Petrobrás


Café com o presidenteO presidente Lula reafirmou nesta segunda-feira (19/7) no programa Café com o Presidente, a importância do Pré-sal para o futuro do Brasil e comemorou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na semana passada, que colocam o País como um dos maiores geradores de emprego no mundo hoje. “Nós colhemos aquilo que nós plantamos”, disse.

Lula destacou os dois setores da economia que vêm crescendo acima da média nacional e ajudando a gerar empregos: construção civil e de serviços, e afirmou que os dados do Caged mostram que foram acertadas as medidas tomadas pelo governo para enfrentar a crise econômica mundial, como desoneração de impostos, incentivos à produção de determinados setores. E a economia cresceu tanto que o governo teve que tomar outras medidas este ano, desta vez para conter um pouco a atividade no País.

É verdade, Luciano, e é importante a gente dizer, que nós tomamos medidas para conter um pouco o crescimento da economia porque a economia estava crescendo de forma muito forte, e quando a economia cresce muito, que a demanda fica muito forte e que as pessoas começam a comprar mais do que aquilo que a gente tem capacidade de produzir, a gente tem de volta uma coisa chamada inflação, que nós não queremos que volte, no Brasil, e nós precisamos controlar. Daí porque nós começamos a tomar medidas, já no mês de março deste ano, para conter um pouco o crescimento econômico. De qualquer forma, eu acho que nós estamos num momento bom, e nós colhemos aquilo que nós plantamos.

Ouça aqui a íntegra do programa:

Para ler a transcrição do programa, clique aqui.

O presidente Lula também conversou sobre sua ida ao Espírito Santo, onde foi conferir a extração do primeiro óleo da produção do Pré-sal, no campo Baleia Franca, e reafirmou que a descoberta de jazidas de petróleo da camada pré-sal é a grande chance do Brasil dar um salto em seu desenvolvimento, aproveitando os recursos da exploração em águas profundas da costa brasileira para investir no parque industrial do País, na educação, ciência e tecnologia, saúde, meio ambiente e cultural. “Não é apenas você tirar petróleo e vender petróleo”, afirmou.

Nós queremos tirar petróleo, queremos refinar o petróleo aqui no Brasil, e queremos vender os subprodutos do petróleo, ou seja, nós queremos vender, na verdade, derivados de petróleo com alto valor agregado: gasolina de qualidade, óleo diesel de qualidade, ter uma grande indústria petroquímica no Brasil para que a gente possa ganhar muito dinheiro. Nós queremos que o dinheiro do petróleo novo, encontrado pela Petrobras, não seja jogado no ralo da economia normal, para pagar salário, para pagar custeio dos governantes. O que nós queremos é fazer investimento no futuro: investir em educação, investir em ciência e tecnologia, investir na questão da saúde, investir na questão cultural, investir na questão ambiental. Nós precisamos preparar o Brasil para que os nossos netos, os nossos bisnetos vivam uma vida muito mais digna do que aquela que nós estamos vivendo hoje.


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Durante cerimônia de inauguração da primeira etapa do Projeto de Urbanização do Núcleo Naval, em Diadema (SP), o presidente Lula disse que o mandatário deve ter sempre em mente que tudo aquilo que é feito no governo tem por objetivo central atender à demanda da população. Lula explicou que, por este motivo, realizou em oito anos de governo 70 conferências nacionais quando foram apresentadas diversas sugestões a serem implementadas no período.

A última foi a Conferência das Cidades, onde a gente ouve o que a gente quer e o que a gente não quer, onde os companheiros e as companheiras falam a verdade, e a gente, por ser presidente, não tem que ficar ofendido porque alguém está dizendo que a coisa não está boa. A gente tem é que saber se é verdade ou não o que a pessoa está falando, e a gente trabalhar para corrigir e fazer as coisas corretas. É assim. Ser presidente não é ter profissão; ser presidente é apenas exercer uma função com o mandato determinado. Portanto, quem manda na gente é o povo e a gente precisa apenas obedecê-lo e cumprir.

O presidente iniciou o discursos contando para a plateia sobre sua alegria de estar em Diadema. Conforme explicou, no final dos anos 1960 circulava pelas ruas daquele município que tinha apenas uma via asfaltada. Naquela ocasião, como diretor do Sindicatos do Metalúrgicos do ABC paulista, ele entregava panfletos e, nos dias de chuva, não conseguia chegar na porta da fábrica por causa do lamaçal. A relação com o município foi intensificada nos anos 1980, quando o Partido dos Trabalhadores (PT) “ganhou pela primeira vez o direito de governar uma cidade no Brasil – e foi na cidade de Diadema que nós ganhamos –, que nós nunca mais deixamos de governar Diadema”.

Depois, Lula lembrou os tempos difíceis vividos naquela região para explicar que a situação atual no município, inclusive com a inauguração da urbanização do Núcleo Naval.

Eu fui agora visitar aquela casa bonita ali, aquela casa tem 50 metros, ou seja, tem 20 metros a mais do que a minha casa, e morávamos eu, Marisa e três filhos. E ainda, nas greves de 78, estava cheio de companheiros do Sindicato que iam em casa. Às vezes, a gente levantava o pé para matar uma barata e não conseguia colocar o pé no lugar porque já tinha o pé de outra pessoa ocupando o pé da gente.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente contou ainda sobre alguns fatos importantes que aconteceram nas últimas semanas, como a formatura de alunos do Projovem, o resultado da ofert de emprego no País e a entrada em operação do primeiro poço de petróleo da camada Pré-sal, no Espírito Santo. Lula voltou a mostrar contrariedade com notíciais de um jornal carioca sobre o Brasil estar investindo na produção de petróleo enquanto na Europa há redução de produção de óleo e gás.

Ontem eu fiquei arretado com uma notícia de jornal que dizia assim: “A Europa não está mais procurando petróleo em mar por causa do óleo que está vazando nos Estados Unidos, e o Brasil continua procurando”. Primeiro, é bom a gente dizer a verdade: a Europa não está procurando porque no Mar do Norte, onde ela tem, já não tem mais petróleo. Segundo, nós temos mais tecnologia do que aquela empresa inglesa que causou o vazamento nos Estados Unidos. Aquela empresa que causou o vazamento, Deus queira que não aconteça nunca mais, porque ela adotou uma coisa que nós aprendemos: o barato sai caro. Ela tentou fazer a coisa mais econômica e o econômico saiu caro. E isso, se Deus quiser, não vai acontecer no Brasil porque a Petrobras é a empresa que tem a melhor tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas neste País. Mas vocês não sabem do orgulho, na hora que eu peguei a mão, de óleo, e coloquei no meu macacão, e vou guardar num museu – sei lá em que museu – para todos vocês, um dia, poderem passar e ver um petróleo tirado por este País, de 160 milhões de anos.


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Presidente Lula com as mãos sujas de petróleo retirado da camada Pré-sal no campo de Baleia Franca, no Espírito Santo. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Segurando orgulhosamente um pequeno barril com amostra de petróleo retirado do Campo de Baleia Franca, primeiro poço do Pré-sal a entrar em produção no Brasil, o presidente Lula afirmou ser hoje um dia histórico para a Petrobras, para a tecnologia brasileira e para o País. “Esse pequeno barril simboliza a independência que o Brasil terá no futuro”, disse ele em curto discurso em Vitória (ES) após visitar a plataforma da Petrobras que fica a 85 quilômetros do litoral capixaba. O poço começará a produzir cerca de 13 mil barris de petróleo leve por dia – devendo chegar à produção de 20 mil barris por dia até o final deste ano.

Lula lembrou o dia em que diretores da Petrobras o avisaram sobre “um tal de Pré-sal”, há cinco anos, e frisou a importância da descoberta para a indústria brasileira, como a naval, a petroquímica e a de fertilizantes. O presidente voltou a falar sobre a polêmica que envolve as alterações no marco regulatório do petróleo no Brasil e os motivos que levaram o governo a propor essas mudanças, enviando projetos de lei ao Congresso. “Estamos investindo no futuro do Brasil”, afirmou. Ele lamentou que a discussão sobre a divisão dos royalties do Pré-sal tenha sido antecipada para antes das eleições, mas acredita num bom desfecho. “Chegaremos a um bom termo e o Brasil sairá ganhando com isso”, disse ele, aproveitando a ocasião para rebater as informações publicadas em um jornal brasileiro sobre países europeus que estão deixando de explorar petróleo no fundo do mar. “Tem que ver quais países europeus ainda tem petróleo no fundo do mar.”


Infográfico: Thiago Melo

Para Lula, certamente há quem defenda que o Brasil não explore o petróleo de sua camada pré-sal, deixando-a para outros – o que não vai acontecer, afirmou o presidente. O Brasil tem tecnologia e vai explorar o Pré-sal de maneira responsável, investindo o que for necessário para evitar desastres como o ocorrido no Golfo do México com um poço ultraprofundo da British Petroleum (BP), que explodiu e joga petróleo no mar há semanas. “Aquilo não foi um acidente, foi um desastre. A empresa quis fazer mais barato, botou menos do que devia botar”, afirmou.

Navio plataforma FPSO Capixaba. Foto: Petrobras/Divulgação

Ouça a íntegra do discurso:


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O jornal A Gazeta, do Espírito Santo, publicou nesta quinta-feira (15/7) uma entrevista exclusiva realizada com o presidente Lula, na qual trata dos projetos de lei enviados ao Congresso para determinar o novo marco regulatório do petróleo brasileiro, a possibilidade de se construir uma refinaria e uma fábrica de fertilizantes no estado e o atraso nas obras do aeroporto de Vitória e na Rodovia do Contorno. Confira abaixo os principais trechos da entrevista (para ler na íntegra, clique aqui):

Novo marco regulatório do petróleo e royalties

Com as descobertas do pré-sal e seu potencial extraordinário para o desenvolvimento econômico e social do nosso país, coube ao governo propor o marco regulatório, o que foi feito por meio de quatro projetos de lei encaminhados ao Congresso. Veja que em nenhum deles nós tratamos da questão da divisão dos royalties. Achávamos, e continuamos achando, que uma questão como essa deveria ser tratada mais adiante, depois das eleições, com mais tranqüilidade, quando a caça ao voto já teria terminado e as paixões partidárias já estariam serenadas. Mas os deputados, por decisão própria, decidiram incluir o assunto nos projetos. Nós não tratamos da matéria e ainda negociamos no Senado um substitutivo que excluía a questão dos royalties, que havia sido introduzida e aprovada pela Câmara. Mas, da mesma forma que na Câmara, os senadores reintroduziram o tema nos projetos. Como eu já disse outras vezes, e repito agora, começaram a dividir o pirão antes mesmo da pescaria. Continuo defendendo que essa questão não deve ser definida à luz de interesses eleitorais episódicos, mas levando em conta os interesses nacionais permanentes.

Investimentos da Petrobras

O corpo técnico da Petrobras, que é de elevada e reconhecida competência, está estudando as possibilidades de instalação de novas unidades no País para beneficiamento dos volumes de petróleo e gás que virão, tanto do pós-sal como do pré-sal, e vai oferecer, para decisão superior, as áreas que se mostrarem mais atraentes do ponto de vista técnico. As análises levam em conta, além da disponibilidade de insumos, as facilidades logísticas, as perspectivas de mercado e os benefícios tanto para a economia nacional como para a regional. Na minha opinião, o Estado tem grandes chances de vir a ser apontado pelos estudos técnicos como o mais indicado para sediar os empreendimentos.

Aeroporto de Vitória

Já começou a ser instalado um Módulo Operacional Provisório (MOP) que ampliará a área do terminal de passageiros. É obra para ser concluída nos próximos meses, pois a estrutura é pré-moldada e a instalação é bem mais rápida que a do terminal definitivo. Isso significa que no segundo semestre deste ano o Aeroporto de Vitória já terá capacidade para receber mais 800 mil passageiros por ano. Será uma área nova, de 2 mil metros quadrados, com o conforto e as facilidades de um terminal convencional, como ar-condicionado, banheiros, informações sobre voos, etc. Estamos investindo R$ 5,3 milhões nesse módulo. E também estamos avançando na retomada das obras definitivas, tanto no terminal de passageiros quanto dos sistemas de acessos viários, estacionamento, pátio, segunda pista, Torre de Controle, seção contra incêndios, etc. A engenharia do Exército está se preparando para assumir o que for possível dessas obras. Estamos apenas aguardando  o resultado de uma perícia nas obras, que foi encomendada ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT/USP).

Rodovia do Contorno

As obras do Contorno Rodoviário de Vitória estão inseridas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O empreendimento é indispensável para a redução do movimento de veículos pesados pelo centro da cidade e atende especialmente ao transporte de cargas até os portos do Espírito Santo. O trecho, que pertence à rodovia BR-101, é também ligação entre os estados do Nordeste e do Sudeste/Sul do país. O tráfego chega a cerca de 30 mil veículos por dia, o que causa certas dificuldades para a execução das obras, que estão divididas em dois lotes.

O primeiro, com 19,3 km de extensão, foi iniciado em fevereiro de 2008 e já está com 12 km concluídos. A conclusão de todo esse lote está prevista para o próximo mês de outubro, cumprindo o cronograma. O segundo lote de obras, com a extensão de 6,2 km, foi iniciado no mês passado. Esse trecho, também em área de concentração urbana, apresenta uma alta complexidade em sua execução e tem conclusão prevista para junho de 2011.


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Presidente lula e o primeiro-ministro José Maria e Neves na entrevista coletiva. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionais

Após reunião com o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria e Neves, num hotel na Ilha do Sal, o presidente Lula informou que a reestruturação da dívida deste país com o Brasil foi acertado. De acordo a Embaixada do Brasil em Cabo Verde, o governo brasileiro perdoará US$ 1,2 milhão referente aos juros e US$ 3,9 milhões – dívida principal – serão pagos em 10 parcelas semestrais. Segundo o presidente Lula, isso é uma forma de ajudar Cabo Verde a se reestruturar e candidatar-se a novos empréstimos junto a organismos internacionais.

A dívida deles era impagável. Por isso tomamos esta decisão.

O presidente brasileiro informou também que ao término a viagem oficial pelo continente africano irá determinar que uma equipe da Petrobras mantenha entendimentos com o governo caboverdeano para pesquisar campos de petróleo em águas profundas. A campanhia brasileira detém tecnologia que pode permitir os estudos da qualidade do óleo e do gás na costa marítima. O primeiro-ministro informou que há indícios de camada de petróleo e que a participação da Petrobras é vista como fundamental para definir os planos do governo local sobre a questão.

Na entrevista, Lula disse também que ao término do seu mandato, dentro de seis meses, pretende iniciar visitas aos países da África e da América Latina. O objetivo, segundo explicou, é mostrar os programas desenvolvidos pelo Brasil durante os últimos oito anos. Ele citou como exemplo programas de transferência de renda e geração de emprego.

Quero continuar viajando para discutir com os governantes as políticas públicas que implantamos no Brasil. São experiências extraordinárias que gostaria que os outros países conhecessem.

O primeiro-ministro de Cabo Verde destacou a importância da visita do presidente Lula às vésperas do país comemorar 35 anos de independência de Portugal e 550 anos de descobrimento. Segundo ele, o presidente Lula exerce importante função na aproximação do Brasil com a África. Sobre este assunto, o presidente brasileiro enfatizou trabalho que está sendo colocado em curso pela Embrapa. Como o solo de Cabo Verde tem as mesmas características do solo da região Centro-Oeste do Brasil é possível transformar as terras improdutivas em celeiro agrícola.

Na coletiva, as duas autoridades foram indagadas também sobre a situação em Guiné-Bissau, país que enfrenta problemas internos com a nomeação de um oficial para chefe militar. Lula explicou que conversou com o presidente Malam Sanha e que o problema passa por equação das forças políticas para permitir que haja paz e o exercício da democracia em sua plenitude. Lula informou que o presidente Sanha irá ao Brasil no próximo mês e que nas últimas semanas manteve contatos com outras autoridades para tratar deste tema.

E como não poderia deixar de ser, uma das perguntas dirigidas a Lula foi sobre a eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo 2010 que ocorre na África do Sul. Ele avaliou que no primeiro tempo da partida do Brasil com a Holanda o time apresentou a melhor exibição de todos os tempos. Porém, após o gol de empate dos holandeses a equipe brasileira ficou irreconhecível.

Confesso fiquei muito triste. Quase entrei em depressão. Eu achava que a seleção brasileira tinha todas as condições de ganhar esta Copa do Mundo. Não deu certo. Agora, vamos nos preparar para 2014.

Em tom de brincadeira, Lula disse que ia pedir ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que o contrate para técnico da seleção brasileira. Agora, segundo o presidente, a torcida dele será para a seleção do Uruguai.

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Os trabalhos de relações públicas desenvolvidos pela Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal e pela Petrobras conquistaram o prêmio 2010 Golden World Awards da International Public Relations Association (IPRA). A seleção dos 26 ganhadores em 30 categorias feita pelo IPRA ocorreu a partir de análise de 352 inscrições de 42 países.

Trabalho de divulgação das propostas defendidas pelo governo na 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 15), realizada em Copenhague, Dinamarca, deu à área internacional da Secom o prêmio na categoria Relações com a Mídia.

A Secom contou com o apoio da CDN (Companhia de Notícias) para a interface com a mídia nacional e internacional. Foi criado um hotsite com as informações sobre a posição brasileira defendida na conferência de Copenhague – ver aqui.

O blog criado pela Petrobras também foi premiado. A página foi criada para a defesa da empresa no período em que se articulou, no Congresso Nacional, uma comissão parlamentar de inquérito (CPI).

A cerimônia de premiação está prevista para acontecer em 5 e novembro, em Istambul, Turquia.


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Presidente Lula durante a inauguração do gasoduto Gasbel II, no município de Queluzito (MG). Foto: Ricardo Stuckert/PR

A inauguração do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte (Gasbel II) nesta segunda-feira (14/6) é mais um sinal de que o Brasil está no rumo certo e que a Petrobras não tinha que “se contentar” com o gás natural da Bolívia nem em importar navios e equipamentos de fora, como muitos acreditavam há oito anos, afirmou o presidente Lula durante a cerimônia realizada no município de Queluzito (MG). Citando uma matéria do jornal O Globo deste fim de semana, “Petrobras Made in Brasil”, sobre o aumento do índice de participação da indústria nacional nas compras da empresa, Lula afirmou que “estamos provando que ninguém melhor do que nós, que ainda temos muito para aprender e fazer, que quando uma nação, um povo, um presidente, resolve fazer as coisas, elas acontecem”. O presidente disse, todo orgulhoso, que vai fazer um poster da primeira página do jornal e colocá-lo em sua sala.

Ele lembrou ainda da construção do primeiro navio petroleiro no Brasil em 13 anos, o João Cândido, lançado em maio passado no Porto de Suape (PE), que marcou a retomada da indústria naval brasileira. “Esse navio foi feito por brasileiros, homens e mulheres, que cortavam cana no Nordeste brasileiro. Analfabetos, eles foram preparados, formados para construir um extraordinário navio”, explicou Lula.

A inauguração do gasoduto em Minas Gerais pela Petrobras poderá ajudar ainda fazer o Brasil reduzir suas importações de fertilizante e uréia, hoje quase totalmente comprados fora. Isso será um ganho para a região, que é agrícola e leiteira, observou o presidente.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O gasoduto inaugurado tem 267 quilômetros de extensão e capacidade de transportar 5 milhões de metros cúbicos por dia para Minas Gerais. Segundo a Petrobras, o investimento total na obra foi de R$ 1,28 bilhão, tendo gerado 21,9 mil empregos diretos e indiretos.

A expansão da rede de transporte em Minas Gerais faz parte do projeto da Petrobras de promover o crescimento da indústria de gás natural do Brasil. Nos últimos sete anos, a rede de gasodutos do país foi ampliada e integrada, por meio do Gasoduto da Integração Sudeste-Nordeste (Gasene), inaugurado em março. Em dezembro de 2002, eram  5.607 km. Em dezembro deste ano, alcançará  9.626 km.


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Viagens internacionaisDurante sua visita a Doha (Catar), realizada sábado (15/5), o presidente Lula concedeu entrevista exclusiva à rede de televisão Al Jazeera na qual falou sobre a infância, a educação que recebeu dos pais, sua entrada na política na década de 1970, o sucesso de seu governo, a política externa brasileira e o relacionamento com os países vizinhos da América do Sul, entre outros temas.

Confira abaixo alguns dos principais pontos da entrevista, que foi veiculada no programa Talk To Al Jazeera.

Ouça aqui o áudio da íntegra da entrevista:

Para ler a transcrição, clique aqui.

Infância

Eu acho que essa minha experiência de vida forjou a concepção que eu tenho hoje, como Presidente da República. Embora eu tenha consciência de que sou o presidente de 190 milhões de brasileiros, eu tenho consciência de que como chefe de Estado, eu tenho que priorizar os mais pobres, os mais necessitados, que são as pessoas que mais precisam do Estado. Com pouco dinheiro, você ajuda muita gente pobre e, às vezes, com muito dinheiro, você não contenta uma pessoa muito rica. Então, é uma questão de definição. Eu fui formado assim, depois aprendi no sindicato, e eu tento, na Presidência da República, retratar um pouco daquilo que eu vivi na minha vida.

Entrada na política

Eu, em [19]78, não gostava de política e não gostava de quem gostava de política. Aí, o governo militar tentou fazer uma lei que proibia que professor fizesse greve, que bancário fizesse greve, quem trabalhava em posto de gasolina enchendo tanque não podia fazer greve. Aí, eu fui a Brasília conversar com os deputados. Chegando em Brasília, eu descobri que não tinha nenhum deputado trabalhador. Aí eu falei: bom, nós temos que criar um partido. E aí começamos a trabalhar a criação do Partido dos Trabalhadores que, graças a Deus, em pouco tempo virou o maior partido de esquerda da América Latina.

Sucesso como presidente

Olha, eu acho que nós estamos colhendo o resultado de um trabalho sério que nós estamos fazendo. Quando, no dia 10 de dezembro de 2002 – eu já estava eleito presidente da República –, eu fui à Casa Branca conversar com o presidente Bush, e ele estava obsessivo com a Guerra do Iraque. Eu disse ao presidente Bush: a minha preocupação, Presidente, não é o Iraque. A minha preocupação é a fome do meu povo. Eu tenho mais de 50 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. Como é que eu vou me preocupar com o Iraque?

Bem, o dado concreto é que hoje, passados sete anos, nós elevamos 31 milhões de brasileiros à classe média e tiramos 24 milhões de brasileiros da extrema pobreza. Essa é uma coisa muito importante para mim, me deixa muito feliz, e eu acho que há o reconhecimento do mundo, porque nós vamos cumprir todas as Metas do Milênio bem antes do prazo. Qual é a coisa importante? É que eu não sou um homem de ficar procurando encrenca, eu não gosto de encrenca. Eu quero gastar a minha energia tentando pensar numa coisa positiva, tentando pensar em ajudar alguém, tentando construir a paz. Não é possível você governar procurando inimigo, querendo uma guerra. Você tem que governar para o seu povo, pensando em fazer o melhor e tentando dialogar com todo mundo.

Então, eu acho que nós vamos deixar no Brasil um legado de comportamento republicano que o Brasil não conhecia: tratar todo mundo com respeito – os líderes internacionais – mas também exigir um tratamento respeitoso, e não um tratamento de segunda classe.

Política externa brasileira

Olha, eles estão falando isso porque, no dia 27 de janeiro de 2003, eu fui a Davos. Eu saí do Fórum Social, em Porto Alegre, no Brasil, e fui a Davos, e, na volta, eu disse ao meu ministro de Relações Exteriores: eu acho que nós temos que mudar a geografia comercial do mundo. Não é possível um país, do tamanho do Brasil, ficar dependendo apenas de dois grandes blocos: de um lado os Estados Unidos, de outro lado a Europa. Nós precisamos diversificar as nossas relações comerciais. Priorizamos a América Latina, priorizamos a África, priorizamos o Oriente Médio. Eu visitei sete… oito Países Árabes e visitamos, também, uma parte do Mundo Asiático. O que aconteceu, de fato? Com o Mundo Árabe, de 2005 para cá, a nossa balança comercial cresceu cinco vezes. O Brasil era muito dependente da União Europeia e dos Estados Unidos, e eu achava que, pela dimensão do Brasil e pela potencialidade do Brasil, nós tínhamos que diversificar e não ficar dependendo de ninguém, mas ter boas relações com todo mundo. Hoje a América Latina é nosso maior parceiro comercial; hoje a China é o nosso maior parceiro comercial individual. Na África, nós temos hoje um fluxo de balança comercial acima de US$ 20 bilhões, e antes a gente não tinha nada, porque a elite política brasileira só olhava para a Europa e para os Estados Unidos, para a Europa… Não via nem a América do Sul, não via a África e não via o Oriente Médio. As autoridades brasileiras que viajaram para o Líbano, foi em 1876. Não é possível!

Reforma do Conselho de Segurança da ONU

Olhe, eu estou há oito anos brigando por isso. É engraçado, é engraçado: todo mundo é favorável ao Brasil, todo mundo. Todo mundo concorda que o Brasil deva ter uma cadeira no Conselho de Segurança, mas ninguém quer abrir mão do poder que tem. É como se fosse um baile, em que tem cinco pessoas, numa festa bonita, e não querem deixar os outros entrarem. Veja, a geografia política de 2010 é muito diferente da geografia política de 1945, muito diferente. É só olhar o mapa da Rússia para ver como mudou. É só olhar o que aconteceu com a China, o que aconteceu com a Índia, o que aconteceu com o Brasil, é só olhar para o continente africano. Então, o que nós queremos? Que o mundo esteja representado no Conselho de Segurança. Não importa que seja um ou que sejam três da África. Não importa que seja um ou dois da América Latina. Como é que explica a Índia não estar no Conselho de Segurança? Como é que explica a China estar e o Japão não estar? Então, o que é que nós queremos? É abrir o clube e permitir que outras pessoas entrem. Você imagina, hoje, se tivesse uns dois ou três países no Conselho de Segurança como membros permanentes, que não têm bomba nuclear. Seria muito mais fácil negociar os acordos sobre não proliferação de armas nucleares.

Relação com os vizinhos sulamericanos

Eu trabalho muito com a América do Sul porque nós temos fronteira com dez países, só não temos fronteira com o Chile e com o Equador. Então, o Brasil, que é a maior economia, [tem] mais desenvolvimento econômico, [tem] mais tecnologia, [tem] mais população, o Brasil tem mais responsabilidade. Portanto, nós temos que cuidar com carinho. E nós trabalhamos para tentar tirar proveito da similaridade que existe entre os países da América Latina, pela proximidade de língua. Tenho tentado trazer o México mais para a América do Sul, para que a economia do México não fique apenas dependendo de uma potência econômica excepcional, como os Estados Unidos ou como o Canadá, que têm que se espraiar para ajudar os países da América Central. No fundo, no fundo, o que eu quero é que a gente tenha um continente mais justo e mais democrático.

Papel do Brasil na nova ordem mundial

Olha, eu, sinceramente, acho que vai depender muito do comportamento de quem estiver dirigindo o Brasil. Você sabe que em política as pessoas não reconhecem você com líder, ou seja, você tem que ocupar o seu espaço, você tem que lutar, você tem que brigar. Eu fico muito feliz quando eu vejo as revistas do mundo inteiro enaltecendo a seriedade da política econômica brasileira, a seriedade do crescimento brasileiro, como nós enfrentamos a crise econômica, o controle que o Banco Central brasileiro tem do sistema financeiro brasileiro, eu fico muito feliz, não pense que eu não fico, eu fico muito feliz.

Desmatamento na Amazônia

Nós assumimos o compromisso, em Copenhagen, de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80%, até 2020. Nós assumimos o compromisso de diminuir o gás de efeito estufa em 39%. Foi a melhor proposta feita em Copenhagen. E não pedi dinheiro para ninguém, não, vamos fazer por responsabilidade. Então, veja, o Brasil tem noção exata de que é o país que tem a matriz energética mais limpa do mundo, de que tem o combustível, para os nossos carros, mais limpo do mundo.

Belo Monte

Esse projeto está sendo discutido há 30 anos. Nós diminuímos o lago em 60 %, são R$ 3,5 bilhões para cuidar da questão ambiental e para cuidar da questão social. É por isso que nós vamos fazer a usina de Belo Monte, porque nós não vamos jogar fora a oportunidade de construir a hidrelétrica mais moderna e mais limpa do mundo. O problema é que, às vezes, as pessoas se acham no direito de dar palpites sobre coisas que não conhecem.

O Brasil, o Brasil, veja, o Brasil tem 190 milhões de habitantes. E nós, nós vamos cuidar agora, no dia 2 de junho eu tenho uma reunião com a comunidade indígena, no Brasil, para discutir Belo Monte, porque nós já fizemos todas as reuniões públicas possíveis, e nós vamos garantir que as pessoas que tiverem que mudar de local vão ser tratadas condignamente, e a floresta será respeitada. Nós estamos, agora, criando um sistema de construir hidrelétrica no Brasil, chamado hidrelétrica-plataforma. Nós iremos construí-la, iremos fechar a mata e, para chegar lá, só de helicóptero, para evitar que haja crescimento de cidade em volta da floresta.

Então, nós queremos dar exemplo ao mundo sobre energia limpa. Nessa área, ninguém ensina o Brasil. Ou é isso ou é termelétrica a carvão, ou é termelétrica a óleo diesel, ou é energia nuclear. Entre tudo isso, eu prefiro as hidrelétricas, limpas.

Pré-sal e acidente no Golfo do México

Há muita preocupação. Eu, inclusive, já disse ao Presidente da Petrobras, primeiro, oferecer toda a ajuda que a gente puder oferecer aos Estados Unidos para ajudar a conter o vazamento de óleo. Segundo, para que a gente faça uma reparação na manutenção da Petrobras, para que a gente não permita que aconteça o que aconteceu no Golfo. Você sabe que tem problema, porque tem que fazer um novo furo, um novo poço e tamponar lá por baixo. Isso demora. Então, eu acho que esse acidente que aconteceu nos Estados Unidos deve alertar todas as empresas de petróleo do mundo a serem mais responsáveis, porque o prejuízo será enorme para a Humanidade na questão ambiental.

Copa do Mundo de 2014

Olhe, eu pedi para o meu Ministro do Esporte responder à Fifa. A Fifa fique tranquila, não venha com aquela mentalidade eminentemente europeia, sem conhecer a América do Sul e [sem] conhecer o Brasil. Nós vamos fazer uma Copa do Mundo melhor do que eles fizeram, mais alegre do que eles já fizeram, só corremos o risco de o Brasil ser campeão outra vez! Mas nós estamos preparados para a Copa do Mundo e preparados para as Olimpíadas. Nós sabemos o que isso significa para o Brasil, nós sabemos o que significa para a imagem do Brasil.

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No seminário, o ministro Paulo Bernardo disse que os cortes no orçamento não representam uma freada. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

No seminário, o ministro Paulo Bernardo disse que os cortes no orçamento não representam uma freada. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Viagens internacionais

Na segunda palestra do seminário Brasil: aliança para a nova economia global, que se realiza no Casino Madri, na capital da Espanha, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, explicou que medidas de cortes no orçamento da União não devem ser interpretadas como uma freada, mas em algo para permitir que o país siga seu rumo sem maiores problemas.

“Não queremos voar além daquilo que planejamos”, assegurou Bernardo para plateia de investidores espanhóis.

O ministro enfatizou que um dos pontos importantes na economia brasileira é o comportamento do mercado interno. O aumento das vendas permtiu o crescimento industrial com impacto na geração de empregos. Bernardo informou que o ministro do Tabalho, Carlos Lupi, no começo da semana revisou a previsão de oferta dos postos de trabalho para 2,5 milhões de vagas a serem criadas em 2010.

Numa outra frente, o governo fez uma avaliação sobre os setores industriais que mais buscam linhas de crédito junto ao BNDES. A liderança fica com o segmento de petróleo e gás. Isso aumentou o desembolso do BNDES que, no ano passado, chegou a cerca de R$ 130 bilhões. Os recursos são público e privado para infraestrutura.

Bernardo contou também das dificuldades enfrentadas pelo governo federal quando decidiu lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os obstáculos levaram a um período razoável de maturação dos projetos e, por este motivo, o presidente Lula decidiu colocar em prática a segunda etapa do plano para que o seu sucessor não perca tempo na elaboração dos projetos.

O ministro brasileiro elencou também uma série de atividades que podem merecer a atenção dos investidores. No segundo semestre, por exemplo, o governo pretende licitar o TAV [Trem de Alta Velocidade] com investimentos de R$ 34 bilhões. O trem ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

O seminário prosseguiu com um painel que teve a participação dos presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e do Bradesco, Luiz Trabuco. Coutinho explicou que o setor de petróleo e gás é o maior demandante por linhas de crédito. Já o executivo do Bradesco assegurou que o Brasil vive um momento inédito. Isso se dá por meio da valorização da cidadania. Ele explicou que o país possui bônus que poucos países do mundo tem.

“O bônus da inclusão social permite que pobres sejam transformados em consumidores, fato que não podemos ignorar”, justificou.

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Café com o presidente

O presidente Lula destacou o sentimento de orgulho de todos os brasileiros e a “emoção” dele, em especial, pelo lançamento, em Pernambuco, na última sexta-feira (7), do primeiro navio petroleiro do Brasil em 13 anos. A declaração foi feita hoje (10/5) em seu programa de rádio Café com o Presidente.

Ele lembrou que, na década de 70, o País era o segundo maior produtor de navios do mundo, atrás apenas do Japão, e tinha 50 mil trabalhadores na indústria naval. Mas, “de repente”, disse Lula, o setor foi “desmontado”, e no ano 2000 havia somente 1,9 mil trabalhadores no setor.

Ouça a íntegra do programa:

A reativação da indústrial naval, por meio de iniciativas como o Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), de 2004, fez com que, hoje, 45 mil pessoas trabalhem no setor. Para o presidente, “é muito importante” que a construção do navio tenha sido feita inteiramente em solo brasileiro, porque significa não apenas geração de emprego e renda, mas também consumo de matéria-prima local (aço) e estímulo à atividade econômica em geral.

“Eu fiquei muito orgulhoso porque os trabalhadores que trabalharam em Pernambuco foram trabalhadores que trabalhavam cortando cana, pessoas que não tinham nenhuma profissão, pessoas que eram considerados brasileiros de terceira categoria. Depois do estaleiro, nós formamos essa gente, profissionalizamos essa gente, e eles viraram cidadãos, ou seja, passaram a ter uma profissão, passaram a ter um salário, e quando eles viram que eles colocaram no mar aquele navio daquele tamanho, eu acho que todos eles vão passar muito tempo sem dormir, imaginando do que eles são capazes. Precisou apenas dar uma oportunidade para que eles pudessem dar uma demonstração de que quando um ser humano tem vontade, não existe limite para a competência e para a capacidade humana”.

Hoje, além do estaleiro em Pernambuco, há também no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, aonde o presidente pretende ir breve inaugurar um dique seco. E mais dois estão em construção: na Bahia e no Ceará. “Nós estamos construindo uma poderosa estrutura para termos uma poderosa indústria naval neste país. Nós queremos ser exportadores de sondas, de plataformas e de navios”, disse Lula.

O presidente fez questão de destacar a homenagem a João Cândido, cujo nome batizou o navio. Marinheiro, João Cândido foi perseguido e mandado embora da Marinha, por ter se rebelado contra a prática de punições com chibatadas. Morreu na miséria. “Nós colocamos o nome do João Cândido em homenagem a um homem que merece ser lembrado.”


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