Os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy (França) durante Cúpula dos Países Amazônicos e França sobre Mudança do Clima, realizada em Manaus. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy (França) durante Cúpula dos Países Amazônicos e França sobre Mudança do Clima, realizada em Manaus. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os países sul-americanos que integram a região amazônica, mais a França, vão discutir a questão climática na Conferência da ONU (COP 15) marcada para dezembro em Copenhague (Dinamarca) balizados pelo documento aprovado na Cúpula dos Países Amazônicos e França sobre Mudança do Clima, realizada nesta quinta-feira (26/11) em Manaus (AM), afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva conjunta com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, após o encontro.

A Declaração de Manaus cobra metas dos países desenvolvidos para redução de suas emissões de gases do efeito estufa e recursos para que os países em desenvolvimento cresçam sustentavelmente, sem prejudicar o clima.

Segundo Lula, a ausência de alguns presidentes na Cúpula não esvaziou de forma alguma o encontro e muito menos diminuiu a validade e importância do documento final, que já vem sendo negociado há tempos e poderá inclusive ajudar no acordo global na reunião da ONU na Dinamarca -- veja aqui.

Confira aqui a íntegra, em áudio:

O tema de proteção ao clima não é mais, disse Lula, uma questão ambientalista ou da comunidade científica, mas sim política, o que exige cada vez mais a articulação de todos os líderes políticos do planeta. O fato de vários países estarem apresentando números recentemente, como a China e Estados Unidos, mostra segundo o presidente brasileiro, que o assunto entrou na ordem do dia e não pode ser mais ignorado por quem quer que seja -- menos ainda pelos chefes de Estado. Por isso é importante que todos os líderes do mundo estejam em Copenhague em dezembro.

Lula fez questão de destacar ainda que nenhum país sul-americano estará abrindo mão de sua soberania para assumir os compromissos de combate às mudanças climáticas na reunião de Copenhague. afirmou, estabelecendo responsabilidades diferenciadas, porque alguns tem mais responsabilidade do que outros. Os países mais pobres, disse Lula, precisam receber ajuda financeira e novas tecnologias para se desenvolver e ter o mesmo padrão de vida que os mais desenvolvidos, sem que isso prejudique o clima.


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