Para dar solidez ao seu programa de biodiesel, o Brasil não pode ficar dependente apenas de uma fonte, como está sendo hoje da soja. É preciso pesquisar novas oleaginosas para diversificar, produzindo biodiesel de mamona, girassol e dendê, entre outras. “Não temos o direito de ficar dependente só da soja”, afirmou o presidente na cerimônia de anúncio da obrigatoriedade de mistura de 5% de biodiesel ao diesel de petróleo, realizada hoje em Brasília lembrando que a soja é um alimento importante e que o mundo tem hoje 1 bilhão de pessoas passando fome.

“Minha preocupação é que se amanhã o preço da soja subir muito, e a China quiser comprar muito mais, nós poderemos começar a ter problemas. E vocês sabem que o mundo vai cada vez mais precisar de alimento, a África está crescendo economicamente, e as pessoas quando vão ficando bem de vida, a primeira coisa que querem não é carro, é comer.”

Confira trecho do discurso do presidente durante a cerimônia:

Ouça aqui a íntegra:

A adição de 5% de biodiesel ao diesel foi antecipada em três anos.  O chamado B5, que estava previsto em lei para começar a vigorar em 2013, será obrigatório a partir de janeiro de 2010 em todo o País. A expectativa é de que o B5 aumente a produção de biodiesel para 2,4 bilhões de litros em 2010, fortalecendo a posição do Brasil na liderança mundial de energias renováveis em escala comercial. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a nova mistura também ajudará o País a reduzir a importação de diesel.

A ampliação do uso do biodiesel deve aumentar a geração de emprego e renda, fortalecendo a inclusão da agricultura familiar. Dos 2,4 bilhões de litros que serão demandados com o B5, 80% serão fornecidos por unidades produtoras detentoras do Selo Combustível Social, que é o instrumento usado pelo governo federal para possibilitar a participação combinada da agricultura familiar e do agronegócio na cadeia produtiva do biodiesel.


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