciário, enfrentar o Tribunal de Contas da União e vencer todos esses obstáculos, termina o teu mandato e você não começa a obra.

SUCESSÃO

Não é uma questão de honra. Porque em política a gente nunca coloca questão de honra porque fica muito difícil. É uma questão de pragmatismo político. E você tem razão. Eu estou muito mais animado com a campanha da Dilma do que com a minha. Porque eu passei muito tempo relutando com o segundo mandato. Quem me conhece, quem conviveu comigo, sabe que eu tinha muitas preocupações com o segundo mandato. O PAC surgiu exatamente por conta da minha preocupação com o segundo mandato. Qual era a minha preocupação? Se eu chegar ao segundo mandato, ficar como alguns que só iam trabalhar de tarde, e repetir a mesmice do primeiro mandato, seria uma coisa enfadonhosa. Então, eu pensei o PAC em outubro de 2006 e não utilizei ele naquela campanha porque chegamos a conclusão que não era necessário utilizar na campanha. Então nós lançamos o PAC em fevereiro de 2007. Ele é que me deu o gás todo de ver as coisas, de andar pelo Brasil. A Dilma é a possibilidade. O meu governo já foi avaliado com a minha reeleição. Agora, ele será bi-reavaliado se eleger a Dilma. Daí porque a minha responsabilidade com a eleição da Dilma. É que ela será a continuidade do nosso governo aperfeiçoando, fazendo mais, fazendo melhor, fazendo coisas novas. Então, por isso que eu estou entusiasmado. Estou entusiasmado e acho que… vamos para as cabeças. Sempre respeitando o adversário, sempre sabendo que eleição a gente não ganha na véspera, ganha no dia. Até porque eu tenho muita experiência em eleição.

Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.

Para ouvir o áudio da entrevista, clique aqui:

50 ANOS DE BRASÍLIA E A CRISE POLÍTICA

Estou convencido que o povo de Brasília tem que comemorar os 50 anos de Brasília. Não pode ser misturado o significado de Brasília para a sociedade brasileira, o significado de Brasília como capital da República, não pode ser confundido com os administradores que cometeram o absurdo de cometerem erros. Ou seja, muitas vezes os erros são cometidos porque as pessoas acham que são impunes, ou seja, são… não tem… ninguém vai saber.

E eu acho que Brasília, de um lado, tem que estar de luto, porque aconteceu essa barbaridade que aconteceu mas, ao mesmo tempo, tem que ter orgulho de Brasília. Brasília é uma cidade extraordinária, é uma cidade que tem crescido muito acima daquilo que foi previsto por Oscar Niemeyer, que foi previsto por Juscelino. E ela cresceu, eu diria, quase que um pouco desordenada, ou seja, acho que houve irresponsabilidade em alguns momentos da história de Brasília, em tentar trazer para cá, de forma desordenada, gente para morar em condições inadequadas, ou seja, se Brasília tivesse crescido como se pensou no início, ela seria muito mais humana. Porque Brasília é isso, Brasília tem um lado humano, que é o Plano Piloto, que são os centros das cidades-satélites, e tem o lado desumano, que são os entornos, onde as pessoas moram em situações totalmente adversas. Mas, ainda assim, eu acho que o povo tem que comemorar, porque foi uma epopeia o nosso Juscelino cumprir uma coisa que tinha sido pensada em 1823, e ele ter coragem de fazer. Porque não era fácil tirar a capital do Rio de Janeiro.

ELEIÇÕES EM SÃO PAULO

Eu disse ao Aloizio Mercadante: Como é que nós vamos ganhar São Paulo? Como é que nós vamos ganhar São Paulo? O PT não precisa provar para ninguém que tem 30% de votos em São Paulo. Agora, nós precisamos arrumar os outros 20 que faltam. Eu disse para o Aloizio Mercadante: “É preciso que você arrume o teu Zé Alencar”. Porque o Zé Alencar, para mim, teve uma importância que… Não era a importância da quantidade de votos que ele trouxe, só. A importância da quantidade de preconceito que ele quebrou. Porque ficava explícito: como é que um empresário que tinha mais de 15 mil trabalhadores na sua fábrica, a maior empresa têxtil do país, estava sendo o meu vice, e um cidadão que tinha dois empregados, e se achava o grande empregador do mundo, tinha medo do Lula?

Então, o discurso do José Alencar quebrou barragem maior do que Itaipu. De vez em quando eu falo para o Zé, ele muitas vezes não se dá conta disso. Ele quebrou barreiras imensas, preconceitos que vão sendo construídos e vão ficando que nem marisco, incrustados assim, na pedra. Ele quebrou. Então, eu acho que o PT de São Paulo precisa arrumar esse Zé Alencar. Ou seja, nós temos que ter um vice que não seja mais da esquerda do que o PT.

DILMA

A Dilma, primeiro, ela tem o cartão de crédito de oito anos de administração bem sucedida no Brasil, da qual ela foi uma gerente excepcional. Vocês, quando conversarem com a Dilma, vocês vão ter a mesma surpresa que eu tive com a Dilma.

Vocês vão ter a mesma surpresa. A Dilma virou minha ministra de Minas e Energia em uma reunião. E olha que eu tinha companheiros que trabalhavam comigo há dez anos. Alguns já tinham sido ministros paralelos do meu governo quando eu montei o governo paralelo. E em uma reunião eu conheci a Dilma. O Zé Dirceu já tinha, inclusive, feito acordo com o PMDB. Eu disse ao Zé Dirceu: “Zé Dirceu, o ministério de Minas e Energia, acabei de encontrar a minha ministra”. Pela objetividade com que ela se comportou na reunião e pela seriedade de tratar os assuntos. Então, a Dilma vai ter esse cacife. Obviamente que as pessoas estão sempre botando defeito, não é?

TEMER VICE

O Temer, eu acho que dá segurança de um homem que tem um a vida pública já de muito tempo, tem uma seriedade comprovada no Congresso Nacional, hoje está mais fortalecido dentro do PMDB e nós trabalhamos olhando também o pós-eleição. É melhor você construir a regra do jogo antes do que você deixá-la pra construir depois. Então eu acho que o Temer, se for ele o indicado pelo PMDB, se for ele o vice, ele dará à Dilma a tranquilidade de que nós não teremos problemas de governabilidade no país, que é sempre uma coisa de muita tensão.

AÉCIO VICE

Eu acho que o Aécio está qualificado politicamente para ser o que ele quiser ser. Agora, se ele for vice, ele vai se desgastar muito.

Porque é só pegar o que o Estado de Minas escreveu, das divergências do Aécio com o Serra, só pegar os discursos todos feitos quando o Virgílio Guimarães era candidato à presidência da Câmara para a gente perceber que o Aécio vai colocar muita dúvida na cabeça do povo mineiro. Quem é o Aécio que quer ser vice?

Agora de qualquer forma, gente, eu também falo essas coisas, mas o Aécio tem cacife para ser o que ele quiser. Tem cacife e são do mesmo partido.

REAJUSTE PARA APOSENTADOS

Deixa eu contar uma coisa. É que eu acho que as pessoas começam a ter um comportamento um pouco estranho achando que a gente pode banalizar o mandato da gente, seja do Presidente, seja dos deputados, votando 7[%], 7,5[%], que isso vai fazer uma… sabe o que acontece? Você tem que conversar com o povo a realidade. A realidade, nua e crua, é que nós tínhamos feito um acordo com as Centrais Sindicais de dar seis ponto alguma coisa, 6,85[%], alguma coisa toda. Depois, as próprias Centrais Sindicais em um acordo lá, o pessoal achava que poderia ser 7[%]. Eu também não via grande diferença. Mas aí as pessoas acham que se aprovar 7,7[%] vai ser o máximo, que todo mundo vai ser reeleito. É bobagem. É bobagem. Nós temos que olhar, primeiro, as contas da Previdência. Aquele dinheiro não é individualmente de ninguém. Ele é coletivamente do povo trabalhador brasileiro e que, portanto, você tem que trabalhar com ele de forma adequada para você garantir que as pessoas tenham o que receber, sempre. E de que você não pode, você não pode entender que os aposentados podem, a vida inteira, ter aumento real de salário. Isso não existe no mundo.

(…) Então, vamos esperar o Congresso decidir. Quando decidir, virá para minha mesa. Eu vou analisar…

Veja, deixa chegar à minha mesa. Deixa chegar à minha mesa. Tem muita gente discutindo isso. Eu acho que 0,7% nem quebra a Previdência nem enriquece nenhum aposentado. Então, também não é um trauma, nem contra nem a favor. Deixa chegar na minha mesa que eu vou ver as contas direitinho. Vou ver o que é possível fazer. Eu tenho muita relação com o povo para conversar francamente com ele. Então se alguém pensa que é um problema para mim, está enganado.

BELO MONTE

Belo Monte, veja, há 30 anos nós estamos esperando para fazer Belo Monte. Depois que nós cumprimos todas as etapas, fizemos todas as audiências públicas possíveis, fizemos tudo, aparece mais uma liminar, dizendo que não foi debatido. Ora, se a gente for atender os que não querem que a gente construa… Sabe, o que é importante era a gente estar discutindo, nesse momento, qual o compromisso social que Belo Monte vai ter, porque essa é a grande discussão: qual é a contrapartida que o povo da região vai ter. Porque nós já diminuímos Belo Monte em 1/3. Hoje, o lago é 40% do lago… Que estava previsto originalmente.

REFORMA POLÍTICA

Eu acho que nós temos que fazer a reforma política. Ela não depende do governo federal. Na verdade, o governo federal tinha que ser o indutor. Mas o que eu noto é que os partidos políticos não querem. Nem o meu demonstra interesse, sabe? Parece que as pessoas preferem do que está aí. Eu acho que tem que fazer reforma política no país. Acho que tem que fazer reforma tributária. Eu mandei dois projetos de reforma tributária e nenhum foi votado no Congresso Nacional.

Então, eu penso que se a gente tivesse reforma política. Se a gente tivesse os partidos funcionando mais corretamente, se a gente tivesse uns partidos que decidissem e a base cumprisse com fidelidade partidária, a gente teria mais chance de fazer acordo entre os partidos e aprovar as coisas. Mas agora não, agora já não são mais os partidos, já não são mais as lideranças, agora são os grupos dentro de cada bancada. Então, essa é uma coisa que eu tenho frustração de não ter feito, a reforma política. Tem duas propostas nossas no Congresso Nacional, mas essa é uma coisa que depende do partido.

Uma coisa eu digo: quando eu deixar a Presidência eu vou, sabe, vou ser uma pedra no calcanhar do PT para que o PT coloque a reforma política como prioridade sua, 365 dias por ano falando de reforma política, procurando aliados para a gente fazer. Porque não é possível, sabe. E sobretudo porque eu acho que o fundo público para financiar as eleições e com a proibição de dinheiro privado seria uma possibilidade que a gente teria de moralizar o país.

REFORMA DA ONU

Esse negócio da ONU… vamos ter claro o seguinte: a ONU não pode ter, como secretário-geral, um político. Ela tem que ter um burocrata do sistema ONU. É, porque senão você entra em confronto com os outros presidentes. Quem manda na ONU são os presidentes representados na Assembleia da ONU. De repente, se você colocar um político… sabe? Você imagina se um presidente americano deixar a Presidência e quiser ser Secretário-Geral da ONU. Isso não é uma coisa…?

Então, eu acho que vamos melhorar a ONU, queremos a reforma, mas eu acho que a burocracia tem que continuar existindo nas Nações Unidas, para manter uma certa harmonia.

FIM DE GOVERNO

Não, não. Gente, eu só quero pensar agora em terminar o meu mandato. Eu tenho muita coisa para fazer. A minha preocupação é animar os meus ministros, porque vai chegando o final do mandato e, sabe aquele negócio? Vai dando duas horas da manhã, você está em um baile, já começa a procurar cadeira para sentar, já não quer mais dançar. Então, eu quero que todo mundo continue animado, que todo mundo continue dançando, porque nós temos que terminar muito bem, no dia 31 de dezembro. A imagem que eu quero deixar, minha, no governo, é a de que nós trabalhamos até a véspera do minuto que vai significar o dia primeiro. E, depois, sair tranquilo. Eu vou sair do governo com a consciência tranquila, vou continuar andando pelo Brasil muito, vou continuar andando pelo Brasil muito, vou continuar visitando os lugares deste país, vou ver o que eu fiz, o que eu não fiz, sabe?

(…) Eu vou mostrar, eu vou mostrar que um ex-presidente não pode ser mesquinho, não pode ficar torcendo pelo fracasso do outro, não pode ficar dando palpite, ou seja, tem que deixar… sabe? Saiu da Presidência, saiu…

PAC 2

O PAC 2 não foi lançado para a gente começar a fazer neste governo. Alguma coisa pode começar. Por que nós fizemos o PAC 2, gente? Porque se… E o PAC 2, eu estava vendo algum governador dizer, até o Aécio disse: “As obras prioridade de Minas, eu vou passar para o Serra”.

Veja, as obras prioritárias que nós vamos fazer em cada estado, elas são definidas pelo estado. Não é o governo federal que vai decidir qual é a rodovia, qual é a ferrovia que vai fazer. Por que eu tive que fazer o PAC 2? Para facilitar a vida de quem entrar depois de mim. Ou seja, se a pessoa não quiser fazer, não faça. Foi eleito presidente, tem o direito de pegar todo papel e falar: “Não vou fazer”. Mas o que eu quero?

Agora, eu quero deixar uma prateleira de projetos que eu não recebi. Eu quero deixar um conjunto de obras, sobretudo investimentos nas grandes periferias do país, que eu não recebi. Ora, se a pessoa entrar e quiser continuar, ótimo. Se a pessoa… Inclusive, algum dinheiro já vai estar no orçamento. Porque nós temos Copa do Mundo, nós temos Olimpíadas. Essas coisas você não pensa na véspera. Então, o que eu quis deixar foi a estrutura semeada. Quem entrar pode falar: “Bom, isso aqui é do governo passado, não me interessa mais, vou tirar tudo fora aqui, vou fazer novo”. Vai perder um ano e meio. O mandato é curto. Quatro anos é muito curto. Quatro anos é muito para a oposição, mas para a situação passa rapidinho.

OBRAS E CHUVAS

Nós vamos colocar mais dinheiro na periferia do que já foi colocado, para evitar essas coisas que aconteceram no Rio de Janeiro. Porque a gente fica culpando a chuva, mas quem era administrador há 20 anos atrás, há 30, quando deixou as pessoas irem morar no lixão? Quem eram os senhores governantes deste país, que deixaram as pessoas construírem suas casas à beira de córregos, nas encostas de morros? Então, a gente culpa a chuva… Obviamente que, se não fosse a chuva, a gente não veria isso. Mas o dado concreto é que todo mundo sabe que alguém que está morando na beira de um córrego vai sofrer uma enchente se chover demais. Alguém que está na beira do morro, vai ter desbarrancamento. Será que ninguém viu isso?

Nós estamos fazendo, com todo o dinheiro que nós estamos… E falo isso de coração para vocês. Peguem qualquer presidente que passou por este país, ou juntem todos, e vejam a somatória de dinheiro que eles investiram em dragagem e saneamento básico, se chega a 10% do que nós estamos fazendo.
Então, eu acho que nós estamos fazendo um processo de reparação neste país. Reparação da irresponsabilidade administrativa que foi feita no país. Deixar o povo, de forma desordenada, ocupar lugares inadequados, que todo mundo sabia que era inadequado. Só o coitado que foi morar lá que não sabia. Então, eu acho que nós estamos colocando muito dinheiro no PAC 2 para consertar isso. E vai demorar, eu diria, 20 anos para a gente poder consertar tudo. Porque, em alguns casos, é quase refazer. Uma coisa é você tirar dez famílias; outra coisa é você tirar 150 mil. Aí, é uma coisa maluca. Mas tem que fazer. Então, nós estamos começando.

DESPOLUIÇÃO DO RIO TIETÊ E DA BAÍA DE GUANABARA

Há quantos anos a gente ouve falar na despoluição do rio Tietê? Há quantos anos a gente ouve falar na despoluição da Baía de Guanabara? Agora, seria importante se vocês pudessem ir comigo fazer uma viagem na Baixada Fluminense, para ver o que a gente está fazendo lá. Você só vai consertar a Baía da Guanabara quando você consertar a Baixada Fluminense. Você tem que fazer coleta de esgoto, tratamento de esgoto. Aquele rio da Baixada Fluminense está negro, parece petróleo.

Aquilo está há dezenas, há décadas, ninguém nunca colocou um centavo lá. E ficavam prometendo: despoluir a Baía da Guanabara, despoluir o rio Tietê, e nunca fizeram. Então, nós estamos começando a fazer. E eu queria que vocês pegassem para ver quanto dinheiro nós passamos para São Paulo, para obras de saneamento básico. Não tem coloração partidária não. Nós queremos tentar resolver esse problema. E o governo federal, se Deus quiser, nos próximos 20 anos, quem vier e for colocando dinheiro, a gente pode sonhar com uma nova metrópole, nos próximos anos.

IMPRENSA

Eu acho que a imprensa brasileira, ela vai ter que tomar consciência de que o eleitor é o único que pode fazer julgamento, de que o telespectador é o único que pode fazer julgamento e de que o ouvinte é o único que pode fazer julgamento. Portanto, quando a gente escreve, fala, na televisão e no rádio, a gente tem que saber que tem alguém do lado de lá que tem inteligência e que essa pessoa vai perceber se a gente está sendo honesto, ou se não está sendo honesto. Essas pessoas percebem quando um jornal ou uma televisão carrega na tinta contra um e não contra o outro.


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Lula e caciques indígenas durante festa que celebrou a homologação das terras da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula e caciques indígenas durante festa que celebrou a homologação das terras da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O clima nesta segunda-feira (19/4) na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, era de festa, mas nem por isso as lideranças indígenas deixaram de fazer suas reivindicações ao presidente Lula, que participou da celebração do Dia do Índio na aldeia Maturuca juntamente com diversas autoridades do governo federal e da Funai.

Antes de discursar, Lula se reuniu com as lideranças indígenas do Brasil, e recebeu os agradecimentos pela demarcação contínua das terras da reserva, mas também uma série de reivindicações. A felicidade dos índios não escondeu a sua sinceridade, afirmou o presidente. Eles sabem que além de terra precisam de escola, saúde, água potável, saneamento, energia elétrica. “Com uma mão eles me entregaram um documento agradecendo e com a outra entregaram outros 20 documentos reivindicando”, afirmou Lula em seu discurso, sendo bastante aplaudido.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Para ler o discurso na íntegra, clique aqui.

Confira aqui o infográfico que fizemos especialmente para o Dia do Índio

De imediato, Lula pediu ao presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, que marcasse uma reunião da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI) para maio, com o objetivo de discutir o balanço das atividades e a apresentação, pelo governo, do projeto da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Os caciques presentes à reunião pediram para que o presidente Lula transforme a CNPI em conselho. Também reivindicaram melhorias no atendimento à saúde da população indígena, mais escolas para índios e investimentos em infraestrutura nas aldeias, como o programa Luz para Todos.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou aos caciques que dentro dos próximos 30 dias será editado um decreto que institui a Secretaria de Saúde Indígena. Parte da estrutura que estava na Funasa será transferida para o ministério, o que foi bastante elogiado pelas lideranças indígenas. Com relação a Raposa Serra do Sol, os caciques pediram a retirada dos garimpeiros e fazendeiros que ainda insistem em explorar as terras. Outro pedido foi a criação de mais quartéis para assegurarem a segurança das comunidades nas fronteiras com países da América do Sul.

Lula pediu ainda a seus assessores que fossem negociadas terras na região de Dourados (MS) para os índios de etnia guarani kioua. De acordo com o cacique Anastácio Peralta, a luta dos índios naquela região é de longa data – e liminares na Justiça vêm impedindo a demarcação das terras. Segundo o cacique, a região tem 40 mil índios que habitam 17 municípios no Mato Grosso do Sul.

Em seu discurso, Lula lembrou o assassinato de 21 líderes indígenas da região, sem que os culpados fossem punidos – as mortes ocorreram na luta pelas terras da reserva Raposa Serra do Sol. Ainda assim, afirmou Lula, os índios venceram, conseguindo a demarcação definitiva no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os inimigos deles (dos indígenas) tinham armas de fogo, poder econômico e poder político, mas não sabiam que os nossos índios possuem armas ainda mais poderosas: o espírito de luta, a união, a proteção do seus ancestrais e, sobretudo, de Macunaíma”.


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