construção civil


Conversa com a Presidenta

A cada ano o governo vem realizando campanhas de conscientização da população sobre a doação de órgãos. A informação é da presidenta Dilma Rousseff em resposta à indagação do odontólogo Paulo Laurez, morador em Curitiba (PR), na coluna “Conversa com a Presidenta” publicada nesta terça-feira em dezenas de jornais e revistas no Brasil e no exterior. Laurez perguntou se a presidenta acha importante o governo fazer “uma campanha para aumentar o número de doadores de órgãos”.

“Concordo com você. Tanto que, todos os anos, nós realizamos campanhas para conscientizar a sociedade sobre a importância da doação, gesto que salva vidas. A população tem respondido a essas campanhas com a sua solidariedade, mesmo em situações extremamente difíceis como a perda de um ente querido. De 2003 a 2010, o número de procedimentos cresceu 65%, passando de 12.722 para 21.040. De 2009 para 2010, tivemos 10,7% de crescimento só dos transplantes de medula. A expansão constante é resultado do registro brasileiro de doadores voluntários de medula, hoje o terceiro maior banco deste tipo no mundo, com dois milhões de cadastrados.”

E prosseguiu: “além das campanhas, o governo tem tomado outras medidas, como a capacitação e valorização dos profissionais do setor. Desde 2002, os investimentos no Sistema Nacional de Transplantes mais do que triplicaram, passando de R$ 327,8 milhões para R$ 1,19 bilhão, em 2010.” Com isso, informou a presidenta, nosso sistema de transplantes é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, sendo que lá a maioria dos procedimentos é feita na rede privada. Para a presidenta, “embora o nosso desempenho já seja muito bom, não podemos esmorecer”.

“Iniciamos neste ano um novo programa de desenvolvimento de equipes de captação de órgãos, com foco nos 16 estados onde não havia unidades regulares de captação. E vamos continuar intensificando as campanhas, reforçando o Sistema Nacional de Transplantes e contando com a participação ativa da sociedade.”

O técnico de informática Geraldo Ferreira da Silva, 41, morador em São Paulo, diz que é deficiente físico e que, por tal motivo, “gostaria de saber quando vai haver uma política melhor para deficientes em relação à aposentadoria”. Geraldo da Silva explicou que os deficientes “não podem ser comparados a pessoas normais, pois temos muita dificuldade de locomoção e necessitamos de muitos remédios para compensar as nossas deficiências”.

“Geraldo, nosso governo está atento a essa questão, uma vez que a situação dos portadores de deficiência é realmente diferenciada. A Emenda Constitucional nº 47, promulgada em 2005 pelo Congresso Nacional, vedou a adoção de requisitos e critérios distintos para a concessão de aposentadoria. Essa mesma Emenda, no entanto, deixou a porta aberta para uma exceção, que é a de os portadores de deficiência contarem com critérios especiais.”

Mas, para a efetivação desse direito, seguiu a presidenta Dilma, é necessária a regulamentação, o que está sendo feito por meio da Lei Complementar nº 40, em tramitação no Congresso. Na resposta, a presidenta disse que “estamos discutindo com os parlamentares essa regulamentação, que é bastante complexa”.

“O texto resultante desses entendimentos deverá definir, por exemplo, como se dará a aposentadoria especial a partir do grau de deficiência. Em princípio, quanto maior o grau de deficiência, menores serão as exigências para a aposentadoria.”

Pequeno construtor e morador em Rio Largo (AL), Paulo dos Santos informou que as empresas de pequeno porte manifestam preocupação “com as alterações impostas pela Caixa Econômica, que só vai financiar com recursos do FGTS o Minha Casa Minha Vida, se o acesso ao imóvel for pavimentado”. Ele pediu “que se dê um prazo para que possamos terminar as construções”.

A presidenta Dilma disse que “o contrato para o financiamento de moradias pela Caixa Econômica, dentro do programa Minha Casa Minha Vida, pode ser feito por pessoa jurídica, isto é, por construtora, ou diretamente por pessoa física, individualmente”. No primeiro caso, segundo ela, para o financiamento, sempre houve a exigência de que a rua, ou via de acesso à unidade habitacional, seja pavimentada.

“A única mudança nas regras foi em relação às propostas feitas por pessoas físicas, que antes não exigiam rua pavimentada e agora também incluem essa exigência. Mas, veja bem, o programa está passando por um período de transição: do dia 28/2 ao dia 30/6/2011, estão sendo aceitas propostas de financiamento de moradias localizadas em vias não pavimentadas para propostas de pessoa física.”

E concluiu: “basta que sejam atendidas as demais condições de contratação da operação de crédito. O número de contratos assinados do Minha Casa Minha Vida, até o final do ano passado, ultrapassou um milhão. Desse total, 71% dos contratos foram propostos por pessoas jurídicas e 22% por pessoas físicas. O restante foi proposto por outros agentes, como o Ministério das Cidades e o Banco do Brasil.”


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Presidente Lula assina medida provisória que incentiva indústria nacional. Foto Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula assinou, nesta terça-feira (27/7), medida provisória que assegura desonerações tributárias em diversos segmentos da indústria brasileira. Um dos primeiros impactos se dará na inovação tecnológica. A medida permite que as empresas busquem recursos junto à Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) por meio de subvenções econômicas sem que incidam tributos como IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). Com isso, a financiadora lança em agosto deste ano edital no montante de R$ 500 milhões tendo por foco programas mobilizadores do Plano de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI).

A mesma MP reduz de 6% para 1% a carga de impostos da indústria da construção civil em imóveis avaliados em até R$ 75 mil. Antes, a medida abrangia habitações avaliadas em até R$ 60 mil. A medida irá alavancar, na avaliação do governo, moradias contratadas no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. Outra novidade é a redução do redutor de Imposto de Importação (II) para autopeças. Hoje, as peças importadas pagam 40% a menos de II e, no dia 1º de maio de 2011, este redutor deixa de existir. Neste caso, o objetivo do governo é incrementar a fabricação nacional de autopeças.

No mesmo documento, o governo cria a drawback isenção, medida que permitirá ajustes de algumas distorções nas exportações de produtos, beneficiando indústrias que operam a motagem de equipamentos, como por exemplo, laptops. Isso representa a isenção de impostos sobre os insumos conforme explicou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, em entrevista coletiva após a reunião do presidente Lula com os empresários. Segundo Barbosa, em 2010, somente o volume de desoneração tributária para o segmento de inovação tecnológica será de R$ 67 milhões.

A medida também contempla a construção dos estádios de futebol para a Copa do Mundo Fifa 2014. Nelson Barbosa informou que as aliquotas de PIS, Cofins e II para estas obras terão alíquota zero. A decisão permitirá que os estados também isentem as indústrias do ICMS. Isso resultará num montante de R$ 350 milhões até 2014. Em 2010, o valor chega a R$ 35 milhões.

Reunião no CCBB

Para a cerimônia de assinatura da MP das desonerações o governo promoveu uma reunião no salão oval do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O presidente Lula colocou a assinatura na proposta e abriu a reunião para que o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, explicasse aos empresários a abrangência da decisão. Rezende informou que o governo atende uma das principais reivindicações da indústria que busca recursos com subvenção econômica. Agora, o dinheiro que sobrar para o ano fiscal seguinte não terá incidência de tributação.

Os R$ 500 milhões ofertados pela Finep dentro deste regime abrigam temas em TIC, Energia, Nanotecnologia/Biotecnologia, Saúde (Fármacos), Defesa e Desenvolvimento Social. Numa outra frente, serão colocados para o mercado R$ 100 milhões, sendo R$ 50 milhões para entidades e federações empresariais que desejam implantar Núcleos de Apoio à Gestão da Inovação e outros R$ 50 milhões – recursos do Sebrae nacional e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) – para implantação dos planos de inovação nas Micro e Pequenas Empresas (MPEs).

Durante a reunião, o presidente Lula insistiu em que o setor empresarial invista mais em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Lula mostrou uma transparência preparada pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, onde mapeia os recursos públicos e privados em diversos países. Enquanto no Brasil, os investimentos públicos chegaram a 0,59% do PIB em 2008, os investimentos empresariais ficaram em 0,50% do PIB naquele mesmo ano. Na outra ponta deste cenário, as indústrias do Japão correspondem com 2,62% do PIB em recursos privados e 0,55% do PIB governo.

O presidente pediu uma mobilização que permita a abrangência dos centros de inovação. Uma mapa apresentado pelo ministro Rezende mostra que em oito estados inexistem estes centros do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). O esforço é para que se instalem centros no Acre, Amapá, Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima.


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O presidente Lula determinou que os próximos contratos para a construção de moradias no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida as empresas optem por trabalhadores locais. Ele assegurou que trata-se de uma medida para privilegiar os moradores dos bairros ou municípios atendidos. Lula pediu também que as novas unidades habitacionais sejam dotadas de equipamentos que permitam aos deficientes visuais, por exemplo, se deslocarem no interior da moradia.

Outra coisa importante que queria que vocês soubessem. Já fizemos casas especiais para cadeirantes. Agora, vocês viram que entreguei para um casal jovem. Eles não enxergam. É outro apelo que faço é que a gente crie um mecanismo. Na hora que entregar a casa para um cidadão cego a gente possa facilitar para que ele saiba rápido que lado é a pia, o banheiro, a cozinha.

Ouça a íntegra do discurso do presidente Lula.

Lula participou, em Feira de Santana (BA), da cerimônia de inauguração do Conjunto Residencial Conceição Ville, com 440 apartamentos de 42 metros quadrados cada, no âmbito Minha Casa, Minha Vida. Além disso, assinou termo de cooperação e parceria. No discurso, o presidente informou que tinha visitado um dos imóveis quando pode constatar a qualidade da moradia. Por isso, determinou que a Caixa Econômica Federal realize o sorteio o mais rápido possível para que os contemplados possam mudar de imediato.

Ele explicou que quando decidiu lançar um ousado programa habitacional tomou conhecimento das dificuldades que o setor de construção civil teria para atender a demanda de um milhão de residências. Segundo o presidente, isso ocorreu porque os segmentos empresarias ficaram mais de 20 anos “sem ter o que fazer”. Agora, conforme explicou, estas mesmas empresas vão se desdobrar pois o governo lançou a segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida com meta de construir mais dois milhões de casas.

Não vai parar por aí. Já lançamos o programa número dois que serão mais dois milhões de casas. Os empresários podem tratar de comprar mais máquinas, contratar mais pedreiros, encanadores, eletricistas. Se os empresários passaram 20 anos sem ter o qwue fazer agora estão “quebrando” pois não conseguem fazer…

O presidente contou da relação com o município baiano. Ele disse que quando seguiu viagem num pau de arara de Garanhuns (PE) para São Paulo, pasou pela primeira vez na cidade. Depois, em 1979, participou de um ato político em desagravo a Chico Pinto, já falecido. Ele emendou o discurso explicando que está para concluir o mandato em pouco mais de cinco meses e que durante esse período sempre participou da marcha dos prefeitos, em Brasília, e que sua administração se pautou por “tratar bem” os prefeitos independente de serem oposição ao governo ou não.

Se tiver um prefeito no Brasil, de qualquer partido político, de qualquer religião ou torcedor de qualquer time, que disser que eu não tratei bem porque ele não pertencia ao meu partido eu direi que ele está mentido. Se fosse assim eu não viria inaugurar casa em Feira de Santana. Foi esse maucaratismo da elite política brasileira que levou esse país a um atraso muito grande. Porque governador e presidente só tratavam bem os dos seus partidos. Nós não fazemos isso porque o meu problema não é com o prefeito, governador ou deputado. A política que nós fazemos é para o povo brasileiro.

De Feira de Santana, o presidente Lula seguiu viagem para Garanhuns (PE). Em sua terra natal, ele terá compromisso de lançamento do programa Um Computador por Aluno.


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O Brasil tem muitos jovens beneficiários do Bolsa Família que estão procurando qualificação profissional e empresários interessados em contratar mão-de-obra para os muitos projetos em andamento no País hoje, principalmente nos setores de construção civil e turismo. Pensando em ambos, os ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) estão divulgando o caminho das pedras para que os novos profissionais e os empresários possam se encontrar por meio de folhetos que trazem a lista de entidades conveniadas para execução das ações de qualificação do programa nos dois setores.

Os empresários interessados em contratar os trabalhadores recém-formados podem lugar para 0800 707 2003 ou (61) 3317-6995 ou 3317-6931 e obter a lista dos qualificados.

Clique aquiaqui para ver as listas do setor de construção civil.

Clique aquiaqui para ver as listas do setor de turismo.

Atualmente, o programa Próximo Passo (que qualifica os jovens beneficiários do Bolsa Família) oferece 172 mil vagas de qualificação em construção civil e turismo – setores aquecidos graças aos muitos projetos em andamento no País hoje, principalmente visando a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Os interessados devem procurar os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) ou postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) mais próximos para se inscrever nos cursos. O candidato deve ter mais de 18 anos e ter concluído a quarta série do ensino fundamental.

A assessora da Casa Civil Isabel Costa explicou que as empresas que tenham interesse na contratação de jovens e adultos que passaram pelos bancos do Próximo Passo podem buscar em cada unidade da federação entidades, sejam no âmbito dos estados ou municípios (rede de trabalho e rede de assistência social), bem como instituições executoras dos cursos de qualificação profisional (como por exemplo o Senai) e entidades empresariais, que fazem a aproximação com jovens e adultos qualificados por intermédio do Próximo Passo.


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O Brasil tem muitos jovens beneficiários do Bolsa Família que estão procurando qualificação profissional e empresários interessados em contratar mão-de-obra para os muitos projetos em andamento no País hoje, principalmente nos setores de construção civil e turismo. Pensando em ambos, os ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) estão divulgando o caminho das pedras para que os novos profissionais e os empresários possam se encontrar por meio de folhetos que trazem a lista de entidades conveniadas para execução das ações de qualificação do programa nos dois setores.

Os empresários interessados em contratar os trabalhadores recém-formados podem lugar para 0800 707 2003 ou (61) 3317-6995 ou 3317-6931 e obter a lista dos qualificados.

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Atualmente, o programa Próximo Passo (que qualifica os jovens beneficiários do Bolsa Família) oferece 172 mil vagas de qualificação em construção civil e turismo – setores aquecidos graças aos muitos projetos em andamento no País hoje, principalmente visando a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Os interessados devem procurar os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) ou postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) mais próximos para se inscrever nos cursos. O candidato deve ter mais de 18 anos e ter concluído a quarta série do ensino fundamental.

A assessora da Casa Civil Isabel Costa explicou que as empresas que tenham interesse na contratação de jovens e adultos que passaram pelos bancos do Próximo Passo podem buscar em cada unidade da federação entidades, sejam no âmbito dos estados ou municípios (rede de trabalho e rede de assistência social), bem como instituições executoras dos cursos de qualificação profisional (como por exemplo o Senai) e entidades empresariais, que fazem a aproximação com jovens e adultos qualificados por intermédio do Próximo Passo.


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O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, aposta que a reforma tributária -- assim como a reforma da previdência social -- deve entrar na pauta de matérias do Congresso Nacional a ser tratada pelo sucessor do presidente Lula no Palácio do Planalto. Simão avaliou como sendo necessária a mudança na estrutura tributária brasileira ao analisar exposição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio Itamaraty.

Simão conversou com exclusividade com o Blog do Planalto e respondeu ao desafio do presidente Lula que, na tarde da última quarta-feira (16/6), em Manaus, lançou proposta ao ministro das Cidades, Márcio Fortes, e a presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Ramos Coelho, da construção de moradias no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida com melhor qualidade.


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Presidente Lula com os dois recém-formados Elizandra e José Henrique, que conseguiram agora empregos na Prefeitura de Camaçari (BA). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Elizandra Eleni de Lima e José Henrique Silva Gois, beneficiários do programa Bolsa Família que fizeram cursos profissionalizantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Camaçari (BA), receberam seus respectivos certificados das mãos do presidente Lula na tarde de quinta-feira (10/6) em plena Praça Thomé de Souza, ao lado do Elevador Lacerda e tendo ao fundo a Baía de Todos os Santos. Ganharam assim um novo padrinho. De microfone em punho, Lula pediu a Prefeitura de Camaçari que os jovens sejam contratados numa das obras do município.

“A emoção é enorme. Ainda mais tendo o presidente Lula como nosso padrinho”, vibrou Elizandra. José Henrique conta que a mãe faleceu e coube a ele a missão de cuidar da família: “Um padrinho presidente é sinal que vamos conseguir o emprego”, confessou.

Elizandra e José Henrique conversaram com o Blog do Planalto e, durante a entrevista, o presidente Lula se aproximou deles para informar que iria telefonar para o prefeito de Camaçari, Luiz Carlos Caetano. Hoje (11/6) pela manhã, o Blog do Planalto procurou a assessoria do prefeito Luiz Caetano e, minutos depois, recebeu telefonema da prefeitura confirmando que os dois jovens conseguiram emprego em obras realizadas pelo município -- começam na próxima segunda-feira (14/6).

“Eu soube do pedido do presidente Lula. No momento em que ele falou estava no médico para revisão de uma pequena cirurgia a qual fui submetido. Mas, pode falar com o presidente que já localizei os dois jovens e na próxima segunda-feira estarão comigo aqui para atender a solicitação dele”, afirmou Caetano.

Ainda emocionados, Elizandra e José Henrique falaram sobre os momentos de expectativa e a escolha dos cursos. Elizandra formou-se azulejista e José Henrique, montador de andaimes. As duas especialidades são do setor de construção civil.


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(Primeira parte da íntegra em vídeo do discurso do presidente Lula no encontro da construção civil realizado em Maceió, Alagoas. Para ver  as outras quatro partes, clique aqui)

Os empresários e trabalhadores brasileiros precisam do Estado, e o Estado precisa dos empresários e trabalhadores para, juntos, construírem uma sociedade democrática, republicana e estável, que promova o desenvolvimento por igual em todo o País, afirmou o presidente Lula em discurso nesta quarta-feira (9/6) durante a abertura do 82º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), realizado em Maceió (Alagoas). O setor, disse o presidente, vive um momento mágico e tem que aproveitar essa oportunidade para mapear os avanços obtidos e o que falta fazer para que se possa aprimorar ainda mais, além de apresentar sua pauta de reivindicações para apontar novas referências para o governo fazer.

A construção civil brasileira, seja a construção civil leve, seja a construção civil pesada, vive um momento mágico neste País. Em todas as cidades, em todos os estados, na cidade pequena ou na cidade grande. E isso porque nós arrumamos a casa e o Brasil está agora colhendo os frutos daquilo que plantou. (…) E não vai poder parar mais.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula afirmou sentir pena dos governantes brasileiros antes dele, porque estavam todos “atrofiados”, sem recursos para financiar grandes obras, sem crédito para oferecer aos empresários. O último presidente que teve condições de fazer grandes investimentos em infraestrutura, por exemplo, foi Ernesto Geisel, “que conseguiu porque o dólar estava muito barato e nós tomamos dinheiro emprestado nos anos 70 para fazer uma boa política de desenvolvimento”. Mas veio o forte aumento de juros promovido pelo Banco Central americano e o Brasil ficou “sufocado durante duas décadas e meia”, afirmou o presidente, passando então a ficar dependendo da “boa vontade do FMI para fazer as coisas”.

Lula elogiou o fato do encontro estar sendo realizado num pequeno estado do Nordeste, Alagoas, que durante muitos anos foi “carimbado como estado que nasceu para não dar certo”, um estado que tinha muitas dificuldades, e que hoje vive uma realidade diferente -- como o resto do País. Isso graças ao papel que foi devolvido ao Estado brasileiro, de indutor da economia, promovendo medidas que ajudaram diversos setores, como a construção civil, que sofreu durante 20 anos com a falta de investimentos em obras dos governos federal, estaduais e municipais, lembrou o presidente.

O Brasil agora tem crédito. “Não é possível um capitalismo sem capital”, reafirmou o presidente Lula durante o encontro da construção civil em Maceió, citando a importância de programas como o Minha Casa, Minha Vida na retomada do setor e comparando o volume de recursos disponíveis no País quando chegou à Presidência aos de hoje. O Brasil tinha em 2003, R$ 380 bilhões para crédito no País inteiro -- dinheiro que o Banco do Brasil sozinho oferece hoje ao mercado. A Caixa Econômica Federal (CEF) tinha R$ 5 bilhões para financiamento da casa própria, hoje são R$ 47 bilhões -- com meta de chegar a R$ 55 bilhões este ano. O BNDES conseguia liberar no máximo R$ 38 bilhões e no ano passado chegou a emprestar R$ 139 bilhões e já projeta chegar a mais de R$ 150 bilhões em 2010. “É só disponibilizar o crédito que as coisas acontecem”, disse.

Inventou-se que o Estado tinha que ser o Estado mínimo, de que o Estado era inoperante, de que o Estado era um fracasso. Agora, quando aconteceu a maior crise econômica depois do crack de 1929, foi o Estado que conseguiu retomar a economia -- e no Brasil, foi o Estado que tomou a decisão de comprar banco.

O País aprendeu a gostar de si próprio e não quer mais voltar ao tempo de vacas magras, afirmou Lula sob aplausos dos empresários da construção civil. “Somos um País de 190 milhões de ‘caras’, são os empresários, são os trabalhadores, são os intelectuais. Nós estamos em um outro patamar”, disse ele. “Daqui pra frente, só temos como melhorar”


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Café com o presidenteCom muitas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda para inaugurar, o presidente Lula terá uma semana intensa pela frente, com agenda em Fortaleza, Natal, Maceió, Aracaju e Salvador. Segundo ele mesmo informou no programa Café com o Presidente desta segunda-feira (7/6), “tenho consciência de que até o final do governo vai aumentar a exigência de viagens”.

Elogiando a apresentação do 10º balanço do PAC, realizad quarta-feira passada (2/6) em Brasília, Lula afirmou que vai acelerar o ritmo para entregar o máximo de obras possível:

Eu vou ter muita coisa para fazer, e eu quero fazer, não vou parar de fazer… Daqui a pouco nós estaremos viajando sábado e domingo também, porque eu quero entregar o máximo possível de obras que eu puder entregar até o dia 31 de dezembro.

Ouça aqui a íntegra do programa:

Para ler a transcrição, clique aqui.

Lula lembrou da inauguração, semana passada, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas na Cidade de Deus (Rio de Janeiro) e disse que o Estado está cada vez mais próximo do cidadão, “em uma relação entre os três entes federados -- governo do estado, federal e município -- fazendo políticas nos bairros mais pobres”.

Quando nós entramos com políticas públicas, a gente prova que é possível fazer as coisas. Então, nós estamos fazendo isso em quase todos os bairros periféricos do Brasil, sobretudo na região metropolitana. Você combina uma ação – levar saúde, levar educação, levar cultura, levar biblioteca, levar possibilidade de emprego, formação profissional –, aí as pessoas sentem que o Estado está lá dentro e as pessoas começam a acreditar que a esperança finalmente chegou a uma concretização na sua vida. Por isso a minha enorme alegria de ter ido à Cidade de Deus inaugurar essa UPA.

O presidente falou ainda sobre o programa Próximo Passo, que atende beneficiários do Bolsa Família. Lula esteve na formatura de uma turma em construção civil, em São Paulo, e se disse muito orgulhoso dos resultados obtidos até aqui.

Nós estamos criando uma porta de saída, na verdade, formando as pessoas do Bolsa Família e arrumando emprego para elas, porque qual é a ideia? A ideia é que as obras do PAC, os programas Minha Casa, Minha Vida permitam que as empresas que participam desse programa, junto com o governo, participem da formação profissional dessa gente, e depois a gente mesmo contrate.


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(Vídeo produzido pela Associação Brasileira para a Prevenção de Acidentes -- ABPA)

O fato de 77% dos 1.592 beneficiários do Bolsa Família que se formaram,nesta terça-feira (1º/6), no curso de construção civil do programa Próximo Passo serem mulheres encheu de orgulho o presidente Lula durante a cerimônia realizada em São Paulo. “Vocês são ‘as caras’!”, afirmou o presidente. “Saio daqui com a imagem de felicidade que estou vendo na cara de cada uma de vocês.”

Lula destacou que a oportunidade de cada brasileiro vai chegar, graças aos avanços do País na economia e na área social, e recomendo a todos os presentes que não parassem de estudar nem “de brigar pelo que vocês acreditam”, dando como exemplo a sua própria história de vida: “Se eu tivesse desistido não teria chegado à Presidência da República”, disse.

Eu acho extraordinário que 80% das pessoas que se formaram sejam mulheres, porque o que isso significa? Significa que a companheira mulher já não se contenta mais em ficar em casa esperando o marido trabalhar e trazer o dinheirinho para casa. Significa que a mulher está conquistando sua independência. Significa que a mulher está entrando no mercado de trabalho de verdade. (…) As mulheres querem trabalhar fora, terem autonomia, independência, não querem ficar dependentes do salário do marido. Hoje as mulheres querem mais do que feijão, querem respeito!

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:


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