Thu 1 Jul 2010
“A Síria é um país importante em qualquer discussão sobre a paz no Oriente Médio”
Posted by jorge under Uncategorized
As relações brasileiras com países árabes e a importância do Brasil nas negociações de paz no Oriente Médio foram os temas centrais da entrevista coletiva concedida pelo presidente Lula à Agência Nacional de Notícias Síria e ao jornal El Watan (Síria) na quarta-feira (30/6), no gabinete provisório da Presidência da República instalado no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.
Confira abaixo os principais trechos. Para ler a íntegra da entrevista, clique aqui.
Relações com a Síria
Nós sabemos que a Síria tem um papel extremamente importante, não apenas pela posição geográfica que a Síria ocupa no mundo árabe, mas pela relação da Síria com outros governantes árabes; pelo fato de a Síria ter quase um milhão de refugiados iraquianos dentro da Síria; pelo fato de a Síria ter uma boa relação com o Hezbollah, pelo fato da Síria ter uma boa relação com o Hamas, a Síria passa a ser um país muito importante em qualquer discussão sobre a paz no Oriente Médio.
O Brasil tem uma visão de que não é nenhum privilégio de nenhum país assumir a tutela da paz no Oriente Médio mas, sim, é da responsabilidade de todos que acreditam na paz, trabalham pela paz e querem construir a paz. É por isso que eu fui a Israel, é por isso que eu fui à Palestina, é por isso que eu fui ao Irã, porque eu acho que só vai haver paz no Oriente Médio quando todos os envolvidos se sentarem em torno da mesa. Não é um acordo de amigos entre Estados Unidos e a Direção de Israel ou a Direção Palestina, porque tem mais gente envolvida, tem mais gente envolvida. Se o Hamas não estiver à mesa de negociação, se o Hezbollah não estiver à mesa de negociação, se a Síria não estiver à mesa de negociação, se o Irã não estiver à mesa de negociação, será uma relação truncada. Além do que, é preciso colocar outros países que queiram construir a paz. É assim que eu vejo a importância de construção da paz, e é por isso que eu dou muita importância ao papel estratégico que a Síria tem na região.
Relações com países árabes
Depois da viagem que nós fizemos à Síria (em 2003), o meu ministro Celso Amorim já voltou cinco vezes à Síria, e nós já fizemos dois encontros [entre os países] árabes e a América do Sul: fizemos um encontro aqui em Brasília e fizemos um encontro em Doha no ano passado. Além de melhorar as relações políticas, melhoraram muito as relações comerciais entre o Brasil e os países árabes, sobretudo porque o Brasil é um país que tem uma população árabe muito grande, sobretudo a população síria aqui. Calcula-se que nós temos por volta de dois milhões ou três milhões de descendentes de sírios aqui no Brasil.
Pois bem, hoje a relação, ela está muito, mas muito melhor. Há um processo de confiança mútua entre muitos países árabes e o Brasil. Nós já não somos mais estranhos uns aos outros. Quando veio a crise econômica, ficou provado que estava certa a atitude do Brasil de diversificar as nossas relações políticas e comerciais. O nosso comércio cresceu muito com a África, cresceu muito com os países árabes, cresceu muito com o mundo asiático, cresceu muito na América Latina, e nós ficamos menos dependentes dos Estados Unidos e menos dependentes da Europa. Embora a nossa balança comercial continue crescendo, em média, 20% com os Estados Unidos e com a Europa, o fato concreto é que ela cresceu mais com os países árabes e cresceu mais com os países africanos e com a América Latina.
Negociação com o Irã
Olhe, o que aconteceu no caso do Irã, foi um caso inusitado. Primeiro, porque nenhum dos grandes líderes que colocaram em prática as sanções contra o Irã nunca conversaram com o Irã. Eu, depois de um encontro que tive em Nova Iorque com o Ahmadinejad, cheguei ao G-20, em Pittsburgh, encontrei Obama, encontrei Gordon Brown, encontrei Sarkozy, encontrei Angela Merkel, e nenhum deles tinha conversado com o Presidente do Irã. Eu dizia para eles: como é possível nós deixarmos de exercer o nosso papel de políticos, terceirizarmos a conversa através dos nossos assessores e não exercermos o papel de liderança que o povo nos deu na eleição? Era preciso que os principais líderes pegassem o telefone, ligassem para o Ahmadinejad e o convidassem para uma reunião. Ninguém quer porque, a priori, eles dizem que não acreditam no Irã, mas o Irã também não acredita neles. Então, alguém tem que começar essa conversa. Veja, eu não tinha procuração para negociar com o Irã. A ideia surgiu na visita do Ahmadinejad ao Brasil. Eu senti que tinha um espaço de diálogo, e a Turquia também sentiu que tinha um espaço de diálogo, até porque a Turquia era muito importante, porque seria a Turquia que iria receber os 1.200 quilos de urânio do Irã.
Acordo com o Irã
O acordo que nós fizemos com o Irã é o que está na carta do Obama. Estranhamente, depois que nós fizemos o acordo, que eles deveriam chamar o Irã para conversar, eles transformaram as sanções em uma questão de honra. Por quê? Porque eles estavam prisioneiros dos seus discursos, falaram demais e não tinham como voltar atrás. Uma semana depois, o Irã manda a carta – que eles não acreditavam que o Irã fosse mandar – para o Grupo de Viena, representado pelos Estados Unidos, pela França e pela Rússia, e eles fizeram as sanções antes de ler a carta! É o absurdo do absurdo!
Eu, sinceramente, fiquei decepcionado, fiquei decepcionado. Fiquei decepcionado porque eu não tinha nenhum compromisso de fazer um acordo com o Irã. Eu tinha compromisso de pactuar com a Turquia e com o Irã o compromisso de o Irã se sentar à mesa com a Agência, e o Irã concordou. Quem não concordou foram os membros permanentes do Conselho de Segurança, que queriam punir o Irã quase por vingança. Talvez um pouco de ciúme de que o convencimento do Irã foi feito por dois países que não são membros permanentes do Conselho de Segurança.
Então, eu acho que as pessoas precisam aprender que o exercício da democracia e o diálogo são muito complicados, mas são a melhor maneira de a gente construir os acordos e os consensos.
Papel brasileiro nas negociações de paz
Veja, o Brasil sozinho pode fazer muito pouco. Ali, era preciso saber o seguinte: nós sabemos que Israel tem nos Estados Unidos o seu mais importante interlocutor. Então, nós precisamos saber agora quem será o grande interlocutor da Autoridade Palestina? Quem será o grande interlocutor dos grupos que discordam da política de paz, pelo menos do Hamas e do Hezbollah? Quem goza da confiança da Síria? Quem goza da confiança do Irã? Todas essas pessoas têm que estar em torno de uma mesa com o limite mínimo de negociação. Agora, veja: não basta tomar decisão. É preciso tomar decisão, e a ONU exigir que as decisões sejam cumpridas, porque o que tem acontecido é que muitas vezes as decisões não são cumpridas e não há nenhum instrumento de pressão para que elas sejam cumpridas.
Quando o Brasil… Veja, eu estou deixando a Presidência dentro de seis meses. Então, não é um problema do Lula, é um problema da importância do Brasil e a importância da convivência pacífica de árabes e judeus no nosso país. O país… O Brasil tem uma cultura de paz e por isso nós achamos que o Brasil pode ajudar. Agora, parece que o conflito tem donos! Então, não pode entrar… Nós fizemos a primeira reunião de Annapolis e não fizemos a segunda ainda. E não fizemos por quê? Porque alguém não quer.
A magia do Brasil
Eu acho que o grande legado que o meu governo vai deixar para o povo brasileiro é que o povo mais humilde pode chegar onde eu cheguei e fazer igual ou mais do que eu. Então, eu acho que o sucesso do governo está ligado a isso. Eu trabalho mais do que os outros, brigo mais do que os outros, viajo mais do que os outros, fiscalizo mais do que os outros, cobro mais do que os outros, porque quando eu deixar a Presidência, eu vou morar a 600 metros de onde eu saí para ser presidente, e vão estar lá os trabalhadores da Volkswagen, da Mercedes, da Ford, e os dirigentes sindicais todos, perto da minha casa, me cobrando. Então, eu acho que isso explica o acerto do nosso governo.
SERRA E O SEU VICE “FICHA BORRADA”:
Brizola Neto
Andrea diz, literalmente: bye, bye, Serra
quinta-feira, 1 julho, 2010 às 14:02
Eu registrei ontem, aqui, que independente de nossas diferenças políticas, aplaudo o gesto da vereadora tucana Andrea Gouvêa Vieira. Tivemos, quando vereadores, um ótimo relacionamento e desenvolvemos, até creio poder dizer, uma amizade pessoal. Meu respeito por ela só aumentou com a atitude digna que teve, sustentando suas opiniões e não partido para o famoso “esqueçam o que escrevi”.
Leiam a sua entrevista a O Globo:
A vereadora tucana Andrea Gouvêa Vieira, inconformada com a
indicação de Indio da Costa para vice, pedirá licença e viajará
RIO – José Serra perderá uma aliada no Rio. A vereadora tucana Andrea Gouvêa Vieira disse que pedirá licença e viajará, inconformada com a indicação de Indio da Costa para vice. Andrea foi relatora da CPI que investigou fraudes na merenda escolar quando Indio era secretário municipal do Rio, em 2005.
A senhora poderia resumir a conclusão da CPI da Merenda?
ANDREA GOUVÊA VIEIRA: Houve um direcionamento claro. Na licitação para a compra de gêneros alimentícios para a merenda, a cidade foi dividida em nove áreas (2005). Ganhava cada área aquele que oferecesse mais desconto nos 49 produtos básicos. A Comercial Milano ficou com quase tudo. Acertou todas as suas apostas. Como ela poderia saber que descontos os outros concorrentes ofereceram?
A CPI desconfiou de algum tipo de informação privilegiada?
ANDREA: A empresa sabia até as áreas onde ninguém apresentou propostas. Isso só foi possível porque ela teve acesso prévio às ofertas dos concorrentes.
Existiu envolvimento de Indio da Costa, então secretário municipal de Administração?
ANDREA: Foi uma ação entre amigos.
Como vereadora, como a senhora avalia a gestão de Indio da Costa na secretaria?
ANDREA: Quando ele foi secretário de Administração, não havia pregão presencial e muito menos o eletrônico. Só depois da CPI, passaram a tomar esse cuidado.
E agora, irá apoiá-lo?
ANDREA: Se eu já tinha dificuldade com a candidatura do Cesar Maia, a situação agora ficou esdrúxula. Como o ex-prefeito é candidato ao Senado, não preciso pedir voto ou mesmo votar nele. Mas com o Indio como vice de Serra, é diferente. Não dá para separar o voto. Prefiro, então, pedir licença e viajar.
A indicação de Indio para vice foi uma surpresa entre os aliados do Rio?
ANDREA: O problema é o Serra não consultar. Márcio Fortes e Luiz Paulo Correa da Rocha estão pasmos. Foi um golpe de mestre do Rodrigo Maia. Como ele concorrerá a deputado disputando mais ou menos o mesmo voto do Indio, conseguiu tirá-lo do seu caminho ao empurrá-lo para Serra, que cedeu por estar exausto.
Serra escolheu mal?
ANDREA: Péssimo. A gente desconfia de quem põe uma faixa e sai por ai dizendo que é ficha limpa. Já pensou se, depois de eleito, o Serra sofre algum problema e o Índio vira presidente?
Os 4 patetas do blog clone, uns alisa ovo, devem estar exultantes com o moleque “ficha borrada” que o Serra, sem outra opção, escolheu pra vice. A dupla da “EDUCAÇÃO”, um bate em professor, outro maracuteia a merenda escolar.
Índio da Costa foi responsável por um processo de licitação de merenda escolar considerado fraudulento
01/07/2010 | 09:20 | Agência Estado
Logo após o anúncio de que Antônio Indio da Costa (DEM-RJ) formaria a dobradinha com José Serra na chapa oposicionista, o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) lembrou, via Twitter, que o democrata foi alvo de investigação em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal do Rio, quando era secretário de Administração do então prefeito Cesar Maia.
Naquele cargo, Indio foi responsável por um processo de licitação de merenda escolar considerado fraudulento. A CPI pediu seu indiciamento por suposto envolvimento com as irregularidades. O relatório foi enviado para o Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Município e à Delegacia de Polícia Fazendária. Promotores estaduais chegaram a instaurar inquérito em que ele figurou como investigado, mas o procedimento acabou sendo arquivado em 2008.
Saiba mais
Indio se diz surpreso com indicação a vice de Serra”Ele vai ser meu parceiro”, diz Serra ao apresentar vice Indio da CostaAécio admite “equívocos” em escolha de vice de SerraSerra classifica vice como “político da nova geração”Segundo dados da Transparência Brasil, Indio também gastou, desde o início do mandato de deputado, R$ 733,8 mil com verbas indenizatórias da Câmara. Para justificar gastos de R$ 95 mil desse total, ele usou notas fiscais emitidas pelo criador de seu site na internet. O valor que ele diz ter pago é 31 vezes superior à média de mercado: a criação de uma página na internet semelhante à do deputado custa, em média, R$ 3 mil.
Apartamento
As notas foram emitidas pela empresa Moscatelli Manutenção em Serviços Digitais, cuja sede é um apartamento residencial na Rua Santa Clara, em Copacabana (RJ). O dono, Roberto Moscatelli Lima de 30 anos, foi o responsável pela criação da página destinada a divulgar o mandato de Índio da Costa na web.
À reportagem, Moscatelli disse que os pagamentos se referem ao serviço de criação do site. Confrontado com a média de preço de mercado para páginas semelhantes, ele disse não saber quanto recebeu do gabinete de Indio. “Não tenho como te dizer isso, procura a assessoria dele.”
O DEM, por meio de sua Assessoria de Imprensa, rebateu o comentário de Brizola Neto, a respeito da CPI que investigou suposta fraude em licitação da merenda escolar sob responsabilidade de Indio da Costa à época em que era secretário de Administração da Prefeitura do Rio. Segundo o partido, o Ministério Público investigou a denúncia e não encontrou provas contra ele. O deputado, diz o DEM, combateu um cartel que trazia prejuízos ao município.
Em relação às despesas efetuadas para custear montagem de seu site, a assessoria de Indio limitou-se a informar que elas estão “dentro dos limites estabelecidos pelas normas da Câmara que regulam os gastos da verba indenizatória”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Os 4 patetas devem, pela babação que fazem pelo Serra devem ter a mesma cabecinha:
Serra recomenda “discrição com amantes”
quinta-feira, 1 julho, 2010 às 16:06
Eu, como político jovem, penso em que tempo vive o Serra. Ideologicamente discordo dele sobre o projeto de país, a relação com os nossos vizinhos e o Mercosul, a visão dos movimentos sociais, o papel do Estado, enfim em praticamente tudo. Mas agora o tucano me surpreende até em matéria de comportamento e do papel da mulher.
Li na Folha que ao contar conversa com Índio da Costa que teve por telefone – provavelmente para se apresentarem -, Serra ouviu do seu inacreditável candidato à vice que ele tinha uma namorada mas não tinha amantes.
O detalhe desnecessário poderia ter morrido na conversa entre os dois, mas Serra fez questão de contá-lo e ainda revelou a sugestão que deu ao jovem Índio, provavelmente do alto de sua experiência: “Eu até disse, também não precisa exagerar. O que tem que ser é uma coisa discreta.”
E ainda reforçou: “Não estou aqui pregando pular cerca no casamento, mas também não precisa exagerar.”
Nenhuma palavra sobre uma troca de impressões políticas, mas a revelação de um pensamento conservador em relação às mulheres. Serra parece ainda ver a mulher no século 19, restrita às tarefas do lar e se fazendo de cega ao machismo do marido. Parece não compreender que a mulher já se libertou há muito tempo, trabalha em igualdade de condições com o homem e assume uma relação de igualdade com seus parceiros.
Aliás, uma mulher está prestes a assumir um cargo que ele jamais ocupou e que com a derrota que se avizinha em outubro, jamais ocupará
Brizola Neto
quinta-feira, 1 de julho de 2010
A ficha suja do “Ficha Limpa”
1-Ex-marido da filha do megamafioso Salvatore Cacciola
2-Recebeu dinheiro para campanha do sócio de Daniel Dantas
3-Acusado de atropelar três pessoas por dirigir na contramão
4-Gastou cerca de R$ 800 mil com verbas indenizatórias da Câmara dos Deputados
5-Gastou R$ 95 mil reais para construir seu site(O Terror é na base do 0800)
6-Parte de sua família foi citada na CPI dos Correios.
7-Acusado de apoiar empresas transnacionais em detrimento do patrinônio público.
Com toda essa ficha corrida, afinal, o índio foi relator do Ficha Limpa ou Ficha Suja
Tucana carioca apresenta o vice de Serra
A vereadora do PSDB-RJ, Andréa Gouvêa Vieira foi relatora da CPI da Merenda Escolar e, em dezembro de 2006, apresentou seu relatório sugerindo que o ex-Secretário da Administração Municipal Índio da Costa fosse responsabilizado civil e criminalmente pelas licitações duvidosas ocorridas sob sua gestão.
Nesta quarta-feira,30/06, quando soube da indicação do ex-secretário para vice de Serra, a vereadora tucana, em seu segundo mandato, reagiu negativamente.
Neste sentido, Andréa Gouvêa declarou a imprensa: “o que eu penso do candidato Índio da Costa está refletido neste relatório da CPI. Houve direcionamento no resultado da merenda escolar. A conduta dele não é uma conduta de Ficha Limpa”.
A vereadora ainda acrescentou que Índio da Costa “é uma pessoa que é arrogante, prepotente, que aqui no mundo político do Rio de Janeiro não é popular, um nome que poucos sabem quem é e tem dificuldade de transitar”.
Gouvêa ainda afirmou: “não consigo ver como ele agrega. Até poderia dizer que, nesses circunstâncias, é um nome que não cheira, nem fede. Para mim fede. Ele não é um nome sem rejeição, ele tem rejeição”.
Para Jefferson, vice liga o nome de Serra ao Mensalão do DEM
Com aliado igual a Roberto Jefferson (PTB/RJ), ninguém precisa de inimigos.
Após a escolha do vice de Serra, o deputado Índio da Costa (DEMos/RJ, ex-genro de Salvatore Cacciola), Roberto Jefferson afirmou que a presença de um “demo” na chapa liga o nome de Serra às lembranças do eleitor sobre o Mensalão do DEM, de José Roberto Arruda:
“O DEM foi inoportuno na pressão que fez sobre Serra. Eles usaram Serra como escudo para lavar a honra. Ao invés de carregarem sua própria cruz, a colocaram nas costas de Serra… O PTB não vai criar embaraço… Somos solução, não problema. O DEM é que é problema. E muito.” (Do UltimoSegundo)
OLHA OS “STATES” DOS 4 PATETAS:
Empire em ruínas
Lucas Mendes
De Nova York para a BBC Brasil
O império americano vai de mal a pior e o Empire State – Estado de Nova York – vai de pior a muito pior. E não vai sozinho. Quarenta e cinco Estados americanos estão no vermelho mas, por lei, são proibidos de falir ou de ter déficits, um privilégio limitado à União.
O que a lei não proíbe aos Estados é mentir e os números dos políticos mentem, mas até eles tem um limite. E chegamos nele. Em Nova York, o rombo é de mais de US$ 9 bilhões com possibilidades muito piores no ano que vem.
Como a Califórnia, estamos em calamidade fiscal e ambos são Estados com economias maiores do que a da Grécia.
Chocado com aposentadoria aos 50 anos? Ou, com copeiro de Brasília que vai ganhar US$ 9 mil reais por mês no Congresso? Bem-vindo aos excessos americanos.
Em Nova Jérsei, quatro policiais receberam mais de US$ 1 milhão nas aposentadorias por dias de férias e fins de semana trabalhados. Na Califórnia, um bombeiro de 51 anos se aposentou com um salário de US$ 241 mil por ano. Em Nova York, 3.700 funcionários públicos tem aposentadorias de mais de US$ 100 mil por ano.
Há os calotes estaduais e os calotes urbanos. ‘Muni bonds’ (municipal bonds) já foi investimento seguro. São promissórias das cidades, mas elas devem trilhões e não depositam os pagamentos nos fundos de pensão. O cano vai de US$ 1 trilhão a US$ 3 trilhões.
A próxima bolha? San Diego na Califórnia é uma senhora cidade e não pára de aumentar as aposentadorias dos funcionários, mas há muito parou de fazer os depósitos nas contas deles. Seus próprios economistas dizem que nao é mais uma cidade viável.
Você, turista, ou eu, como residente de Nova York, não percebemos que certos serviços, como linhas de metrô, escolas e assistência médica a pobres e velhos foram reduzidos ou eliminados, mas não vimos nem sentimos nada perto do que vem por aí.
O governador, David Paterson, passou a segunda-feira vetando mais de 600 leis da Assembleia Estadual, que não chega a um acordo sobre gastos e demissões. A cena da assinatura do veto era patética. Cego, o governador colava o nariz no papel para ver onde era a linha da assinatura.
Com o prestígio no fundo do poço, envolvido em escândalos e sem nenhuma chance de se eleger, o governador optou pela verdade sem conchavos parlamentares. O prestígio dele disparou, mas hoje, 1º de julho, não sabemos se a briga entre o governador e a legislatura vai suspender todos serviços não essenciais de Nova York, entre eles a polícia estadual. Como aconteceu na Califórnia, se acontecer aqui, quem tiver dinheiro a receber do Estado vai receber um I.O.U. – I owe you, “devo e não nego”.
A artilharia está aberta por políticos estaduais e municipais, muitos deles ex-democratas, contra os sindicatos. Como se o presidente Lula disparasse contra os companheiros do PT. As propostas são de cortes radicais em salários, benefícios e aposentadorias de professores, policiais, bombeiros e burocratras.
De costa a costa, só quatro Estados não estão no vermelho – e o Alasca. Os outros não vão escapar das demissões, de reduções de salários e aumentos de certos impostos sobre bebidas alcoólicas, refrigerantes e tabaco. US$ 11 por um maço de cigarros em Nova York. Vai arrecadar impostos ou incentivar o contrabando?
Nesta fossa vermelha, a solução que ganha terreno nos Estados Unidos anti-Obama é a republicana, como a europeia. Menos estímulos do governo, menos déficits. A iniciativa privada será responsável pela geração de empregos. O plano de Obama já perdia apoio em casa e perdeu apoio no G20 em Toronto. O Brasil foi um dos poucos parceiros dos americanos.
Enviada pelo amigo Tadeu.
Serra e a falta de experiência
O único argumento que Serra tem contra a candidata Dilma Rousseff, que é a falta de experiência administrativa, caiu por terra depois de ele ter escolhido como vice um cara que nem sequer tem experiência para ser sindico de um condomínio
O ex-secretário nacional de Segurança Luiz Eduardo Soares traçou um breve e sugestivo perfil de Índio da Costa em seu twitter: “Jovem, bonitão, do Rio, rico, ligado a obras,empreiteiras e caixa de campanha, sem nada na cabeça ou nas mãos, mas muito nos bolsos: eis o vice!”
O BOQUIRROTO DO LUIZ GONZAGA VAI TER QUE, NAQUELA “PREGAÇÃO” SOBRE PEDREIROS, ENCANADORES E ELETRECISTAS, TENTAR RECONVERTER OS PROFESSORES….KKKKKKKKKKKKKKKKK:
Faltam engenheiros, mas sobram caras de pau
Luciano Rezende *
“A educação é a base para o desenvolvimento. Com uma educação precária, o Brasil está se distanciando dos países do Primeiro Mundo. Como conseqüência, a economia começa a cobrar a conta em função dessa falta de estrutura”.
Não há nada de errado na frase acima, com exceção da parte onde diz que estamos nos distanciando dos países do chamado primeiro mundo. Mas no geral, ela é correta. O problema é de onde ela partiu.
Em texto intitulado “Governo petista não preparou o País para o crescimento”, publicado no site do PSDB, o deputado tucano Luiz Carlos Hauly, do Paraná, teve a audácia de criticar o governo Lula pelo fato de que “só 15% dos jovens estão na universidade, o equivalente a um milhão de alunos, quando deveriam ter, no mínimo, 50% dos jovens nas universidades. Fora isso, o ensino médio não oferece cursos profissionalizantes para todos os alunos”. Na visão do deputado, Lula é o responsável pelas deformidades do sistema educacional brasileiro, incapaz de formar engenheiros de qualidade para suprir a atual demanda ocasionada pelo crescimento econômico que o mesmo governo (Lula) promove.
A crítica parte justamente de um deputado filiado ao Partido (PSDB) que mais massacrou a educação brasileira. Aproveitou-se de artigo da Folha de São Paulo onde há o alerta que o “País perde US$ 15 bi com má formação de engenheiro” para alfinetar Lula. Mas essa má formação tem um histórico. O desmonte das universidades e escolas técnicas foi patrocinado pelo Governo Fernando Henrique Cardoso e, apesar da grande mobilização da sociedade, não foi possível interromper as políticas neoliberais que vetaram a contratação de novos professores e servidores por oito anos, diminuíram o acesso em vários cursos, sucatearam as estruturas físicas e laboratórios, desmotivaram professores e servidores, congelaram salários e bolsas e outros crimes mais.
O Brasil se tornou, a partir do governo do PSDB, o país com o maior índice de privatização da educação na América Latina e um dos cinco em todo o mundo, se considerados o número de instituições e o percentual de matrículas. Em 1994, 22,5% das instituições de ensino superior eram públicas e 77,5% eram privadas. Em 2002, apenas 11,9% eram públicas e 88,1% privadas. Um crescimento de 118% das instituições privadas enquanto o número de instituições públicas permaneceu o mesmo.
O deputado demonstra ter uma memória fraquíssima. Pensa (ou quer fazer pensar) que é possível saltar de 15% para 50% de jovens na universidade em sete anos. É de se perguntar quanto saltou esse percentual durante os oito anos de governo FHC.
Por isso mesmo é bom comparar. Ou o deputado Hauly também é uma daqueles de que na propaganda eleitoral acha melhor olhar pra frente e esquecer (ou esconder) o passado?
De fato, a carência de engenheiros em nosso país é fato preocupante. Mais que isso, engenheiros devidamente qualificados.
Mas a herança maldita deixada por FHC só vai ser superada em médio e longo prazo. Não se gradua um engenheiro com sólida formação da noite para o dia. Esses profissionais precisam ter uma preparação adequada que comece no ensino fundamental (o mesmo nível de educação em que os governadores – do partido do deputado Hauly – foram contrários a implantação do Piso Nacional para os professores nos seus estados), diferentemente do que propôs os governos tucanos em São Paulo, por exemplo, com o regime de “aprovação automática”, para reduzir custos com o ensino e com isso formar estudantes analfabetos funcionais.
Um partido que enquanto esteve na presidência da república não criou nenhuma universidade pública ou escola técnica em oito anos, não tem moral para vir agora cobrar a formação de engenheiros qualificados. Em contrapartida, Lula e Dilma inauguraram dez novas universidades e 214 escolas técnicas, mesmo assim, muito aquém do que a economia atual, inaugurada por Lula e Dilma, necessita.
No governo passado, nem se tinha engenheiros, nem se tinha empregos. Esse era o dilema. Mas parece que disso o deputado paranaense não se lembra. Ou será isso tudo mais uma invenção da “gente que mente”? O povo saberá quem está com a razão no dia 3 de outubro.
P.S.: Um breve depoimento pessoal: como engenheiro de formação, graduado em uma universidade pública federal em plena era FHC, aproveitei só agora os concursos públicos abertos no governo Lula para ser professor federal. Na época em que me formei (1999) o desemprego era assustador e não houve nenhum concurso público durante todo esse período. Quem não se lembra disso? Meus colegas que antes eram oposição a Lula são hoje anti-PSDB declarados, assim como quase todos os reitores, diretores de escolas e a ampla maioria dos professores que puderam comparar e sentir na carne os dois governos.
* Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e doutorando em Genética.
alex — 1 de julho de 2010 @ 16:22
BUÁÁÁÁÁ´….CHUINF CHUINF… DILMA NÃO QUER FALAR COM A GENTE….
Tá na coluna do Ancelmo.com
É pena
Ao recusar convite do programa de Miriam Leitão na GloboNews, Dilma Rousseff mostrou pouco apreço pelo debate de ideias.
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2010/07/01/a-coluna-de-hoje-304708.asp
No Conversa Afiada (PH) responde pro Ancelmo:
É o que o Obama fez com a Fox, dos Estados Unidos.
A Fox do Murdoch, o Super Campeão da Extrema Direita na Austrália, na Inglaterra, nos Estados Unidos e futuramente no Brasil.
Recusou-se com o argumento de que a FOX não é uma emissora de televisão, com programas jornalísticos, mas um braço do Partido Republicano.
A GloboNews é partido, é parte.
Usa uma concessão pública para fazer propaganda eleitoral.
Como a Fox.
E como a Fox deve ser tratada
quanto excremento em uma só cabecinha…
os petralhas com excremento no cérebro estão apavorados…
ui-ui-ui-ui!kkkkkkkkkkk
A criatura pode fazer mais que o criador, mas sem dispensar sua ajuda, segundo a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ela prometeu, se eleita, realizar uma reforma para reduzir a zero a tributação dos investimentos e de insumos essenciais à produção e ao desenvolvimento, como a eletricidade. O presidente Lula em breve completará oito anos de governo sem ter reformado o sistema tributário. De fato, ele não produziu nenhuma grande transformação institucional, porque nunca se dispôs a negociar um projeto politicamente complicado. Logo, a candidata oficial deve julgar-se mais preparada para a tarefa que o inventor de sua candidatura. Segundo a ex-ministra, Lula poderá ajudá-la a obter a aprovação de reformas, participando da vida política na condição de ex-presidente. Como poderá ajudar, ela não explicou. O que não fez em oito anos no poder, ajudará interposta pessoa a fazer em quatro?
As mudanças tributárias prometidas pela candidata petista foram discutidas e propostas por especialistas há muitos anos e têm sido reivindicadas há longo tempo pelo setor privado. Não há em seu discurso nenhuma ideia nova. Também não há nenhuma grande inovação positiva em seu currículo. Numa entrevista gravada para a TV Cultura, ela disse haver coordenado todos os programas do governo Lula e apontou esse trabalho como prova de sua experiência administrativa. O balanço desse trabalho, no entanto, é devastador para a reputação de qualquer gerente. Projetos de grande importância para o País como o da reforma tributária acabaram desfigurados e empacados no Congresso. Alguns, como o das agências de regulação, foram combatidos nos seus pontos mais positivos, porque vários ministros do governo petista, incluída a candidata à Presidência, nunca aceitaram a ideia de autonomia operacional. A experiência nos países desenvolvidos mostra a importância dessa autonomia para o bom funcionamento das agências. Mas o governo Lula preferiu incluir as agências no loteamento político do setor público.
Pode-se também avaliar a experiência administrativa da ex-ministra pelos números do Programa de Aceleração do Crescimento, um dos grandes fiascos de sua carreira gerencial. Desde o lançamento do programa, em 2008, até o mês passado, o Tesouro só investiu no programa R$ 43,8 bilhões, 47% do previsto para o período. A candidata Dilma Rousseff chefiou a Casa Civil até 31 de março e deixou o governo em seguida para cuidar só da campanha eleitoral, mas o padrão administrativo do Planalto não mudou.
Neste ano, de janeiro a maio, a execução foi bem melhor que nos anos anteriores, mas, apesar disso, o total desembolsado pelo Tesouro, R$ 7,1 bilhões, correspondeu a modestíssimos 25% do total previsto para o programa no Orçamento.
Como de costume, o total investido pelas estatais e não incluído nessa conta dependeu quase exclusivamente de uma empresa, a Petrobrás. Mas os projetos dessa empresa nunca dependeram de fato da coordenação do PAC. Se dependessem, teriam emperrado. Quando se considera o total de investimentos sob responsabilidade do Tesouro R$ 62,3 bilhões em 2010 , o resultado é igualmente desabonador: só R$ 15,3 bilhões, 25% do valor autorizado para o ano, foram liquidados até maio, e isso inclui restos a pagar.
Como administradora, a candidata petista é uma representante fiel desse padrão gerencial. Em relação a reformas importantes e complexas, seu currículo de realizações é tão bom quanto o do presidente Lula, isto é, praticamente nulo.
Mas o governo federal foi não só incapaz de modernizar o sistema tributário durante os quase oito anos do presidente Lula. Além de não fazer a reforma, aumentou de forma contínua a carta tributária sobre indivíduos e sobre empresas. Esse aumento foi usado para financiar gastos crescentes de um governo empreguista e empenhado em distribuir bondades com base em critérios obscuros. Sem abandonar esses costumes, nenhum governo fará mudanças importantes na tributação. Mas a mudança de costumes não consta da pauta da candidata oficial.
O CACIQUE MERENDINHA CHEGOU MENTINDO, COMO ERA DE SE ESPERAR. OLHA QUEM FOI O RELATOR DO FICHA LIMPA:
REDAÇÃO FINAL
PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 168-D DE 1993
“Altera a Lei Complementar nº 64,
de 18 de maio de 1990, que estabelece,
de acordo com o § 9º do art.
14 da Constituição Federal, casos
de inelegibilidade, prazos de cessação
e determina outras providências,
para incluir hipóteses de
inelegibilidade que visam a proteger
a probidade administrativa e a
moralidade no exercício do mandato.”
Sala das Sessões, em 11 de maio de 2010.
Deputado JOSÉ EDUARDO CARDOZO
Relator
Falso relator do Ficha Limpa será vice do falso pai dos Genéricos
João Maria Fernandes de S… Nassif, do twitter do verdadeiro relator do projeto:
” deputadocardozo Agradeço e parabenizo os que me citaram aqui no Twitter, lembrando que o projeto do Ficha Limpa aprovado na Câmara foi relatado por mim.”
Começa mal assim essa aventura indianista de Serra, o cara poderia pelo menos ter a hombridade de pedir a mídia pra não difundir uma inverdade dessas, em tempos de Googles e Altavistas da vida uma mentira não suporta dois clics certeiros.
Serra e Cacique Merendinha, versão piada de Zorro e Tonto…kkkkkkkkkkkkkkk
Coronel, sinto vergonha de dizer que sou pedetista, o partido ao qual pertenço virou capacho do PT, do Lula, e da terroristazinha de meia tijela. Apesar de em SC darem um toco na Ideli e se aliarem a Angela Amin. Quanto ao seboso do Brizola Neto, eu era comentarista do Blog dele e criticava diariamente o PT. Até que recentemente a patrulha petista exigiu que ele moderasse os comentarios e fui expurgado e meus comentarios nunca mais foram permitidos. Esse é um coitado, pau mandado do PT, virou marionete do partido mensaleiro.
Abç
Fred Campos
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