O carioca Gilmar Carino trocou a grande cidade pelo campo e não se arrepende. Vivendo hoje em Santa Maria Madalena, a pouco mais de 200 quilômetros da capital carioca, Carino já produz cerca de 250 litros de leite por dia e, com a ajuda da mulher, dois filhos e um empregado, transforma parte de sua produção em queijo.

Ele resolveu mudar de cidade há sete anos, quando os filhos entraram na adolescência, optando pela migração inversa à maioria dos brasileiros: deixou a cidade grande e foi para uma pequena comunidade, em busca de uma vida mais próxima da natureza e distante da violência.

Carino, que vive a rotina dura do campo, de acordar cedo para a ordenha, vem para a cidade participar das feiras do Ministério do Desenvolvimento Agrário desde 2006. Ele vê o espaço como uma oportunidade de “ser conhecido e voltar com dinheiro pra casa”.

Para a sétima edição da feira, que traz a Brasília o melhor da produção da agricultura familiar de todo o País, Carino produziu 600 quilos de queijo e acredita que vai voltar com a sacola vazia e a carteira cheia, porque, na opiniao dele, “a agricultura familiar ganhou uma força muito grande no último período e incentivos, como o Pronaf, que tem feito com que a gente possa prosperar”.

Cultura, música, artesanato, gastronomia, orgânicos e moda integram a Feira Nacional de Agricultura Familiar, que está sendo realizada em Brasília até o dia 20 de junho, em uma área de 30 mil metros quadrados montada na Concha Acústica do Lago Paranoá. A Feira reúne 650 empreendimentos familiares e mais de 550 toneladas de produtos de todas as regiões do País, além de uma extensa programação cultural que une o contemporâneo e cultura de raiz.


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