Cerimônias


O presidente Lula fez questão de homenagear duas mulheres de sua equipe na cerimônia pelo Dia Internacional das Mulheres realizado nesta segunda-feira (8/3) na Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro: as ministras Dilma Roussef (Casa Civil) e Nilcéa Freire (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres).

Primeiro Lula chamou Nilcéa para ficar ao seu lado enquanto discursava e falou do seu orgulho em trabalhar com ela, que soube captar o desejo das mulheres brasileiras para elaborar propostas de políticas públicas, mesmo enfrentando tantas dificuldades. O presidente falou do orgulho que teve ao poder usar a Lei Maria da Penha em sua campanha de 2006 – “e eu não perdi voto de nenhum homem” – e agradeceu Nilcéa por ela ter aceito ficar na secretaria até o final do seu mandato.

Em seguida, chamou Dilma para também ficar ao seu lado na frente do palco e disse que a indicação da ministra para substitui-lo na Presidência da República:

Eu não poderia dar uma demonstração de apreço mais forte pela luta das mulheres deste País do que indicar ao meu partido, aos meus aliados, para me substituir, nada mais nada menos do que uma mulher brasileira, de luta, que já provou na luta do que ela é capaz.

O presidente fez, no entanto, um alerta: o preconceito contra as mulheres ainda é forte no Brasil.

Temos que dizer em alto e bom som: se uma mulher é capaz de parir um político, porque ela não é capaz de parir uma administração mais competente do que o político que ela conseguiu colocar no mundo?

E concluiu afirmando que mais do que chorar as derrotas passadas, as mulheres precisam cada vez mais comemorar as vitórias que virão no futuro.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:


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A partir da descoberta do petróleo na camada do Pré-sal, a Petrobras decidiu investir pesado no segmento com a construção de refinarias, plataformas e navios, com recursos próprios ou com financiamentos de parcerios estrangeiros, em todo o País. É o Brasil buscando sua independência na produção de petróleo e gás e também dando maior qualidade ao produto final, agregando valor que pode gerar mais divisas ao País pela exportação. A avaliação foi feita pelo presidente Lula nesta segunda-feira (8/3) durante cerimônia de assinatura de contratos de implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí (RJ).

O presidente disse que a visita ao Comperj teve por objetivo “ver como as coisas estão funcionando”, porque como costuma dizer, “é o olho do dono que engorda o porco”. Segundo Lula, o complexo petroquímico em Itaboraí é bastante simbólico para o País:

Esse complexo aqui em Itaboraí é mais que um complexo. É a retomada das decisões fundamentais de investir em refinaria e no polo petroquímico deste País. Há cinco anos atrás, se dependessemos da vontade da Petrobras, não teríamos mais refinaria no Brasil. Nós passamos a discutir, não com imposição, mas com a necessidade de fazermos mais refinarias. Vários estados queriam refinarias. Eu disse a todos os governadores que iria levar refinaria ao estado que conseguisse parceiros.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

O único projeto que avançou, no entanto, foi a parceria da Petrobras com a estatal venezuela PDVSA para construir uma refinaria em Pernambuco. Com a descoberta do Pré-sal, tudo mudou e o governo passou a investir em empreendimentos em outros estados (Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão).

Sem falar em investimentos na adequação de refinarias já existentes como a Reduc (Duqe de Caxias, RJ), Repar (Paraná) e Mauá (SP). Além disso, a construção de navios e plataformas conta com 65% a 70% de equipamentos nacionais.


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Presidente Lula visitou o novo Complexo Esportivo da Rocinha e afirmou sonhar em ver um jovem da comunidade conquistando medalha nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula visitou o novo Complexo Esportivo da Rocinha e afirmou sonhar em ver um jovem da comunidade conquistando medalha nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Se em algum momento da história do Rio de Janeiro a Rocinha foi motivo de vergonha para a cidade, isso mudou graças ao empenho dos governos federal, estadual e municipal para investir em melhorias para a comunidade, afirmou o presidente Lula nesta segunda-feira (8/3) em cerimônia de inauguração de obras de urbanização do PAC no local, que incluem um Complexo Esportivo, Clínica da Família, Centro de Tratamento da Tuberculose, Centro Psicossocial e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas.

Lula afirmou estar orgulhoso por ver o que o governador Sérgio Cabral Filho e o prefeito Eduardo Paes estão fazendo no Rio de Janeiro e que esse tipo de parceria só traz benefícios à cidade.

Não basta governar com a cabeça, é preciso colocar o coração para a gente poder governar e atender a maioria do povo brasileiro. (…) Eu saio daqui com uma certeza absoluta de que a Rocinha, se em algum momento da história do Rio de Janeiro, foi motivo de vergonha, eu saio daqui com a convicção de que a Rocinha hoje é motivo de orgulho para o governador, para o prefeito, para o presidente da República e para o povo brasileiro.

O presidente Lula também criticou a imprensa por não gostar de falar de obras inauguradas. “Coisa boa não interessa, o que interessa é desgraça.” Confira:

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente durante cerimônia na Rocinha:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

O que as pessoas precisam no Brasil, afirmou Lula, é oportunidade e por isso seu governo tem se esforçado em levar educação, esporte, emprego e saúde “para construir homens e mulheres de bem nesse País”.

Veja o vídeo institucional das obras inauguradas na Rocinha nesta segunda-feira:

Lula também externou seu sonho de ver alguns dos jovens da Rocinha participando dos Jogos Olímpicos do Rio em 2016 e conquistando medalhas para o Brasil, quem sabe até dando ao País sua primeira medalha de ouro no futebol olímpico.

Imagina que coisa extraordinária. Quem sabe Zico, a molecada que você vai ver treinando aqui (no Centro Esportivo) possa conquistar uma medalha olímpica no futebol, que o Brasil ainda não conseguiu, apesar do Zico, do Sócrates, do Falcão, do Pelé, do Garrincha, do Ronaldão, do Ronaldinho, do Romário, do Bebeto.


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Presidente Lula, ladeado pela ministra Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner e os ministros Geddel Vieira Lima e Franklin Martins na inauguração do projeto Salitre, em Juazeiro (BA). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula, ladeado pela ministra Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner e os ministros Geddel Vieira Lima e Franklin Martins na inauguração do projeto Salitre, em Juazeiro (BA). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil não é um país em que “um cara” governa 190 milhões de habitantes, mas um país de 190 milhões de caras governado por um presidente da República. Assim se manifestou o presidente Lula, nesta sexta-feira (5/3), em discursos por ocasião da inauguração das obras do projeto de irrigação Salitre, em Juazeiro (BA). Segundo o presidente, as mudanças que têm implantado no Brasil “incomodam muita gente” e, para comprovar isso, basta acompanhar os meios de comunicação. Por isso, segundo ele, o fato de ser nordestino, nascido em Caetés, interior pernambucano, e de ter passado pelas adversidades da vida, “não tenho medo de cara feia”. Mais uma vez Lula chamou a atenção para o que pode vir a ser o baixo nível da campanha eleitoral deste ano de 2010.

“O nosso país nunca foi tão respeitado como ele é hoje. E respeito agente não aprende só na universidade, mas dentro de casa, com o pai e a mãe da gente. O maior legado que recebi da minha mãe foi o de poder andar de cabeça erguida. Poder olhar nos olhos de cada um. Gosto de respeitar para ser respeitado. O que vai contar para a nossa história é tudo aquilo que a gente já fez”, disse.

Lula explicou que é necessário muito trabalho para poder recuperar aquilo que classificou de “500 anos de desmando” e, em seguida emendou que vem transformando o país porque nunca faltou com o respeito aos companheiros. Ele enfatizou que ao deixar a Presidência da República em 31 de dezembro de 2010 e retornar um dia a Juazeiro, espera ser tratado pelos habitantes da cidade baiana de “companheiro Lula”. Ainda numa alusão aos políticos que se sentem incomodados com sua administração, Lula foi enfático: “Se um Lulinha incomoda muita gente, uma Dilminha incomoda muito mais…”

Antes de iniciar o discurso, o presidente acionou o botão que ligou os equipamentos de irrigação do projeto Salitre. Segundo Lula, trata-se de um momento especial para Juazeiro, pois o projeto era uma antiga reivindicação dos agricultures daquele município. O presidente ainda brincou com o prefeito Issac de Carvalho que entregou uma lista de obras e alfinetou políticos locais que impediram a conclusão das obras de uma ponte entre Juazeiro e Petrolina (PE).

Ele informou também que até o final deste mês o governo federal fará a licitação para mais sete mil hectares de terra para a segunda etapa do projeto Salitre, além do abastecimento de água para dezenas de comunidades da região. Neste momento, o presidente chamou a atenção dos jornalistas para os números da irrigação de terras. Entre 2003 e 2009, foram destinados R$ 2,683 bilhões, e para este ano, mais R$ 730 milhões vão ser investidos em irrigação no Brasil.

Para os pequenos agricultores do Salitre, Lula afirmou que eles terão liberdade do plantio daquele produto que achar mais rentável e pediu que os bancos públicos, como por exemplo, o BNB, “tratem os agricultores com mais carinho”, pois eles são aqueles que mais necessitam de crédito se comparados com os produtores rurais de grande porte.

Lula lembrou também a luta do bispo Dom José Rodrigues de Souza, conhecido como o bispo dos excluídos, e atualmente aposentado. “Todos sabem o desejo que tinha do projeto Salitre. Ele organizou 72 mil pessoas desalojadas. Diria que foi quase um herói”, explicou. No discurso, o presidente ainda recordou da reunião com os representnates do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), quando assumiu o compromisso de equacionar os problemas em função da retirada de famílias em regiões do país que foram utilizadas para formação de lagos de usinas hidrelétricas.

Ouça aqui a íntegra do discurso.


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O presidente Lula foi veemente ao negar que vai se licenciar do cargo para participar da campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, à sua sucessão. “Não há hipótese de acontecer”, disse, em entrevista às emissoras rádio Rural AM e Juazeiro AM, nesta sexta-feira (5/3). Lula está em Juazeiro para inauguração das obras do projeto de irrigação Salitre, na zona rural da cidade baiana. Nessa etapa, serão destinados 255 pequenos lotes para agricultores familiares e 68 lotes para médias empresas. O projeto conta com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na ordem de R$ 251,5 milhões, entre 2007 e 2010. O valor do investimento total no projeto é de R$ 900 milhões.

A informação de que pretendia se licenciar, entre os meses de agosto e setembro, e que o presidente do Senado, José Sarney, assumiria temporariamente seu cargo foi publicada pelo jornal O Globo, na edição de ontem (4/3).

“Ficarei na Presidência da República até o dia 31 de dezembro. À meia-noite, ainda dormirei presidente do Brasil”, afirma Lula na entrevista.

Ouça aqui a íntegra da entrevista.

Ao analisar a possibilidade, Lula disse que “seria uma coisa vista de forma irresponsável com o mandato”. E prosseguiu: “Até porque, achar que eu me afastando posso ajudar mais um candidato, seria também diminuir o mandato. Se fosse assim, quem tem o mandato teria mais força política do que eu”.

“A ministra Dilma, quando chegar no mês de abril, vai se afastar para concorrer às eleições, cumprindo a legislação eleitoral. E eu ficarei na Presidência da República até o dia 31 de dezembro, à meia-noite, ainda dormirei presidente, e então eu passarei o mandato para quem for eleito presidente da República”.

Lula disse ainda que “neste país a democracia reina em todos os quadrantes e, dentre um dos pilares da democracia, a liberdade de imprensa tem sido praticada como em nenhum outro lugar do mundo, a ponto de alguém contar uma mentira, numa manchete de um jornal importante”.


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Com o lançamento do novo Portal Brasil, o País entra em um novo estágio na comunicação com a sociedade e os meios de comunicação, avaliou o presidente Lula durante a cerimônia realizada nesta quarta-feira (3/3), no auditório do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O portal dará ainda mais transparência às ações do governo federal e leva a democracia brasileira à sua potência máxima, num exercício “extraordinário de disponibilizar coisas que antes eram tidas como segredo”.

É bem possível que tenha gente que não esteja gostando do que estamos fazendo, porque a informação é uma forma de exercício de poder. Quem tem mais informação tem mais chance de influir nas decisões de poder.

Presidente Lula comemorou o lançamento do Portal Brasil, que aumentará a transparência do governo para a sociedade brasileira, afirmou em seu discurso. Foto: Ricardo Stcukert/PR

Presidente Lula comemorou o lançamento do Portal Brasil, que aumentará a transparência do governo para a sociedade brasileira, afirmou em seu discurso. Foto: Ricardo Stcukert/PR

O presidente parabenizou o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) e a diretora de Internet e Eventos da Secretária de Comunicação (Secom), Sílvia Sardinha -- a “mãe do portal”.

Ainda falta construir muita coisa no portal, afirmou Lula, e a contribuição dos usuários será fundamental no processo. O presidente reafirmou o que tanto Franklin quanto Sardinha disseram em seus respectivos discursos, de que o Portal Brasil não é de Lula ou do seu governo, mas do Brasil.

“E como não paramos de fazer coisas, sempre teremos o que colocar no portal”, acrescentou o presidente Lula.

Infográfico do lançamento do Portal Brasil


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O presidente Lula seguiu a agenda de trabalho nesta terça-feira (2/3) comemorando resultados. Depois da inauguração da fábrica da Case New Holand (CNH) em Sorocaba (SP) e do almoço-reunião com empresários do setor automobilístico na capital paulista, Lula participou da cerimônia de encerramento do encontro de executivos do Banco do Brasil, ainda em São Paulo. Em diversos momentos de seu discurso, o presidente destacou a importante participação do BB na aquisição de bancos como o Nossa Caixa e o Votorantim no auge da crise financeira mundial, e também ao colocar à disposição de seus clientes recursos do sistema de crédito consignado.

Além de lavar a alma daqueles brasileiros que ainda acreditam no setor público, no Estado, o Banco do brasil pode ensinar os outros bancos a fazer crédito para o povo brasileiro.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Lula destacou também a importância do banco na aquisição de outras entidades do sistema financeiro e destacou a decisão de aquisição do Nossa Caixa, no ano passado, um banco estadual, e do Votorantin, detentor de uma carteira de carros usados. No caso do Nossa Caixa, Lula ouviu ponderações sobre o fato de estar “salvando” uma instituição que tinha como principal articulador o governador José Serra, potencial adversário político nas eleições de 2010. Lula explicou que tratou o assunto como um negócio.

Lula enfatizou ainda a importância dos funcionários do banco, que deveriam ser mais bem remunerados, explicando que os salários daqueles que trabalham no BB são menores se comparados com os de bancos privados. “Na verdade, se a gente for verificar, um gerente deve ganhar entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, o que é pequeno diante da responsabilidade que tem para prestar o serviço”, explicou.

Para o presidente, houve um movimento no passado que teve por objetivo depreciar os resultados do BB com o único objetivo de privatizá-lo. Porém, isso não aconteceu e, como decorrência, o banco saiu mais fortalecido em especial quando permitiu que correntistas adquirissem ações do banco.

Acompanhei muito e vi muitas vezes manchetes estampadas falando do déficit do BB. Aquelas manchetes cheiravam a gosto de privatização. (…) Graças a Deus o BB não foi privatizado. Abriu para venda de ações e isso foi um bem para o BB.


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A eleição (presidencial) não vai causar um cenário de terrorismo político no Brasil porque quem quer que seja eleito este ano não poderá “estragar o que está construído no País”, afirmou o presidente Lula durante almoço com dirigentes da Anfavea, em São Paulo. “No momento certo, eu tenho certeza de que isso vai ficar claro para a sociedade brasileira.”


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Mascate não vende roupa na avenida Paulista, ele vai nos bairros periféricos, porque terá mais chance de ter sucesso. Da mesma forma, o Brasil não pode ficar dependendo apenas dos grandes mercados americano ou europeu, tem que diversificar para emplacar seus produtos – e o potencial dos mercados da América Latina e África é imenso e tem que ser aproveitado pelas empresas brasileiras.

A análise foi feita nesta terça-feira (2/3) pelo presidente lula em almoço com dirigentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), realizado em São Paulo, quando aproveitou para mais uma vez convocar empresários brasileiros a investirem nos emergentes mercados latinoamericano e africano.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula aproveitou para lembrar da viagem que fez semana passada à América Central e Caribe, quando foram fechados alguns negócios, como a venda de ônibus brasileiros para El Salvador. “Estamos descobrindo as coisas fáceis, que não poderíamos ter esquecido”, afirmou o presidente. Segundo ele, a partir do momento que a África começar a crescer,é mais fácil o Brasil vender produtos para eles do que para a Europa, porque os europeus ainda têm produtos com tecnologia mais avançada do que os nossos.

O Brasil, portanto, não pode desperdiçar essa chance de conquistar importantes mercados no mundo:

O momento agora é extremamente importante para nós. Eu sou fissurado para que o Brasil ocupe um lugar de destaque no mundo. O Brasil não pode se contentar em ser a sexta indústria do automóvel do mundo… O Brasil, o ser humano tem que trabalhar sempre para ser o primeiro. Se ele não vai ser o primeiro, vai ser o segundo ou o terceiro. (…) Nós precisamos sempre trabalhar na perspectiva de atingirmos o máximo.

O Brasil vive um momento mágico e governo, indústria e mercado consumidor brasileiros estão em harmonia como há muito tempo não se via, afirmou Lula. Por isso é importante tirar lições do momento atual, ver que o aumento de crédito no País foi fundamental para incrementar os investimentos internos, algo que foi fundamental para enfrentar a crise econômica mundial do ano passado.

Nós éramos um País de regime capitalista, mas sem crédito e sem capacidade de investimento do Estado, como se fossemos a velha União Soviética”, provocou o presidente Lula, lembrando que a economia brasileira estava atrofiada, devido à falta de capacidade de investimento do Estado. O regime capitalista, afirmou, precisa de capital, financiamento e crédito, senão ele não funciona.

Agora o Brasil está colhendo os bons resultados da política implementada, com aumento do crédito interno e desoneração dos estados e municípios, para que pudessem dividir com o governo federal a conta dos investimentos públicos, afirmou Lula. “Esse milagre não é só do governo, mas esse milagre também é de vocês”, disse Lula.


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Presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, cumprimentam trabalhador da fábrica de equipamentos agrícolas inaugurada em Sorocaba (SP). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, cumprimentam trabalhador da fábrica de equipamentos agrícolas inaugurada em Sorocaba (SP). Foto: Ricardo Stuckert/PR

No interior de uma fábrica que estava fechada há quase cinco anos, o presidente Lula comemorou. A decisão do grupo Fiat fez com que as máquinas voltassem a operar na produção de tratores e máquinas para a agricultura. E o presidente, que compareceu nesta terça-feira (2/3) à sua reinauguração em Sorocaba (SP), comparou esse “momento de leveza” do País aos jogadores do Santos que, segundo Lula, surpreenderam o seu time de coração, o Corithians, no último domingo.

A unidade da Case New Holland (CNH) é a maior fábrica de equipamentos do mundo, que vai gerar 6 mil empregos diretos e indiretos na região e recebeu investimentos de cerca de R$ 1 bilhão.

Estamos inaugurando uma fábrica que estava fechada. Uma fábrica fechada não serve nem para mostrar em fotografia. Significa desolação desemprego e falta de desenvolvimento. Ela ficou fechada praticamente cinco anos. Ao inaugurá-la queria que vocês trabalhadores, investidores, fornecedores, tivessem clareza e, a imprensa sobretudo, que inaugurar uma fábrica como essa é a mesma sensação como se estivesssemos comemorando o nascimento de uma criança.

Também compareceram à inauguração da nova fábrica da Fiat os ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Luiz Dulci (Secretaria Geral); o governador de São Paulo, José Serra; o prefeito de Sorocaba, Vitor Lippi; autoridades locais e executivos do grupo Fiat.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:

Bastante entusiasmado, Lula assegurou que após algumas “décadas perdidas”, o Brasil agora vislumbra oportunidade de se transformar numa das principais economias mundiais. Para o presidente, essa mudança deve-se ao fato de o País ter recuperado a sua estima. Segundo ele, tais avanços acontecem porque tem feito coisas consideradas óbvias.

“A política é a única coisa onde não se aprende na universidade. A arte da boa governança é você fazer o óbvio. Quando querem fazer uma coisa muito difícil, acho que não deveria ser político, mas cientista”, comparou.

E para mostrar os rumos da economia nacional Lula detalhou números. Segundo ele, em 2003, o volume de crédito disponível no mercado financeiro era de R$ 381 milhões. Nos dias atuais, o montante chega a R$ 1,410 bilhão. Apenas de crédito consignado são R$ 110 bilhões, dinheiro cujo o recebimento é garantido pela folha de pagamento.

Lula contou que, no ano passado, sugeriu à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a elaboração de um programa de construção de moradias. Então, recebeu do setor de construção civil proposta de 200 mil unidades o uqe ele achou pouco. Após discutir com empresários, o governo criou o Minha Casa, Minha Vida cuja meta é construir um milhão de moradias.

“A arte de governar é fazer as coisas simples. No ano passado cheguei para a ministra Dilma e disse que queria fazer um grande programa habitacional. Sugeriraram 200 mil casas na primeira reunião. Eu disse que 200 mil casas não era plano”, explicou o presidente ao enfatizar a quantidade de “penduricalho” para o cidadão obter o financiamento do imóvel.

Ainda no discurso, o presidente defendeu o Estado forte como indutor da economia e criticou setores da mídia que criticaram os reajustes salariais para os cargos comissionados do poder público. Lula alfinetou os economistas da oposição que apresentam fórmulas salvadoras, mas esquecem o engessamento que o governante tem em função da máquina pública. Lula destacou o programa de financiamento de máqinas agrícolas para pequenos e médios produtores rurais que permitiu a comercialização de 22 mil tratadores no país.


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