infraestrutura


O próximo presidente da República encontrará um Brasil mais sólido, justo e democrático do que o País era no dia 1º de janeiro de 2003, afirmou Lula em entrevista aos jornais Brasil Econômico e O Dia, publicada nas edições desta sexta-feira (23/7). “O Brasil está muito mais preparado para continuar dando um salto de qualidade”, disse o presidente, acrescentando que o País ganhou mais respeitabilidade internacional e autoestima interna. Esse é o seu maior legado para o próximo governo.

O maior desafio do Brasil para o futuro, afirmou Lula, é recuperar o tempo perdido na educação e em investimentos em pesquisa e tecnologia, e para isso espera que o Congresso Nacional tenha bom senso na discussão do novo marco regulatório do Pré-sal. Disse ainda que o próximo presidente brasileiro vai encontrar um País mais exigente, “porque o povo aprendeu a reivindicar”:

“Essa, essa, para mim, é a coisa extraordinária da democracia e da conquista da sociedade: ela está sempre querendo mais, sempre querendo mais, sempre querendo mais.”

Lula revelou que a sua maior frustração foi não ter conseguido fazer as reformas tributária e política no País. O presidente conversou também sobre seu futuro como ex-presidente, a nova politica externa adotada pelo Brasil, dando mais ênfase a países da América Latina e África, a paz no Oriente Médio, as contas públicas e segurança pública.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista. Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.

Legado para o próximo presidente

Eu tenho a convicção de que nós vamos entregar um Brasil, no dia 1º de janeiro, infinitamente mais sólido, infinitamente mais justo, mais democrático, do que o país que eu recebi no dia 1º de janeiro de 2003. Do ponto de vista econômico, a situação está infinitamente melhor, o Brasil está estável, a economia está crescendo, nós temos reservas suficientes para enfrentar qualquer crise, tipo crise russa, tipo crise da Malásia, tipo crise do México, e mesmo a crise do subprime nós tivemos solidez para suportar essa crise. Os salários dos trabalhadores estão crescendo, ou seja, nesses oito anos de governo, todos os acordos salariais de 90% das categorias tiveram ganhos reais de aumento de salário. As classes D e E deram um salto de qualidade, cresceu muito a classe C no Brasil. A educação tem melhorado substancialmente, sobretudo…

A pobreza tem diminuído muito no Brasil. E, sobretudo, o Brasil ganhou respeitabilidade internacional e ganhou muita autoestima interna. Então, o Brasil está muito mais preparado para continuar dando um salto de qualidade. A minha tese é que se o Brasil continuar no ritmo em que ele está nos próximos seis ou oito anos, o Brasil estará entre as cinco maiores economias do mundo, já em 2016, por conta das Olimpíadas.

Brasil mais exigente

Quem chegar aqui, depois de mim, vai pegar um país com mais tranquilidade. Agora, vai pegar um país mais exigente, porque o povo aprendeu a reivindicar. Ontem, eu fiz uma reunião, ontem, eu fiz uma reunião… Vocês sabem que neste país presidente da República, nem ministro da Educação, nunca se reuniram com os reitores, nunca. De medo, porque eles imaginavam que os reitores vinham aqui para reivindicar, para pedir a autonomia das universidades. Eu, faz oito anos que presido o Brasil, e todo ano eu me reúno com todos os reitores do Brasil. Ontem, eu fiz a última reunião do ano para dar a autonomia universitária, que era o último compromisso que eu tinha com eles. Dei a autonomia universitária. Quando eu pensei que não ia ter mais reivindicação para apresentar, eles me apresentaram uma nova pauta de reivindicações. Essa, essa, para mim, é a coisa extraordinária da democracia e da conquista da sociedade: ela está sempre querendo mais, sempre querendo mais, sempre querendo mais. E vocês percebem isso no jornal de vocês. Vocês dão aumento de salário, vocês acham que o cara que pegou o aumento está feliz? Ele está feliz no primeiro mês, no segundo mês; no terceiro mês, ele já acha que aquilo já acabou, ele quer mais.

Desafios para o futuro

Veja, nós temos muitos problemas porque nós temos um século de atraso, na questão da educação. Por isso é que no Pré-sal a minha primeira proposta foi criar um Fundo para que a gente invista na educação, para que a gente aproveite o Pré-sal e a gente recupere o atraso do Brasil na área educacional e, sobretudo, na área de investimento em pesquisa e tecnologia. Ou seja, ciência e tecnologia, para nós, é condição sine qua non para o Brasil dar o salto de qualidade que nós precisamos.

Vida de ex-presidente

O Felipe González conta uma história que eu acho fantástica… ele acha que quando você é presidente, você é que nem vaso chinês: você coloca sempre no lugar mais bonito, para todo mundo ver. Quando você vira ex-presidente, você não sabe o que fazer com um vaso chinês. Ninguém sabe o que fazer com um ex-presidente, ninguém sabe. Ele pode virar um incômodo, ele pode virar um chato, ele pode virar um cara que lamenta a vida, ele pode ficar magoado, rançoso, pode ficar… Eu trabalho com a minha cabeça que eu quero ser o melhor ex-presidente do mundo. Eu não quero dar palpite em quem estiver governando, eu acho que é responsabilidade de quem governar pelos seus erros e pelos seus acertos. E aí, quando eu estiver na minha reflexão, certamente eu vou descobrir muita coisa que eu deveria ter feito e não fiz. Muita coisa.

Frustrações

Por exemplo, eu não consegui fazer a reforma tributária, e mandei dois projetos para o Congresso Nacional. Eu mandei… tem um inimigo oculto da reforma tributária dentro do Congresso Nacional, porque a primeira reforma tributária que eu mandei, eu mandei junto com 27 governadores de estado, foi no mês de abril de 2003. Eu fui ao Congresso Nacional entregar, junto com os 27 governadores. A última, que o ministro Guido Mantega foi entregar, tinha a concordância dos empresários, a concordância das lideranças políticas, a concordância do movimento sindical, a concordância dos empresários. Eu pensei que ia chegar lá e que ia ser votada em três meses. Até hoje não foi votada, porque deve ter um milhão de modelos de política tributária na cabeça de cada pessoa. Então, eu tenho essa frustração de não ter votado a política tributária, e também de não ter conseguido votar a reforma política. Eu sei que não era uma coisa do Poder Executivo, mas eu tenho um compromisso com a minha consciência.

A partir de 1º de janeiro eu não serei mais presidente da República, serei um militante do meu partido, e eu vou trabalhar muito neste país, junto aos partidos, para que a gente possa fazer uma reforma política necessária para fortalecer os partidos políticos, para acabar com a corrupção eleitoral, para evitar caixa-dois, para evitar, sabe…? Que as coisas sejam transparentes, que o Estado… que o financiamento da campanha seja público, transparente, que se decida quanto vale cada voto: é um real, são dois reais, são três reais, e cada partido vai receber proporcionalmente ao que teve e vai ter controle para fiscalizar isso. Então, eu tenho essa frustração de não ter conseguido, apesar de ter mandado também duas propostas para o Congresso Nacional, que não foram apreciadas, que não foram votadas. Então, essas são duas frustrações que eu tenho. Eu posso ter muitas outras e que eu vou… com o tempo é que a gente vai descobrindo as frustrações, das coisas que a gente não fez.

Nova política externa

Nós não podemos virar as costas para esses países e ficar olhando para a Europa, sem enxergar a África; ficar olhando para os Estados Unidos, sem enxergar o Oriente Médio, ou sem enxergar a América Central. Vamos estabelecer uma outra política. E aí, eu tenho orgulho de que eu fui o primeiro presidente a visitar quase todos os países árabes; o primeiro presidente, depois de dom Pedro, a visitar vários países, como o Líbano. Eu já visitei… é a oitava viagem minha à África. Nós saímos de 5 bilhões de balança comercial para 26 bilhões de balança comercial com a África. Isso porque o Brasil ainda tem uma política tacanha. O Brasil pode ser mais ousado com a África e, não o sendo, a China será, e não o sendo, a China será. E o Brasil tem facilidade, o Brasil tem mais carinho, tem mais apego, tem mais semelhança, tem… falamos a mesma língua em muitos países africanos.

Portanto, o Brasil tem que aproveitar esse potencial extraordinário de um continente que tem 800 milhões, e que estão aprendendo a viver na democracia, e que tem países crescendo a 7%, a 19%, a 8%. Ou seja, em vez de ficarmos preocupados com aquele que ainda está em guerra, vamos nos preocupar em consolidar aqueles que já estão construindo a democracia. Depois eu visitei… acho que eu sou o único presidente brasileiro que visitou todos os países da América Central, todos, sem distinção.

Oriente Médio

Quem é que disse que o Oriente Médio é um problema para os americanos cuidarem? Onde é que está escrito? Está na Bíblia? Está na Declaração Universal dos Direitos Humanos? Tem algum documento da ONU que diz que são os americanos que têm que cuidar do Oriente Médio? Não. É preciso construir um grupo de países que tenham a confiança de todos os que estão envolvidos na guerra, porque o problema não é o presidente Abbas e o Primeiro-Ministro de Israel, esses são duas personalidades. Mas quem vai cuidar do Hamas? Quem vai cuidar do Rezbollah? Quem vai conversar com a Síria? Quem vai conversar com o Ahmadinejad? Quem vai conversar com o Emir do Catar que, de um lado, é parceiro americano – tem até base americana lá – e, de outro lado, é aliado do Hamas? Quem é que vai colocar toda essa gente à mesa para tentar, a partir daí, encontrar a solução? Não é uma relação de um clube de amigos, em que o Presidente americano se reúne com o Primeiro-Ministro de Israel, e se reúne com o Primeiro-Ministro da Autoridade Palestina, e está resolvido o problema. Não está, porque para ser resolvido o problema é preciso saber se o Hamas concorda com um acordo de paz.

Liberdade democrática no Brasil

Quem é que pode se queixar que no Brasil não tem liberdade democrática? Quem é que pode? Vocês conhecem o mundo, vocês… Eu duvido que tenha lugar do mundo que a imprensa é mais livre do que no Brasil, duvido. Entretanto, nós fizemos uma conferência de comunicação, e grande parte da imprensa não compareceu porque achou que era uma coisa autoritária que o governo queria se meter. Quando um dirigente faz crítica a um jornal, é censura, não é crítica. É como se fosse o cidadão da imprensa o único que não pudesse receber nenhuma crítica no mundo porque são perfeitos. Tem até uma coisa engraçada. Nesses dias, um cidadão de uma instituição estrangeira aí (SIP) me fez uma crítica, ele tinha acabado de mandar uma carta para mim, para me homenagear, como o “democrata das Américas”. Ele deve ter esquecido que mandou a carta.

Conferências nacionais

O Brasil está tranquilo com relação à democracia. Já está provado, por atos e coisas, que este Estado é altamente democrático, e isso é um bem para o Brasil. Eu acho que esse é outro legado importante. Veja, eu fiz 70 conferências nacionais, eu fiz 70 conferências nacionais. Eu fiz conferência de segurança pública, eu fiz conferência de imprensa, eu fiz conferência de portadores de deficiência, eu fiz conferência de catadores de papel, eu fiz conferência de moradores de rua, eu fiz conferência de criança e adolescente, eu fiz conferência de aposentado, eu fiz conferência de índio, eu fiz conferência de negro, eu fiz conferência de mulher, eu fiz conferência do GLTB. Não tem um segmento da sociedade que eu não fiz conferência, para que a gente pudesse expressar o ponto de vista e dar subsídio para a construção das políticas públicas do nosso governo.

Microeconomia

Nós falamos muito de macroeconomia, não é? Quando a gente discute, quando o Guido Mantega vai a Nova Iorque, ou quando o Guido Mantega… o Meirelles vai a Basiléia, ou quando… Todos nós falamos da macroeconomia, da macroeconomia, mas no Brasil nós criamos uma coisa que caminha paralela à macroeconomia, chamada microeconomia, que é o que toca uma parte das coisas no Brasil, que muitas vezes, não aparecem nos meios de comunicação. Por exemplo, quando nós chegamos ao governo, nós tínhamos R$ 380 bilhões de crédito para o Brasil inteiro – isso em 2003 – R$ 380 bilhões de crédito. Hoje nós temos R$ 1,5 trilhão de crédito. Nós criamos o crédito consignado que ninguém acreditava. Eu nunca tinha visto um economista falar em crédito consignado. Nós criamos o crédito consignado dando como garantia para o banco a folha de pagamento do trabalhador.

Contas públicas

Tem duas coisas que eu queria que vocês soubessem que eu levo muito a sério, muito a sério: primeiro, as contas públicas. Eu sou casado há 36 anos e eu nunca fiz uma dívida na minha vida que eu não pudesse pagar. Eu, muitas vezes, eu fui acho que um dos últimos brasileiros modernos a ter uma televisão em cores, porque eu só comprei quando eu pude comprar e pagar. Eu só pude ter o meu carro quando eu tinha consciência de que eu não ia me apertar para pagar. E isso, assim, eu faço com o Brasil, Ricardo. Eu digo sempre para os meus amigos: eu não quero governar o Brasil, eu quero cuidar do Brasil. Cuidar, cuidar como eu cuido da minha família, cuidar como eu cuido do meu filho, não deixar a coisa desandar. Se, de vez em quando, você precisar apertar em um lugar, você aperta; mas se for preciso você desapertar em outro, você desaperta.

O Guido Mantega tem feito um trabalho extraordinário, o Meirelles tem feito um trabalho extraordinário. Eu tenho dito para eles: Não tem mágica na economia, e não tem política na economia. Não adianta, porque tem eleição: “Ah, não vai aumentar juros porque tem eleição, ou não vai fazer tal coisa porque tem eleição”. A eleição, para mim, é uma coisa muito passageira. Este país é eterno. E eu sei o que custa um país arrumado, porque eu estava dentro de uma fábrica quando este país estava desarrumado e eu tinha a inflação a 80% ao mês. Então, eu sei o que isso pesava no meu salário.

Segurança pública

Se tudo fosse resolvido criando um ministério, nós não teríamos problemas no Brasil. Os tucanos têm experiência de governar vários estados importantes e pouca experiência de cuidar de segurança, pouca experiência. Então, acho muito pobre que um candidato diga “eu vou criar um ministério”. Segundo, é importante – e eu não tenho os números aqui – mas o Franklin pode arrumar para vocês… a Maya pode arrumar para vocês, o que nós fizemos no Ministério da Justiça, o que significam as políticas que nós adotamos nos últimos três anos para ajudar os estados a reduzir o problema da crise com a segurança pública. Posso te dizer, sem ver… a Maya pode te dar. Não tem momento na história em que o governo federal colocou a quantidade de dinheiro que colocou nos estados para ajudar a segurança pública.

Pronasci e UPPs

Quando nós criamos o Pronasci, a gente fez uma revolução no conceito de segurança pública; quando a gente instituiu as Mães da Paz a gente criou uma outra revolução, que é fazer com que nas comunidades… Eu vou dar um exemplo: no bairro de Santo Amaro, em Pernambuco, que era o bairro mais violento, a violência diminuiu 70%. Porque o que é o Pronasci? O Pronasci, você chega lá, com as Mães da Paz, que são mulheres da própria comunidade, que vão tentar trabalhar os meninos que estão em área de risco. Você tem praça de esportes, você tem biblioteca, você tem, às vezes tem até 19 ações do governo federal em um único bairro. Você tem a polícia comunitária, que tem ajudado muito, mas muito a resolver o problema da segurança; e temos feito convênios com todos os estados. E esses dados, depois a Maya ou Franklin pode dar para vocês.

A segunda coisa que eu acho é que as UPP’s do Sérgio Cabral têm dado certo e é um modelo importante, é um modelo importante. Da mesma forma que é importante a chamada… Eu não sei como é o nome, mas, por exemplo, no Ceará também tinha uma ajuda do governo federal, aquela polícia comunitária que toma conta de um bairro.


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O jornal A Gazeta, do Espírito Santo, publicou nesta quinta-feira (15/7) uma entrevista exclusiva realizada com o presidente Lula, na qual trata dos projetos de lei enviados ao Congresso para determinar o novo marco regulatório do petróleo brasileiro, a possibilidade de se construir uma refinaria e uma fábrica de fertilizantes no estado e o atraso nas obras do aeroporto de Vitória e na Rodovia do Contorno. Confira abaixo os principais trechos da entrevista (para ler na íntegra, clique aqui):

Novo marco regulatório do petróleo e royalties

Com as descobertas do pré-sal e seu potencial extraordinário para o desenvolvimento econômico e social do nosso país, coube ao governo propor o marco regulatório, o que foi feito por meio de quatro projetos de lei encaminhados ao Congresso. Veja que em nenhum deles nós tratamos da questão da divisão dos royalties. Achávamos, e continuamos achando, que uma questão como essa deveria ser tratada mais adiante, depois das eleições, com mais tranqüilidade, quando a caça ao voto já teria terminado e as paixões partidárias já estariam serenadas. Mas os deputados, por decisão própria, decidiram incluir o assunto nos projetos. Nós não tratamos da matéria e ainda negociamos no Senado um substitutivo que excluía a questão dos royalties, que havia sido introduzida e aprovada pela Câmara. Mas, da mesma forma que na Câmara, os senadores reintroduziram o tema nos projetos. Como eu já disse outras vezes, e repito agora, começaram a dividir o pirão antes mesmo da pescaria. Continuo defendendo que essa questão não deve ser definida à luz de interesses eleitorais episódicos, mas levando em conta os interesses nacionais permanentes.

Investimentos da Petrobras

O corpo técnico da Petrobras, que é de elevada e reconhecida competência, está estudando as possibilidades de instalação de novas unidades no País para beneficiamento dos volumes de petróleo e gás que virão, tanto do pós-sal como do pré-sal, e vai oferecer, para decisão superior, as áreas que se mostrarem mais atraentes do ponto de vista técnico. As análises levam em conta, além da disponibilidade de insumos, as facilidades logísticas, as perspectivas de mercado e os benefícios tanto para a economia nacional como para a regional. Na minha opinião, o Estado tem grandes chances de vir a ser apontado pelos estudos técnicos como o mais indicado para sediar os empreendimentos.

Aeroporto de Vitória

Já começou a ser instalado um Módulo Operacional Provisório (MOP) que ampliará a área do terminal de passageiros. É obra para ser concluída nos próximos meses, pois a estrutura é pré-moldada e a instalação é bem mais rápida que a do terminal definitivo. Isso significa que no segundo semestre deste ano o Aeroporto de Vitória já terá capacidade para receber mais 800 mil passageiros por ano. Será uma área nova, de 2 mil metros quadrados, com o conforto e as facilidades de um terminal convencional, como ar-condicionado, banheiros, informações sobre voos, etc. Estamos investindo R$ 5,3 milhões nesse módulo. E também estamos avançando na retomada das obras definitivas, tanto no terminal de passageiros quanto dos sistemas de acessos viários, estacionamento, pátio, segunda pista, Torre de Controle, seção contra incêndios, etc. A engenharia do Exército está se preparando para assumir o que for possível dessas obras. Estamos apenas aguardando  o resultado de uma perícia nas obras, que foi encomendada ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT/USP).

Rodovia do Contorno

As obras do Contorno Rodoviário de Vitória estão inseridas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O empreendimento é indispensável para a redução do movimento de veículos pesados pelo centro da cidade e atende especialmente ao transporte de cargas até os portos do Espírito Santo. O trecho, que pertence à rodovia BR-101, é também ligação entre os estados do Nordeste e do Sudeste/Sul do país. O tráfego chega a cerca de 30 mil veículos por dia, o que causa certas dificuldades para a execução das obras, que estão divididas em dois lotes.

O primeiro, com 19,3 km de extensão, foi iniciado em fevereiro de 2008 e já está com 12 km concluídos. A conclusão de todo esse lote está prevista para o próximo mês de outubro, cumprindo o cronograma. O segundo lote de obras, com a extensão de 6,2 km, foi iniciado no mês passado. Esse trecho, também em área de concentração urbana, apresenta uma alta complexidade em sua execução e tem conclusão prevista para junho de 2011.


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O Brasil sabe quais são suas prioridades em termos de infraestrutura e está tomando medidas concretas para adequar o País às necessidades que virão nos próximos anos, principalmente por conta de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (13/7) durante o lançamento do edital de concorrência do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Participaram da cerimônia diversos ministros e representantes de sete países interessados nas obras, entre outros. O presidente comemorou o interesse de outros países e afirmou que o Brasil está preparado para entregar essa e outras obras antes dos Jogos Olímpicos de 2016.

Grande parte da infraestrutura que estamos fazendo, nós queremos que ela esteja pronta até as Olimpíadas de 2016. Eu acho plenamente possível a gente inaugurar essas obras até 2016.

Vocês viram que terminou a Copa do Mundo na África do Sul agora e já começam aqueles a dizer “cadê os aeroportos dos brasileiros? Cadê os estádios brasileiros? Cadê os corredores de trem? Cadê os metrôs?”, como se nós fossemos um bando de idiotas que não soubéssemos fazer as coisas e não soubéssemos definir as nossas prioridades.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Lula afirmou que o Brasil vive um momento excepcional, em que há um excesso de oferta de obras e falta de gente para tocá-las. No setor de transportes, por exemplo, citou grandes empreendimentos como as ferrovias Transnordestina e a Norte-Sul, que há anos estavam paradas ou avançando lentamente, e que agora finalmente estão com seus projetos em andamento como deveria ser. Lembrou ainda que o Brasil tinha parado de fabricar trilhos e dormentes, mas que vai retomar essa produção graças às muitas obras do sistema ferroviário para passageiros e carga que o País tem hoje. Com tudo isso, será possível enfim dotar o País de um sistema intermodal de transporte, que há décadas é prometido e só agora vem sendo realizado.

“O que queremos fazer neste País é uma espinha dorsal com ligação de ferrovias com um sistema intermodal de transporte, com boas rodovias, boas ferrovias, boas hidrovias. Isso está em curso, não é mais promessa. Está comprometido no PAC 1 e no PAC 2.”


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bom dia, Ministro

A erradicação da pobreza até o ano de 2022, quando será comemorado o Bicentenário da Independência do Brasil, “será perfeitamente possível”. A afirmação foi feita pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, ao ser entrevistado em cadeia de rádio no programa Bom Dia Ministro, desta quinta-feira (24/6). Segundo Guimarães, o país caminha nesta direção “a passos muito rápidos”.

“Será perfeitamente possível. Nós estamos caminhando nesta direção a passos muito rápidos. É uma questão de ampliar os programas de assistência aos mais pobres. Aqueles que estão em condição de pobreza absoluta. Isso permitirá erradicar a pobreza. Nós estamos caminhando muito bem nesta direção”.

Ouça a íntegra da entrevista ao programa Bom Dia, Ministro


O ministro contou também que a taxa de crescimento econômico de 7% é outra meta que vai ser atingida. Ele informou que a conjugação de recursos do governo em infraestrutura e a expansão dos investimentos privados permitirá “reduzir a distância entre o Brasil e os países desenvolvidos”. Guimarães citou como exemplo os projetos que estão previstos para a Copa do Mundo 2014.

Na entrevista, o ministro apresentou o Plano Brasil 2022, que estabelece metas a serem alcançadas pelo país num universo de 12 anos. A erradicação do analfabetismo e da pobreza, o crescimento econômico de 7% e a ampliação da malha ferroviária e rodoviária, entre outros, integram as propostas.

Este plano tem por finalidade definir como será o Brasil em 2022, com metas tanto para a economia, a infraestrutura, o funcionamento do Estado e os avanços no campo social. O plano, que está sendo elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com a colaboração dos ministérios, será apresentado ao presidente Lula dentro de mais alguns dias.

O plano estabelece uma série de metas ao país, em todas as áreas. Entre elas, o crescimento econômico de 7% até 2022. Esse nível de crescimento permitirá diminuir a distância que separa o Brasil das nações desenvolvidas, em termos de renda per capita. No setor de infraestrutura, está a conclusão da ferrovia Norte-Sul, uma espinha dorsal de um novo sistema de transportes que privilegia os trilhos em detrimento das rodovias.

A Norte-Sul deverá unir Barcarena, no Pará, ao Porto do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Além disso, prevê, nos próximos 12 anos, a ampliação da malha rodoviária federal dos quase 62 mil km para 75 mil km. Somadas a outras iniciativas, as ampliações deverão garantir a eficiência no transporte da produção brasileira.

As metas sociais incluem a erradicação do analfabetismo, a erradicação da pobreza e das diferenças que ainda existem na remuneração entre homens e mulheres que exercem as mesmas funções.

Nesse período de mais de uma década, o Brasil receberá grandes eventos esportivos internacionais. Políticas públicas devem ser implementadas para que os atletas tenham um melhor desempenho. A partir de 2016 o Brasil poderá estar entre as dez maiores potencias esportivas do mundo. Todos os cidadãos podem ter acesso e consultar as metas as ações necessárias para cumpri-las na Secretaria de Assuntos Estratégicos. As metas para 2022 são consideradas ambiciosas e mostram avanços em quase todos os setores da vida nacional.


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Quando formou parceria em 2006 com o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, o presidente Lula tinha certeza de que bons frutos seriam colhidos em pouco tempo. Bons frutos como a inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) realizada nesta sexta-feira (18/6) em Santa Cruz (zona oeste da capital carioca), um empreendimento da empresa alemã ThyssenKrupp e a brasileira Vale. Esse diálogo permitiu que o estado do Rio ganhasse investimentos em obras de infraestrutura.

Nos últimos 30 anos o Rio não recebeu metade dos investimentos que está recebendo agora. Um dos estados com maior investimento. O povo está percebendo que a bandidagem é minoria. Eu, Sergio Cabral e Eduardo Paes já subimos mais em favelas que outros. O Estado tem que estar lá para fazer obras. O Rio de Janeiro haverá um dia em que tiraremos do nosso dicionário a palavra favela. Mas, bairro. É o orgulho deste país. A gente devolve ao Rio aquilo que ele merece. Como fazemos com São Paulo, Minas Gerais… Não tem um estado sequer que esteja sem as obras. Muitos em parceria com os governos estaduais e prefeituras. Tenho orgulho, aqui neste estado, Sergio Cabral fez muita oposição no primeiro mandato. Disse a ele, em 2006, que se ganhássemos iriamos fazer uma enorme parceria. E quem ganha com isso é o povo do Rio.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

O presidente Lula reafirmou em seu discurso durante a solenidade que, para ser respeitado, é preciso dar o respeito. E o Brasil aprendeu isso, disse:

Eu ainda era dirigente sindical quando aprendi uma lição de vida. Que um pai, um chefe de família, só é respeitado dentro de casa se ele souber respeitar a sua família. Não confundir medo com respeito. E um dirigente político só será respeitado pelo povo se ele se fizer repeitar. E o Brasil, durante muito tempo, acha que tudo poderia dar um jeitinho brasileiro. Todo mundo achava que um pouco de malandragem, que todos nós conhecemos, faria bem para o mundo.

Dizendo-se muito grato ao grupo alemão, que apostou no Brasil e buscou a parceria da Vale para concluir a siderúrgica no bairro de Santa Cruz, no Rio, Lula explicou que o País é atualmente modelo e que deveria ser visitado por outros governos estrangeiros para que possam conhecer a experiência nacional e aplicá-las nos respectivos países.

Lula informou que viajará para Toronto (Canadá) na próxima semana para participar da reunião do G20 e lembrou que muitas decisões tomadas pelo grupo ainda não foram implementadas. O Brasil deverá cobrar nesse encontro, disse o presidente, que os países integrantes do G20 sejam mais atuantes e coloquem em prática medidas que permitirão ajudar as economias globais.


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Há muitas informações desencontradas sobre a real situação dos aeroportos brasileiros circulando por aí e, devido ao papel estratégico que a viação aérea tem para o País, é preciso tratar o assunto com cuidado e pragmatismo, trabalhando sempre pelo interesse público. A avaliação foi feita pelo presidente Lula em entrevista por escrito ao jornal O Tempo, de Belo Horizonte, publicada nesta segunda-feira (14/6), respondendo a uma pergunta . “Tem gente que parece querer entregar o filé mignon para a iniciativa privada e deixar o osso para o Estado”, disse Lula, lembrando que tanto a Infraero quanto o investidor privado têm um papel a desempenhar”. Lula contestou informação de recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que aponta estagnação em 10 dos principais aeroportos do País. “É evidente que o movimento cresceu muito, resultado do progresso social do nosso País”, afirmou.

Segundo o presidente, na maioria dos aeroportos decisivos do País, a Infraero continuará fazendo o seu trabalho.

Mas a situação está longe da que foi pintada pelo Ipea. Essa informação, de estagnação, já foi desmentida pelo ministro Jobim – os autores do estudo cometeram um engano e usaram dados errados de capacidade dos aeroportos. Por exemplo, eles disseram que Pampulha tinha capacidade de 5 pousos ou decolagens por hora, quando na verdade tem 12, e só 8 são usados pelas empresas. Em Confins, o Ipea disse que a capacidade era para 16 voos, mas na verdade é para 24, e só 20 estão sendo usados. Então, vamos ter tranqüilidade que o governo está fazendo a sua parte.

Leia aqui a íntegra da entrevista.

O presidente Lula falou também, na entrevista, sobre a ampliação do metrô de Belo Horizonte, que contou investimentos de quase R$ 200 milhões em seu governo para obras nas linhas 1 e 2. “Mas estes projetos são para atender às necessidades da cidade de maneira geral e não da Copa (do Mundo de 2014)“, afirmou o presidente, lembrando que o governo federal e a prefeitura de Belo Horizonte já selecionaram quatro projetos de ônibus de trânsito rápido e outras obras de mobilidade urbana para serem tocadas na cidade como prioridades para a Copa de 2014 – investimentos de R$ 1,522 bilhão (com financiamento público federal de R$ 1,023 bilhão).

Outra grande obra citada pelo presidente foi a da rodovia BR 381, que foi incluída no PAC e também no PAC 2. Segundo Lula, a duplicação do trecho Belo Horizonte-Governador Valadares será feita pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por não ser viável a concessão do trecho. Minas Gerais é o estado brasileiro que tem a maior malha rodoviária federal (13,7% do total) e por isso recebe o maior volume de investimentos federais em rodovias.

Hoje, por exemplo, além das licitações que estamos abrindo, vamos inaugurar as obras de duplicação e pavimentação de 309 km de rodovias e assinar 29 contratos autorizando o início de obras de pavimentação, duplicação ou restauração de mais 2.179 km. São obras integrantes do PAC, cujos investimentos chegam a R$ 2,7 bilhões.


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Mais do que o forte aumento do PIB brasileiro, o que mais chamou a atenção do presidente Lula no anúncio feito terça-feira (8/6) pelo IBGE foi outro número: o crescimento de 26% do investimento no País no primeiro trimestre do ano. Esse é um claro sinal de que a crise econômica que arrasou Estados Unidos e Europa no ano passado foi mesmo uma ‘marolinha’, afirmou Lula em discurso nesta quarta-feira (9/6) em Maceió (Alagoas), durante solenidade em que deu ordem de início às obras de duplicação da rodovia BR-101 no estado.

“Eu não sou mágico, não fiz mágica na economia, apenas trabalhei com seriedade”, afirmou o presidente, lembrando que quem salvou o Brasil da crise foi o povo mais pobre, que assumiu a responsabilidade de consumir e não deixar que a economia do País esfriasse. É justamente esse povo que vem sendo mais beneficiado pelas políticas de governo que investe pesado no desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste do País, com programas como o microcrédito AgroAmigo, do Banco do Nordeste Brasileiro (BNB) – com foco no pequeno agricultor familiar -, o Luz para Todos e o Bolsa Família. Eles estão turbinando a economia e permitindo que os mais pobres possam consumir mais alimentos e produtos básicos de higiene e limpeza – mais até do que as classes A e B (ainda segundo dados do IBGE de abril).

São esses programas que a imprensa brasileira esquece de analisar com mais cuidado para perceber que eles dão suporte ao crescimento verificado pelo IBGE. “Somos tão brasileiros como qualquer outro”, disse o presidente, afirmando que os nordestinos não querem ir para o Sudeste apenas para trabalhar de pedreiro, mas querem também ir à passeio ou para conseguir empregos de médicos, engenheiros, pesquisadores.

Os investimentos feitos pelo governo em estados nordestinos também visam fortalecer a infraestrutura local, para garantir a presença de indústrias e gerar empregos de qualidade. A rodovia BR 101, que vai até o Rio Grande do Sul, é um bom exemplo disso. Outras obras importantes, lembrou, são os canais do Sertão e do Rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina. “O Nordeste não quer mais ser tratado diferente, somos cidadãos brasileiros também.”


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Presidente Lula em discurso durante cerimônia realizada em Natal (RN). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Não podemos aceitar a idéia de que o Brasil possa ser dividido em regiões que podem tudo e outras que nada podem. Por isso o governo tem priorizado investimento nas regiões mais necessitadas do País – Norte e Nordeste – como forma de equilibrar o desenvolvimento brasileiro. Mas isso pode ainda levar um tempo, admitiu o presidente Lula, porque projetos como os anunciados nesta quarta-feira (9/6) em Natal (RN), para agilizar a construção do aeroporto internacional São Gonçalo do Amarante na cidade, a criação de duas Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) e o convênio assinado entre o Ministério do Turismo e o governo potiguar, podem levar até uma década para dar os resultados desejados.

“A gente podia marcar na caderneta a data de hoje para que a gente pudesse saber o que vai acontecer com este estado nos próximos 10 anos”, avisou o presidente Lula durante a cerimônia realizada na capital do Rio Grande do Norte. São projetos como os anunciados hoje em Natal que ajudarão o Rio Grande do Norte a melhorar o nível de vida da população e também a mudar o cenário das estatísticas apresentadas pelo IBGE, que sempre mostram os estados do Norte/Nordeste como campeões em mortalidade infantil, morte de mulheres no parto, enquanto os do Sul/Sudeste aparecem com os melhores índices em educação, escolaridade, doutores, pesquisas. As ZPEs e o aeroporto que será o maior terminal de cargas da América Latina tornarão a região em um novo pólo exportador do País, disse Lula, e isso trará benefícios à população local, que quer ser tratada como qualquer outro brasileiro e ter oportunidade para trabalhar, ganhar seu salário, estudar, comer, ter acesso à cultura.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Por isso é importante o governo tomar certas decisões políticas, como a de construir novas refinarias no País, apesar da Petrobras ter sido contra no início, por avaliar que o mercado brasileiro já estava bem suprido pelas refinarias existentes. Mas as novas refinarias, como as duas previstas para o Maranhão e o Ceará, ajudarão o Brasil a exportar produtos derivados do petróleo, e não mais apenas óleo bruto. Quanto maior o valor agregado do produto exportado, melhor para o País, garantiu Lula.


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Presidente Lula confere produção de agricultor que contou com microcrédito do Banco do Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Uma das prioridades do governo é ampliar e assegurar o acesso de famílias mais pobres a crédito e serviços que permitam a melhoria da sua qualidade de vida, afirmou o presidente Lula em discurso nesta terça-feira (8/6), em Fortaleza (CE), durante comemoração dos cinco anos do programa de microcrédito do Banco do Nordeste Brasileiro (BNB). Os mais pobres têm como maiores patrimônios o seu nome e sua honra, e por isso o programa de microcrédito tem uma baixa taxa de inadimplência, disse o presidente.

Lula afirmou durante a cerimônia que seu governo trabalhou durou para aumentar o volume de crédito no País, lembrando que o volume total disponível em 2003 era de apenas R$ 380 bilhões, saltando para R$ 1,5 trilhão em sete anos. Só o Banco do Brasil tem hoje o mesmo montante que o Brasil inteiro tinha em 2003. Lula contou que o governo investiu no crédito consignado, uma fator importante para assegurar que os cidadãos pudessem tomar dinheiro a juros mais baratos, e ao mesmo apostou em programas sociais como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Luz para Todos.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula contou ainda que o seu governo tem investido mais recursos em infraestrutura do que governos anteriores. Segundo o presidente, o Brasil ficou sem projetos porque durante 25 anos se pensava apenas em pagar a dívida externa. Como consequência, o País perdeu na oferta de mão de obra qualificada.

Durante a cerimônia o presidente Lula falou também um pouco sobre futebol. Brincou com a platéia sobre o jogo Ceará e Corinthians, que será realizado pelo Campeonato Brasileiro após a Copa do Mundo, e disse que o Brasil será campeão na África do Sul. “O Brasil está na moda. Vamos ser campeões do mundo. Irei à África do Sul no dia 11. Vou está lá”, afirmou para mais adiante explicar que assistirá a final em Joanesburgo porque naquela ocasião receberá as credenciais concedidas ao Brasil para realizar a próximo competição mundial de seleções de futebol.


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Numa demonstração de que o governo federal tem atuado firmemente no estado do Ceará, o presidente Lula, em entrevista exclusiva e por escrito ao jornal O Povo, de Fortaleza (CE), informou que no período 2007 a 2010, foram destinados R$ 24,2 bilhões para obras do PAC no estado. Do total de 98 obras, algumas estão em projeto/licenciamento, outras em licitação ou execução, e algumas já foram concluídas.

Em relação às obras concluídas, posso citar a Termoceará, usina a Gás Natural da Petrobras, com recursos de R$ 104,6 milhões; 8 Parques Eólicos (que aproveitam a energia dos ventos): Beberibe, Canoa Quebrada Rosa dos Ventos, Foz do Rio Choró, Lagoa do Mato, Paracuru, Praia Formosa, Praias de Parajuru e Taíba Albatroz; Linhas de Transmissão Milagres-Tauá e Milagres-Coremas; Terminal de Gás Natural Liquefeito em Pecém; Usina de Biodiesel da Petrobras, em Quixadá; financiamentos liberados para a casa própria, no total de R$ 1,7 bilhão; o novo Terminal de Cargas e a Nova Torre de Controle do Aeroporto de Fortaleza, um investimento de R$ 25,6 milhões; os eixos de Integração Orós-Feiticeiro e Curral Velho-Pacajus; a meta original do programa Luz para Todos, de 112 mil ligações na zona rural, não só foi atingida como superada – hoje, já são 137 mil ligações concluídas. Muitas outras obras estão em fase de conclusão e serão entregues ainda este ano aos cearenses.

Na entrevista, Lula enfatizou que o fato de ter nascido em Caetés, em Pernambuco, não lhe permite privilegiar aquele estado em detrimento de outras unidades da federação. Ele atribui a ciúme o fato de difusão de notícias, no Ceará, de que sua administração destinou mais recursos a Pernambuco.

Eu já disse várias vezes e vou repetir: tenho muito orgulho de ser caeteense, pernambucano e nordestino, mas esse fato conta muito apenas do ponto de vista pessoal, afetivo. No exercício da Presidência, no entanto, eu tenho que olhar por todos os estados e por todos os brasileiros. Não posso privilegiar um município, um Estado ou uma Região porque sou natural dali ou então porque os governantes são da base de apoio do governo. Só não trato a todos de maneira igual porque aí também seria injustiça. Eu privilegio aqueles brasileiros e aqueles locais que estão mais atrasados em relação aos demais.

Leia aqui a íntegra da entrevista.

Para o presidente, “já não era mais possível o Nordeste continuar sendo considerado a parte pobre do nosso País, como se tivesse cidadãos de segunda categoria. Por isso, estamos fazendo investimentos como nunca foram feitos nesta Região, em todas áreas. Se você pegar os dados de emprego, vai perceber que, nos últimos doze meses, foram gerados mais de 363 mil empregos com carteira assinada no Nordeste, número inferior apenas ao da região Sudeste. No Ceará, foram abertas 84 mil vagas nesse período, o segundo maior saldo da região, superando Pernambuco e ficando atrás apenas na Bahia”.

Lula tratou também das questões políticas locais. Dise que num primeiro momento consiera que não haverá dificuldade na disputa entre postulantes de partidos da base aliada na disputa ao Senado. “O jogo ainda não acabou e estou convencido de que antes do apito final será encontrada a melhor solução, de tal modo a manter unida a nossa base de apoio no Estado. Dessa forma, seremos competitivos e conseguiremos eleger os que estão comprometidos efetivamente com o projeto político que nós estamos implementando e que conta com amplo apoio da população”, explicou.


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