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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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AQUI ESTÁ A EXPLICAÇÃO DA PRESENÇA DE PETRALHAS NO BLOG TENTANDO ILUDIR OS BRASILEIROS
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Deu no Correio Braziliense
Meio milhão de guerrilheiros virtuais
Para fortalecer a campanha presidencial de Dilma Rousseff, 500 mil petistas serão estimulados a inundar as redes sociais na internet com propaganda favorável à ministra, além de respostas às críticas feitas pelas siglas de oposição
O PT prepara uma operação de guerra na internet a fim de dar fôlego à campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
A ideia é municiar com textos, áudios e vídeos os 518.912 filiados que participaram, em novembro de 2009, das eleições internas do partido. Eles terão a missão de reproduzir e distribuir o material de propaganda em blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook, Twitter e Google Buzz.
Uma das prioridades do novo secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), a estratégia tenta transplantar para o mundo virtual (1)a base social da legenda, considerada um dos trunfos na ofensiva para derrotar o PSDB na sucessão presidencial.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Deu em O Globo
Ilha presídio
De Miriam Leitão:
Foi constrangedor ver a cena do presidente Lula e seus assessores rindo do lado dos Castros de Cuba, enquanto o governo cubano prendia os amigos de Orlando Zapata que tentavam comparecer ao enterro.
A mãe de Zapata disse que ele era torturado sistematicamente; o desespero foi tal que ele ficou 84 dias sem comer. E lá estava o nosso presidente sorrindo e brincando com os ditadores.
Tenho dito aqui que concordo com a necessidade de se apurar as torturas e mortes de opositores durante a ditadura brasileira, mas o governo fica sem moral para defender que, no Brasil, os militares que torturaram e mataram sejam punidos, se aceita se confraternizar com quem tortura e mata integrantes da oposição em Cuba.
Os detalhes da morte de Orlando Zapata Tamayo lembram os piores regimes. A casa dele, onde o corpo foi velado, ficou cercado de seguranças. Pessoas tentavam chegar perto do livro de condolências e não conseguiam. Alguns amigos dele permanecem presos só por querer ir ao enterro.
A mãe, Reina Zapata, disse que o filho era “prisioneiro de consciência” e pediu que o mundo cerre fileiras em defesa dos outros prisioneiros políticos de Cuba.
Ou o governo Lula acha normal a tortura e a morte de dissidentes, e aí tem que abonar o passado brasileiro, ou então tem que declarar sua defesa aos direitos humanos dos cubanos.
E que não se diga que isso é assunto interno dos cubanos, porque terá que dizer que a queda de Manuel Zelaya era um assunto dos hondurenhos.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Deu na Folha de S. Paulo
Censurada capa da revista ‘Mad’ com Dilma
Com seu típico tom de deboche, a revista “Mad” gerou polêmica na edição 23 (de fevereiro) não pelo que publicou, mas pelo conteúdo censurado.
No blog da revista (mad.blogtv.uol.com.br) foram divulgadas duas capas sobre o filme “Avatar”. Uma delas, a que ninguém viu nas bancas, levava a cara da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) emendada ao corpo do “Thanator”, o temido predador criado por James Cameron no reino 3D de Pandora.
“Exclusivo: revelamos sem medo de repressão a capa censurada da Mad 23″, dizia o texto do blog, estampado entre as duas capas.
No desenho, quem segurava as rédeas da criatura era “Lulavatar, o Mico do Brasil”.
Os burburinhos cibernéticos sobre uma possível censura do governo levaram a editora Panini, responsável pela publicação, a divulgar a seguinte nota: “Com relação à questão da capa da edição 23 da revista “Mad”, as decisões sobre a publicação das capas fazem parte de processos internos da empresa, não se tratando de qualquer tipo de censura ou veto”.
A polêmica foi retirada do blog. Permaneceu o traço humorado do cartunista Guabiras, com Dilma como avatar e Lula operando uma máquina: “E se o Avatar invadisse o Brasil… o presidente Lula estaria finalizando o processo de criação do seu clone pra candidatura das próximas eleições”.
(Comentário meu: Às 4h04 de hoje haviam sumido do blog os desenhos de Dilma e de Lula. )
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A NOVA ERA DO BRASIL – 2011/2014
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Manifesto
Serra e Aécio
A união para mudar o Brasil
O Brasil, definitivamente, deixou de ser um projeto com potencialidades e se transformou em uma nação referencial para todo o mundo. Embora ainda com fortes desequilíbrios e demandas sociais não atendidas, o país já conta com uma economia dinâmica e instituições democráticas estáveis. O povo brasileiro pode ousar mais e avançar em sua persistente aventura democrática.
O ano de 2010 surge no cenário como mais um momento crucial para renovar esperanças, formular projetos, estabelecer parcerias políticas corajosas voltadas para construir novos modelos de crescimento econômico e de desenvolvimento. Em seu centro, as eleições presidenciais, que definirão os rumos do país em um mundo que experimenta grandes transformações e enfrenta ainda os impactos de uma crise econômica global.
Os caminhos de um país continental como o Brasil devem ser traçados sem qualquer concessão ao maniqueísmo, ao espírito salvacionista, a acordos eleitorais espúrios e imediatistas. Devem se amparar em idéias e projetos reais, factíveis, democráticos, éticos, e se sustentar no espírito público.
Nesse sentido,conclamamos os governadores José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais, a comporem uma chapa para disputar o próximo pleito presidencial. Em poucos momentos da história é possível unir duas lideranças ilibadas e representativas em torno de um projeto nacional democrático e progressista, vivemos um deles.
Serra e Aécio, nos cargos públicos que ocuparam, e ao longo dos anos, deram demonstração de competência, vocação pública e de compromisso com mudanças. Para dirigir o Brasil não precisam apresentar credenciais, já estão prontos, pois são o resultado do que tem de melhor a experiência política nacional nos últimos 20 anos.
Nenhuma opção política pessoal que possa envolver esses dois grandes homens públicos brasileiros é mais estratégica que um projeto presidencial para 2010. Projeto esse que ultrapassa os limites do próprio PSDB e já se coloca como representativo de amplos segmentos políticos e sociais da nação brasileira.
Uma chapa Serra-Aécio significaria, antes de tudo, concretizar uma alternativa ao atual governo federal, que acertou ao dar curso a orientações que emanam de administrações próximas anteriores e fracassou ao não executar reformas agendadas e de grande alcance histórico como a política e a tributária. Seria sinalizar a toda a sociedade que um novo projeto ético na vida pública e na política é possível. Também simbolizaria a união de dois grandes estados – São Paulo e Minas Gerais – para a construção de um novo pacto federativo, reclamado pelas regiões e demais estados brasileiros. Ao mesmo tempo, alimentaria um grande esforço político e eleitoral de abrangência nacional, com reflexos positivos imediatos no processo de renovação dos governos estaduais e das representações nos diversos parlamentos republicanos.
Uma grande janela está aberta para que as esperanças se reacendam no Brasil.
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Para os Brasileros e peço desculpas por meu péssimo português que foi cudadozamente traduzido en Google .
DEFINITIVAMENTE LULA DA SILVA TIENE SE REBELADO UN PESIMO EXEMPLO NO QUESITO POLITICA EXTERNA.
Na pratica tem sido um dezastre por ser amigo ditacdores e ser mentiroso como bem diz los brasileros .
Tenho vizitado Blogs en Brasil e na America latina recentemente e tenho visto que muitos criticam o Lula da Silva por sua atitude covarde em criticar Orlando Zapata (O Prezo político Morto) e não ter tido coragem de criticar sus amigos ditacdores.
Tenho Observado também nas mensagens que muitos no Brasil e na America latina chamam Lula de demagogo, mentiroso, corrupto e mascarado por ser amigo de ditacdores e Omisso na questão da democracia e direitos humanos .
Estou conviencido que Lula realmente es mascando, demagogo e muito mentiroso quando afirma que nao recebeu a carta avizando sobre a situacción de Orlando Zapata.
O pior é que em Cuba tien mais de 200 presos políticos siendo torturados por simplesmente terem criticado El gobierno comunista e ditacdor de Cuba.
Um Absurdo e Lula da Silva no Levanta su VOZ para criticar SUS amigos ditacdores e EXIRGIR a soltura dos los presos políticos em Cuba.
Una coisa é cierta, se fosse os USA, Europa, Honduras, Colômbia ou Israel que estivessen faziendo este absurdo de manter los presos prezos políticos e torturá-los , com certeza o demagogo do Lula da Silva sairia pelo mundo exigindo a soltura dos prezos políticos Cubanos.
Los brasileros tem miesmo que terem vergonha do presidente que tienes .
Tenho certeza que la maioria de los Brasileiros como a maioria do povo no mundo não concordan e não compartilham das opinións e actitudes do Lula da Silva.
Actitude as quais vergonhoza para os brasileros e para o mudo.
Infelizmente isso es fato .
Escrito por :
Fernadez cardiloscon
Cuba. E Viva a democracia com Lula ou sem Lula !
Una gran Sugestión para los Brasileros : Visiten El Blog de Yoani Sánchez aBlogueira Cubana que también estar preza y siendo Torturada en Cuba
Es um Blog que supera 4.000 vizitas a cada asunto.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Jair – O PETRALHA
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Leia o Post 2
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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deu na folha de s.paulo
FHC: Temos que ter posição firme sobre presos políticos
Na avaliação do ex-presidente, o governo Lula não tem se posicionado claramente. O preso político Orlando Zapata Tamayo, 42, morreu após greve de fome de 85 dias em Cuba durante visita de Lula ao país. O episódio provocou constrangimento à delegação brasileira. “Não é possível que após tantos anos da revolução cubana haja ainda tal desrespeito aos direitos humanos”, disse. Questionado se Lula deveria ser mais incisivo, afirmou: “Não tenho a menor dúvida”.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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O GOVERNO DO MOLUSCO DIZ QUE FISCALIZA OS BANCOS
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As delícias da vida moderna (Ou bye bye Itaú)
Estou preso em um hotel de São Paulo.
Se quiser deixá-lo agora ou daqui a algumas horas serei impedido. E se insistir chamarão a polícia.
Sabe de quem é a culpa?
Do cartão de crédito Itaú Personnalité Visa.
Ao tentar pagar com ele uma conta de restaurante, ontem à noite, o maitre me avisou que o cartão estava bloqueado.
Do hotel, entre uma e meia da madrugada e quase três, travei uma dura batalha com atendentes do Itaú para desbloquear o cartão. Ou então para ativar o cartão novo que recebi há mais de um mês, mas que não havia ativado.
Consta do meu velho cartão agora bloqueado que seu prazo de validade se esgotará em maio deste ano. Tenho, portanto, o direito de usá-lo. Ninguém me informou do contrário.
Com uma das atendentes perdi 38 minutos e pouco. Acertei todos os pontos da prova: nome de pai e de mãe, número de dependentes, número do CPF, etc e tal.
A ligação caiu e voltei a ligar para ser sabatinado outra vez.
Qual foi a encrenca?
A primeira atendente perguntou pelo código de segurança do cartão velho e bloqueado. Expliquei que o código estava meio apagadinho. Mas que ele era 039 ou 036 ou 030.
Pronto. Ela respondeu que não poderia desbloquear o cartão velho e nem mesmo ativar o novo. O “sistema” mandava que nesses casos fosse “aberto um procedimento” porque….
E aí a primeira atendente desapareceu da linha. Fiquei ouvindo uma gravação que diz: “O Itaú tem muito prazer em ouvi-lo”. “O Itaú tem muito prazer em ouvi-lo”. E ninguém me ouvia…
A segunda atendente me fez repetir tudo o que dissera à primeira. Para no fim me garantir que no horário comercial de hoje, entre as 8h e às 18h, eu seria “contactado” por gente de outro departamento.
Não fui até há pouco.
Liguei para uma nova atendente, consegui convencê-la que eu sou eu mesmo, cobrei o contacto que haviam me prometido e voltei a ouvir que em breve serei contactado, sim. Daqui a uma hora, possivelmente. Mas que isso não era garantia de que o velho cartão seria desbloqueado. Nem o novo ativado.
De nada adiantou meu esperneio. “Estou sendo tolhido no meu direito de ir e de vir assegurado pela Constituição”, berrei. Porque para ir tenho que pagar o que devo ao hotel. E sem cartão não posso pagar.
“Nada posso fazer”, respondeu a atendente gentil. E me deixou ligado naquela gravação: “O Itaú tem muito prazer em ouvi-lo. O Itaú tem muito prazer em ouvi-lo”.
Atualização das 11:40
Ligou-me da Bahia um rapaz de nome Marcelo. Disse-me que por uma deferência especial do Itaú meu novo cartão havia sido ativado.
- Verdade? – insisti.
- Sim – ele retrucou.
- Jura?
- Juro.
- Posso destruir o cartão velho?
- Pode.
Antes de desligar, ele perguntou:
- Seu cartão novo tem chip, não tem?
- Tem sim.
- Um momento…
Esperei até ouvi-lo dizer:
- Vou ter que resetar o “sistema”. Está dando um probleminha. Ligarei em breve.
Atulização das 12h25
São Marcelo ligou. Ativado o cartão novo. Mas o chip só passará a funcionar quando eu comparecer a partir de segunda-feira a uma agência do Itaú para criar uma senha. Posso usar o cartão desde já “na função magnética”.
A ligação caiu quando eu começava a agradecer a atenção de Marcelo.
A operadora do meu celular é a Claro. Há 30 dias fora de Brasília, não consigo acessar a caixa postal para ouvir mensagens.
Aprendi o truque de ligar para meu próprio número de celular. Só acesso a caixa postal assim.
Atualização das 16h05
Marcelo não me avisou que são poucos em São Paulo, pelo menos nas áreas por onde circulo, os estabelecimenos comerciais que ainda trabalham com cartões de crédito sem chip.
Fui a cinco deles nas cercanias da avenida Paulista. Meu cartão foi rejeitado. No hotel também não vale.
Liguei para uma atendente, novamente provei que eu sou eu, contei minha história e pedi para falar com Marcelo. Ele é supervisor.
Disseram-me que ele saíra.
O telefone dele que guardei não funciona.
Exigi uma solução para o meu problema. A ligação caiu ou foi derrubada.
Liguei para outra atendente. Repeti minha história. Ela me ouviu até o fim e disse que nada podia fazer.
Estou à caça do telefone do dono do banco para encher o saco dele. Ou de um tal de Márcio Schittini, vice-presidente para a área de cartões.
Quero parabenizá-los pelo tratamento exemplar, decente e atencioso que dão aos seus clientes.
O próximo balanço do Itaú não sofrerá o menor abalo com a perda da minha conta. Mas vocês não fazem idéia do prazer que sentirei logo na segunda ou terça-feira quando deixar de ser cliente do Itaú.
Atualização das 20h46
Nada até agora. O Itaú tem meu tlefone, mas não ligou. Continuo no hotel.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Brasileiro paga até R$ 5 mil a mais de IR
De Martha Beck:
Começa amanhã – e com má notícia – mais um acerto de contas com o Leão. A defasagem na tabela do Imposto de Renda (IR) nos últimos 15 anos fez com que, no ano passado, os contribuintes tenham recolhido à Receita Federal até R$ 5.061,12 mais do que deveriam.
A tunga é provocada pela diferença de 63,62% entre a inflação acumulada de 1995 e 2009, de 195,15%, e as correções promovidas pelo governo nas faixas da tabela, de 80,39%.
Todos os brasileiros com carteira assinada que receberam salário mensal superior a R$ 5.860,88 no ano passado sentiram este peso no bolso.
Os cálculos foram feitos pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco Nacional) a pedido do GLOBO.
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Eletropar, que controla a Eletronet, gasta milhões por nada
Mesmo sem ter nenhuma função operacional desde 2003, quando foi extinta a empresa de fibras ópticas Eletronet, a estatal Eletrobrás Participações (Eletropar), antiga Lightpar, gastou R$ 18 milhões até o ano passado, em pagamento de salários e honorários de administradores e conselheiros, viagens e cursos, material de escritório, propaganda, impostos e outras despesas burocráticas.
É o que mostra reportagem de Bruno Villas Bôas, publicada neste domingo, no GLOBO.
Braço de participações do Grupo Eletrobrás, a Eletropar detém 49% das ações da Eletronet, que tem como sócia a Star Overseas Ventures, de Nelson dos Santos. Ele teria pago R$ 620 mil ao ex-ministro José Dirceu para fazer lobby a favor da Eletronet no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Deu em O Estado de S. Paulo
O que leva Lula a se aproximar do Irã
De Andrés Oppenheimer:
O importante apoio diplomático do Brasil ao regime cada vez mais isolado do Irã deixa atônita a comunidade internacional. Há várias teorias sobre o comportamento do Brasil, algumas bastante perturbadoras.
Nos últimos dias, quando a tradicionalmente cautelosa Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU finalmente concluiu que o Irã provavelmente vai desenvolver uma arma nuclear, e até a Rússia começou a se distanciar do Irã, o o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manterá seus planos de visitar o Irã em 15 de maio.
O Brasil, uma das potências ascendentes do mundo, dará, assim, uma legitimidade a um regime que, além de burlar as normas internacionais sobre energia nuclear, é considerado por boa parte do mundo um dos principais patrocinadores do terrorismo.
O Irã é conhecido também por ajudar grupos terroristas islâmicos como o Hezbollah, e promete publicamente varrer Israel da face da Terra.
Até o governo populista argentino, que normalmente se alinha com o Brasil em questões de política externa, diz que o Irã esteve por trás dos atentados terroristas do Hezbollah em Buenos Aires nos anos 90.
No fim do ano passado, Lula surpreendeu o mundo ao receber com tapete vermelho em Brasília o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. O Brasil tornou-se, assim, um dos primeiros países não radicais a dar sua bênção a Ahmadinejad após as controvertidas eleições de 12 de junho de 2009.
Por que o Brasil está colocando em risco sua reputação de bom cidadão internacional fazendo isso? Entre as teorias mais disseminadas:
Presunção. Segundo essa escola de pensamento, o sucesso econômico do Brasil e a sabedoria convencional de que ele forma com a China e a Índia as potências emergentes do mundo, subiram à cabeça de Lula.
O brasileiro, que recentemente previu que o Brasil será a quinta maior economia mundial em dez anos, quer enviar uma mensagem de que seu país é um novo ator global que terá de ser levado a sério. E a teoria prossegue: o que poderia ser melhor para atrair a atenção mundial que ter um papel no conflito internacional do momento?
Devaneio diplomático. Lula, encorajado pelo status de celebridade em seu país e no exterior, pode estar levando a sério suas reiteradas ofertas de mediar a crise no Oriente Médio. Lula tem programada uma visita a Israel, aos territórios palestinos e à Jordânia dia 15.
Embora seja difícil de acreditar que Lula possa resolver alguma coisa no Oriente Médio – durante uma visita recente aos Emirados Árabes Unidos e a Israel, não encontrei uma única pessoa que me dissesse que Lula tem alguma chance de obter sucesso onde poderosos mediadores americanos, franceses e russos fracassaram – o presidente brasileiro pode honestamente pensar que conseguirá fazer história.
Ambições nucleares secretas. Lula está sendo cordial com o Irã porque o Brasil quer desenvolver armas nucleares, ou ao menos deixar essa opção em aberto após a vizinha Venezuela ter assinado vários acordos de cooperação nuclear com o Irã.
Com isso em mente, o Brasil pode querer que um outro país – neste caso o Irã – alargue os limites dos acordos nucleares mundiais existentes e crie um precedente.
Política doméstica. Lula está tentando apaziguar seus apoiadores esquerdistas do Partido dos Trabalhadores, a maioria dos quais é ferozmente antiamericana, projetando-se como um estadista vigorosamente independente, enquanto persegue suas políticas favoráveis à economia empresarial.
Minha opinião: é uma combinação da primeira teoria, presunção, com a segunda, devaneio diplomático. Mas não posso deixar de me perguntar se a presunção não conduzirá, mais cedo ou mais tarde, a mais ambições nucleares.
Por enquanto, as aberturas do governo brasileiro a Ahmadinejad estão sabotando esforços internacionais para pressionar o Irã a cumprir acordos da ONU e encorajando um regime repressivo nesse país.
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Intervenção e patronato político
Dentro do sistema federativo brasileiro, a intervenção do poder central num dos entes que o compõem é medida do mais alto grau de excepcionalidade.
Sua adoção supõe um nível tão elevado de contaminação da legitimidade política e abandono da normalidade ética que torna todos os demais recursos insuficientes ou ineficazes para corrigir as anormalidades ali observadas.
Difícil, entretanto, divergir do entendimento do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quando reclama que se tome tal providência no Distrito Federal.
Tornou-se praticamente impossível corrigir, de outro modo, a situação de anomalia ali instaurada e, com isso, normalizar a administração pública.
Esta, com o critério de loteamento explícito de cargos, adotado no GDF, perdeu suas características básicas. Noticiaram os jornais que cada deputado à Câmara Legislativa conseguiu na gestão Arruda, como recompensa pela sua lealdade ao Executivo, a prerrogativa de indicar certo número titulares de órgãos do Executivo.
Isso implica a diluição da fronteira entre ambos os poderes e a abdicação, pelos parlamentares, do direito de opinarem livremente sobre as matérias que ao Legislativo cabe examinar. Poderes, anote-se, que nem são deles e sim dos eleitores que os escolheram.
O pior aspecto dessa pendência é que, com intervenção ou sem ela, nada faz prever que, depois dela, venhamos a assistir a um renascimento ético que dê novos rumos ao GDF.
Depois de lutar muito por isso, o brasileiro reconquistou o direito de eleger seus governantes. Agora, como constatava Raymundo Faoro, descobre que a eleição, nos moldes aqui vigentes, lhe reserva “a escolha entre opções que ele não formulou”.
O domínio do Estado sobre a nação subsiste intocado às transformações aparentes.
Essa evidência sinaliza que a luta dos cidadãos para amoldar a política brasileira à ética terá de continuar por longo período e deles exigirá muita persistência, para não desanimarem face às repetidas metamorfoses dos moralistas de ontem nos barganhistas de hoje.
Antonio Carlos Pannunzio é deputado federal pelo PSDB-SP
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Atração fatal
A indignação que atos de repressão, cerceamento de liberdades, prisões arbitrárias e assassinatos por discordância a regimes autoritários provoca à maioria dos mortais parece pouco incomodar o governo do presidente Lula.
O vexame de Cuba nesta semana foi só mais um exemplo.
A postura de Lula, impassível e mudo, submisso aos absurdos de Raúl Castro quando este acusava os Estados Unidos pela morte de Orlando Zapata Tamayo – mais uma entre as centenas de vítimas do regime cubano -, e as declarações levianas do assessor para assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia – “Há problemas de direitos humanos no mundo inteiro” – traduzem tudo.
É o retrato do desatino da partidarização da política externa do Brasil, para arrepio de José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, formulador e patrono da até então tão consistente e respeitada diplomacia brasileira.
Antes de deixar a ilha, Lula até tentou dourar a pílula. Correu longe dos jornalistas de sua pátria e escolheu uma agência internacional de notícias (France Press) para lamentar a morte de Tamayo “por greve de fome”.
E tergiversou quanto à responsabilidade do regime cubano, limitando-se a declarar que é um defensor dos direitos humanos.
Mas qual o quê.
O Itamaraty de Lula parece ter uma opção preferencial por todo o tipo de ditaduras.
Defende como democráticos regimes travestidos como a Venezuela, que prende e arrebenta, fecha emissoras de rádio e TV, expatria e mantém na cadeia, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo menos 40 presos políticos.
Simplesmente porque ousaram criticar o governo “revolucionário” de Hugo Chávez.
Namora e afaga Irã, Sri Lanka, Coréia do Norte, Mianmar (ex-Birmânia) – um regime militar que se arrasta há 20 anos, condenado pela ONU por manter mais de dois mil presos de etnias minoritárias. A junta militar de Mianmar promete eleições para este ano e acena com a abertura de suas prisões.
Mas até agora pouco fez. Tem libertado presos a conta-gotas, não marcou data para o pleito e criou regras que impedem a participação ampla nas eleições.
Ainda assim, Lula já aprovou e vai instalar lá uma embaixada brasileira, o que também deve acontecer na Coréia do Norte.
Mesmo com todas as provas de fraudes nas eleições do Irã, apressou-se em legitimar o governo de Mahmoud Ahmadinejad, recebido em solo brasileiro como chefe de Estado e, portanto, merecedor de visita de retribuição.
“Gesto de confiança” que, inexplicavelmente, não se tem com Honduras. O novo presidente hondurenho, Porfírio Lobo, eleito por sufrágio universal, só não foi reconhecido pelo eixo “bolivariano” liderado por Chávez (Bolívia, Equador, Nicarágua, Cuba), pelo México e pelo Brasil.
Neste caso, talvez o Governo Lula só esteja dando tempo ao tempo para apagar a vergonha de ter sido constrangido por Chávez, permitindo que a embaixada brasileira de Tegucigalpa virasse residência e comitê político de resistência para Manoel Zelaya.
A boa vontade com regimes execráveis ultrapassa todos os limites, até o de se eximir sobre a condenação do sanguinário Sudão na Comissão de Direitos Humanos da ONU. Uma omissão que corrobora com o genocídio de mais de 300 mil pessoas.
Pior ainda são os argumentos para justificar o injustificável. Com destreza impressionante, o governo Lula maltrata a inteligência dos brasileiros e tenta sempre inverter a lógica em seu favor.
Assim como transformou corrupção – caixa 2 de campanha, aliciamento e compra de votos – em prática cotidiana, com um simples “todo mundo faz”, não vê problema algum na violação de direitos humanos, já que isso acontece “no mundo inteiro”.
Diante desse cenário, o patético espetáculo de tietagem explícita, em que o presidente e seu ministro de Comunicação Franklin Martins se comportam como ginasianos nas fotografias ao lado do ditador Fidel, é só mais um episódio da atração fatal que o governo Lula tem por regimes que prendem e matam gente que deles discorda.
Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência ‘Lu Fernandes Comunicação e Imprensa’.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Governantes e a palavra empenhada
Minha geração foi educada sob a influência dos “contos das mil e uma noites” e a consagração solene da fórmula ética de que “palavra de rei não volta atrás”.
Assim fomos civilizados e muitos conseguiram o milagre de manter pela vida afora a força do aforismo moral de tanta significação.
Com o avanço do modernismo, a revogação de princípios e conceitos em nome de um progressismo desvairado, houve natural afrouxamento moral e a quase invencível decadência dos critérios que, pelo tempo afora, criaram em torno dos valores axiomáticos e as luminosidades das verdades, consolidando-as tão eternas quanto as verdades matemáticas.
Hoje em dia, a palavra de políticos, homens de governo, como diz o caboclo, é “como risco de cobra n’água”.
Sobretudo depois que governantes estabeleceram uma espécie de censura sobre os meios de comunicação pela via da publicidade indecorosa, que impede o semear de críticas e por outro lado promove o endeusamento do titular do governo.
Um processo perverso e grotesco, feito à custa dos tributos pagos pela população para fazer crer na infalibilidade do chefe, atribuindo-lhe virtudes e qualificações que estão distante da realidade.
Em sua cínica e sinistra teoria política, que ensejou os piores regimes em todos os tempos, Maquiavel assinalava que nunca faltarão razões de Estado para o príncipe descumprir a palavra.
O cinismo do condestável dos Médici ganhou prosélitos por todo o mundo. Dele fizeram uso Hitler, Mussolini, Stalin e outros déspotas, esclarecidos ou não, para implantar regimes de terror e se manterem no poder.
Se esta contrafação fosse plenamente válida, George Bernanos jamais teria dito que a “democracia é de essência evangélica”, quer dizer, está assentada sob o primado de princípios e valores que a aproximam da verdade.
Em regime democrático é dever primeiro do governante cumprir a palavra, sem titubeação. Este é postulado ético fundamental, pelo que exige dele cuidados no falar e no dizer para não transformar a palavra em algo oco, sonoro e vazio.
Infelizmente, no mundo atual assim têm sido os discursos e as palavras dos governantes, moços ou velhos, ambiciosos ou não.
O leitor deve estar pensando na grande dose de ingenuidade contida nestas palavras. É que os arranhões à ética e à moral estão se sucedendo com tal volume e velocidade, que o crédito dos homens públicos praticamente não mais existe.
Minha geração não se acostuma nem se acostumará a isto e reprova a facilidade e o desamor com que o governante desrespeita sua própria palavra assumida em solene compromisso, em certos casos verdadeiro rompimento com a tradição avoenga e paterna e notório sintoma de falta de gravidade para o exercício de importantes funções.
No outono de longa vida pública, a memória me coloca diante de figuras que respeitaram apaixonadamente estes limites éticos.
Há ainda neste cenário penumbroso e carregado de dúvidas homens sérios e de palavra firme. Mas estão acanhados diante da maré montante da mentira e do embuste.
Murilo Badaró é Presidente da Academia Mineira de Letras
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É necessário entender o interesse por trás das manchetes de jornais e revistas,
Caso contrário vc vira apenas um replicador de opinião alheia, sem opinião própria.
1º Sucateie o objeto a ser privatizado, assim vc desmoraliza as pessoas que trabalham na empresa e mina o mais importante foco de resistência.
2º Conte com o apoio da mídia para espalhar a idéia que a empresa é deficitária e pouco competitiva.
3º faça as ações desvalorizarem, afinal comprar na baixa é um excelente negócio.
4º Venda a um preço bem abaixo do valor real, e empreste o dinheiro para o comprador.
5º De ao comprador o dinheiro de volta que ele “pagou” através de incentivos fiscais.
Temos ai o melhor negócio do mundo.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Jair – O PETRALHA. REPETE SEMPRE A MESMA COISA. É DO MST?
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Os militares e a memória nacional
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por Olavo de Carvalho
Como todos os meninos de escola na minha época, eu não podia cantar o Hino Nacional ou prestar um juramento à bandeira sem sentir que estava participando de uma pantomima. A gente ria às escondidas, fazia piadas, compunha paródias escabrosas. Os símbolos do patriotismo, para nós, eram o supra-sumo da babaquice, só igualado, de longe, pelos ritos da Igreja Católica, também abundantemente ridicularizados e parodiados entre a molecada, não raro com a cumplicidade dos pais. Os professores nos repreendiam em público, mas, em segredo, participavam da gozação geral.
Crescí, entrei no jornalismo e no Partido Comunista, freqüentei rodas de intelectuais. Fui parar longe da atmosfera da minha infância, mas, nesse ponto, o ambiente não mudou em nada: o desprezo, a chacota dos símbolos nacionais eram idênticos entre a gente letrada e a turminha do bairro. Na verdade, eram até piores, porque vinham reforçados pelo prestígio de atitudes cultas e esclarecidas. Graciliano Ramos, o grande Graciliano Ramos, glória do Partidão, não escrevera que o Hino era “uma estupidez”?
Mais tarde, quando conheci os EUA, levei um choque. Tudo aquilo que para nós era uma palhaçada hipócrita os americanos levavam infinitamente a sério. Eles eram sinceramente patriotas, tinham um autêntico sentimento de pertinência, de uma raiz histórica que se prolongava nos frutos do presente, e viam os símbolos nacionais não como um convencionalismo oficial, mas como uma expressão materializada desse sentimento. E não imaginem que isso tivesse algo a ver com riqueza e bem-estar social. Mesmo pobres e discriminados se sentiam profundamente americanos, orgulhosamente americanos, e, em vez de ter raiva da pátria porque ela os tratava mal, consideravam que os seus problemas eram causados apenas por maus políticos que traíam os ideais americanos.
Correspondi-me durante anos com uma moça negra de Birmingham, Alabama. Ali não era bem o lugar para uma moça negra se sentir muito à vontade, não é mesmo? Mas se vocês vissem com que afeição, com que entusiasmo ela falava do seu país! E não só do seu país: também da sua igreja, da sua Bíblia, do seu Jesus. Em nenhum momento a lembrança do racismo parecia macular em nada a imagem que ela tinha da sua pátria. A América não tinha culpa de nada. A América era grande, bela, generosa. A maldade de uns quantos não podia afetar isso em nada. Ouvi-la falar me matava de vergonha. Se alguém no Brasil dissesse essas coisas, seria exposto imediatamente ao ridículo, expelido do ambiente como um idiota-mor ou condenado como reacionário, um integralista, um fascista.
Só dois grupos humanos, neste país, falavam do Brasil no tom afetuoso e confiante com que os americanos falavam da América.
O primeiro eram os imigrantes: russos, húngaros, poloneses, judeus, alemães, romenos. Tinham escapado ao terror e à miséria de uma das duas grandes tiranias do século (alguns, das duas), e proclamavam, sem sombra de fingimento: “Este é um país abençoado!” Ouvindo-nos falar mal da nossa terra, protestavam: “Vocês são doidos. Não sabem o que têm nas mãos.” Eles tinham visto coisas que nós não imaginávamos, mediam a vida humana numa outra escala, para nós aparentemente inacessível.
Falávamos de miséria, eles respondiam: “Vocês não sabem o que é miséria.” Falávamos de ditadura, eles riam: “Vocês não sabem o que é ditadura.” No começo isso me ofendia. “Eles acham que sabem tudo”, dizia com meus botões. Foi preciso que eu estudasse muito, vivesse muito, viajasse muito, para entender que tinham razão, mais razão do que então eu poderia imaginar. A partir do momento em que entendi isso, tornei-me tão esquisito para meus conterrâneos como um estoniano ou húngaro, com sua fala embrulhada e seu inexplicável entusiasmo pelo Brasil, eram então esquisitos para mim. Digo, por exemplo, que um país onde um mendigo pode comer diariamente um frango assado por dois dólares é um país abençoado, e as pessoas querem me bater. Não imaginam o que possa ter sido sonhar com um frango na Rússia, na Alemanha, na Polônia, e alimentar-se de frangos oníricos. Elas acreditam que em Cuba os frangos dão em árvores e são propriedade pública. Aqueles velhos imigrantes tinham razão: o brasileiro está fora do mundo, tem uma medida errada da realidade.
O outro grupo onde encontrei um patriotismo autêntico foi aquele que, sem conhecê-lo, sem saber nada sobre ele exceto o que ouvia de seus inimigos, mais temi e abominei durante duas décadas: os militares.
Caí no meio deles por mero acaso, por ocasião de um serviço editorial que prestava para a Odebrecht e que me pôs temporariamente de editor de texto de um volumoso tratado O Exército na História do Brasil.
A primeira coisa que me impressionou entre os militares foi sua preocupação sincera, quase obsessiva, com os destinos do Brasil. Eles discutiam os problemas brasileiros como quem tivesse em mãos a responsabilidade pessoal de resolvê-los. Quem os ouvisse sem saber que eram militares teria a impressão de estar diante de candidatos em plena campanha eleitoral, lutando por seus programas de governo e esperando subir nas pesquisas junto com a aprovação pública de suas propostas. Quando me ocorreu que nenhum daqueles homens tinha outra expectativa ou possibilidade de ascensão social senão as promoções que automaticamente lhes viriam no quadro de carreira, no cume das quais nada mais os esperava senão a metade de um salário de jornalista médio, percebi que seu interesse pelas questões nacionais era totalmente independente da busca de qualquer vantagem pessoal. Eles simplesmente eram patriotas, tinham o amor ao território, ao passado histórico, à identidade cultural, ao patrimônio do país, e consideravam que era do seu dever lutar por essas coisas, mesmo seguros de que nada ganhariam com isso senão antipatias e gozações. Do mesmo modo, viam os símbolos nacionais – o hino, a bandeira, as armas da República – como condensações materiais dos valores que defendiam e do sentido de vida que tinham escolhido. Eles eram, enfim, “americanos” na sua maneira de amar a pátria sem inibições.
Procurando me explicar as razões desse fenômeno, o próprio texto no qual vinha trabalhando me forneceu uma pista. O Brasil nascera como entidade histórica na Batalha dos Guararapes, expandira-se e consolidara sua unidade territorial ao sabor de campanhas militares e alcançara pela primeira vez um sentimento de unidade autoconsciente por ocasião da Guerra do Paraguai, uma onda de entusiasmo patriótico hoje dificilmente imaginável.
Ora, que é o amor à pátria, quando autêntico e não convencional, senão a recordação de uma epopéia vivida em comum? Na sociedade civil, a memória dos feitos históricos perdera-se, dissolvida sob o impacto de revoluções e golpes de Estado, das modernizações desaculturantes, das modas avassaladoras, da imigração, das revoluções psicológicas introduzidas pela mídia. Só os militares, por força da continuidade imutável das suas instituições e do seu modo de existência, haviam conservado a memória viva da construção nacional. O que para os outros eram datas e nomes em livros didáticos de uma chatice sem par, para eles era a sua própria história, a herança de lutas, sofrimentos e vitórias compartilhadas, o terreno de onde brotava o sentido de suas vidas. O sentimento de “Brasil”, que para os outros era uma excitação epidérmica somente renovada por ocasião do carnaval ou de jogos de futebol (e já houve até quem pretendesse construir sobre essa base lúdica um grotesco simulacro de identidade nacional), era para eles o alimento diário, a consciência permanentemente renovada dos elos entre passado, presente e futuro. Só os militares eram patriotas porque só os militares tinham consciência da história pátria como sua história pessoal.
Daí também outra diferença. A sociedade civil, desconjuntada e atomizada, é anormalmente vulnerável a mutações psicológicas que, induzidas do Exterior ou forçadas por grupos de ambiciosos intelectuais ativistas, apagam do dia para a noite a memória dos acontecimentos históricos e falseiam por completo a sua imagem do passado. De uma geração para outra, os registros desaparecem, o rosto dos personagens é alterado, o sentido todo do conjunto se perde para ser substituído, do dia para a noite, pela fantasia inventada que se adapte melhor aos novos padrões de verossimilhança impostos pela repetição de slogans e frases-feitas.
Toda a diferença entre o que se lê hoje na mídia sobre o regime militar e os fatos revelados no site do TERNUMA vem disso.
Até o começo da década de 80, nenhum brasileiro, por mais esquerdista que fosse, ignorava que havia uma revolução comunista em curso, que essa revolução sempre tivera respaldo estratégico e financeiro de Cuba e da URSS, que ela havia atravessado maus bocados em 1964 e tentara se rearticular mediante as guerrilhas, sendo novamente derrotada. Mesmo o mais hipócrita dos comunistas, discursando em favor da “democracia”, sabia perfeitamente a nuance discretamente subentendida nessa palavra, isto é, sabia que não lutava por democracia nenhuma, mas pelo comunismo cubano e soviético, segundo as diretrizes da Conferência Tricontinental de Havana.
Passada uma geração, tudo isso se apagou. A juventude, hoje, acredita piamente que não havia revolução comunista nenhuma, que o governo João Goulart era apenas um governo normal eleito constitucionalmente, que os terroristas da década de 70 eram patriotas brasileiros lutando pela liberdade e pela democracia.
No Brasil, a multidão não tem memória própria. Sua vida é muito descontínua, cortada por súbitas mutações modernizadoras, não compensadas por nenhum daqueles fatores de continuidade que preservam a identidade histórica do meio militar. Não há cultura doméstica, tradições nacionais, símbolos de continuidade familiar. A memória coletiva está inteiramente a mercê de duas forças estranhas: a mídia e o sistema nacional de ensino. Quem dominar esses dois canais mudará o passado, falseará o presente e colocará o povo no rumo de um futuro fictício. Por isto o site de Ternuma é algo mais que a reconstituição de detalhes omitidos pela mídia. É uma contribuição preciosa à reconquista da verdadeira perspectiva histórica de conjunto, roubada da memória brasileira por manipuladores maquiavélicos, oportunistas levianos e tagarelas sem consciência.
Se essa contribuição vem dos militares, bem, de quem mais poderia vir?
Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais “Diário do Comércio”, “Jornal do Brasil” e no site “Mídia Sem Máscara”, além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é “O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras” de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site “Olavo de Carvalho” em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org
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Todo o conteúdo desse blog é originalmente do Blog do Planalto e está licenciado sob a CC-by-sa-2.5, exceto quando especificado em contrário e nos conteúdos replicados de outras fontes.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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AQUI ESTÁ A EXPLICAÇÃO DA PRESENÇA DE PETRALHAS NO BLOG TENTANDO ILUDIR OS BRASILEIROS
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Deu no Correio Braziliense
Meio milhão de guerrilheiros virtuais
Para fortalecer a campanha presidencial de Dilma Rousseff, 500 mil petistas serão estimulados a inundar as redes sociais na internet com propaganda favorável à ministra, além de respostas às críticas feitas pelas siglas de oposição
O PT prepara uma operação de guerra na internet a fim de dar fôlego à campanha presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
A ideia é municiar com textos, áudios e vídeos os 518.912 filiados que participaram, em novembro de 2009, das eleições internas do partido. Eles terão a missão de reproduzir e distribuir o material de propaganda em blogs e redes sociais, como Orkut, Facebook, Twitter e Google Buzz.
Uma das prioridades do novo secretário nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), a estratégia tenta transplantar para o mundo virtual (1)a base social da legenda, considerada um dos trunfos na ofensiva para derrotar o PSDB na sucessão presidencial.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Deu em O Globo
Ilha presídio
De Miriam Leitão:
Foi constrangedor ver a cena do presidente Lula e seus assessores rindo do lado dos Castros de Cuba, enquanto o governo cubano prendia os amigos de Orlando Zapata que tentavam comparecer ao enterro.
A mãe de Zapata disse que ele era torturado sistematicamente; o desespero foi tal que ele ficou 84 dias sem comer. E lá estava o nosso presidente sorrindo e brincando com os ditadores.
Tenho dito aqui que concordo com a necessidade de se apurar as torturas e mortes de opositores durante a ditadura brasileira, mas o governo fica sem moral para defender que, no Brasil, os militares que torturaram e mataram sejam punidos, se aceita se confraternizar com quem tortura e mata integrantes da oposição em Cuba.
Os detalhes da morte de Orlando Zapata Tamayo lembram os piores regimes. A casa dele, onde o corpo foi velado, ficou cercado de seguranças. Pessoas tentavam chegar perto do livro de condolências e não conseguiam. Alguns amigos dele permanecem presos só por querer ir ao enterro.
A mãe, Reina Zapata, disse que o filho era “prisioneiro de consciência” e pediu que o mundo cerre fileiras em defesa dos outros prisioneiros políticos de Cuba.
Ou o governo Lula acha normal a tortura e a morte de dissidentes, e aí tem que abonar o passado brasileiro, ou então tem que declarar sua defesa aos direitos humanos dos cubanos.
E que não se diga que isso é assunto interno dos cubanos, porque terá que dizer que a queda de Manuel Zelaya era um assunto dos hondurenhos.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Deu na Folha de S. Paulo
Censurada capa da revista ‘Mad’ com Dilma
Com seu típico tom de deboche, a revista “Mad” gerou polêmica na edição 23 (de fevereiro) não pelo que publicou, mas pelo conteúdo censurado.
No blog da revista (mad.blogtv.uol.com.br) foram divulgadas duas capas sobre o filme “Avatar”. Uma delas, a que ninguém viu nas bancas, levava a cara da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) emendada ao corpo do “Thanator”, o temido predador criado por James Cameron no reino 3D de Pandora.
“Exclusivo: revelamos sem medo de repressão a capa censurada da Mad 23″, dizia o texto do blog, estampado entre as duas capas.
No desenho, quem segurava as rédeas da criatura era “Lulavatar, o Mico do Brasil”.
Os burburinhos cibernéticos sobre uma possível censura do governo levaram a editora Panini, responsável pela publicação, a divulgar a seguinte nota: “Com relação à questão da capa da edição 23 da revista “Mad”, as decisões sobre a publicação das capas fazem parte de processos internos da empresa, não se tratando de qualquer tipo de censura ou veto”.
A polêmica foi retirada do blog. Permaneceu o traço humorado do cartunista Guabiras, com Dilma como avatar e Lula operando uma máquina: “E se o Avatar invadisse o Brasil… o presidente Lula estaria finalizando o processo de criação do seu clone pra candidatura das próximas eleições”.
(Comentário meu: Às 4h04 de hoje haviam sumido do blog os desenhos de Dilma e de Lula. )
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A NOVA ERA DO BRASIL – 2011/2014
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Manifesto
Serra e Aécio
A união para mudar o Brasil
O Brasil, definitivamente, deixou de ser um projeto com potencialidades e se transformou em uma nação referencial para todo o mundo. Embora ainda com fortes desequilíbrios e demandas sociais não atendidas, o país já conta com uma economia dinâmica e instituições democráticas estáveis. O povo brasileiro pode ousar mais e avançar em sua persistente aventura democrática.
O ano de 2010 surge no cenário como mais um momento crucial para renovar esperanças, formular projetos, estabelecer parcerias políticas corajosas voltadas para construir novos modelos de crescimento econômico e de desenvolvimento. Em seu centro, as eleições presidenciais, que definirão os rumos do país em um mundo que experimenta grandes transformações e enfrenta ainda os impactos de uma crise econômica global.
Os caminhos de um país continental como o Brasil devem ser traçados sem qualquer concessão ao maniqueísmo, ao espírito salvacionista, a acordos eleitorais espúrios e imediatistas. Devem se amparar em idéias e projetos reais, factíveis, democráticos, éticos, e se sustentar no espírito público.
Nesse sentido,conclamamos os governadores José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais, a comporem uma chapa para disputar o próximo pleito presidencial. Em poucos momentos da história é possível unir duas lideranças ilibadas e representativas em torno de um projeto nacional democrático e progressista, vivemos um deles.
Serra e Aécio, nos cargos públicos que ocuparam, e ao longo dos anos, deram demonstração de competência, vocação pública e de compromisso com mudanças. Para dirigir o Brasil não precisam apresentar credenciais, já estão prontos, pois são o resultado do que tem de melhor a experiência política nacional nos últimos 20 anos.
Nenhuma opção política pessoal que possa envolver esses dois grandes homens públicos brasileiros é mais estratégica que um projeto presidencial para 2010. Projeto esse que ultrapassa os limites do próprio PSDB e já se coloca como representativo de amplos segmentos políticos e sociais da nação brasileira.
Uma chapa Serra-Aécio significaria, antes de tudo, concretizar uma alternativa ao atual governo federal, que acertou ao dar curso a orientações que emanam de administrações próximas anteriores e fracassou ao não executar reformas agendadas e de grande alcance histórico como a política e a tributária. Seria sinalizar a toda a sociedade que um novo projeto ético na vida pública e na política é possível. Também simbolizaria a união de dois grandes estados – São Paulo e Minas Gerais – para a construção de um novo pacto federativo, reclamado pelas regiões e demais estados brasileiros. Ao mesmo tempo, alimentaria um grande esforço político e eleitoral de abrangência nacional, com reflexos positivos imediatos no processo de renovação dos governos estaduais e das representações nos diversos parlamentos republicanos.
Uma grande janela está aberta para que as esperanças se reacendam no Brasil.
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Para os Brasileros e peço desculpas por meu péssimo português que foi cudadozamente traduzido en Google .
DEFINITIVAMENTE LULA DA SILVA TIENE SE REBELADO UN PESIMO EXEMPLO NO QUESITO POLITICA EXTERNA.
Na pratica tem sido um dezastre por ser amigo ditacdores e ser mentiroso como bem diz los brasileros .
Tenho vizitado Blogs en Brasil e na America latina recentemente e tenho visto que muitos criticam o Lula da Silva por sua atitude covarde em criticar Orlando Zapata (O Prezo político Morto) e não ter tido coragem de criticar sus amigos ditacdores.
Tenho Observado também nas mensagens que muitos no Brasil e na America latina chamam Lula de demagogo, mentiroso, corrupto e mascarado por ser amigo de ditacdores e Omisso na questão da democracia e direitos humanos .
Estou conviencido que Lula realmente es mascando, demagogo e muito mentiroso quando afirma que nao recebeu a carta avizando sobre a situacción de Orlando Zapata.
O pior é que em Cuba tien mais de 200 presos políticos siendo torturados por simplesmente terem criticado El gobierno comunista e ditacdor de Cuba.
Um Absurdo e Lula da Silva no Levanta su VOZ para criticar SUS amigos ditacdores e EXIRGIR a soltura dos los presos políticos em Cuba.
Una coisa é cierta, se fosse os USA, Europa, Honduras, Colômbia ou Israel que estivessen faziendo este absurdo de manter los presos prezos políticos e torturá-los , com certeza o demagogo do Lula da Silva sairia pelo mundo exigindo a soltura dos prezos políticos Cubanos.
Los brasileros tem miesmo que terem vergonha do presidente que tienes .
Tenho certeza que la maioria de los Brasileiros como a maioria do povo no mundo não concordan e não compartilham das opinións e actitudes do Lula da Silva.
Actitude as quais vergonhoza para os brasileros e para o mudo.
Infelizmente isso es fato .
Escrito por :
Fernadez cardiloscon
Cuba. E Viva a democracia com Lula ou sem Lula !
Una gran Sugestión para los Brasileros : Visiten El Blog de Yoani Sánchez aBlogueira Cubana que también estar preza y siendo Torturada en Cuba
Es um Blog que supera 4.000 vizitas a cada asunto.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Jair – O PETRALHA
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Leia o Post 2
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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deu na folha de s.paulo
FHC: Temos que ter posição firme sobre presos políticos
Na avaliação do ex-presidente, o governo Lula não tem se posicionado claramente. O preso político Orlando Zapata Tamayo, 42, morreu após greve de fome de 85 dias em Cuba durante visita de Lula ao país. O episódio provocou constrangimento à delegação brasileira. “Não é possível que após tantos anos da revolução cubana haja ainda tal desrespeito aos direitos humanos”, disse. Questionado se Lula deveria ser mais incisivo, afirmou: “Não tenho a menor dúvida”.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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O GOVERNO DO MOLUSCO DIZ QUE FISCALIZA OS BANCOS
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As delícias da vida moderna (Ou bye bye Itaú)
Estou preso em um hotel de São Paulo.
Se quiser deixá-lo agora ou daqui a algumas horas serei impedido. E se insistir chamarão a polícia.
Sabe de quem é a culpa?
Do cartão de crédito Itaú Personnalité Visa.
Ao tentar pagar com ele uma conta de restaurante, ontem à noite, o maitre me avisou que o cartão estava bloqueado.
Do hotel, entre uma e meia da madrugada e quase três, travei uma dura batalha com atendentes do Itaú para desbloquear o cartão. Ou então para ativar o cartão novo que recebi há mais de um mês, mas que não havia ativado.
Consta do meu velho cartão agora bloqueado que seu prazo de validade se esgotará em maio deste ano. Tenho, portanto, o direito de usá-lo. Ninguém me informou do contrário.
Com uma das atendentes perdi 38 minutos e pouco. Acertei todos os pontos da prova: nome de pai e de mãe, número de dependentes, número do CPF, etc e tal.
A ligação caiu e voltei a ligar para ser sabatinado outra vez.
Qual foi a encrenca?
A primeira atendente perguntou pelo código de segurança do cartão velho e bloqueado. Expliquei que o código estava meio apagadinho. Mas que ele era 039 ou 036 ou 030.
Pronto. Ela respondeu que não poderia desbloquear o cartão velho e nem mesmo ativar o novo. O “sistema” mandava que nesses casos fosse “aberto um procedimento” porque….
E aí a primeira atendente desapareceu da linha. Fiquei ouvindo uma gravação que diz: “O Itaú tem muito prazer em ouvi-lo”. “O Itaú tem muito prazer em ouvi-lo”. E ninguém me ouvia…
A segunda atendente me fez repetir tudo o que dissera à primeira. Para no fim me garantir que no horário comercial de hoje, entre as 8h e às 18h, eu seria “contactado” por gente de outro departamento.
Não fui até há pouco.
Liguei para uma nova atendente, consegui convencê-la que eu sou eu mesmo, cobrei o contacto que haviam me prometido e voltei a ouvir que em breve serei contactado, sim. Daqui a uma hora, possivelmente. Mas que isso não era garantia de que o velho cartão seria desbloqueado. Nem o novo ativado.
De nada adiantou meu esperneio. “Estou sendo tolhido no meu direito de ir e de vir assegurado pela Constituição”, berrei. Porque para ir tenho que pagar o que devo ao hotel. E sem cartão não posso pagar.
“Nada posso fazer”, respondeu a atendente gentil. E me deixou ligado naquela gravação: “O Itaú tem muito prazer em ouvi-lo. O Itaú tem muito prazer em ouvi-lo”.
Atualização das 11:40
Ligou-me da Bahia um rapaz de nome Marcelo. Disse-me que por uma deferência especial do Itaú meu novo cartão havia sido ativado.
- Verdade? – insisti.
- Sim – ele retrucou.
- Jura?
- Juro.
- Posso destruir o cartão velho?
- Pode.
Antes de desligar, ele perguntou:
- Seu cartão novo tem chip, não tem?
- Tem sim.
- Um momento…
Esperei até ouvi-lo dizer:
- Vou ter que resetar o “sistema”. Está dando um probleminha. Ligarei em breve.
Atulização das 12h25
São Marcelo ligou. Ativado o cartão novo. Mas o chip só passará a funcionar quando eu comparecer a partir de segunda-feira a uma agência do Itaú para criar uma senha. Posso usar o cartão desde já “na função magnética”.
A ligação caiu quando eu começava a agradecer a atenção de Marcelo.
A operadora do meu celular é a Claro. Há 30 dias fora de Brasília, não consigo acessar a caixa postal para ouvir mensagens.
Aprendi o truque de ligar para meu próprio número de celular. Só acesso a caixa postal assim.
Atualização das 16h05
Marcelo não me avisou que são poucos em São Paulo, pelo menos nas áreas por onde circulo, os estabelecimenos comerciais que ainda trabalham com cartões de crédito sem chip.
Fui a cinco deles nas cercanias da avenida Paulista. Meu cartão foi rejeitado. No hotel também não vale.
Liguei para uma atendente, novamente provei que eu sou eu, contei minha história e pedi para falar com Marcelo. Ele é supervisor.
Disseram-me que ele saíra.
O telefone dele que guardei não funciona.
Exigi uma solução para o meu problema. A ligação caiu ou foi derrubada.
Liguei para outra atendente. Repeti minha história. Ela me ouviu até o fim e disse que nada podia fazer.
Estou à caça do telefone do dono do banco para encher o saco dele. Ou de um tal de Márcio Schittini, vice-presidente para a área de cartões.
Quero parabenizá-los pelo tratamento exemplar, decente e atencioso que dão aos seus clientes.
O próximo balanço do Itaú não sofrerá o menor abalo com a perda da minha conta. Mas vocês não fazem idéia do prazer que sentirei logo na segunda ou terça-feira quando deixar de ser cliente do Itaú.
Atualização das 20h46
Nada até agora. O Itaú tem meu tlefone, mas não ligou. Continuo no hotel.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Brasileiro paga até R$ 5 mil a mais de IR
De Martha Beck:
Começa amanhã – e com má notícia – mais um acerto de contas com o Leão. A defasagem na tabela do Imposto de Renda (IR) nos últimos 15 anos fez com que, no ano passado, os contribuintes tenham recolhido à Receita Federal até R$ 5.061,12 mais do que deveriam.
A tunga é provocada pela diferença de 63,62% entre a inflação acumulada de 1995 e 2009, de 195,15%, e as correções promovidas pelo governo nas faixas da tabela, de 80,39%.
Todos os brasileiros com carteira assinada que receberam salário mensal superior a R$ 5.860,88 no ano passado sentiram este peso no bolso.
Os cálculos foram feitos pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco Nacional) a pedido do GLOBO.
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Eletropar, que controla a Eletronet, gasta milhões por nada
Mesmo sem ter nenhuma função operacional desde 2003, quando foi extinta a empresa de fibras ópticas Eletronet, a estatal Eletrobrás Participações (Eletropar), antiga Lightpar, gastou R$ 18 milhões até o ano passado, em pagamento de salários e honorários de administradores e conselheiros, viagens e cursos, material de escritório, propaganda, impostos e outras despesas burocráticas.
É o que mostra reportagem de Bruno Villas Bôas, publicada neste domingo, no GLOBO.
Braço de participações do Grupo Eletrobrás, a Eletropar detém 49% das ações da Eletronet, que tem como sócia a Star Overseas Ventures, de Nelson dos Santos. Ele teria pago R$ 620 mil ao ex-ministro José Dirceu para fazer lobby a favor da Eletronet no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Deu em O Estado de S. Paulo
O que leva Lula a se aproximar do Irã
De Andrés Oppenheimer:
O importante apoio diplomático do Brasil ao regime cada vez mais isolado do Irã deixa atônita a comunidade internacional. Há várias teorias sobre o comportamento do Brasil, algumas bastante perturbadoras.
Nos últimos dias, quando a tradicionalmente cautelosa Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU finalmente concluiu que o Irã provavelmente vai desenvolver uma arma nuclear, e até a Rússia começou a se distanciar do Irã, o o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manterá seus planos de visitar o Irã em 15 de maio.
O Brasil, uma das potências ascendentes do mundo, dará, assim, uma legitimidade a um regime que, além de burlar as normas internacionais sobre energia nuclear, é considerado por boa parte do mundo um dos principais patrocinadores do terrorismo.
O Irã é conhecido também por ajudar grupos terroristas islâmicos como o Hezbollah, e promete publicamente varrer Israel da face da Terra.
Até o governo populista argentino, que normalmente se alinha com o Brasil em questões de política externa, diz que o Irã esteve por trás dos atentados terroristas do Hezbollah em Buenos Aires nos anos 90.
No fim do ano passado, Lula surpreendeu o mundo ao receber com tapete vermelho em Brasília o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. O Brasil tornou-se, assim, um dos primeiros países não radicais a dar sua bênção a Ahmadinejad após as controvertidas eleições de 12 de junho de 2009.
Por que o Brasil está colocando em risco sua reputação de bom cidadão internacional fazendo isso? Entre as teorias mais disseminadas:
Presunção. Segundo essa escola de pensamento, o sucesso econômico do Brasil e a sabedoria convencional de que ele forma com a China e a Índia as potências emergentes do mundo, subiram à cabeça de Lula.
O brasileiro, que recentemente previu que o Brasil será a quinta maior economia mundial em dez anos, quer enviar uma mensagem de que seu país é um novo ator global que terá de ser levado a sério. E a teoria prossegue: o que poderia ser melhor para atrair a atenção mundial que ter um papel no conflito internacional do momento?
Devaneio diplomático. Lula, encorajado pelo status de celebridade em seu país e no exterior, pode estar levando a sério suas reiteradas ofertas de mediar a crise no Oriente Médio. Lula tem programada uma visita a Israel, aos territórios palestinos e à Jordânia dia 15.
Embora seja difícil de acreditar que Lula possa resolver alguma coisa no Oriente Médio – durante uma visita recente aos Emirados Árabes Unidos e a Israel, não encontrei uma única pessoa que me dissesse que Lula tem alguma chance de obter sucesso onde poderosos mediadores americanos, franceses e russos fracassaram – o presidente brasileiro pode honestamente pensar que conseguirá fazer história.
Ambições nucleares secretas. Lula está sendo cordial com o Irã porque o Brasil quer desenvolver armas nucleares, ou ao menos deixar essa opção em aberto após a vizinha Venezuela ter assinado vários acordos de cooperação nuclear com o Irã.
Com isso em mente, o Brasil pode querer que um outro país – neste caso o Irã – alargue os limites dos acordos nucleares mundiais existentes e crie um precedente.
Política doméstica. Lula está tentando apaziguar seus apoiadores esquerdistas do Partido dos Trabalhadores, a maioria dos quais é ferozmente antiamericana, projetando-se como um estadista vigorosamente independente, enquanto persegue suas políticas favoráveis à economia empresarial.
Minha opinião: é uma combinação da primeira teoria, presunção, com a segunda, devaneio diplomático. Mas não posso deixar de me perguntar se a presunção não conduzirá, mais cedo ou mais tarde, a mais ambições nucleares.
Por enquanto, as aberturas do governo brasileiro a Ahmadinejad estão sabotando esforços internacionais para pressionar o Irã a cumprir acordos da ONU e encorajando um regime repressivo nesse país.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Intervenção e patronato político
Dentro do sistema federativo brasileiro, a intervenção do poder central num dos entes que o compõem é medida do mais alto grau de excepcionalidade.
Sua adoção supõe um nível tão elevado de contaminação da legitimidade política e abandono da normalidade ética que torna todos os demais recursos insuficientes ou ineficazes para corrigir as anormalidades ali observadas.
Difícil, entretanto, divergir do entendimento do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quando reclama que se tome tal providência no Distrito Federal.
Tornou-se praticamente impossível corrigir, de outro modo, a situação de anomalia ali instaurada e, com isso, normalizar a administração pública.
Esta, com o critério de loteamento explícito de cargos, adotado no GDF, perdeu suas características básicas. Noticiaram os jornais que cada deputado à Câmara Legislativa conseguiu na gestão Arruda, como recompensa pela sua lealdade ao Executivo, a prerrogativa de indicar certo número titulares de órgãos do Executivo.
Isso implica a diluição da fronteira entre ambos os poderes e a abdicação, pelos parlamentares, do direito de opinarem livremente sobre as matérias que ao Legislativo cabe examinar. Poderes, anote-se, que nem são deles e sim dos eleitores que os escolheram.
O pior aspecto dessa pendência é que, com intervenção ou sem ela, nada faz prever que, depois dela, venhamos a assistir a um renascimento ético que dê novos rumos ao GDF.
Depois de lutar muito por isso, o brasileiro reconquistou o direito de eleger seus governantes. Agora, como constatava Raymundo Faoro, descobre que a eleição, nos moldes aqui vigentes, lhe reserva “a escolha entre opções que ele não formulou”.
O domínio do Estado sobre a nação subsiste intocado às transformações aparentes.
Essa evidência sinaliza que a luta dos cidadãos para amoldar a política brasileira à ética terá de continuar por longo período e deles exigirá muita persistência, para não desanimarem face às repetidas metamorfoses dos moralistas de ontem nos barganhistas de hoje.
Antonio Carlos Pannunzio é deputado federal pelo PSDB-SP
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Atração fatal
A indignação que atos de repressão, cerceamento de liberdades, prisões arbitrárias e assassinatos por discordância a regimes autoritários provoca à maioria dos mortais parece pouco incomodar o governo do presidente Lula.
O vexame de Cuba nesta semana foi só mais um exemplo.
A postura de Lula, impassível e mudo, submisso aos absurdos de Raúl Castro quando este acusava os Estados Unidos pela morte de Orlando Zapata Tamayo – mais uma entre as centenas de vítimas do regime cubano -, e as declarações levianas do assessor para assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia – “Há problemas de direitos humanos no mundo inteiro” – traduzem tudo.
É o retrato do desatino da partidarização da política externa do Brasil, para arrepio de José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, formulador e patrono da até então tão consistente e respeitada diplomacia brasileira.
Antes de deixar a ilha, Lula até tentou dourar a pílula. Correu longe dos jornalistas de sua pátria e escolheu uma agência internacional de notícias (France Press) para lamentar a morte de Tamayo “por greve de fome”.
E tergiversou quanto à responsabilidade do regime cubano, limitando-se a declarar que é um defensor dos direitos humanos.
Mas qual o quê.
O Itamaraty de Lula parece ter uma opção preferencial por todo o tipo de ditaduras.
Defende como democráticos regimes travestidos como a Venezuela, que prende e arrebenta, fecha emissoras de rádio e TV, expatria e mantém na cadeia, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo menos 40 presos políticos.
Simplesmente porque ousaram criticar o governo “revolucionário” de Hugo Chávez.
Namora e afaga Irã, Sri Lanka, Coréia do Norte, Mianmar (ex-Birmânia) – um regime militar que se arrasta há 20 anos, condenado pela ONU por manter mais de dois mil presos de etnias minoritárias. A junta militar de Mianmar promete eleições para este ano e acena com a abertura de suas prisões.
Mas até agora pouco fez. Tem libertado presos a conta-gotas, não marcou data para o pleito e criou regras que impedem a participação ampla nas eleições.
Ainda assim, Lula já aprovou e vai instalar lá uma embaixada brasileira, o que também deve acontecer na Coréia do Norte.
Mesmo com todas as provas de fraudes nas eleições do Irã, apressou-se em legitimar o governo de Mahmoud Ahmadinejad, recebido em solo brasileiro como chefe de Estado e, portanto, merecedor de visita de retribuição.
“Gesto de confiança” que, inexplicavelmente, não se tem com Honduras. O novo presidente hondurenho, Porfírio Lobo, eleito por sufrágio universal, só não foi reconhecido pelo eixo “bolivariano” liderado por Chávez (Bolívia, Equador, Nicarágua, Cuba), pelo México e pelo Brasil.
Neste caso, talvez o Governo Lula só esteja dando tempo ao tempo para apagar a vergonha de ter sido constrangido por Chávez, permitindo que a embaixada brasileira de Tegucigalpa virasse residência e comitê político de resistência para Manoel Zelaya.
A boa vontade com regimes execráveis ultrapassa todos os limites, até o de se eximir sobre a condenação do sanguinário Sudão na Comissão de Direitos Humanos da ONU. Uma omissão que corrobora com o genocídio de mais de 300 mil pessoas.
Pior ainda são os argumentos para justificar o injustificável. Com destreza impressionante, o governo Lula maltrata a inteligência dos brasileiros e tenta sempre inverter a lógica em seu favor.
Assim como transformou corrupção – caixa 2 de campanha, aliciamento e compra de votos – em prática cotidiana, com um simples “todo mundo faz”, não vê problema algum na violação de direitos humanos, já que isso acontece “no mundo inteiro”.
Diante desse cenário, o patético espetáculo de tietagem explícita, em que o presidente e seu ministro de Comunicação Franklin Martins se comportam como ginasianos nas fotografias ao lado do ditador Fidel, é só mais um episódio da atração fatal que o governo Lula tem por regimes que prendem e matam gente que deles discorda.
Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência ‘Lu Fernandes Comunicação e Imprensa’.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Governantes e a palavra empenhada
Minha geração foi educada sob a influência dos “contos das mil e uma noites” e a consagração solene da fórmula ética de que “palavra de rei não volta atrás”.
Assim fomos civilizados e muitos conseguiram o milagre de manter pela vida afora a força do aforismo moral de tanta significação.
Com o avanço do modernismo, a revogação de princípios e conceitos em nome de um progressismo desvairado, houve natural afrouxamento moral e a quase invencível decadência dos critérios que, pelo tempo afora, criaram em torno dos valores axiomáticos e as luminosidades das verdades, consolidando-as tão eternas quanto as verdades matemáticas.
Hoje em dia, a palavra de políticos, homens de governo, como diz o caboclo, é “como risco de cobra n’água”.
Sobretudo depois que governantes estabeleceram uma espécie de censura sobre os meios de comunicação pela via da publicidade indecorosa, que impede o semear de críticas e por outro lado promove o endeusamento do titular do governo.
Um processo perverso e grotesco, feito à custa dos tributos pagos pela população para fazer crer na infalibilidade do chefe, atribuindo-lhe virtudes e qualificações que estão distante da realidade.
Em sua cínica e sinistra teoria política, que ensejou os piores regimes em todos os tempos, Maquiavel assinalava que nunca faltarão razões de Estado para o príncipe descumprir a palavra.
O cinismo do condestável dos Médici ganhou prosélitos por todo o mundo. Dele fizeram uso Hitler, Mussolini, Stalin e outros déspotas, esclarecidos ou não, para implantar regimes de terror e se manterem no poder.
Se esta contrafação fosse plenamente válida, George Bernanos jamais teria dito que a “democracia é de essência evangélica”, quer dizer, está assentada sob o primado de princípios e valores que a aproximam da verdade.
Em regime democrático é dever primeiro do governante cumprir a palavra, sem titubeação. Este é postulado ético fundamental, pelo que exige dele cuidados no falar e no dizer para não transformar a palavra em algo oco, sonoro e vazio.
Infelizmente, no mundo atual assim têm sido os discursos e as palavras dos governantes, moços ou velhos, ambiciosos ou não.
O leitor deve estar pensando na grande dose de ingenuidade contida nestas palavras. É que os arranhões à ética e à moral estão se sucedendo com tal volume e velocidade, que o crédito dos homens públicos praticamente não mais existe.
Minha geração não se acostuma nem se acostumará a isto e reprova a facilidade e o desamor com que o governante desrespeita sua própria palavra assumida em solene compromisso, em certos casos verdadeiro rompimento com a tradição avoenga e paterna e notório sintoma de falta de gravidade para o exercício de importantes funções.
No outono de longa vida pública, a memória me coloca diante de figuras que respeitaram apaixonadamente estes limites éticos.
Há ainda neste cenário penumbroso e carregado de dúvidas homens sérios e de palavra firme. Mas estão acanhados diante da maré montante da mentira e do embuste.
Murilo Badaró é Presidente da Academia Mineira de Letras
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É necessário entender o interesse por trás das manchetes de jornais e revistas,
Caso contrário vc vira apenas um replicador de opinião alheia, sem opinião própria.
Privatização no Brasil: Era FHC
1º Sucateie o objeto a ser privatizado, assim vc desmoraliza as pessoas que trabalham na empresa e mina o mais importante foco de resistência.
2º Conte com o apoio da mídia para espalhar a idéia que a empresa é deficitária e pouco competitiva.
3º faça as ações desvalorizarem, afinal comprar na baixa é um excelente negócio.
4º Venda a um preço bem abaixo do valor real, e empreste o dinheiro para o comprador.
5º De ao comprador o dinheiro de volta que ele “pagou” através de incentivos fiscais.
Temos ai o melhor negócio do mundo.
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A ERA DO ATRASO – 2003/2010
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Jair – O PETRALHA. REPETE SEMPRE A MESMA COISA. É DO MST?
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Os militares e a memória nacional
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por Olavo de Carvalho
Como todos os meninos de escola na minha época, eu não podia cantar o Hino Nacional ou prestar um juramento à bandeira sem sentir que estava participando de uma pantomima. A gente ria às escondidas, fazia piadas, compunha paródias escabrosas. Os símbolos do patriotismo, para nós, eram o supra-sumo da babaquice, só igualado, de longe, pelos ritos da Igreja Católica, também abundantemente ridicularizados e parodiados entre a molecada, não raro com a cumplicidade dos pais. Os professores nos repreendiam em público, mas, em segredo, participavam da gozação geral.
Crescí, entrei no jornalismo e no Partido Comunista, freqüentei rodas de intelectuais. Fui parar longe da atmosfera da minha infância, mas, nesse ponto, o ambiente não mudou em nada: o desprezo, a chacota dos símbolos nacionais eram idênticos entre a gente letrada e a turminha do bairro. Na verdade, eram até piores, porque vinham reforçados pelo prestígio de atitudes cultas e esclarecidas. Graciliano Ramos, o grande Graciliano Ramos, glória do Partidão, não escrevera que o Hino era “uma estupidez”?
Mais tarde, quando conheci os EUA, levei um choque. Tudo aquilo que para nós era uma palhaçada hipócrita os americanos levavam infinitamente a sério. Eles eram sinceramente patriotas, tinham um autêntico sentimento de pertinência, de uma raiz histórica que se prolongava nos frutos do presente, e viam os símbolos nacionais não como um convencionalismo oficial, mas como uma expressão materializada desse sentimento. E não imaginem que isso tivesse algo a ver com riqueza e bem-estar social. Mesmo pobres e discriminados se sentiam profundamente americanos, orgulhosamente americanos, e, em vez de ter raiva da pátria porque ela os tratava mal, consideravam que os seus problemas eram causados apenas por maus políticos que traíam os ideais americanos.
Correspondi-me durante anos com uma moça negra de Birmingham, Alabama. Ali não era bem o lugar para uma moça negra se sentir muito à vontade, não é mesmo? Mas se vocês vissem com que afeição, com que entusiasmo ela falava do seu país! E não só do seu país: também da sua igreja, da sua Bíblia, do seu Jesus. Em nenhum momento a lembrança do racismo parecia macular em nada a imagem que ela tinha da sua pátria. A América não tinha culpa de nada. A América era grande, bela, generosa. A maldade de uns quantos não podia afetar isso em nada. Ouvi-la falar me matava de vergonha. Se alguém no Brasil dissesse essas coisas, seria exposto imediatamente ao ridículo, expelido do ambiente como um idiota-mor ou condenado como reacionário, um integralista, um fascista.
Só dois grupos humanos, neste país, falavam do Brasil no tom afetuoso e confiante com que os americanos falavam da América.
O primeiro eram os imigrantes: russos, húngaros, poloneses, judeus, alemães, romenos. Tinham escapado ao terror e à miséria de uma das duas grandes tiranias do século (alguns, das duas), e proclamavam, sem sombra de fingimento: “Este é um país abençoado!” Ouvindo-nos falar mal da nossa terra, protestavam: “Vocês são doidos. Não sabem o que têm nas mãos.” Eles tinham visto coisas que nós não imaginávamos, mediam a vida humana numa outra escala, para nós aparentemente inacessível.
Falávamos de miséria, eles respondiam: “Vocês não sabem o que é miséria.” Falávamos de ditadura, eles riam: “Vocês não sabem o que é ditadura.” No começo isso me ofendia. “Eles acham que sabem tudo”, dizia com meus botões. Foi preciso que eu estudasse muito, vivesse muito, viajasse muito, para entender que tinham razão, mais razão do que então eu poderia imaginar. A partir do momento em que entendi isso, tornei-me tão esquisito para meus conterrâneos como um estoniano ou húngaro, com sua fala embrulhada e seu inexplicável entusiasmo pelo Brasil, eram então esquisitos para mim. Digo, por exemplo, que um país onde um mendigo pode comer diariamente um frango assado por dois dólares é um país abençoado, e as pessoas querem me bater. Não imaginam o que possa ter sido sonhar com um frango na Rússia, na Alemanha, na Polônia, e alimentar-se de frangos oníricos. Elas acreditam que em Cuba os frangos dão em árvores e são propriedade pública. Aqueles velhos imigrantes tinham razão: o brasileiro está fora do mundo, tem uma medida errada da realidade.
O outro grupo onde encontrei um patriotismo autêntico foi aquele que, sem conhecê-lo, sem saber nada sobre ele exceto o que ouvia de seus inimigos, mais temi e abominei durante duas décadas: os militares.
Caí no meio deles por mero acaso, por ocasião de um serviço editorial que prestava para a Odebrecht e que me pôs temporariamente de editor de texto de um volumoso tratado O Exército na História do Brasil.
A primeira coisa que me impressionou entre os militares foi sua preocupação sincera, quase obsessiva, com os destinos do Brasil. Eles discutiam os problemas brasileiros como quem tivesse em mãos a responsabilidade pessoal de resolvê-los. Quem os ouvisse sem saber que eram militares teria a impressão de estar diante de candidatos em plena campanha eleitoral, lutando por seus programas de governo e esperando subir nas pesquisas junto com a aprovação pública de suas propostas. Quando me ocorreu que nenhum daqueles homens tinha outra expectativa ou possibilidade de ascensão social senão as promoções que automaticamente lhes viriam no quadro de carreira, no cume das quais nada mais os esperava senão a metade de um salário de jornalista médio, percebi que seu interesse pelas questões nacionais era totalmente independente da busca de qualquer vantagem pessoal. Eles simplesmente eram patriotas, tinham o amor ao território, ao passado histórico, à identidade cultural, ao patrimônio do país, e consideravam que era do seu dever lutar por essas coisas, mesmo seguros de que nada ganhariam com isso senão antipatias e gozações. Do mesmo modo, viam os símbolos nacionais – o hino, a bandeira, as armas da República – como condensações materiais dos valores que defendiam e do sentido de vida que tinham escolhido. Eles eram, enfim, “americanos” na sua maneira de amar a pátria sem inibições.
Procurando me explicar as razões desse fenômeno, o próprio texto no qual vinha trabalhando me forneceu uma pista. O Brasil nascera como entidade histórica na Batalha dos Guararapes, expandira-se e consolidara sua unidade territorial ao sabor de campanhas militares e alcançara pela primeira vez um sentimento de unidade autoconsciente por ocasião da Guerra do Paraguai, uma onda de entusiasmo patriótico hoje dificilmente imaginável.
Ora, que é o amor à pátria, quando autêntico e não convencional, senão a recordação de uma epopéia vivida em comum? Na sociedade civil, a memória dos feitos históricos perdera-se, dissolvida sob o impacto de revoluções e golpes de Estado, das modernizações desaculturantes, das modas avassaladoras, da imigração, das revoluções psicológicas introduzidas pela mídia. Só os militares, por força da continuidade imutável das suas instituições e do seu modo de existência, haviam conservado a memória viva da construção nacional. O que para os outros eram datas e nomes em livros didáticos de uma chatice sem par, para eles era a sua própria história, a herança de lutas, sofrimentos e vitórias compartilhadas, o terreno de onde brotava o sentido de suas vidas. O sentimento de “Brasil”, que para os outros era uma excitação epidérmica somente renovada por ocasião do carnaval ou de jogos de futebol (e já houve até quem pretendesse construir sobre essa base lúdica um grotesco simulacro de identidade nacional), era para eles o alimento diário, a consciência permanentemente renovada dos elos entre passado, presente e futuro. Só os militares eram patriotas porque só os militares tinham consciência da história pátria como sua história pessoal.
Daí também outra diferença. A sociedade civil, desconjuntada e atomizada, é anormalmente vulnerável a mutações psicológicas que, induzidas do Exterior ou forçadas por grupos de ambiciosos intelectuais ativistas, apagam do dia para a noite a memória dos acontecimentos históricos e falseiam por completo a sua imagem do passado. De uma geração para outra, os registros desaparecem, o rosto dos personagens é alterado, o sentido todo do conjunto se perde para ser substituído, do dia para a noite, pela fantasia inventada que se adapte melhor aos novos padrões de verossimilhança impostos pela repetição de slogans e frases-feitas.
Toda a diferença entre o que se lê hoje na mídia sobre o regime militar e os fatos revelados no site do TERNUMA vem disso.
Até o começo da década de 80, nenhum brasileiro, por mais esquerdista que fosse, ignorava que havia uma revolução comunista em curso, que essa revolução sempre tivera respaldo estratégico e financeiro de Cuba e da URSS, que ela havia atravessado maus bocados em 1964 e tentara se rearticular mediante as guerrilhas, sendo novamente derrotada. Mesmo o mais hipócrita dos comunistas, discursando em favor da “democracia”, sabia perfeitamente a nuance discretamente subentendida nessa palavra, isto é, sabia que não lutava por democracia nenhuma, mas pelo comunismo cubano e soviético, segundo as diretrizes da Conferência Tricontinental de Havana.
Passada uma geração, tudo isso se apagou. A juventude, hoje, acredita piamente que não havia revolução comunista nenhuma, que o governo João Goulart era apenas um governo normal eleito constitucionalmente, que os terroristas da década de 70 eram patriotas brasileiros lutando pela liberdade e pela democracia.
No Brasil, a multidão não tem memória própria. Sua vida é muito descontínua, cortada por súbitas mutações modernizadoras, não compensadas por nenhum daqueles fatores de continuidade que preservam a identidade histórica do meio militar. Não há cultura doméstica, tradições nacionais, símbolos de continuidade familiar. A memória coletiva está inteiramente a mercê de duas forças estranhas: a mídia e o sistema nacional de ensino. Quem dominar esses dois canais mudará o passado, falseará o presente e colocará o povo no rumo de um futuro fictício. Por isto o site de Ternuma é algo mais que a reconstituição de detalhes omitidos pela mídia. É uma contribuição preciosa à reconquista da verdadeira perspectiva histórica de conjunto, roubada da memória brasileira por manipuladores maquiavélicos, oportunistas levianos e tagarelas sem consciência.
Se essa contribuição vem dos militares, bem, de quem mais poderia vir?
Olavo Luís Pimentel de Carvalho nasceu em Campinas, SP em 29/04/1947 é escritor, jornalista, palestrante, filósofo, livre pensador e intelectual, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, publica regularmente seus artigos nos jornais “Diário do Comércio”, “Jornal do Brasil” e no site “Mídia Sem Máscara”, além de inúmeros outros veículos do Brasil e do exterior. Já escreveu vários livros e ensaios, sendo que o mais discutido é “O Imbecil Coletivo: Atualidades Inculturais Brasileiras” de 1996, que granjeou para o autor um bom número de desafetos nos meios intelectuais brasileiro, mas também uma multidão de leitores devotos, que esgotaram em três semanas a primeira edição da obra, e em quatro dias a segunda. Atualmente reside em Richmond-Virginia, EUA onde mantém o site “Olavo de Carvalho” em português e inglês, sobre sua vida, obras e idéias. E-mail: olavo@olavodecarvalho.org
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FHC pedra no saPATO.
Acabei de ler uma matéria no G1 sobre o rio Han, Coréia do Sul, um rio com 600mts de Largura.
Rio este, que era mais poluido que o tiete que tem 70mts de largura. PERTO DELE o Tiete é APENAS UM CORREGO.
lendo a notícia, refleti, que partido esta a quase 20 anos no poder em São paulo?
Não é tempo suficiente para despoluir o rio Tiete?
Ou então melhorar a educação?
Ou construir metro? neste ponto então, a Cidade do México tem mais de 200 Km e SP 61 Km.
Como nem tudo é ruim, construíram muitas praças de pedágio, 23 só em 2009 e vem muito mais por ai com o rodoanel.
Parabéns cidadãos Paulistas, Paulistanos, ou qualquer um que contribuiu e acredita nestes governantes.
GOVERNO DE SAO PAULO ENGANANDO VC.
Feliz 2010.