Mon 16 Nov 2009
Café com o Presidente: desmatamento, clima e blecaute
Posted by jorge under Uncategorized
No Café com o Presidente desta segunda-feira (16/11), gravado em Roma (Itália), o presidente Lula falou da importância do programa Arco Verde Terra Legal na redução do desmatamento na Amazônia, da decisão do governo de propor uma redução entre 36% e 28,9% das emissões de gases do efeito estufa do País e da participação brasileira na reunião da ONU sobre clima que acontece agora em dezembro em Copenhague (Dinamarca).
Lula também comentou sobre o blecaute que atingiu 18 estados brasileiros na semana passada, explicando o contexto do incidente, que nada tem a ver com os problemas de geração de energia e nas linhas de transmissão que levaram à crise energética no País em 2001.
Ouça aqui a íntegra do programa:
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Edson Vergilio says:
November 16, 2009 at 9:15 am
Olá Luiz Gonzaga:
Nesta zona não tem virgem não. nosso problema é cultural, todo mundo gosta do bônus, mas ninguém quer arcar com o ônus. Os direitos ssão meus, já as obrigações sào para os outros. Se não bastasse o filho do Renan com a jornalista, agora aparece outro do FHC também com jornalista. Isso não me espanta não, pois o que em outro país seria causa de cassação de mandato aqui já é cultural. Por aqui adultério sempre foi normal, já vem desde o Brasil colonial quando o escravo entregava a filha para o senhor feudal ou para o senhorzinho somente para obter regalias ( para ele poder circular pela casa e não precisar dormir na senzala junto com os outros escravos, para a filha poder viver como mucama dentro da sede da fazenda e para o bastardo receber ajuda financeira do pai ou do avô coronel e por ai vai os jogos de interesse). Acontece que antigamente a escrava era ignorante e aceitava as migalhas em troca do cala- boca, mas agora a escrava virou jornalista e as vezes é até diplomada ( pode ser até pelo programa de insercão social via universidade ou pelo sistema de cotas) e sabe se “defender”, prende o rabo do coronel para não dar escandalos. Antigamente o patrão comia a empregada e ele ou o pai dele pagavam a conta, mas hoje como a conta ficou alta, agora somos nós que temos que pagá-la.
Todos esses fatos tão naturais ( mas imorais) para a nossa cultura, me fez lembrar de um texto antigo que tenho do psicólogo P.P.R.Cardoso de Melo em meus arquivos. Veja abaixo:
Este texto é interessante, mas um pouco longo… Contudo, vale a pena ser lido PARA QUE POSSAMOS COLOCAR (OU NÃO) A CARAPUÇA. . . . . .
Pedro Paulo Rodrigues Cardoso de Melo
Entendendo o Brasil
“Numa tarde de sexta-feira, recebi um telefonema de um amigo me convidando para ir a um churrasco em sua casa. Acontece que na naquela noite eu tinha que dar aula na faculdade. O problema é que eu queria ir ao churrasco, mas como?
Bem, eu agi como, geralmente, todos nós agimos: fiz de conta que estava cumprindo com a minha obrigação quando, na verdade, satisfiz o meu prazer.
O churrasco começava às oito da noite e a aula às sete e meia. Fui à faculdade, registrei a aula, fiz a chamada e inventei uma aula de leitura na biblioteca, abandonando a turma. Saí para o churrasco querendo acreditar que cumprira meu dever de professor.
No churrasco, fiquei numa mesa com o dono da casa, que é médico, o amigo que estava sendo homenageado, que é policial, um amigo do homenageado que é advogado e político e a sua esposa que é universitária e estuda no período da noite.
O assunto era um só: a roubalheira dos nossos políticos e a passividade da sociedade (todos nós) mediante a podridão do episódio do mensalão. Todos estávamos revoltados e propondo soluções para o melhor funcionamento da máquina pública e para o resgate da ética entre a classe política.
Num dado momento, o telefone do dono da casa tocou e ele se afastou para atender.
Retornando, disse com raiva: “Não dá pra trabalhar com certas pessoas”. Naquela noite, ele estava de plantão no hospital, mas chegou lá cedo, visitou alguns pacientes e leu “por cima”, os prontuários. Depois foi para casa e deixou como recomendação: “só me liguem em caso de extrema emergência ou se aparecerem pacientes particulares”.
Estava aborrecido porque a enfermeira lhe telefonara só porque chegou um sexagenário com suspeita de infarto. Ele “receitou” medicamentos pelo telefone e disse que a enfermeira só devia ligar de novo se acontecesse algo grave.
Para aliviar o clima, perguntei ao amigo que estava sendo homenageado se já havia feito a sua mudança de casa. Ele respondeu que sim e, que isso não tinha lhe custado nada, pois o dono da transportadora lhe havia retribuído “um favor”: meses antes, ele tinha “resolvido” uns probleminhas de multas nos seus carros que poderiam lhe custar a habilitação e, até mesmo, a sua empresa!
Aí, a esposa do político liga para uma colega que também fazia mestrado para saber se ela tinha respondido à chamada por ela enquanto ela estava no churrasco, pois ela já estava “pendurada nas faltas” nessa disciplina e não poderia ser reprovada. E, feliz, sorriu com a resposta da colega: dera tudo certo.
Em um outro momento, o anfitrião pergunta ao político como iria ficar o caso de uma certa pessoa. E ele respondeu que tudo estava indo bem, o problema era que na secretaria almejada já havia alguém concursado ocupando o cargo que tal pessoa pleiteava. Mas que ele não se preocupasse, pois estavam estudando uma medida legal (?) para transferir o “dito cujo” de função ou de setor para a vaga “do fulano” ser ocupada por ele. “Ele é um que não pode ficar de fora, pois foi comprometido com a gente até o fim”, finalizou.
Em meio a tudo isso, não deixávamos de falar das CPI’s, da corrupção dos políticos e da cumplicidade da sociedade que, apática, não movia uma palha para mudar nada.
Chegando em casa fui pensar naquela noite e em tudo o que havia presenciado.
De repente, me lembrei do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro, que diz: “nós vivemos num ambiente de lassitude moral que se estende a todas as camadas da sociedade e que esse negócio de dizer que as elites são corruptas mas que o povo é honesto é conversa fiada. Nós somos um povo de comportamento desonesto de maneira geral, ou pelo menos um comportamento pouco recomendável”.
O melhor era que eu não precisava fazer qualquer pesquisa para concordar com o escritor. A sua afirmação estava magistralmente retratada no meu comportamento e no comportamento dos meus amigos naquela noite e naquele churrasco que eu havia freqüentado.
Para começar, eu, como professor, roubei o povo ao fingir que estava dando aula. E estou surrupiando (roubando) a sociedade quando marco os tão conhecidos seminários só para não dar aulas, com a mentira disfarçada de que os alunos precisam treinar a arte de expressar bem as suas idéias. Isso pelo fato dessa afirmação não ser verdade, mas parte de uma verdade maior.
É lógico que os alunos precisam treinar a arte de bem expressar as suas idéias, mas só depois de serem conduzidos pelo professor que, por sinal, é pago para fazer isso. A verdade inteira é que, quase sempre por motivos pessoais, o professor acaba transformando o que seria uma, de várias técnicas de ensino, em sua prática regular de ensino e o resultado é uma enorme massa de estudantes “transfigurados”, da noite para o dia, em professores dos professores que deviam ensinar, mas não ensinam.
E o que dizer do dono da festa, o médico que estava “tirando plantão” e que, ganhando o seu salário, reclamou de ser incomodado, apenas porque um senhor de idade estava com suspeita de infarto?
Somos tão convictos de que somos bons, que o médico chegou a dizer que, se ao menos o ancião tivesse sido diagnosticado por um profissional, então ele se sentiria na obrigação de ir atendê-lo.
Ele só esqueceu de um detalhe: se o plantonista do hospital que, por sinal era ele, estivesse cumprindo o seu plantão, o senhor de 64 anos de idade, casado, pai de seis filhos, aposentado e que trabalhava desde os doze anos de idade e contribuía com a previdência há trinta, talvez tivesse sido atendido por um profissional e não tivesse sofrido um derrame cerebral.
É interessante vermos, também, o caso da universitária, a defensora dos valores morais. E, aqui eu pergunto: que valores seriam esses? O famoso jeitinho brasileiro que, não custa lembrar, só virou instituição nacional porque nós lhe damos vida com as nossas atitudes!
Acredito que mais uma vez o Brasil passa por uma oportunidade de ouro para rever-se como país e sair crescido e melhorado de toda essa crise.
O grande problema está nas pessoas. Em mim, em você, nas nossas famílias,colegas, amigos e inimigos, parentes e aderentes. Se quisermos realmente uma nação melhor temos que assumir que nós também somos recebedores do mensalão e que, portanto, cada um de nós também é merecedor de sentar nas cadeiras da CPI.
Recebemos o mensalão quando fazemos coisas como as descritas acima, e também quando copiamos ou compramos CD’s piratas, quando usamos software piratas, quando pagamos propinas ao guarda de trânsito para ele não nos aplicar multa, enfim, todos nós, cada um a seu modo e com o seu preço, também é culpado, pessoalmente, por tudo isso que está acontecendo no nosso país.
É bom não esquecer que nossos políticos não vieram de Marte, mas do nosso meio, corrompidos por nós, corruptos e corruptores. O real motivo para a sociedade assistir apática a toda essa decadência não é apatia, mas cumplicidade.”
(*)[Pedro Paulo Rodrigues Cardoso de Melo, Psicólogo Clínico, Psicopedagogo e Professor Universitário de Psicologia e Sociologia]
OBS.: Para muita gente que escreve aqui no blog tenho certeza que a carapuça serviu. Deve ser culpa da evolução, eta bando de “macacos interesseiros”.
Luiz Gonzaga says:
November 16, 2009 at 2:04 pm
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Olá Edson Vergilio,
Assino em baixo de tudo que escreveu no post nº 10.
A lógica inclui também personagens de outros países e até da história antiga. Quem não lembra Calígula e Nero?
Quem não lembra os reis da Espanha, Portugal, Holanda, Inglaterra que mandavam saquear outros países por mera ganância?
E os ditadores do século XX que causaram milhões de mortes em guerras sem sentido?
Comecei a entender isso a partir de 1972 quando aceitei que toda a raça humana é detentora de dois comportamentos básicos: um destrutivo e o outro construtivo; quando compreendi que o caráter individual administra esses dois tipos de comportamento.
Logo essas características não se resumem a grupos, partidos, ideologias, países ou religiões. Elas estão presentes em todos os indivíduos e por eles precisam ser administradas. O que define o caráter individual é o histórico dos seus atos durante toda a sua vida e não o seu discurso falado ou escrito.
Uma prova recente é o discurso do PT e do seu líder na fase anterior a 2003. Lembra?
Volto a acreditar na frase extraída da sabedoria Ianomâmi: “O homem nunca estará preparado e seguro para lidar com grandes doses de poder sobre os demais”.
Pra encerrar mando uma sátira escrita por mim e que ilustra o assunto:
Os três grandes desejos do Homo sapiens
Certo dia os homens resolveram se reunir no Salão do Inconsciente Coletivo. Depois de algum tempo de discussão e debates concluíram os trabalhos e, disso, resultou um documento com dez regras fundamentais. Dessas regras, três representavam seus desejos; três expressavam suas preocupações; outras três sintetizavam a sua imagem e apenas uma regra, suas normas de convivência. O documento final estava escrito assim:
Terra, dia remoto do ano 4.000 a.C.
Reunidos hoje neste nobre salão, nós os homens, resolvemos por livre arbítrio instituir as regras básicas que deverão conduzir de forma permanente e definitiva o nosso próprio destino, o do planeta e daqui a algum tempo, o do Universo inteiro. Assim sendo, estabelecemos que:
CAPÍTULO I
Art. 1º – Nosso primeiro desejo é ter muito DINHEIRO para que possamos comprar tudo o que quisermos.
§ 1º – Sua distribuição não deve ser eqüitativa, para proporcionar a quem de direito o livre exercício de ser pobre e para não alterar a ordem, natural das coisas.
§ 2º – Ficam vedados aos reclamantes quaisquer recursos que contrariem o que ficou exposto no parágrafo anterior.
§ 3º – Este documento não pode ser alterado em quaisquer de suas partes e nem sofrer revisão total ou parcial por prazo indeterminado. As disposições em contrário não terão nenhum sentido e nem serão levadas em consideração.
Art. 2º- Nosso segundo desejo é possuir o PODER. Pensar, decidir, mandar e agir livremente sem sermos contrariados nos nossos atos e decisões.
§ 1º – Permitimos aos insatisfeitos o livre exercício da obediência, da aquiescência e do silêncio, desde que obedeçam os limites dessas virtudes e, assim, não se cometam excessos.
§ 2º – Ficam negadas aos suplicantes quaisquer reivindicações, sugestões ou idéias que firam o explícito no parágrafo anterior. Nulas serão as disposições em contrário.
§ 3º – Fica rigorosamente proibida a formação de grupos, associações ou partidos, mesmo que sejam constituídos por apenas duas pessoas e com a finalidade de nos prestar integral apoio e solidariedade.
Art. 3º – Nosso terceiro desejo é o de alcançarmos a FAMA, SUCESSO OU GLORIA, para nos sentirmos plenamente admirados, respeitados e amados a qualquer custo e preço.
§ 1º – Não será tolerada a concessão de aplausos, elogios ou comentários benevolentes às plantas, animais irracionais ou mesmo à objetos comuns, sem prévia autorização nossa. Haverá permissão livre e automática quando formos nós o centro dessas manifestações.
§ 2º – Fica proibida, aos meios de comunicação de qualquer natureza, incluindo o meio oral, a difusão de críticas, comentários ou insinuações desrespeitosas que possam estar direta ou indiretamente relacionadas com o nosso êxito, façanhas e sucessos. Os transgressores ficarão sujeitos a rigorosas e pesadas sanções.
§ 3º – Ficam liberados aos solicitantes os plenos direitos da mediocridade, de permanecerem incógnitos ou de gozarem livremente da condição de espectadores convictos. Deverão ser evitadas as manifestações de efusividade excessiva diante dos nossos feitos.
CAPÍTULO II
Art. 1º – Nossa Primeira preocupação se relaciona com a possibilidade, embora remota, de ficarmos pobres e não podermos gozar das facilidades que o DINHEIRO traz.
§ Único- Na possibilidade dessa ocorrência, abrimos uma ressalva para alterar, “data vênia”, a proibição no que se refere à distribuição eqüitativa do dinheiro, à vedação dos recursos que possibilitam essa distribuição e ao pleno direito de revisar “in totum” este artigo, anulando as disposições em contrário.
Art. 2º – Nossa segunda preocupação se refere a possibilidade de perda total ou parcial do gozo do PODER.
§ Único – Nessa remota eventualidade, fica assegurada a nossa prerrogativa de nos utilizarmos do recurso do “impeachment” para destituir os pretensos usurpadores do poder e manter a ordem e a segurança nacional. Para isso as disposições em contrário ficam revogadas e liberados ficarão os direitos de reunião em grupos, associações e partidos, desde que dirigidas por pessoas idôneas e indicadas por nós.
Art. 3º – Nossa terceira preocupação se prende à tênue possibilidade de perdermos o nosso PRESTÍGIO, SUCESSO OU GLÓRIA, sendo substituídos na nossa mais legítima posição por estranhos sem talento.
§ Único – Como medida saneadora, concedemos aos nossos concorrentes as vantagens de gozarem do privilégio de permanecerem na obscuridade; aos meios de comunicação o direito de nos aplaudirem e promoverem, para que continuem desfrutando das suas prerrogativas de difundir nossa imagem.
CAPÍTULO III
Art. 1º – Nosso imagem fica definitivamente preservada pelo ato que ora decidimos: de não mais pertencermos a Escala Zoológica. Portanto, livres da proximidade com os outros animais e, perdendo todas as características da animalidade, pertenceremos doravante a um novo reino ao qual passaremos a denominar de Reino Humano.
§ Único – Pelo fato de pertencermos ao gênero Homo, espécie sapiens sapiens, fica configurada a nossa posição de supremacia sobre todos os seres vivos e a faculdade de controlarmos a vida na Terra, bem como a todos os fenômenos naturais.
Art. 2º – Não mais serão permitidas as investigações do Universo com o objetivo de pesquisar a existência de “seres inteligentes” em outros planetas ou galáxias.
§ Único – Certos de que somos os únicos seres dotados de inteligência e sabedoria, ficam sujeitos a pena de morte todos os que insistirem em provar tais teorias arcaicas que, pela sua natureza subversiva, atentam contra a nossa imagem e dilapidam os cofres públicos.
Art. 3º – Pela nossa condição de Seres Superiores, achamos por bem incentivar pesquisas e idéias que comprovem a nossa evolução, cada vez mais próxima, para a condição de Seres Divinos. Aliás, já nos sentimos perfeitamente preparados para tal evento.
§ Único – Fica sancionada a permissão de criar novas religiões, a criação de novos evangelhos e livros sagrados, a exaltação de lideres religiosos de qualquer credo, desde que consigam convencer com eficiência e inteligência a boa fé e a generosidade dos contribuintes do Senhor. Torna-se, desde já, obrigatória a citação dos nossos nomes nos evangelhos e pregações.
Art. Único – Por considerarmos que a convivência entre os Homens é um assunto destituído de importância, deixamos essa questão em aberto para que cada um avalie individualmente o que deve fazer ou, mesmo não fazer.
§ Único- Salve-se quem puder…..!
Assinado: Nós, os Homens.
Como deu para perceber, nos utilizamos dos recurso da sátira para penetrar um pouco nas fantasias e aspirações da natureza humana. É claro que generalizamos e exageramos na abordagem sobre o pensamento humano no caso estoriado. Porém, muitas pessoas chegam bem próximo desses desejos e outras acreditam piamente na probabilidade de alcançá-los.
Alguns exemplos históricos mostram isso de forma bastante evidente. Movimentos como o nazi-fascismo, o racismo, a vida dos faraós no antigo Egito, os imperadores romanos, mostram a pouca habilidade e o despreparo interior que os homens possuem para lidar com grandes concentrações de poder e prestígio. Exemplos mais simples e atuais presentes nos grupos e corporações como as empresas multinacionais, organizações políticas e religiosas e agremiações da torcida esportiva.
Grupos de pessoas que gravitam em torno do poder político, se associam e tomam o poder através de “golpes”; grupos religiosos que pregam o ódio ou a luta armada para expressar suas convicções; torcidas esportivas que travam verdadeiras batalhas para provar que o seu clube é o melhor. Assim, temos assistido a inúmeros fatos que mostram o comportamento reativo das pessoas funcionando no palco social. Ora se apresentam em ações individuais, ora em ações de grupo e, algumas vezes, se cristalizam no papel em atos governamentais que desfiguram a vida dos indivíduos e das instituições.
O comportamento reativo das pessoas ou dos grupos de pessoas não é uma teoria apenas. É visível de fato e causa os mais variados tipos de problemas e sofrimentos para a humanidade.
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A NOITE DE CRISTAL NO MARANHÃO
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Tal fato só vem demonstrar que o livro traz verdades insofismáveis e está incomodando a quadrilha.
Os jornalistas abaixo-assinados, Palmerio Dória e Mylton Severiano, denunciam aqui a ação fascistoide de um grupo de jovens, a mando do grupo ligado a José Sarney, em São Luís do Maranhão.
1. Antecedentes. Palmerio, autor do livro Honoráveis Bandidos, da Geração Editorial, e Mylton, co-autor, a convite de jornalistas de São Luís, aceitaram lançar o livro na capital maranhense, ontem, dia 4 de novembro de 2009, às 19 horas. Para começar, nenhuma grande livraria local, ou entidade, aceitou promover o evento, além do que nem sequer aceitam o livro em suas prateleiras. Até que, lembrado o Sindicato dos Bancários, suas portas se nos abriram e para ali ficou marcado o lanç amento. Na antevéspera, mais um ato que lembra métodos fascistas: a empresa responsável pelos outdoors que anunciavam o evento devolveu o dinheiro aos promotores e mandou “raspar” as peças.
2. O clima à nossa chegada, na terça, véspera do ato, começou a ficar “esquisito”, quando na coletiva à imprensa, numa sala do Sindicato, alguns colegas nos perguntaram se a gente não tinha “medo”. Falou-se em “corte de energia” durante o evento, brincou-se com a possibilidade de cada um levar uma vela, e alguns dos colegas não descartaram até atos de violência. À noite, em programa ao vivo na rádio Capital, vários ouvintes nos alertaram para aquelas possibilidades – “ele são capazes de tudo”, “cuidado”.
3. Ontem, quarta, no fim da manhã, uma colega, Jane Lobo, mais realista, aconselhou – e acatamos – a pedir proteção.
4. Veio a noite. O auditório do Sindicato dos Bancários, na Rua do Sol, estava superlotado, havia muita gente em pé. Um ambiente familiar – gestantes, gente idosa, crianças pequenas e grandes, estudantes. Por ali passaram mil pessoas.
5. Iniciada a sessão pelo coordenador Marcos Nogueira, quando Palmerio passa a falar sobre o conteúdo do livro, eis que do nosso lado direito uma vintena de jovens, na maioria rapazes e umas poucas moças, prorrompem em berros, aos poucos distinguimos “Jackson ladrão, envergonha o Maranhão”, “mentira”, “viva Sarney”. As pessoas mais próximas se levantam e se afastam, abrindo um claro. Os baderneiros abriram suas camisas, pondo à mostra uma camiseta em que se lia Navalhada de Bandidos e atrás de grades Jackson Lago, o governador que a família Sarney derrubou num golpe do judiciário. Dentre os baderneiros, um rapaz, possesso, ergueu uma das pesadas cadeiras e a arremessou na direção do palco onde estávamos. Imediatamente uma chuva de objetos voou sobre a mesa – bolas de papel molhado, ovos e até pedras – junto com xingamentos e outros impropérios.
6. Seguiu-se um quebra-quebra, pancadaria, promovida pelos baderneiros.
7. Passada a estupefação, os presentes mais os seguranças providenciados pelo Sindicato passaram a expulsar os baderneiros do local aos tapas e empurrões. Boa parte do público se retirou, preocupada, “eles vão voltar”.
8. Reiniciado o ato, os presentes cantaram Oração Latina, puxada ao violão pelo cantor e compositor Cesar Teixeira. A platéia e políticos, das mais diversas extrações, se deram as mãos durante o canto.
9. Felizmente nenhuma criança se feriu. Uma pessoa das relações de Jackson Lago foi buscar seu carro na rua de trás do Sindicato, Rua dos Afogados, e testemunha: ali havia cinco viaturas da PM, esperando o quê, não se sabe. E, praticamente no mesmo instante, menos de cinco minutos depois, Décio Sá, jornalista “guerrilheiro” dos Sarney, que se encontrava em Fortaleza, já postava em seu blog notícia em que os baderneiros viraram estudantes que protestavam contra o lançamento do l ivro e “foram atingidos por cadeiras, pedras, socos e pontapés e revidavam como podiam”.
10. Enquanto os autores retomavam a sessão, um grupo foi à delegacia de polícia mais próxima registrar B.O., Boletim de Ocorrência. Dissemos que os baderneiros vieram a mando do grupo ligado a José Sarney e eles próprios, desastrados, se encarregaram de deixar prova cabal: uma moça, Ana Paula Ribeiro, tida nos meios estudantis como “estudante profissional”, ao sair correndo deixou cair a bolsa, com sua identidade dentro. A moça trabalha simples mente com Roberto Costa, secretário de Esporte e Juventude da governadora Roseana Sarney.
11. Toda a confusão armada pelos baderneiros foi fotografada e filmada por profissionais contratados pelo evento.
12. Mesmo com este ataque fascistoide, Palmerio e Mylton assinaram mais de 500 livros, o que demonstra a sede de informação sobre a família que há meio século governa o Maranhão.
Palmerio Doria e Mylton Severiano
São Luís, 5 de novembro de 2009
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A Noite de Cristal (alemão Reichskristallnacht ou simplesmente Kristallnacht) é o nome popularmente dado aos atos de violência que ocorreram na noite de 9 de novembro de 1938 em diversos locais da Alemanha e da Áustria, então sob o domínio nazi ou Terceiro Reich. Tratou-se de pogroms, de destruição de sinagogas, de lojas, de habitações e de agressões contra as pessoas identificadas como judias.
Para o regime foi a resposta ao assassinato de Ernst von Rath, um diplomata alemão em Paris, por Herschel Grynszpan, um judeu polaco, condenado múltiplas vezes a deportação da França.
A pedido de Adolf Hitler, Goebbels instiga os dirigentes do NSDAP e os SA a atacarem os judeus. Heydrich organiza as violências que deviam visar as lojas de judeus e as sinagogas. Numa única noite, 91 judeus foram mortos e cerca de 25.000 a 30.000 foram presos e levados para campos de concentração. 7500 lojas judaicas e 1600 sinagogas foram reduzidas a escombros.
As ordens determinavam que os SA deviam estar vestidos à paisana, a fim que o movimento parecesse ser um movimento espontâneo de uma população furiosa contra os judeus. Na verdade, as reações da população foram pouco favoráveis, pois os alemães não apreciam que se ataque ou tome a propriedade alheia. Os incêndios também chocaram uma parte da população, mas não o fato de que os judeus tivessem sido atacados fisicamente.
A alta autoridade nazista cobrou uma multa aos judeus de um bilhão de marcos pelas desordens e prejuízos dos quais eles foram as vítimas.
O nome Kristallnacht deriva dos cacos de vidro (vitrinas das lojas, vitrais das sinagogas, etc.) resultantes deste episódio de violência racista.
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PARA FAZER PROPAGANDA MENTIROSA O DESGOVERNO GASTA MILHÕES, MAS…
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AVISO IMPORTANTE
Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila.
O cartório eletrônico, já está no ar! Nele você resolve essas (e outras)
burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos,
imóveis, e protestos também podem ser solicitados pela internet.
Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário.
Depois, o documento chega por Sedex.
http://www.cartorio24horas.com.br
Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior importância.
DIVULGUE. É IMPORTANTE: AUXÍLIO À LISTA
Telefone 102… não!
Agora é: 08002800102
Vejam só como não somos avisados das coisas que realmente são importantes. ..
NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO. SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO VERDADEIRAMENTE GRATUITO.
Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.
Importante: Documentos roubados – BO dá gratuidade – Lei 3.051/98 – VOCÊ SABIA???
Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos como:
Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).
Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser
autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao DETRAN p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP.
-Gostaria que cada um não guardasse a informação só para si.
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