Mon 31 May 2010
Brasil condena ataque israelense a ativistas pró-Gaza e defende convocação do Conselho de Segurança da ONU
Posted by jorge under Uncategorized
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota nesta segunda-feira (31/5) condenando o ataque israelense a um dos barcos da flotilha que levava ajuda humanitária internacional à Gaza, que acabou resultando na morte de mais de uma dezena de pessoas – muitos outros ficaram feridos. Informa ainda que a representante brasileira na ONU foi instruída a apoiar a convocação de reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para discutir a operação militar israelense. O Brasil, segundo a nota, defende que a ação seja “objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo”.
O embaixador de Israel no Brasil foi chamado ao Itamaraty para “que seja manifestada a indignação do governo brasileiro com o incidente e a preocupação do País com a situação da cidadã brasileira Iara Lee, que está numa das embarcações da flotilha.
Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vistas a garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região.
Para ler a nota na íntegra, clique aqui.
Quem defende o sionismo assassino é tão criminoso quanto. Sem moral. Terrorista.Boçal
sionistas, nazistas, fascistas:
Massacre israelense em Gaza – um ano depois
28/12/2009 às 00:39
Ben White
Ontem, 27/12/2009, completou um ano que os israelenses perpetraram o hediondo massacre da população civil palestina na faixa de Gaza, no qual assassinaram mais de 1.400 pessoas, das quais cerca de 400 crianças. O tal povinho vítima de “holocausto” é, na verdade, o maior realizador e executor de holocaustos alheios, tendo como vítima a população árabe da Palestina. Diante desse triste aniversário cabe aqui uma reflexão e um pouco de luz sobre quem é esse povo que sequestra tortura e massacra árabes e bate a mão no peito e se auto-denomina “judeu”.
Falsos judeus e autênticos nazistas é o que os ashkenazi são de verdade. Povos oriundos da Alemanha antiga (em hebreu arcaico, ashkenazi significa Alemanha ou povo germânico), eles organizaram o hediondo estado de Israel numa complexa trama que durou séculos. A fundação dessa triste nação foi feita à revelia e sem a concordância e apoio dos povos autenticamente judaicos como os sefarditas (sefaradics) e falashas (africanos de origem etíope). Legitimamente judeus, fluentes em aramaico e árabe – o hebreu não era falado de forma predominante na antiguidade – e parente dos árabes por co-sanguinidade, sefarditas e falashas têm no profeta Abraão sua matriz genealógica, assim como os árabes.
A distinção entre árabes e judeus autênticos remonta da origem matriarcal: enquanto os judeus originais são filhos de Abraão com Sara – sua primeira mulher – os árabes são filhos de Abraão com a egípcia Hagar – sua segunda mulher no mesmo harém, pois a poligamia entre eles não era vício e sim virtude. Mas todos são filhos desse grande profeta e rei dos sefarditas, sendo que os mulçumanos acreditam que Maomé era um descendente direto de Abraão e Hagar.
E como entram os ashkenazi nessa História? Entram como piratas e usurpadores da raça alheia. Como povos indo-europeus, os ashkenazi não possuem sequer uma gota de sangue de Abraão ou de qualquer matriz da raça semita – que vem a ser a raça representada por todos os descendente do profeta, sejam pelo ramo de Isaac (filho de Sara) ou pelo ramo de Ismael (filho de Hagar). Assim, esses piratas étnicos forjaram seu pseudo vínculo com os semitas judeus no século VIII, por volta da época da ascensão do profeta Maomé. Mais adiante, explico porque eles se auto-proclamam semitas e, ao mesmo tempo, negam o semitismo árabe.
Arianos “semitas”
Originários da região germânica e tendo como berço os grupos tribais de bárbaros que habitavam a região da Floresta Negra e da antiga Prússia na hoje Alemanha, Áustria e Hungria, esses povos ashkenazi tiveram que fazer uma escolha religiosa naquele século, forçados por circunstâncias políticas. Diante disso, com as três opçãos da época (judaismo, a mais antiga; cristianismo, a religião já dominante e com quase 8 séculos de idade e já cooptada pelo império Romano; e islamismo, que apenas engatinhava os primeiros passos com a popularidade do profeta Maomé), escolheram o judaismo.
Tendo fraudado a raça, esses estranhos “judeus” são frequentemente chamados pelos árabes e persas de “white jews”, ou “judeus brancos” para distinguí-los dos sefarditas e falashas. Eles se notabilizaram como grupo social e político na Europa como mestres da conspiração e da traição política. Conchavos, trapaças, furada de olho e punhalada nas costa são a especialidade dos ashkenazi através dos tempos. Assim, tornaram-se mestres na manipulação política, tendo conseguido grandes proezas de penetração em vários contextos de poder no Velho Mundo através da infiltração e cooptação em praticamente todas as organizações ligadas ao oculto. Lojas maçônicas, ordens da Rosa Cruz, casas de genealogia e dinastias da nobreza européia – em especial, as britânicas – e, inclusive, o Vaticano, foram todas penetradas por essa cabala sionista egressa da Alemanha.
Sendo dotados de grande cobiça monetária e cobiça do poder, os ashkenazi não se limitaram à Alemanha, Áustria e Prússia. Iniciaram uma dispersão migratória por toda a Europa, sobretudo para o leste europeu e Rússia. Sabotadores e conspiradores natos, eram logo identificados nas sociedades onde escolhiam para predar. Por isso, se tornavam alvos de justas discriminações e retaliações, mas a inteligência maligna desse povo levou-os rapidamente a engedrar a trama do “anti-semitismo” e outras mentiras cabeludas com viés de vitimização como os casos de “racismo” (sic). Na verdade como grupo tribal fechado, os ashkenazi discriminavam até outros povos germânicos na pretensão de construir um idéia falsa de que eles eram “estrangeiros” na própria Alemanha, pátria original deles.
A História registra que eles deram à luz a grandes personagens universais de biografia polêmica mas sempre vinculados a idéias totalitárias como Karl Marx, León Trotsky, Friedrich Heinrich Jacobi, Friedrich Nietzsche, Arthur Schopenhauer (esses três, adeptos do niilismo), Mayer Amschel Rothschild (banqueiro e primogênito da dinastia das finanças européia e notório direitista), e todo o grupo bolchevique que tramou a revolução Russa de 1917. Também se infiltraram no partido nacional-socialista de Adolf Hitler através de agentes instalados na alta burocracia nazista como o grande ideólogo e um dos arquitetos da “solução final”, xará do Fuhrer, Adolf Einchmann.
Ele teve um processo meteórico (só o de Sadam Hussein foi mais breve que o dele) iniciado em maio de 1961, após agentes da Gestapo israelense, o Mossad, o terem localizado na Argentina (trabalhando para a Mercedes Benz). Sequestrado para Israel e processado em apenas um ano, foi executado na forca em 31 de maio de 1962. A execução de Einchmann pelos ashkenazi de Israel representou uma queima de arquivo importante para máfia de outros ashkenazi fundadora do estado “judeu”. Ele sabia demais sobre a essência, o modus operandi e os planos ashkenazi sobre o sionismo – essa forma mais duradoura de nazismo criada pelos ashkenazi antes de Hitler e que prossegue através dos séculos.
Há um outro aspecto interessante para nós compreendermos a verdadeira índole dos ashkenazi. Isso é revelado nas celebrações pagãs que eles praticavam e que eram exclusivas dos ashkenazi enquanto povos bárbaros. Trata-se do ritual envolvendo tortura e sacrifício no qual um guerreiro ashkenazi comia o cérebro de um feto humano ainda vivo na barriga da mãe em adiantado estado de gravidez. Esta, nua, era amarrada a uma mesa, com as pernas abertas e flexionadas, permitindo ao bárbaro enfiar a mão pelo seu colo vaginal alcançando o útero, perfurando a placenta e apalpando o feto até localizar seu crânio que era esmagado com a mão, arrancando seu córtex aos pedaços e comendo. Bem animalesca a cena, mas se comparado com o que essa turma fez em Gaza há um ano, esse ritual é fichinha.
A salada de “judaismo” e nacional-socialismo
Portanto, uma parte chave da conspiração ashkenazi – que passa necessariamente pela fundação de Israel – é a deliberada mistura e embaralhamento de judaismo truncado com uma ideologia totalitária e nacional-socialista, o sionismo. A religião original de Moisés e Abraão encontra-se totalmente fraudada pela contaminação profana que sofreu com a adição do sionismo e suas desculpas bélicas e genocidas. Isso sem falar na predominância e no supremacismo ashkenazi sobre o rabinato, incluindo boa parte do rabinato sefardita ainda existente em Israel e já bastante cooptado pelos ashkenazis.
Vejam vocês que, em Israel, os cidadãos sefarditas e falashas são considerados de segunda e terceira classe, respectivamente, pois representam uma pequena parte dos israelenses e, pasmem!, para os ashkenazi, eles nem são “judeus” legítimos pois não são brancos de olhos azuis e ainda partilham a co-sanguinidade com os outros semitas – os árabes. Os demais cidadãos israelenses – também minoritários – são de quarta e quinta categorias, respectivamente as comunidades cristãs (maronitas, ortodoxas ou católicas romanas) e os druzos (mulçulmanos). Os palestino não são nem considerados cidadãos e sim candidatos à limpeza étnica.
Assim fica claro o vínculo dos ashkenazi com as ideologias e crenças totalitárias como o nazismo, cuja principal característica é o racismo e o terrorismo como políticas oficiais do estado israelense. Tal como praticado na Alemanha hitleriana, o nacional-socialismo israelense se evidencia com o discurso e a prática na maneira de limparem a Palestina de palestinos e liberarem as terras para anexações e purificação racial – ambos objetivos de Adolf Hitler que também chorava ao seu povo uma vitimização, tal como os israelenses choram a vitimização por eles sofrido no holocausto.
Daí, suspeitamos que esse evento foi uma orquestração forjada no passado para fornecer os elementos de desculpas futuras e carta branca inifinita, a fim de seguir os mesmos passos de Hitler, mas sem a oposição da “comunidade internacional”. Há vários casos de fraude que os próprios ashkenazi praticam de forma cladestina para fornecer o assunto de “debate”, o chororô que grupos políticos de outros ashkenazis exploram como denúncias fabricadas de “anti-setimismo”. Um dos líderes mais importante desses grupos é o militante sionista Elie Wisel, gande oportunista e aproveitador da “indústria do holocausto”.
Também descobriram pela experiência hitleriana que a desculpa usada pelos nazistas para embasar sua superioridade econômica, cultural e militarista não poderia mais ser baseada na ciência moderna do genoma humano – a tal idéia de DNA superior dos povos “arianos” que o Fuhrer defendia com unhas e dentes e provou ser, anos depois, uma fraude científica.
Não, os ashkenazi foram mais superiores e malignos que Hitler e inventaram a tese da superioridade racial usando o viés religioso judaico: “povo escolhido”. Assim, blindaram os questionamentos e interditaram o debate sem precisar passar pelo escrutínio das ciências e da academia pois religião não se discute em universidades, exceto para serem analisadas como ideologias inválidas e fraudulentas do ponto-de-vista científico.
Então criaram uma cadeia de inverdades interconectadas. Primeira mentira: ahskenazi são povos judeus – não são, pois falsificaram a religião ao confundí-la com ideologia política, o sionismo. Segunda mentira: ashkenazi são semitas – não são, pois ao se apresentarem como falsos descendentes de Abraão, não conseguem explicar a cor predominante branca de sua pele e olhos azuis típicos da raça indo-européia, ao passo que semitas legítimos têm como traços étnicos marcantes a pele mais escura, cabelos pretos e olhos castanhos na maior parte. Terceira mentira: ahskenazi são as vítimas do nazismo – aí praticam mais um sofisma, pois são vítimas e perpetradores ao mesmo tempo, pois para eles os fins justificam os meios e se preciso for sacrificam seu próprio povo para avançar sua agenda satânica e hedionda como a ideologia sionista – e são capazes de qualquer coisa.
A falsidade do “anti-semitismo”
Vejam nesse artigo da rede Voltaire de 9 de novembro último. O professor emérito da Unviersidade de Minesota em Duluth, EUA, entrevista o escritor argentino Adrian Salbuchi, fundador do Movimento pela Segunda Republica Argentina. Salbuchi fala de suas pesquisas e investigações sobre dois atentados terroristas em Buenos Aires: em 92, contra a Embaixada de Israel, e em 94, contra o Centro Comunitário Judaico, nos quais ele aponta suas suspeitas de autoria real contra o Mossad, serviço secreto israelense. Na época, os israelenses jogaram sua histeria denuncista contra os iranianos. Povinho muito estranho esses ashkenazis.
Dessa maneira, essas três mentiras juntas formam o pilar da conspiração ashkenazi que serve para mostrar um povo germânico como “semita”, “vítima” duplamente de holocausto e “racismo” e que se auto-concederam carta branca para praticar o mesmo nazismo (ou pior até) que o tal nazismo hitleriano praticou contra eles. Assim exercem o racismo, terrorismo e limpeza étnica livremente pois foram ou são “vítimas”. Daí a histeria incessante do “anti-semitismo” que deve ser “combatido”. Mas o verdadeiro anti-semitismo contra os árabes jamais é focalizado e discutido pois é praticado por quem chora ser “vítima” do falso anti-semitismo que é uma espécie de truque para impedir qualquer questionamento e caracterização do comportamento sionista como nazista
O racismo meticuloso e secular dos ashkenazi não livra a cara nem dos judeus autênticos como os sefarditas e, sobretudo, os falashas. Lembram-se do sefardita Mordechai Vanunu, mais conhecido por sua militância pacifista e anti-ashkenazi? Foi preso e encarcerado por Israel em 1986 ficou 18 anos na prisão, 12 dos quais em solitária. Ele denunciou com provas documentais o programa bélico nuclear de Israel. Foi solto em 2004 mas permanece em prisão domiciliar indefinidamente em Jerusalém, tendo inclusive se convertido ao cristianismo. Nascido no Marrocos, Vanunu é um judeu da diáspora hebraica como tantos outros que se espalharam no norte da África (onde co-habitam pacificamente com os árabes do Mahgreb) e na penísula Ibérica onde foram bastante perseguidos pela racista inquisição espanhola. Migraram em grande número para as Américas – primeiro a do Sul e depois a do Norte – já convertidos (à força) na Espanha e Portugal como “novos cristãos”.
Até hoje não sei por que o Mossad não assassinou ainda Vanunu naquele estilo espetacular de homem-bomba palestino pra botar a culpa no Hamas, Fatah, Brigadas Al Qassam ou até no libanês Hezbollah, como só eles ou o Shin Beit, ou o Shabak, etc, etc, sabem fazer. Assim, poderiam justificar um ataque da força aérea israelense que mataria (pelo menos) 15 pessoas – dois militantes e 13 outros civis, dos quais cinco crianças de 1 a 9 anos, duas mulheres com mais de 60 anos, outras duas com 31 anos, uma delas grávidas de 6 meses, um garoto de 15 anos e dois homens de 47 e 82 anos. Tudo isso usando aquelas bombas bunker buster (fabricada nos EUA) de uma tonelada, com ponteira de urânio empobrecido que contaminará o solo após a explosão e causará leucemia em todos que vierem a ter contato com ele durante anos e anos.
Assim, sefarditas junto com falashas não partilham o mesmo contexto geográfico original, mesma língua, mesmo costumes e mesma etnia orignal do que os ashkenazis europeus e brancos. Os outros dois grupos tribais são tão norte-africanos quanto os demais povos ocidentais do norte da África, passando pelos egípcios, povos da penísula arábica até o Líbano, incluindo os judeus originais e os persas. Todo esse pessoal não tem a menor proximidade étnica e o mínimo de vínculo ou identificação, convergência e adesão aos ashkenazi e sua cultura de eterna conspiração e dominação.
Na França, o judeu sefardita, oriundo das antigas franco-colônias do Magreb (Marrocos, Argélia e Tunísia), são chamados (pejorativamente) de pieds-noirs, pés-negros, diferentemente dos ashkenazi que são chamados apenas de juif, sendo lá uma espécie de tabu tocar nessas diferenças étnicas entre os dois grupos. Um povo com notória e histórica ligação com ideais racistas, nazistas e totalitários e sem conexão e laços étnico-culturais com os judeus e o judaismo autêntico, se auto-denominar “judeu” é algo muito injusto e difamador para sefarditas e falashas.
Esses acabam levando a fama do caráter ashkenazi e se retraem pois vêem que sua História, cultura e religião originais foram sequestradas e falsificadas pelos europeus ashkenazi sionistas. Assim, o judaismo legítimo acaba ganhando esse rótulo confuso de nazismo. O judeu autêntico é um povo bom, com uma História bonita de muita honra e orgulho tribal, mas com a companhia dos ashkenazi isso acaba sendo deliberadamente confundido com os próprios ashkenazis que desejam apenas fomentar a rejeição aos judeus em geral para então se apresentarem como “judeus” salvadores de “israel” (com i minúsculo mesmo).
As exceções à regra
Nos registros dessa cultura nazistóide e triste história dos ashkenazi, encontramos bolsões de extrema generosidade, altruismo e, sobretudo, um superavit enorme de honestidade intelectual e ética. Mas, infelizmente são exceções que só confirmam a regra que é a malignidade e mau-caratismo representados pela cultura dominante. Essa cultura é a cara do atual capitalismo globalizado e anárquico, com guerras como meio de negócios, puramente regido pelo laissez-faire desumanizante do neo-liberalismo. Isso é tão ashkenazi quanto sionista – incluindo o professor da Universidade de Chicago e patrono da ideologia neo-liberal do supply-side economics, notório ashkenazi e defensor de Israel, Milton Friedmann.
Mas, para mancharmos essa impecável ideologia nazista com almas boas, saídas das próprias hostes ashkenazi, temos que citar os personagens mundiais como Franz Kafka, Sigmund Freud ou Albert Einstein, para falar das exceções nessa tribo que produz mais mal do que bem. Mas o pouco de exceções do bem parece querer redimir a maioria do mal. Esses, em memória e conhecimento, nos legaram ciência e experiência humana e mudaram a todos nós com suas denúncias e achados científicos.
Temos que citar também ashkenazis significativos que ainda estão vivos e que são não só testemunhas do mal que Israel e o sionismo praticam na Palestina e no resto do mundo, mas são também protagonistas da História com uma militância voluntária baseada na honestidade intelectual, paixão pela verdade e muita vontade de neutralizar o próprio mal ashkenazi. Incluo nesse grupo de Kafka, Freud e Einstein, um ashkenazi que considero ser um dos maiores humanistas do nosso tempo e um dos maiores no seu contexto geo-político-histórico.
Seu nome é Uri Avnery, morador de Tel Aviv, militante pacifista, fundador da ONG Gush Shalom desde 1993, ex-soldado do exército israelense e veterano da guerra de 1953, membro-fundador em 1975 do Conselho Israelense para a Paz Israelo-Palestina, ex-membro do Knesset por três mandatos – o último terminou em 1981 –, jornalista e escritor.
Detalhe: ele completou 86 anos em setembro passado. Mas, ainda assim, Avnery peregrina por toda a Cisjordânia, atendendo às convocações do Gush Shalom para ajudar a engrossar protestos pacíficos junto com os palestinos contra a construção do muro do apartheid; contra o confisco de terras e a destruição dos olivais – meio de sustento palestino; contra os espancamentos de crianças palestinas de 5 a 11 anos a caminho da escola, por colonos ashkenazi de 19, 20, 30 e 40 anos de idade que as aterrorizam com espancamentos e tiros. Ainda não houve casos de estupro contra elas, mas isso não é impossível e nem está longe de acontecer, dada a virulência dos psicopatas ashkenazi que querem “apenas” assustar essas crianças com um trauma duradouro e criar nelas a idéia de ir embora dalí, no futuro, e desistir da terra. Assim, os ashkenazi apropriam-se do país para sempre – enquanto a ONU e seu Conselho de Segurança nada fazem e quando tentam são vetados pelos EUA.
Mas Uri Avnery está lá, se arriscando ao lado dos palestinos e mantendo uma ativa militância do alto de seus 86 anos bem vividos, subindo as colinas pedregosas de cidades palestinas na Cisjordania, fugindo do gás lacrimogêneo da violenta polícia israelense, e, por vezes, tomando tiros de balas de plástico rígido – que a imprensa corporativa chama de “borracha” – e ajudando os palestino baleados. Esse velhinho sentava ao lado de Yasser Arafat na mukata (sede do governo palestino), em Hamallah, até o dia em que o veneno do Mossad, 3 meses após a inoculação, matou-o num hospital em Paris. Procurem por esse artigo de Avnery “The Lion and the Gazelle” (“O Leão e a gazela”, publicado em 19/04/2008) em seu site, e vejam a menção que ele faz aos ashkenazi.
Nesse outro artigo, “The Oligarchs – Or: How the Virgin became a Whore” (“Os Oligarcas – Ou: Como a virgem se tornou uma prostituta”, publicado em 31/07/2004), ele revela – com especial conhecimento de detalhes – como cinco de um total de seis chefões de famílias do crime organizado russo são ashkenazi, trabalhando full time para a empresa sionista e para Israel via Mossad. Um desses chefões é muito conhecido do Coríntians e do Brasil: Boris Berezovski, mafioso corrido daqui e da sua Rússsia natal, mas protegido pelos ashkenazis britânicos que fizeram a proeza de lhe conceder “refúgio” político, com o selo da rainha e a proteção do MI-5, o serviço secreto de sua majestade. E nesse artigo publicado em 16/03/2009, Uri fala de um estuprador, eleito presidente de Israel e que manteve-se no cargo de janeiro a julho de 2007: o ashkenazi Moshe Katsav. Foi acusado por um monte de mulheres ashkenazis (e não palestinas!) como serial rapist (estuprador em série). O processo corre até hoje. Estuprador-presidente de país de povo ariano – é só na Israel dos ashkenazi que isso acontece, supostamente a única “democracia” do Oriente Médio.
E de autoria do redator Malcolm Ritter da insuspeita agência de notícias Associated Press, publicado em janeiro de 2006, há um outro artigo que ajuda a ilustrar o caráter fechado da sociedade ashkenazi. Diz que milhões de ashkenazis são descendentes de apenas quatro mulheres igualmente ashkenazis européias. Leia aqui no jornal USAToday.com e aqui no msnbc.msn.com.
Além de Avnery, há outros ashkenazis que valem a pena a menção pela tenacidade e persistência nas denúncias contra o nacional-socialismo israelo-sionista. É o caso dos escritores Michael Neumann, John Mearsheimer e Neve Gordon (este também professor da Universidade Ben Gurion, de Negev), entre inúmeros outros, igualmente portadores das mesmas qualidades, honestidade intelectual e bom caratismo de Avnery, Freud e outros personagens sagrados da História contemporânea.
Para concluir esse artigo sobre o fatídico aniversário da tragédia praticada pelos ashkenazis do mal contra os palestinos de Gaza, deixo essa tradução que fiz do artigo de Ben White, publicado em inglês no site da rede de televisão Al Jazeera (leia o original aqui).
Gaza: 1 ano de aniversário do massacre israelense
“Punir, humilhar, aterrorizar”
Por Ben White
Quando acontece [agora] o aniversário de um ano do ataque de Israel à faixa de Gaza, é vital re-examinarmos a operação Chumbo Fundido [operation Cast Lead] dentro do amplo contexto da abordagem que Israel faz sobre ambos, Gaza e os Palestinos.
Há um perigo de que a escala da devastação e os protestos internacionais que se seguiram à guerra possam desviar a atenção das amplas políticas israelenses de punição coletiva e do premeditado e deliberado colapso sócio-econômico [de Gaza].
A primeira parte importante desse contexto de antes e desde o ataque israelense contra Gaza é o bloqueio debilitador [da vida econômica local].
O isolamento da Faixa de Gaza, aliás, remonta ao início dos anos 90 quando Israel primeiro implementou o sistema de fechamento com cerca [contínua na área limítrofe de fronteira] do território. Mas o atual e rígido controle de Gaza vem da época logo após as eleições do Conselho Legislativo Palestino, em janeiro de 2006, levando então à vitória armada sobre o Fatah por parte do Hamas, no verão de 2007.
Assim, mesmo antes da generalização de alvos da infra-estrutura civil palestina que as forças armadas israelenses escolheram um ano atrás, a faixa de Gaza tem sido sujeitada ao que o relatório Goldstone [N. do T.: relatório do juiz ashkenazi norte-americano, Richard Goldstone, enviado especial da ONU para investigar as atrocidades e crimes de guerra cometidos por Israel durante a operação Chumbo Fundido, no primeiro semestre de 2008] descreveu como “uma política sistemática de isolamento progressivo e privação”.
Economia desmontada
Desde 2007, a ajuda assistencial que a faixa de Gaza recebe aumentou oito vezes dentro do total de importações do território. A mão-de-obra desempregada se situa em torno de 40%, com somente 7% de pequenas fábricas em operação. A média semanal de caminhões levando bens para dentro de Gaza é de [apenas] 25% do que era na primeira metade de 2007.
Meses antes da operação Chumbo Fundido, um relatório de uma agência de ajuda e assistência descreveu como o bloqueio israelense “está destruindo a infra-estrutura de serviço público em Gaza” e “efetivamente tem desmantelado a economia”.
Houve pouco espanto quando a agência da Organização Mundial de Saúde da ONU, em Gaza, relatou em maio passado que, “desde 2006, os efeitos do bloqueio na saúde [pública] incluem expectativa de vida estagnante, aumento da mortalidade infantil e de interrupção do desenvolvimento sadio das crianças maiores.
Israel tem mantido também um controle sufocante sobre o espaço aéreo de Gaza e suas águas territoriais, sobre o registro civil da população e seus movimentos entre a aquela faixa e a Cisjordânia.
Estratégia política
O segundo contexto crucial para a operação Cumbo Fundido é a ampla estratégia política por trás da punição coletiva dos palestinos de Gaza por Israel. A catástrofe humanitária documentada em numerosos relatórios e narrativas da ONU e das ONGs [que trabalham com os palestinos] não é, claro, um “desastre natural”, mas uma política deliberada [no meio político institucional de Israel].
Um dos principais objetivos dos últimos anos tem sido de manter o Hamas diplomatica e internacionalmente isolado. Tzipi Livni, a então ministra das Relações Exteriores de Israel, após alguns dias da operação Cumbo Fundido, falou numa entrevista coletiva sobre como era “importante prevenir o Hamas de se tornar uma organização legítima” (uma razão apresentada por Israel ao preferir não estender a trégua de seis meses [com os palestinos, rompida pelo ataque a Gaza]).
Um outro objetivo-chave de Israel tornou-se evidente em ambos, no bloqueio [econômico] atual tanto quanto no ataque militar da operação Chumbo Fundido: punir a população civil na esperança de fazê-la se voltar contra o Hamas [como consequência].
No início de 2006, um assessor de Ehud Olmert, o então primeiro ministro, disse que “a idéia é colocar os palestinos sob dieta” a fim de pressionar o majoritário governo [democraticamente] eleito do Hamas.
Em, setembro de 2007, o jornal israelense Ha’aretz publicou reportagem sobre os planos militares de Israel de “limitar os serviços à população civil em Gaza” visando “comprometer a habilidade do Hamas de governar”.
Foi essa lógica que deu forma à operação militar e que, nas palavras do relatório Goldstone, eram “dirigidas por Israel contra o povo de Gaza como um todo, em prosseguimento a uma política abrangente voltada para a punir a população de Gaza”.
Desfazendo o desenvolvimento de Gaza
Que isso era um ataque “cuidadosamente planejado” com a intenção de “punir, humilhar e aterrorizar a população civil” foi algo que ficou claro na época.
O jornal Jerusalém Post publicou reportagem sobre Shimon Peres, o presidente israelense, dizendo que a meta de Israel era a de “dar um forte golpe no povo de Gaza, assim ele perderia seu apetite de atirar contra Israel”.
Quando centenas de palestinos estavam sendo mortos, o Washington Post exibiu artigo relatando sobre a “esperança” da cúpula governamental de Israel que era a de que “os palestinos de Gaza ficassem enojados com o Hamas e se voltassem contra ele, derrubando-o do poder”.
Um ex-conselheiro de segurança nacional israelense disse ao jornal New York Times que “a terrível devastação” causada pela ultrapassagem bem além dos “alvos militares” poderia levar a “uma enorme pressão política” sobre o Hamas.
Alvejar civis a fim de conquistar objetivos políticos é uma definição padrão de terrorismo – nas palavras do Departamento de Estado dos EUA, “violência premeditada, politicamente motivada, perpetrada contra alvos não-combatentes”. A lei federal americana descreve terrorismo como violência ou “atos de ameaça à vida” aparentemente [praticados] com a intenção de “intimidar ou coagir a população civil”.
Uma parte final da estratégia política de Israel para a faixa de Gaza é implantar no território numa crise humanitária despolitizada e causar sua população a ficar dependente [pra sempre] de ajuda assistencialista internacional. Essa é a estratégia de desfazer o desenvolvimento [econômico de Gaza] e que já está em execução por décadas a qual é agora intensificada e mais brutal.
O dilema contemporâneo do sionismo
Mas o terceiro e final contexto de lembranças dos eventos de um ano atrás significa olhar além de Gaza para considerar as políticas de Israel contra os palestinos como um todo.
O regime de controle de Israel sobre ambos os grupos de palestinos, dos territórios ocupados [Gaza e Cisjordânia] e dos palestinos com cidadania israelense vivendo dentro de Israel nas demarcações de antes de 1967, é uma resposta do dilema contemporâneo e histórico do sionismo: como criar e manter um estado judeu numa terra com uma população não-judaica.
Em 1948 e 1967, Israel foi capaz de realizar expulsões em massa de palestinos. Todavia, desde então políticas israelenses contra eles tem como objetivo a manutenção da dominação de um grupo por outro, a qual tem sido guiada por dois princípios paralelos: máximo de terra [sob posse israelense] com o mínimo de árabes nelas, e o máximo de árabes no mínimo de terras [sob posse palestina].
Isso é como o bloqueio a Gaza e a operação Chumbo Fundido se encaixam na expulsão dos palestinos de Jerusalém Oriental, se encaixam na consolidação de bairros inteiros de colônias [judaicas e condomínios de luxo] na Cisjordânia e se encaixam na política israelense para as regiões do Negev e da Galiléia.
Bem devagar, os palestinos estão sendo forçados para fora da Palestina, seja através de demolições de casas, cassassão dos habite-se residenciais ou a criação de condições as quais tornam impossível a continuação normal da vida.
Não há “solução” para Gaza fora de uma paz justa para os palestinos e judeus israelenses que não venha da realização dos direitos do povo palestino sob a Lei Internacional, e que as políticas israelenses de expropriação de terras, separação e discriminação estrutural sejam seriamente desafiadas.
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Ben White é jornalista freelance e escritor especializado no conflito Palestina/Israel. Seus artigos têm sido publicados em jornais como o The Guardian, seção “Comentário é livre”; New Statesman, Electronic Intifada, Middle East International, Washington Report on Middle East Affairs, entre outros sites. Seu primeiro livro, “Israeli Apartheid: A Beginner’s Guide” (“Apartheid Israelense: um guia para principiantes”), foi publicado no início de 2009 pela editora Pluto Press.
“Pura vida”
http://www.111diaspelaal.com/?x=5942427
IPEA TERÁ “APARELHO” NA VENEZUELA
O Brasil deve inaugurar ainda neste ano o escritório do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) na Venezuela. O presidente do instituto, Márcio Pochmann, viaja para o país nesta semana para se encontrar com o presidente Hugo Chávez, com quem definirá a inauguração da sucursal do IPEA em Caracas no segundo semestre deste ano. Para lá serão transferidos quadros do Ipea para a “atuação internacional”.
Conforme o Boletim de Pessoal Extra, n.º 5, com data de 20 de maio de 2010, Pochmann autorizou o afastamento do servidor Mário Lisboa Theodoro para participar da “inauguração do escritório do Ipea em Caracas”, entre os dias 25 e 29 de maio. Parece até brincadeira.
Quer dizer que estão usando o suado dinheiro dos impostos do povo brasileiro para montar aparelhos petistas no país de Hugo Chávez. Quer dizer então que o aparelhamento petista está ultrapassando as fronteiras do país e se tornando internacional, quiçá interplanetário…Ora, Ora, Ora… Não seria melhor que esses esquerdistas do IPEA devolvessem seus iPhones e fossem plantar cana em Cuba?
Perdoem, não sabe o que escreve
Apareceu a lavadeirinha de Criciúma….kkkkkkkkkkkkk
Só falta ele defender a lambança sionista dos carniceiros de Israel.
Será que os demotunganos lacerdinhas estão sumidos daqui por vergonha de seus “candidatos” “lulistas”, diaraques e cínicos?:
O cinismo de Jarbas
Jarbas Vasconcelos disse, no dia de ontem, que nunca foi oposição à Lula, que Lula está sendo um bom governo e que a disputa aqui em Pernambuco nada tem a ver com a eleição nacional.Segundo Jarbas, o adversário dele é Eduardo Campos(PSB-PE) e não Lula.Ah! tá, Jarbas, assim como José Serra, pensa que com essa conversa mole vai enganar o politizado povo de Pernambuco.Não vai mesmo. O povo de Pernambuco sabe que Jarbas passou quatro anos no Senado em plena oposição ao governo Lula.Jarbas assinou todas CPIs contra o governo Lula, Jarbas votou contra a prorrogação do CPMF, Jarbas torceu contra a instalação da Refinaria Abreu e Lima aqui em Pernambuco.Jarbas disse que Lula crriou o maior programa de compra de voto do mundo, o Bolsa Famíla.Agora, de uma hora para outra, Jarbas finge de bonzinho, que desde criancinha gosta de Lula. Conta outra, Jarbas.
Postado por TERROR DO NORDESTE
Serra reencontra “sanguessugas” em Mato Grosso
José Serra (PSDB/SP) foi fazer campanha em Mato Grosso no fim de semana, onde teve a oportunidade de matar a saudade de diversos demo-tucanos denunciados no escândalo “sanguessugas”, onde deputados e prefeitos recebiam proprinas para comprar ambulâncias superfaturadas, sobretudo na gestão de José Serra no Ministério da Saúde.
A empresa que vendia as ambulâncias era a Planam dos irmãos Vedoin, sediada em Cuiabá (MT).
Entre os “sanguessugas” denunciados, Serra se encontrou com: Nilson Leitão (PSDB, ex-prefeito de Sinop),senador Jaime Campos (DEMos), e outros.
Ver a tucana do jornal do PSDB desesperada, não tem preço:Eventual vitória de Dilma vai resultar no enterro do DEM
Na contabilidade da oposição, uma eventual vitória de Dilma Rousseff em outubro vai somar 20 anos do PT na Presidência e resultar no enterro do DEM. Aliás, do DEM e do PPS, com sérias avarias no PSDB.
Eis a aritmética em caso de Dilma vencer: Lula oito anos, Dilma mais quatro, a volta de Lula para mais oito.
O que está em risco é a sobrevivência da oposição, pelo menos da oposição tal como configurada nestas eleições. E, com vitória ou com derrota, a palavra “fusão” corre solta entre os oposicionistas, para gerar um novo partido, mais competitivo.
O DEM foi criado como PFL em 1985, no rastro da dissidência do PDS (partido da ditadura, originário na Arena) que apoiou as Diretas Já e o oposicionista Tancredo Neves (PMDB).
A evolução do processo político após a ditadura não acolheu as siglas “de direita”, espectro do PFL e agora do DEM. Assim, seus primeiros líderes não tiveram condições de concorrer à Presidência da República, a não ser em 1989, e transformaram o partido em linha auxiliar do PSDB.
Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL na maior parte da vida do partido, encerrou a carreira política; Marco Maciel (PE) teve seus oito anos de glória como vice de Fernando Henrique Cardoso (PSDB); o baiano Antonio Carlos Magalhães, que sempre andou em faixa própria, muitas vezes na contramão dos caciques, morreu em 2007.
A segunda geração, no DEM, demonstra inexperiência política e falta de instrumentos para disputar a linha de frente, seja a Presidência, sejam os governos estaduais.
O presidente é Rodrigo Maia (filho de César Maia, ex-prefeito do Rio). O ex-líder na Câmara era ACM Neto (neto do cacique baiano). O atual é Paulo Bornhausen (filho do ex-presidente do PFL). Os sobrenomes ficaram, mas a força política murchou.
Na geração intermediária, a resistência está ainda no Nordeste: senador José Agripino Maia (RN), deputado José Carlos Aleluia (BA), ex-governador Paulo Souto. Nada no Rio de Janeiro, em Minas, em São Paulo.
As maiores esperanças eram José Roberto Arruda, governador do DF, e Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo. Arruda saiu da política para a cadeia na crise do mensalão do DEM. Kassab foi um bom candidato, mas é um prefeito sob críticas.
O DEM, agora, só tem uma alternativa: a vitória ou a vitória de José Serra. Do contrário, vira coisa do passado. Da colunista Eliane Catanhêde. Publicado por sugestão do leitor, Marcos Andrade
PEDINDO LICENÇA REPRODUZO EXCELENTE ARTIGO POSTADO POR ANTÔNIO CARLOS:
Antônio Carlos says:
May 31, 2010 at 3:55 pm
sionistas, nazistas, fascistas:
Massacre israelense em Gaza – um ano depois
28/12/2009 às 00:39
Ben White
Ontem, 27/12/2009, completou um ano que os israelenses perpetraram o hediondo massacre da população civil palestina na faixa de Gaza, no qual assassinaram mais de 1.400 pessoas, das quais cerca de 400 crianças. O tal povinho vítima de “holocausto” é, na verdade, o maior realizador e executor de holocaustos alheios, tendo como vítima a população árabe da Palestina. Diante desse triste aniversário cabe aqui uma reflexão e um pouco de luz sobre quem é esse povo que sequestra tortura e massacra árabes e bate a mão no peito e se auto-denomina “judeu”.
Falsos judeus e autênticos nazistas é o que os ashkenazi são de verdade. Povos oriundos da Alemanha antiga (em hebreu arcaico, ashkenazi significa Alemanha ou povo germânico), eles organizaram o hediondo estado de Israel numa complexa trama que durou séculos. A fundação dessa triste nação foi feita à revelia e sem a concordância e apoio dos povos autenticamente judaicos como os sefarditas (sefaradics) e falashas (africanos de origem etíope). Legitimamente judeus, fluentes em aramaico e árabe – o hebreu não era falado de forma predominante na antiguidade – e parente dos árabes por co-sanguinidade, sefarditas e falashas têm no profeta Abraão sua matriz genealógica, assim como os árabes.
A distinção entre árabes e judeus autênticos remonta da origem matriarcal: enquanto os judeus originais são filhos de Abraão com Sara – sua primeira mulher – os árabes são filhos de Abraão com a egípcia Hagar – sua segunda mulher no mesmo harém, pois a poligamia entre eles não era vício e sim virtude. Mas todos são filhos desse grande profeta e rei dos sefarditas, sendo que os mulçumanos acreditam que Maomé era um descendente direto de Abraão e Hagar.
E como entram os ashkenazi nessa História? Entram como piratas e usurpadores da raça alheia. Como povos indo-europeus, os ashkenazi não possuem sequer uma gota de sangue de Abraão ou de qualquer matriz da raça semita – que vem a ser a raça representada por todos os descendente do profeta, sejam pelo ramo de Isaac (filho de Sara) ou pelo ramo de Ismael (filho de Hagar). Assim, esses piratas étnicos forjaram seu pseudo vínculo com os semitas judeus no século VIII, por volta da época da ascensão do profeta Maomé. Mais adiante, explico porque eles se auto-proclamam semitas e, ao mesmo tempo, negam o semitismo árabe.
Arianos “semitas”
Originários da região germânica e tendo como berço os grupos tribais de bárbaros que habitavam a região da Floresta Negra e da antiga Prússia na hoje Alemanha, Áustria e Hungria, esses povos ashkenazi tiveram que fazer uma escolha religiosa naquele século, forçados por circunstâncias políticas. Diante disso, com as três opçãos da época (judaismo, a mais antiga; cristianismo, a religião já dominante e com quase 8 séculos de idade e já cooptada pelo império Romano; e islamismo, que apenas engatinhava os primeiros passos com a popularidade do profeta Maomé), escolheram o judaismo.
Tendo fraudado a raça, esses estranhos “judeus” são frequentemente chamados pelos árabes e persas de “white jews”, ou “judeus brancos” para distinguí-los dos sefarditas e falashas. Eles se notabilizaram como grupo social e político na Europa como mestres da conspiração e da traição política. Conchavos, trapaças, furada de olho e punhalada nas costa são a especialidade dos ashkenazi através dos tempos. Assim, tornaram-se mestres na manipulação política, tendo conseguido grandes proezas de penetração em vários contextos de poder no Velho Mundo através da infiltração e cooptação em praticamente todas as organizações ligadas ao oculto. Lojas maçônicas, ordens da Rosa Cruz, casas de genealogia e dinastias da nobreza européia – em especial, as britânicas – e, inclusive, o Vaticano, foram todas penetradas por essa cabala sionista egressa da Alemanha.
Sendo dotados de grande cobiça monetária e cobiça do poder, os ashkenazi não se limitaram à Alemanha, Áustria e Prússia. Iniciaram uma dispersão migratória por toda a Europa, sobretudo para o leste europeu e Rússia. Sabotadores e conspiradores natos, eram logo identificados nas sociedades onde escolhiam para predar. Por isso, se tornavam alvos de justas discriminações e retaliações, mas a inteligência maligna desse povo levou-os rapidamente a engedrar a trama do “anti-semitismo” e outras mentiras cabeludas com viés de vitimização como os casos de “racismo” (sic). Na verdade como grupo tribal fechado, os ashkenazi discriminavam até outros povos germânicos na pretensão de construir um idéia falsa de que eles eram “estrangeiros” na própria Alemanha, pátria original deles.
A História registra que eles deram à luz a grandes personagens universais de biografia polêmica mas sempre vinculados a idéias totalitárias como Karl Marx, León Trotsky, Friedrich Heinrich Jacobi, Friedrich Nietzsche, Arthur Schopenhauer (esses três, adeptos do niilismo), Mayer Amschel Rothschild (banqueiro e primogênito da dinastia das finanças européia e notório direitista), e todo o grupo bolchevique que tramou a revolução Russa de 1917. Também se infiltraram no partido nacional-socialista de Adolf Hitler através de agentes instalados na alta burocracia nazista como o grande ideólogo e um dos arquitetos da “solução final”, xará do Fuhrer, Adolf Einchmann.
Ele teve um processo meteórico (só o de Sadam Hussein foi mais breve que o dele) iniciado em maio de 1961, após agentes da Gestapo israelense, o Mossad, o terem localizado na Argentina (trabalhando para a Mercedes Benz). Sequestrado para Israel e processado em apenas um ano, foi executado na forca em 31 de maio de 1962. A execução de Einchmann pelos ashkenazi de Israel representou uma queima de arquivo importante para máfia de outros ashkenazi fundadora do estado “judeu”. Ele sabia demais sobre a essência, o modus operandi e os planos ashkenazi sobre o sionismo – essa forma mais duradoura de nazismo criada pelos ashkenazi antes de Hitler e que prossegue através dos séculos.
Há um outro aspecto interessante para nós compreendermos a verdadeira índole dos ashkenazi. Isso é revelado nas celebrações pagãs que eles praticavam e que eram exclusivas dos ashkenazi enquanto povos bárbaros. Trata-se do ritual envolvendo tortura e sacrifício no qual um guerreiro ashkenazi comia o cérebro de um feto humano ainda vivo na barriga da mãe em adiantado estado de gravidez. Esta, nua, era amarrada a uma mesa, com as pernas abertas e flexionadas, permitindo ao bárbaro enfiar a mão pelo seu colo vaginal alcançando o útero, perfurando a placenta e apalpando o feto até localizar seu crânio que era esmagado com a mão, arrancando seu córtex aos pedaços e comendo. Bem animalesca a cena, mas se comparado com o que essa turma fez em Gaza há um ano, esse ritual é fichinha.
A salada de “judaismo” e nacional-socialismo
Portanto, uma parte chave da conspiração ashkenazi – que passa necessariamente pela fundação de Israel – é a deliberada mistura e embaralhamento de judaismo truncado com uma ideologia totalitária e nacional-socialista, o sionismo. A religião original de Moisés e Abraão encontra-se totalmente fraudada pela contaminação profana que sofreu com a adição do sionismo e suas desculpas bélicas e genocidas. Isso sem falar na predominância e no supremacismo ashkenazi sobre o rabinato, incluindo boa parte do rabinato sefardita ainda existente em Israel e já bastante cooptado pelos ashkenazis.
Vejam vocês que, em Israel, os cidadãos sefarditas e falashas são considerados de segunda e terceira classe, respectivamente, pois representam uma pequena parte dos israelenses e, pasmem!, para os ashkenazi, eles nem são “judeus” legítimos pois não são brancos de olhos azuis e ainda partilham a co-sanguinidade com os outros semitas – os árabes. Os demais cidadãos israelenses – também minoritários – são de quarta e quinta categorias, respectivamente as comunidades cristãs (maronitas, ortodoxas ou católicas romanas) e os druzos (mulçulmanos). Os palestino não são nem considerados cidadãos e sim candidatos à limpeza étnica.
Assim fica claro o vínculo dos ashkenazi com as ideologias e crenças totalitárias como o nazismo, cuja principal característica é o racismo e o terrorismo como políticas oficiais do estado israelense. Tal como praticado na Alemanha hitleriana, o nacional-socialismo israelense se evidencia com o discurso e a prática na maneira de limparem a Palestina de palestinos e liberarem as terras para anexações e purificação racial – ambos objetivos de Adolf Hitler que também chorava ao seu povo uma vitimização, tal como os israelenses choram a vitimização por eles sofrido no holocausto.
Daí, suspeitamos que esse evento foi uma orquestração forjada no passado para fornecer os elementos de desculpas futuras e carta branca inifinita, a fim de seguir os mesmos passos de Hitler, mas sem a oposição da “comunidade internacional”. Há vários casos de fraude que os próprios ashkenazi praticam de forma cladestina para fornecer o assunto de “debate”, o chororô que grupos políticos de outros ashkenazis exploram como denúncias fabricadas de “anti-setimismo”. Um dos líderes mais importante desses grupos é o militante sionista Elie Wisel, gande oportunista e aproveitador da “indústria do holocausto”.
Também descobriram pela experiência hitleriana que a desculpa usada pelos nazistas para embasar sua superioridade econômica, cultural e militarista não poderia mais ser baseada na ciência moderna do genoma humano – a tal idéia de DNA superior dos povos “arianos” que o Fuhrer defendia com unhas e dentes e provou ser, anos depois, uma fraude científica.
Não, os ashkenazi foram mais superiores e malignos que Hitler e inventaram a tese da superioridade racial usando o viés religioso judaico: “povo escolhido”. Assim, blindaram os questionamentos e interditaram o debate sem precisar passar pelo escrutínio das ciências e da academia pois religião não se discute em universidades, exceto para serem analisadas como ideologias inválidas e fraudulentas do ponto-de-vista científico.
Então criaram uma cadeia de inverdades interconectadas. Primeira mentira: ahskenazi são povos judeus – não são, pois falsificaram a religião ao confundí-la com ideologia política, o sionismo. Segunda mentira: ashkenazi são semitas – não são, pois ao se apresentarem como falsos descendentes de Abraão, não conseguem explicar a cor predominante branca de sua pele e olhos azuis típicos da raça indo-européia, ao passo que semitas legítimos têm como traços étnicos marcantes a pele mais escura, cabelos pretos e olhos castanhos na maior parte. Terceira mentira: ahskenazi são as vítimas do nazismo – aí praticam mais um sofisma, pois são vítimas e perpetradores ao mesmo tempo, pois para eles os fins justificam os meios e se preciso for sacrificam seu próprio povo para avançar sua agenda satânica e hedionda como a ideologia sionista – e são capazes de qualquer coisa.
A falsidade do “anti-semitismo”
Vejam nesse artigo da rede Voltaire de 9 de novembro último. O professor emérito da Unviersidade de Minesota em Duluth, EUA, entrevista o escritor argentino Adrian Salbuchi, fundador do Movimento pela Segunda Republica Argentina. Salbuchi fala de suas pesquisas e investigações sobre dois atentados terroristas em Buenos Aires: em 92, contra a Embaixada de Israel, e em 94, contra o Centro Comunitário Judaico, nos quais ele aponta suas suspeitas de autoria real contra o Mossad, serviço secreto israelense. Na época, os israelenses jogaram sua histeria denuncista contra os iranianos. Povinho muito estranho esses ashkenazis.
Dessa maneira, essas três mentiras juntas formam o pilar da conspiração ashkenazi que serve para mostrar um povo germânico como “semita”, “vítima” duplamente de holocausto e “racismo” e que se auto-concederam carta branca para praticar o mesmo nazismo (ou pior até) que o tal nazismo hitleriano praticou contra eles. Assim exercem o racismo, terrorismo e limpeza étnica livremente pois foram ou são “vítimas”. Daí a histeria incessante do “anti-semitismo” que deve ser “combatido”. Mas o verdadeiro anti-semitismo contra os árabes jamais é focalizado e discutido pois é praticado por quem chora ser “vítima” do falso anti-semitismo que é uma espécie de truque para impedir qualquer questionamento e caracterização do comportamento sionista como nazista
O racismo meticuloso e secular dos ashkenazi não livra a cara nem dos judeus autênticos como os sefarditas e, sobretudo, os falashas. Lembram-se do sefardita Mordechai Vanunu, mais conhecido por sua militância pacifista e anti-ashkenazi? Foi preso e encarcerado por Israel em 1986 ficou 18 anos na prisão, 12 dos quais em solitária. Ele denunciou com provas documentais o programa bélico nuclear de Israel. Foi solto em 2004 mas permanece em prisão domiciliar indefinidamente em Jerusalém, tendo inclusive se convertido ao cristianismo. Nascido no Marrocos, Vanunu é um judeu da diáspora hebraica como tantos outros que se espalharam no norte da África (onde co-habitam pacificamente com os árabes do Mahgreb) e na penísula Ibérica onde foram bastante perseguidos pela racista inquisição espanhola. Migraram em grande número para as Américas – primeiro a do Sul e depois a do Norte – já convertidos (à força) na Espanha e Portugal como “novos cristãos”.
Até hoje não sei por que o Mossad não assassinou ainda Vanunu naquele estilo espetacular de homem-bomba palestino pra botar a culpa no Hamas, Fatah, Brigadas Al Qassam ou até no libanês Hezbollah, como só eles ou o Shin Beit, ou o Shabak, etc, etc, sabem fazer. Assim, poderiam justificar um ataque da força aérea israelense que mataria (pelo menos) 15 pessoas – dois militantes e 13 outros civis, dos quais cinco crianças de 1 a 9 anos, duas mulheres com mais de 60 anos, outras duas com 31 anos, uma delas grávidas de 6 meses, um garoto de 15 anos e dois homens de 47 e 82 anos. Tudo isso usando aquelas bombas bunker buster (fabricada nos EUA) de uma tonelada, com ponteira de urânio empobrecido que contaminará o solo após a explosão e causará leucemia em todos que vierem a ter contato com ele durante anos e anos.
Assim, sefarditas junto com falashas não partilham o mesmo contexto geográfico original, mesma língua, mesmo costumes e mesma etnia orignal do que os ashkenazis europeus e brancos. Os outros dois grupos tribais são tão norte-africanos quanto os demais povos ocidentais do norte da África, passando pelos egípcios, povos da penísula arábica até o Líbano, incluindo os judeus originais e os persas. Todo esse pessoal não tem a menor proximidade étnica e o mínimo de vínculo ou identificação, convergência e adesão aos ashkenazi e sua cultura de eterna conspiração e dominação.
Na França, o judeu sefardita, oriundo das antigas franco-colônias do Magreb (Marrocos, Argélia e Tunísia), são chamados (pejorativamente) de pieds-noirs, pés-negros, diferentemente dos ashkenazi que são chamados apenas de juif, sendo lá uma espécie de tabu tocar nessas diferenças étnicas entre os dois grupos. Um povo com notória e histórica ligação com ideais racistas, nazistas e totalitários e sem conexão e laços étnico-culturais com os judeus e o judaismo autêntico, se auto-denominar “judeu” é algo muito injusto e difamador para sefarditas e falashas.
Esses acabam levando a fama do caráter ashkenazi e se retraem pois vêem que sua História, cultura e religião originais foram sequestradas e falsificadas pelos europeus ashkenazi sionistas. Assim, o judaismo legítimo acaba ganhando esse rótulo confuso de nazismo. O judeu autêntico é um povo bom, com uma História bonita de muita honra e orgulho tribal, mas com a companhia dos ashkenazi isso acaba sendo deliberadamente confundido com os próprios ashkenazis que desejam apenas fomentar a rejeição aos judeus em geral para então se apresentarem como “judeus” salvadores de “israel” (com i minúsculo mesmo).
As exceções à regra
Nos registros dessa cultura nazistóide e triste história dos ashkenazi, encontramos bolsões de extrema generosidade, altruismo e, sobretudo, um superavit enorme de honestidade intelectual e ética. Mas, infelizmente são exceções que só confirmam a regra que é a malignidade e mau-caratismo representados pela cultura dominante. Essa cultura é a cara do atual capitalismo globalizado e anárquico, com guerras como meio de negócios, puramente regido pelo laissez-faire desumanizante do neo-liberalismo. Isso é tão ashkenazi quanto sionista – incluindo o professor da Universidade de Chicago e patrono da ideologia neo-liberal do supply-side economics, notório ashkenazi e defensor de Israel, Milton Friedmann.
Mas, para mancharmos essa impecável ideologia nazista com almas boas, saídas das próprias hostes ashkenazi, temos que citar os personagens mundiais como Franz Kafka, Sigmund Freud ou Albert Einstein, para falar das exceções nessa tribo que produz mais mal do que bem. Mas o pouco de exceções do bem parece querer redimir a maioria do mal. Esses, em memória e conhecimento, nos legaram ciência e experiência humana e mudaram a todos nós com suas denúncias e achados científicos.
Temos que citar também ashkenazis significativos que ainda estão vivos e que são não só testemunhas do mal que Israel e o sionismo praticam na Palestina e no resto do mundo, mas são também protagonistas da História com uma militância voluntária baseada na honestidade intelectual, paixão pela verdade e muita vontade de neutralizar o próprio mal ashkenazi. Incluo nesse grupo de Kafka, Freud e Einstein, um ashkenazi que considero ser um dos maiores humanistas do nosso tempo e um dos maiores no seu contexto geo-político-histórico.
Seu nome é Uri Avnery, morador de Tel Aviv, militante pacifista, fundador da ONG Gush Shalom desde 1993, ex-soldado do exército israelense e veterano da guerra de 1953, membro-fundador em 1975 do Conselho Israelense para a Paz Israelo-Palestina, ex-membro do Knesset por três mandatos – o último terminou em 1981 –, jornalista e escritor.
Detalhe: ele completou 86 anos em setembro passado. Mas, ainda assim, Avnery peregrina por toda a Cisjordânia, atendendo às convocações do Gush Shalom para ajudar a engrossar protestos pacíficos junto com os palestinos contra a construção do muro do apartheid; contra o confisco de terras e a destruição dos olivais – meio de sustento palestino; contra os espancamentos de crianças palestinas de 5 a 11 anos a caminho da escola, por colonos ashkenazi de 19, 20, 30 e 40 anos de idade que as aterrorizam com espancamentos e tiros. Ainda não houve casos de estupro contra elas, mas isso não é impossível e nem está longe de acontecer, dada a virulência dos psicopatas ashkenazi que querem “apenas” assustar essas crianças com um trauma duradouro e criar nelas a idéia de ir embora dalí, no futuro, e desistir da terra. Assim, os ashkenazi apropriam-se do país para sempre – enquanto a ONU e seu Conselho de Segurança nada fazem e quando tentam são vetados pelos EUA.
Mas Uri Avnery está lá, se arriscando ao lado dos palestinos e mantendo uma ativa militância do alto de seus 86 anos bem vividos, subindo as colinas pedregosas de cidades palestinas na Cisjordania, fugindo do gás lacrimogêneo da violenta polícia israelense, e, por vezes, tomando tiros de balas de plástico rígido – que a imprensa corporativa chama de “borracha” – e ajudando os palestino baleados. Esse velhinho sentava ao lado de Yasser Arafat na mukata (sede do governo palestino), em Hamallah, até o dia em que o veneno do Mossad, 3 meses após a inoculação, matou-o num hospital em Paris. Procurem por esse artigo de Avnery “The Lion and the Gazelle” (“O Leão e a gazela”, publicado em 19/04/2008) em seu site, e vejam a menção que ele faz aos ashkenazi.
Nesse outro artigo, “The Oligarchs – Or: How the Virgin became a Whore” (“Os Oligarcas – Ou: Como a virgem se tornou uma prostituta”, publicado em 31/07/2004), ele revela – com especial conhecimento de detalhes – como cinco de um total de seis chefões de famílias do crime organizado russo são ashkenazi, trabalhando full time para a empresa sionista e para Israel via Mossad. Um desses chefões é muito conhecido do Coríntians e do Brasil: Boris Berezovski, mafioso corrido daqui e da sua Rússsia natal, mas protegido pelos ashkenazis britânicos que fizeram a proeza de lhe conceder “refúgio” político, com o selo da rainha e a proteção do MI-5, o serviço secreto de sua majestade. E nesse artigo publicado em 16/03/2009, Uri fala de um estuprador, eleito presidente de Israel e que manteve-se no cargo de janeiro a julho de 2007: o ashkenazi Moshe Katsav. Foi acusado por um monte de mulheres ashkenazis (e não palestinas!) como serial rapist (estuprador em série). O processo corre até hoje. Estuprador-presidente de país de povo ariano – é só na Israel dos ashkenazi que isso acontece, supostamente a única “democracia” do Oriente Médio.
E de autoria do redator Malcolm Ritter da insuspeita agência de notícias Associated Press, publicado em janeiro de 2006, há um outro artigo que ajuda a ilustrar o caráter fechado da sociedade ashkenazi. Diz que milhões de ashkenazis são descendentes de apenas quatro mulheres igualmente ashkenazis européias. Leia aqui no jornal USAToday.com e aqui no msnbc.msn.com.
Além de Avnery, há outros ashkenazis que valem a pena a menção pela tenacidade e persistência nas denúncias contra o nacional-socialismo israelo-sionista. É o caso dos escritores Michael Neumann, John Mearsheimer e Neve Gordon (este também professor da Universidade Ben Gurion, de Negev), entre inúmeros outros, igualmente portadores das mesmas qualidades, honestidade intelectual e bom caratismo de Avnery, Freud e outros personagens sagrados da História contemporânea.
Para concluir esse artigo sobre o fatídico aniversário da tragédia praticada pelos ashkenazis do mal contra os palestinos de Gaza, deixo essa tradução que fiz do artigo de Ben White, publicado em inglês no site da rede de televisão Al Jazeera (leia o original aqui).
Gaza: 1 ano de aniversário do massacre israelense
“Punir, humilhar, aterrorizar”
Por Ben White
Quando acontece [agora] o aniversário de um ano do ataque de Israel à faixa de Gaza, é vital re-examinarmos a operação Chumbo Fundido [operation Cast Lead] dentro do amplo contexto da abordagem que Israel faz sobre ambos, Gaza e os Palestinos.
Há um perigo de que a escala da devastação e os protestos internacionais que se seguiram à guerra possam desviar a atenção das amplas políticas israelenses de punição coletiva e do premeditado e deliberado colapso sócio-econômico [de Gaza].
A primeira parte importante desse contexto de antes e desde o ataque israelense contra Gaza é o bloqueio debilitador [da vida econômica local].
O isolamento da Faixa de Gaza, aliás, remonta ao início dos anos 90 quando Israel primeiro implementou o sistema de fechamento com cerca [contínua na área limítrofe de fronteira] do território. Mas o atual e rígido controle de Gaza vem da época logo após as eleições do Conselho Legislativo Palestino, em janeiro de 2006, levando então à vitória armada sobre o Fatah por parte do Hamas, no verão de 2007.
Assim, mesmo antes da generalização de alvos da infra-estrutura civil palestina que as forças armadas israelenses escolheram um ano atrás, a faixa de Gaza tem sido sujeitada ao que o relatório Goldstone [N. do T.: relatório do juiz ashkenazi norte-americano, Richard Goldstone, enviado especial da ONU para investigar as atrocidades e crimes de guerra cometidos por Israel durante a operação Chumbo Fundido, no primeiro semestre de 2008] descreveu como “uma política sistemática de isolamento progressivo e privação”.
Economia desmontada
Desde 2007, a ajuda assistencial que a faixa de Gaza recebe aumentou oito vezes dentro do total de importações do território. A mão-de-obra desempregada se situa em torno de 40%, com somente 7% de pequenas fábricas em operação. A média semanal de caminhões levando bens para dentro de Gaza é de [apenas] 25% do que era na primeira metade de 2007.
Meses antes da operação Chumbo Fundido, um relatório de uma agência de ajuda e assistência descreveu como o bloqueio israelense “está destruindo a infra-estrutura de serviço público em Gaza” e “efetivamente tem desmantelado a economia”.
Houve pouco espanto quando a agência da Organização Mundial de Saúde da ONU, em Gaza, relatou em maio passado que, “desde 2006, os efeitos do bloqueio na saúde [pública] incluem expectativa de vida estagnante, aumento da mortalidade infantil e de interrupção do desenvolvimento sadio das crianças maiores.
Israel tem mantido também um controle sufocante sobre o espaço aéreo de Gaza e suas águas territoriais, sobre o registro civil da população e seus movimentos entre a aquela faixa e a Cisjordânia.
Estratégia política
O segundo contexto crucial para a operação Cumbo Fundido é a ampla estratégia política por trás da punição coletiva dos palestinos de Gaza por Israel. A catástrofe humanitária documentada em numerosos relatórios e narrativas da ONU e das ONGs [que trabalham com os palestinos] não é, claro, um “desastre natural”, mas uma política deliberada [no meio político institucional de Israel].
Um dos principais objetivos dos últimos anos tem sido de manter o Hamas diplomatica e internacionalmente isolado. Tzipi Livni, a então ministra das Relações Exteriores de Israel, após alguns dias da operação Cumbo Fundido, falou numa entrevista coletiva sobre como era “importante prevenir o Hamas de se tornar uma organização legítima” (uma razão apresentada por Israel ao preferir não estender a trégua de seis meses [com os palestinos, rompida pelo ataque a Gaza]).
Um outro objetivo-chave de Israel tornou-se evidente em ambos, no bloqueio [econômico] atual tanto quanto no ataque militar da operação Chumbo Fundido: punir a população civil na esperança de fazê-la se voltar contra o Hamas [como consequência].
No início de 2006, um assessor de Ehud Olmert, o então primeiro ministro, disse que “a idéia é colocar os palestinos sob dieta” a fim de pressionar o majoritário governo [democraticamente] eleito do Hamas.
Em, setembro de 2007, o jornal israelense Ha’aretz publicou reportagem sobre os planos militares de Israel de “limitar os serviços à população civil em Gaza” visando “comprometer a habilidade do Hamas de governar”.
Foi essa lógica que deu forma à operação militar e que, nas palavras do relatório Goldstone, eram “dirigidas por Israel contra o povo de Gaza como um todo, em prosseguimento a uma política abrangente voltada para a punir a população de Gaza”.
Desfazendo o desenvolvimento de Gaza
Que isso era um ataque “cuidadosamente planejado” com a intenção de “punir, humilhar e aterrorizar a população civil” foi algo que ficou claro na época.
O jornal Jerusalém Post publicou reportagem sobre Shimon Peres, o presidente israelense, dizendo que a meta de Israel era a de “dar um forte golpe no povo de Gaza, assim ele perderia seu apetite de atirar contra Israel”.
Quando centenas de palestinos estavam sendo mortos, o Washington Post exibiu artigo relatando sobre a “esperança” da cúpula governamental de Israel que era a de que “os palestinos de Gaza ficassem enojados com o Hamas e se voltassem contra ele, derrubando-o do poder”.
Um ex-conselheiro de segurança nacional israelense disse ao jornal New York Times que “a terrível devastação” causada pela ultrapassagem bem além dos “alvos militares” poderia levar a “uma enorme pressão política” sobre o Hamas.
Alvejar civis a fim de conquistar objetivos políticos é uma definição padrão de terrorismo – nas palavras do Departamento de Estado dos EUA, “violência premeditada, politicamente motivada, perpetrada contra alvos não-combatentes”. A lei federal americana descreve terrorismo como violência ou “atos de ameaça à vida” aparentemente [praticados] com a intenção de “intimidar ou coagir a população civil”.
Uma parte final da estratégia política de Israel para a faixa de Gaza é implantar no território numa crise humanitária despolitizada e causar sua população a ficar dependente [pra sempre] de ajuda assistencialista internacional. Essa é a estratégia de desfazer o desenvolvimento [econômico de Gaza] e que já está em execução por décadas a qual é agora intensificada e mais brutal.
O dilema contemporâneo do sionismo
Mas o terceiro e final contexto de lembranças dos eventos de um ano atrás significa olhar além de Gaza para considerar as políticas de Israel contra os palestinos como um todo.
O regime de controle de Israel sobre ambos os grupos de palestinos, dos territórios ocupados [Gaza e Cisjordânia] e dos palestinos com cidadania israelense vivendo dentro de Israel nas demarcações de antes de 1967, é uma resposta do dilema contemporâneo e histórico do sionismo: como criar e manter um estado judeu numa terra com uma população não-judaica.
Em 1948 e 1967, Israel foi capaz de realizar expulsões em massa de palestinos. Todavia, desde então políticas israelenses contra eles tem como objetivo a manutenção da dominação de um grupo por outro, a qual tem sido guiada por dois princípios paralelos: máximo de terra [sob posse israelense] com o mínimo de árabes nelas, e o máximo de árabes no mínimo de terras [sob posse palestina].
Isso é como o bloqueio a Gaza e a operação Chumbo Fundido se encaixam na expulsão dos palestinos de Jerusalém Oriental, se encaixam na consolidação de bairros inteiros de colônias [judaicas e condomínios de luxo] na Cisjordânia e se encaixam na política israelense para as regiões do Negev e da Galiléia.
Bem devagar, os palestinos estão sendo forçados para fora da Palestina, seja através de demolições de casas, cassassão dos habite-se residenciais ou a criação de condições as quais tornam impossível a continuação normal da vida.
Não há “solução” para Gaza fora de uma paz justa para os palestinos e judeus israelenses que não venha da realização dos direitos do povo palestino sob a Lei Internacional, e que as políticas israelenses de expropriação de terras, separação e discriminação estrutural sejam seriamente desafiadas.
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Ben White é jornalista freelance e escritor especializado no conflito Palestina/Israel. Seus artigos têm sido publicados em jornais como o The Guardian, seção “Comentário é livre”; New Statesman, Electronic Intifada, Middle East International, Washington Report on Middle East Affairs, entre outros sites. Seu primeiro livro, “Israeli Apartheid: A Beginner’s Guide” (“Apartheid Israelense: um guia para principiantes”), foi publicado no início de 2009 pela editora Pluto Press.
Realmente não sei quem é pior, os judeus-terroristas ou os árabes-bombas-terroristas…
31.
Edson Vergilio, vc é uma piada.
“Por quê não abrir o mercado para quem quiser entrar? Nada melhor que a concorrência para estimular”.
ts,ts,ts,
Não se trata de levar uma velocidade maior para falsos moralistas como vc baixarem videos em HD e fazer downloads ilegais embora não admita.
Se trata sim de levar cidadania.
Eu por exemplo acesso a internet via discada.
A Tal iniciativa privada que vc tanto vangloria e julga ser a salvadora de tudo, não tem disponibilidade de acesso na área onde moro.
Mesmo estando a 50Km do Marco Zero sé em SP umas das maiores cidades do Mundo.
Em Roraima, 256kbps custa R$ 700,00
A mesma iniciativa privada que por ganancia explora postos de petróleo, fabrica crises finaceiras incentivam cidadãos comuns a pagarem planos de previdencia privada e quebram os mesmos planos.
Fazem questão que serviços publicos sejam uma M… para poder enfiar goela abaixo serviços diversos a preços obscenos e muito mais .
Acorda Homen! vc não esta vivendo no woodstock do capitalismo!
E você uma anta desgovernada, uma besta, que acredita que o paraíso existe
O aprendiz de sionista vai dizer que são os àrabes…kkkkkkkkkkkkkkkkk
PRAS DUAS DONDOCAS, A SIONISTA E A VERDADEIRA CARA DE PAU:
Esclarecimentos sobre a questão do Irã
Escrito por Miguel do Rosário no blog “oleododiabo”
Alguns pontos foram alvo de confusão nesse imbróglio persa, e a mídia brasileira, com seus tentáculos de trolls pervadindo tudo, contribuiu para isso, ao não informar corretamente. Em seu antilulismo psicótico, a mídia não consegue mais informar com isenção e, neste caso, está deliberadamente confundindo a opinião pública para esconder uma vitória que pode fortalecer politicamente o governo. Vale tudo para eleger Serra, até destruir o mundo.
É incrível a inversão de valores no caso do Irã. Os Estados Unidos patrocinaram um golpede Estado no Irã em 1953. O país era uma democracia moderna, laica e tranquila, mas que se tornou inimiga dos interesses ocidentais quando nacionalizou suas companhias de petróleo. Os EUA deram dinheiro e armas químicas para Saddam Hussein invadir o Irã nos anos 80, num conflito que matou 1 milhão de iranianos e devastou a frágil economia do país. Deram dinheiro para Bin Laden, um saudita, montar uma organização guerrilheira contra a União Soviética e daí surgiu a Al Qaeda. Aceitaram que Israel construisse bombas atômicas sem autorização da comunidade internacional. E agora os EUA e seus lacaios, incluindo as hipócritas lideranças européias, querem pintar o Irã como o grande vilão da humanidade?
Vamos esclarecer alguns pontos. O acordo do Brasil é o que a própria ONU havia exigido no ano passado e não conseguiu, certamente pela incompetência da diplomacia americana e européia, que não se cansa de usar um vocabulário extremamente desrespeitoso e agressivo em relação ao Irã. Ele (o acordo) supõe que o Irã armazene e enriqueça a maior parte de seu urânio em outro país. Mas não exclui o enriquecimento de outra parte no próprio Irã. E sobretudo não significa, obviamente, o cancelamento do programa nuclear iraniano.
Francamente, eu acho absurda essa exigência de que o Irã processe seu urânio em outro país. Não sei como eles puderam aceitar isso. Para mim, é uma violação da soberania iraniana. Foi um ato de muita humildade por parte do Irã e convencimento por parte do Brasil. Um gesto de paz, quase submissão. O ceticismo, beirando ao escárnio, com que as potências ocidentais estão recebendo esse gesto é uma agressão inaceitável, portanto, que certamente não ajudará a torná-lo efetivo. Já conseguiram humilhar o Irã forçando-o a processar parte de seu urânio em outro país. Que mais querem?
Eu falei num post anterior que não gosto do Irã. Explico: é porque não sou religioso e não gosto de religião. No ano passado, andei meio carola, dizendo que era católico e tal. Mas agora voltei a meu normal ateu. Claro que não gosto de um país onde a religião manda em tudo.
Outro motivo para não gostar é que eles não bebem álcool. Acho que é proibido por lá, ou quase isso, e eu sou apaixonado por bebidas de todo tipo. Não suportaria viver num país onde não posso tomar minha cervejinha em paz, e acho um absurdo intolerável que seja proibido. Mas é o país deles e eu não tenho nada a ver com isso. Os EUA também proibiram o consumo de álcool por muitos anos.
Agora, o que me irritou mesmo foi aquela ONG fincar mãozinhas na areia de Ipanema pedindo direitos humanos no Irã. Ora, o Brasil é um dos países onde mais há crianças vagando pelas ruas, sofrendo terríveis traumas psicológicos por causa do crack, da cola, do abandono, da violência, da fome. Em São Paulo, a polícia tem torturado e assassinado um motoboy negro por semana. Há poucos meses a mesma polícia paulista agrediu professores indefesos e desarmados que protestavam por melhores salários. E essas dondocas querem direitos humanos no Irã? Ah, vão se danar!
Alguém conhece de verdade os problemas do Irã para exigir que as coisas sejam assim ou assado por lá? Há poucas décadas, milhões de iranianos morriam de fome. Hoje, é um país de economia estável, quase sem miséria extrema, com um dos maiores índices de ensino superior per capita do oriente médio. As taxas de criminalidade no Irã são próximas de zero, e as dondocas de Ipanema, residentes numa das cidades mais violentas do mundo, querem ensinar ao Irã, uma civilização com dezenas de milhares de anos, como lidar com seus problemas domésticos?
O Jornal da Globo desta segunda-feira entrevistou um tucanão da USP que disse que o acordo só atrapalhou as negociações. A inveja está levando muitos intelectuais paulistas a fazerem um papel ridículo. O acordo ajudou, é claro. Isso é consenso mundial, com exceção da ultradireita bélica americana e israelense, naturalmente. A dúvida é sobre seus desdobramentos.
Além disso, é evidente que esse acordo não resolve tudo. Taí outra tática mesquinha. Inventa-se uma tese esdrúxula segundo a qual o acordo significaria o fim de todos os problemas do oriente médio e do Irã. E aí depois mostra-se que não é bem assim, e, portanto, seria um fracasso. Não é assim. Ele representa grande avanço. Diplomacia inteligente é como seduzir uma mulher bonita. É um processo. De qualquer forma, produz efeitos geopolíticos muito positivos para o Brasil e o mundo. Ele projeta o Brasil e torna o mundo multipolar uma realidade.
O Irã tem que usar energia nuclear, até porque o mundo precisa parar de usar o petróleo como fonte de energia, antes que o planeta vire um forno e não se consiga mais plantar nada em lugar nenhum. O petróleo terá usos mais nobres no futuro, como a fabricação de derivados. As fontes energéticas devem ser renováveis e limpas. E a energia do futuro, na prática, por enquanto, é a nuclear. EUA e Europa estão construindo centenas de novas usinas nucleares, afora as milhares que já possuem. Mais de 80% da energia consumida na França vem de suas usinas nucleares. É de uma hipocrisia sem limites querer que o Irã, um país pobre, não possa sequer desenvolver a tecnologia nuclear para uso pacífico.
Nos últimos 50 anos, a Europa quase destruiu o mundo, matando dezenas de milhões de seres humanos. Os EUA patrocinaram golpes de Estado em todo planeta, invadiram países, mataram milhões de inocentes. Logo ali, ao lado do Irã, os EUA já mataram mais de 1 milhão de iraquianos nos últimos oito anos, provocando um tremendo desequilíbrio no oriente médio. Os moderados árabes e persas que pregavam diálogo com o ocidente foram desmoralizados pela brutalidade dos falcões ianques. E perderam eleições e poder, abrindo espaço para a linha dura antiamericana.
Podíamos ir longe e recordar o golpe de 1953, patrocinado pela CIA, que derrubou um regime laico e democrático, dando início ao processo de endurecimento da política iraniana. Mas há fatos mais recentes. A invasão do Iraque, por exemplo, também deu força à linha dura iraniana. O Irã também tem sua indústria bélica doméstica. Também tem seus falcões de guerra. Com a guerra no Iraque, eles ganharam força. O país aumentou gastos militares. Fechou-se politicamente. Ampliou a repressão a movimentos de oposição, com vistas a manter o regime coeso. É um movimento natural. Em tempos de guerra, a democracia sempre perde. Dá ânsia de vômito ver os Estados Unidos invadirem o Iraque, violando todas as leis internacionais, e depois virem pintar o Irã, que sempre esteve quieto no seu canto, como o vilão do mundo.
O Irã não tem mísseis de longo alcance. Não tem armas nucleares. Não tem armas químicas. É um país militarmente fraco. Sua força reside embaixo da terra, nas suas gigantescas jazidas de petróleo. É disso que estamos falando. Toda a encenação diplomática dos EUA visa derrubar o atual regime iraniano, que é fechado, autoritário, cruel, mas nacionalista e independente, para botar um aliado que aceite vender petróleo a baixo preço às refinarias ocidentais.
Outra coisa que é preciso esclarecer. É equivocado conceitualmente falar que a esquerda adora o Irã. A esquerda democrática não tem nada a ver com a teocracia iraniana. O regime político iraniano não é de esquerda. É conservador. A teocracia iraniana nasceu da costela da ditadura de direita nascida após o golpe de Estado patrocinado pelos Estados Unidos, durante a qual a esquerda organizada, trabalhista, sindical, foi totalmente e dizimada. Restaram só os padrecos islâmicos. Que se organizaram, pegaram em armas e tomaram o poder. A esquerda iraniana não existe. E não se pode esquecer que uma parte da oposição ao regime dos aiatolás é bancada por Washington.
Não se pode confundir, porém, a defesa de princípios de autodeterminação e soberania com louvação besta do regime iraniano. O Irã tem problemas gravíssimos. Mas eles serão resolvidos internamente, pelos próprios iranianos. Qualquer interferência externa, já está provado, só atrapalha.
Os iranianos são inteligentes, combativos e orgulhosos e tem plena condição de evoluir politicamente com suas próprias pernas. Se a comunidade internacional quer ajudar algum país, se as dondocas de Ipanema estão preocupadas com direitos humanos, eu aconselharia voltar sua atenção para alguns países africanos, para o Haiti, ou para a baixada fluminense, onde há pessoas em situação muito mais triste do que no Irã.
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