Tue 22 Jun 2010
A gente quer produzir material de valor agregado no Pará
Posted by robertocordeiro under Cerimônias, emprego
O estado do Pará entra num novo ciclo de desenvolvimento econômico. A avaliação foi feita pelo presidente Lula, nesta terça-feira (22/6), na cerimônia de início da terraplanagem da Usina Siderúrgica Aços Laminados (ALPA), no município de Marabá (PA). Segundo Lula, o empreendimento da Vale vai gerar 16 mil postos de trabalho no período da construção da usina e cinco mil empregos quando entrar em operação. Isso colocará o estado na condição de exportador de aço atendendo os mercados interno e externo.
“Queria dizer para vocês que o que estamos fazendo aqui hoje é o começo da mudança industrial do Pará. Vocês mais jovens haverão de dividir a história do Pará em antes e depois 22 junho de 2010.”
O presidente explicou que junto à usina siderúrgica surgirá um pólo metalmecânico que aumentará ainda mais a oferta de emprego na região. Além disso, o governo federal irá investir em obras de infraestrutura para que a produção possa ser escoada para outros centros, como ferrovias, portos e hidrovias. Lula lembrou que o Pará conquistou dois importantes empreendimentos, ou seja, a siderúrgica e a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, na região do Xingu.
No discurso, o presidente disse que na próxima semana o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, se reunirá com a governadora Ana Júlia Carepa para tratar de obras no estado como por exemplo a Transnordestina. Lula informou também que há um contrato firmado para a construção de 16 mil casas no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida e outras 50 mil unidades podem entrar na próxima etapa do programa.

Ihhhh, e agora apedeutas petralhas-excrementais:
or Reinaldo Azevedo,
O decálogo de problemas que segue abaixo poderia se um roteiro utilizado pelos candidatos de oposição José Serra (PSDB) ou Marina Silva (PV). Mas não é — ou NÃO ERA. Ribamar Oliveira, do jornal Valor Econômico, colheu essas avaliações num portal oficial, do próprio governo. Antes que prossiga, uma síntese:
1 – a política de reforma agrária do governo Lula não alterou a estrutura fundiária do país nem assegurou aos assentamentos assistência técnica, qualificação, infra-estrutura, crédito e educação;
2 – a qualidade dos assentamentos é baixa;
3 – os programas oficiais não elevam a renda dos agricultores, que ficam dependendo do Bolsa Família;
4 – imposições da legislação trabalhista no campo acabam provocando fluxo migratório para as cidades;
5 – a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda não definiu uma política de curto ou médio prazo para a formação de um estoque estratégico e regulador de produtos agrícolas.
6 – em futuro próximo, a produção de biodiesel não será economicamente viável;
7 – a reconstrução de uma indústria nacional de defesa voltada para o mercado interno, prevista na Estratégia Nacional de Defesa, não se justifica;
8 – a educação brasileira avançou muito pouco e apresenta os mesmos índices de 2003 em várias áreas:
9 – é baixa a qualidade da educação em todos os níveis; os que concluem os cursos não têm o domínio dos conteúdos, e as comparações com indicadores internacionais mostram deficiências graves no Brasil;
10 – O analfabetismo funcional, entre jovens e adultos, está em 21% na PNAD de 2008, uma redução pequena com relação à PNAD de 2003, que era de 24,8%. O número absoluto de analfabetos reduziu-se, no mesmo período, de 14,8 para 14,2 milhões, o que aponta a manutenção do problema.
Essas informações todas estavam no “Portal do Planejamento”, criado pela Secretaria de Planejamento e Investimento Estratégico (SPI), tarefa que durou um ano e meio. E QUE SUMIU EM UM DIA. Bastaram uma ordem e um clique. É isto mesmo: o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) mandou tirar o site do ar. Eram cerca de 3 mil páginas abordando 52 temas.
Bernardo justificou assim a censura em entrevista à rádio CBN:
“Vários ministros me ligaram para dizer: ‘Olha, estão fazendo críticas às políticas desenvolvidas pelo meu ministério, mas nós não fomos chamados a discutir’. Ficamos numa posição um pouco delicada de explicar que aquilo não era posição fechada do Planejamento; são técnicos fazendo debate.”
Entendo… o ministro convocou uma reunião para segunda-feira com os responsáveis pelo Portal:
“Me parece que um site para discutir políticas de governo deve ter um nível de acesso para quem é gestor, outro para quem é jornalista e outro para o público em geral”.
Deixe-me adivinhar como seria essa gradação e o produto oferecido a cada um:
- ao gestor, a verdade;
- ao jornalista, uma quase verdade;
- ao público, o de sempre…(a mentira)
Vamos compreender (os dois Brasis)
É evidente que nenhum governo gosta de ser criticado pelo… próprio governo. Não me atrevo a dizer que este ou aquele não agiriam assim. Aliás, acho curioso que um portal dessa importância vá ao ar sem o conhecimento do chefe da pasta. A questão aí não é matéria de gosto, não.
O que o portal revela é que existem dois Brasis: aquele real, conhecido pelos técnicos do governo, que veio a público por um breve instante, e o outro, o de propaganda, este de novas auroras permanentemente anunciadas pelo governo, ancorado numa verba bilionária de propaganda.
Como se nota, Paulo Bernardo acha que é preciso trabalhar com “níveis” de acesso, como se aqueles informações não fossem dados sobre políticas públicas, mas matéria de “segurança nacional”. Informações relevantes, pois, para orientar tais políticas passariam a ser privilégio de uma espécie de casta.
Nunca antes na história destepaiz!!!
Que tragédia?
No terremoto no Chile, Lula desembarcou em Santiago já no primeiro dia, levando dinheiro, hospitais de campanha etc.
Há dias as chuvas destroem cidades e matam pessoas, em Alagoas e Pernambuco, mas Lula preferiu ficar em Brasília se divertindo no “arraiá” do Torto
Tragédia no Nordeste: quatro dias depois, governo finalmente se mexe
22/06/2010 | 16:12
Ministros de diversas áreas foram convocados, de última hora, para uma reunião que se realiza neste momento na sede da Presidência da República, que funciona provisoriamente no Centro Cultural Banco do Brasil, para definir ações de socorro às vítimas das enchentes no Nordeste. Somente em Alagoas já foram confirmadas 29 mortes e há mais de seiscentos desaparecidos, além de 177 mil desabrigados, segundo levantamento da Defesa Civil. A tragédia se estabeleceu há quatro dias, após incessantes chuvas, mas, apesar da gravidade, o governo federal simplesmente não se mexeu, exceto através de promessas vagas e do anúncio do “desbloqueio” do FGTS para as vítimas. O presidente Lula, que chegou a se deslocar ao Haiti e a Santiago do Chile, para manifestar solidariedade e levar ajuda às vítimas de terremotos, nem sequer cogitou visitar as vítimas das enchentes no Nordeste. O governador alagoano Teotônio Viela tem a expectativa de liberação de R$ 25 milhões pelo governo federal, na verdade uma ninharia. A tragédia também atingiu municípios da zona da mata pernambucana, como Palmares e Barreiras, entre outras cidades, que também contabilizam a destruição de casas e prédios públicos e a morte e desaparecimento de pessoas. O volume de donativos ainda é muito baixo para a extensão da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros de Alagoas. O governo federal anunciou há pouco que vai liberar R$ 100 milhões para serem aplicados na recuperação do que foi destruído
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