Em seu programa de rádio desta segunda-feira, gravado em São Bernardo do Campo (SP), o presidente Lula comentou a viagem que fez a Londres na semana passada, quando teve a oportunidade de mostrar a empresários e políticos britânicos o bom momento econômico do País e o papel brasileiro na construção de uma proposta global de combate às mudanças climáticas.

Em sua visita ao Reino Unido, o presidente Lula participou de um seminário empresarial, manteve encontros com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown e a rainha Elizabeth II e recebeu o prêmio Chatham House de melhor estadista de 2009. Para Lula, sua passagem por Londres foi importante para dar maior visibilidade ao Brasil e reconhecimento à seriedade com que os brasileiros trabalharam em 2009:

Hoje nós temos um país muito mais maduro, muito mais responsável, e um país que soube consolidar a macroeconomia com muita estabilidade, com geração de empregos, com distribuição de renda. É esse novo Brasil que é reconhecido internacionalmente. Quando vemos o interesse dos estrangeiros em investir aqui e a segurança demonstrada por eles em trazer recursos para o Brasil, é porque sabem que aqui nós temos uma economia saudável, estável e muito promissora. O fato de o Brasil ter saído tão bem dessa crise financeira mundial é mais uma demonstração da nossa força.

Para ouvir a íntegra do programa, clique aqui:

Nos encontros que teve com o primeiro-ministro Gordon Brown e a rainha Elizabeth II, o presidente brasileiro mostrou os compromissos do Brasil para diminuir suas emissões de CO2 e para construir com outros países um acordo para diminuir o aquecimento do planeta. Lula afirmou estar otimista com a possibilidade do mundo chegar a um acordo na reunião da ONU sobre clima que acontece dezembro em Copenhague (Dinamarca) e disse que está trabalhando para que todos os líderes mundiais estejam no encontro:

Olha, eu sempre sou otimista e acredito que nós poderemos construir uma boa proposta. Qual é o problema? O problema é que os países ricos, sobretudo os mais industrializados, aqueles que começaram a ser industrializados 200 anos atrás, esses países emitiram muito mais gás de efeito estufa do que os países que estão se desenvolvendo no século XX, no século XXI. Portanto, é importante que os compromissos sejam de todos, mas que sejam proporcionais à responsabilidade de cada país. Agora, vai depender muito da presença de todos os presidentes em Copenhague. E eu estou trabalhando para que isso aconteça.


[59] Comentários