Agora o assunto é futebol – e Copa do Mundo, claro!
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Quando a bola rolar no Soccer City Stadium, em Johannesburgo, às 11 horas desta sexta-feira, 11 de junho, bilhões de pessoas do mundo inteiro, com ou sem dinheiro, não importa a cor, a fé ou a nacionalidade, vão passar um mês de olho em mais uma Copa do Mundo, a 19ª. Inclusive o presidente Lula, que não faz segredo da paixão que tem pelo futebol.
Às vésperas de um dos maiores acontecimentos do planeta, com o clima de Copa a tomar conta das ruas do país, o presidente separou um tempinho na sempre carregada agenda para, como ele mesmo disse, virar comentarista esportivo e dar uns palpites. Em três dias, concedeu seis entrevistas a emissoras de TV falando só de esportes – Esporte Interativo, Band, Bola na Rede (Rede TV), Esporte Espetacular (Globo), SBT e ESPN Brasil.
Um político, normalmente, ele aparece na televisão só para falar de política, para falar de problema. Vocês não sabem o quanto faz bem para um presidente falar de coisas que o povo fala todo santo dia, que o povo discute e que parecem uma coisa tão distante do Presidente. Hoje eu, sinceramente, me senti mais brasileiro do que em outras entrevistas porque eu estou falando de futebol, estou falando de uma coisa simples, de que todo o povo humilde gosta, de que todo o povo rico gosta, de que mulheres e homens gostam. Falei de uma coisa… Vocês perceberam que eu não entendo tanto quanto eu falo que entendo, mas vocês também não entendem tanto quanto vocês pensam que entendem. Então, eu acho que nós, aqui, nos colocamos de acordo que vale a pena a gente torcer para o Brasil mais uma vez ser campeão do mundo.
Para ler ou ouvir a íntegra de cada uma das seis entrevistas, clique nos links abaixo – três delas podem ser vistas em vídeo também:
TV Bandeirantes – texto ou áudio:
Bola na Rede (Rede TV!) – texto ou áudio:
Esporte Espetacular (TV Globo) – texto, vídeo ou áudio:
ESPN Brasil – texto, vídeo ou áudio:
Esporte Interativo – texto ou áudio:
E Lula está mesmo confiante na sexta conquista canarinho. Para ele, há um certa tradição na história das Copas, vencidas por um grupo seleto de apenas sete países do qual o Brasil faz parte como líder; o técnico Dunga armou uma equipe competitiva, forte na defesa e no ataque e equilibrada nomeio campo; e não há nenhum outro time melhor do que o nosso. Nem a rival Argentina – que o presidente faz questão de lembrar que nós batemos na Copa América de 2008 e nas Eliminatórias na casa deles – nem a Espanha, atual campeã da Europa.
Eu acho que o Brasil, se jogar sério, o Brasil vai para a final. O Brasil… O Dunga conseguiu montar não um time de superestrelas, como aquele que nós tínhamos em 2006, mas ele conseguiu montar um time coeso, um time em que você não tem muitas estrelas, mas você tem jogadores competentes, com muita objetividade, e pessoas que querem marcar a sua vida na Copa do Mundo. O Luís Fabiano quer se transformar em um jogador mais importante; o Robinho, acho que quer fazer desta Copa a Copa dele; o Kaká sabe que não tem outra oportunidade, esta pode ser que seja a última Copa dele, então, essas coisas pesam muito, e o Brasil tem uma defesa extraordinária.
Com ou sem Brasil na finalíssima, Lula vai assistir ao jogo decisivo no Soccer City daqui 30 dias. Como presidente do país que sediará a próxima Copa, vai receber o bastão dos atuais anfitriões. Nas entrevistas, aliás, Lula procurou desfazer uma certa desconfiança sobre o sucesso do torneio de 2014 que parece encantar alguns céticos. A estes, ele lembra que o Brasil foi capaz de realizar uma Copa em 1950 quando vivia uma realidade bem diferente – por que não seria agora, quando está mais preparado, mais desenvolvido?
Trabalho do governo federal não falta, ressaltou Lula. O governo firmou um compromisso público com governadores e prefeitos de cidades que vão sediar partidas da Copa para que as responsabilidades sejam assumidas e dividas. Separou no orçamento mais de R$ 16 bilhões para investir em metrôs, ônibus e aeroportos. E financiará, com empréstimos do BNDES, a reconstrução de estádios (R$ 3,6 bilhões) e a melhoria da rede hoteleira (R$ 2 bilhões).
O Brasil fará uma bela Copa do Mundo e o Brasil precisa provar ao mundo que tem competência para fazer isso, e é tempo suficiente. Nós estamos agora em um momento de Copa do Mundo; depois nós estamos em um momento de eleição aqui no Brasil. Os projetos estão prontos, os contratos estão sendo feitos, as licitações estão sendo feitas, daqui a pouco vão começar as obras, daqui a pouco teremos os estádios prontos, daqui a pouco teremos os corredores de ônibus prontos, daqui a pouco teremos os metrôs que forem necessários prontos, e nós estaremos prontos para fazer a melhor Copa do Mundo que alguém já viu, do ponto de vista de alegria, do ponto de vista de segurança. O Brasil precisa acreditar nele, e é isso que eu tento fazer todo santo dia, ou seja, provar que a gente tem competência para fazer as coisas bem feitas.
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