Archive for September, 2010

EntrevistasNuma extensa entrevista concedida à revista The Economist, publicada na edição que nesta semana, o presidente Lula falou sobre a força da Petrobras na exploração de petróleo na camada pré-sal e descartou comparações com o acidente ocorrido no Golfo do México, afirmando que o caso serviu de lição para o Brasil ser ainda mais exigente em relação aos procedimentos de segurança.

Porque eu aprendi, aqui no Brasil, que o barato sai caro. Ela tentou, da forma mais barata possível e mais rápida, tirar petróleo, sem nenhum cuidado elementar que ela deveria ter tido. Aqui no Brasil nós somos muito mais rígidos e a gente também aproveitou a lição do que aconteceu no Golfo para ser muito mais exigente.

Durante a entrevista, Lula falou também sobre eleições, economia e programas sociais. Explicou à revista britânica os motivos que impediram o avanço das reformas trabalhista, tributária e política nos últimos anos, bem como os obstáculos que um governante enfrenta para tocar uma obra no Brasil.

Para ler a íntegra, clique aqui.

Ouça o áudio da entrevista:

Abaixo, trechos da entrevista concedida pelo presidente Lula.

25 anos sem obras

É difícil fazer obra também por conta… pelo fato de o Brasil ter ficado 25 anos sem fazer absolutamente quase nenhuma obra de infraestrutura. Eu digo sempre o seguinte: o último momento de investimento em infraestrutura foi no governo Geisel, que se endividou demais e, por conta da dívida, o Brasil, que fez uma dívida em dólar quando os juros eram 3%, e o Paul Volcker, para resolver o problema do déficit fiscal americano, elevou o juro para 21%, e, portanto, a dívida ficou impagável, e nós passamos esses outros 20 anos tentando resolver o problema da dívida. Foram duas décadas e meia em que o Brasil não tinha capacidade de fazer nenhum investimento em infraestrutura. Então, foi desmontado… Só para você ter ideia, nós tínhamos, em 1989, 1989, nós tínhamos, no Brasil, por volta de 50 mil escritórios de engenharia de projetos. Quando eu tomei posse, nós tínhamos apenas 8 mil escritórios de engenharia. Foi desmontado. As universidades não formavam mais engenheiros. Os engenheiros que eram formados iam ser analistas do sistema financeiro, não iam trabalhar mais de [como] engenheiros. E tudo isso nós estamos recuperando, para que a indústria brasileira volte a adquirir a capacidade de fazer as grandes obras que o Brasil precisa.

Reforma trabalhista

Eu reuni os empresários, reuni os trabalhadores e reuni o governo, coloquei na mesa e falei: vocês me apresentem uma proposta de reforma trabalhista. Porque qual é o problema no Brasil? Qual é o problema do Brasil? De um lado, você tem os empresários que falam em reforma trabalhista e querem anular todos os direitos que os trabalhadores conquistaram ao longo de tempo. É impossível. De outro lado, você tem os trabalhadores que falam que é preciso fazer reforma sindical e trabalhista, mas querem ficar com todos os direitos que estão garantidos na CLT. Ou seja, assim não é possível, não é possível. Eu criei grupo de trabalho para fazer reforma sindical, para fazer reforma trabalhista e para fazer reforma na Previdência Social. Nós conseguimos fazer a reforma na Previdência pública, mas não conseguimos fazer reforma na Previdência privada, nem na questão trabalhista. Possivelmente, porque seja um processo de amadurecimento. Essas coisas, essas coisas…

Prioridade para o próximo governo

Olha, seria presunção da minha parte dar palpite sobre a prioridade que o novo governo vai definir. Eu penso que quando terminar as eleições no dia 3 de outubro, se terminar no primeiro turno, ou se tiver segundo turno, eu penso que quem for eleito vai pensar em começar a discutir o seu governo a partir do processo eleitoral. Eu penso que qualquer que for o governo que ganhe as eleições – e eu estou convencido de que a minha candidata ganhará as eleições, estou convencido –, vai ter que dar continuidade e aperfeiçoar as coisas que estão acontecendo no Brasil. O que nós fizemos no Brasil não foi pouca coisa. O que nós fizemos no Brasil foi muita coisa e, certamente, ainda falta muito por fazer, porque isso aqui foram 500 anos de esquecimento de uma parte da população. É importante que a gente não perca nunca de vista que entre 1950 e 1980 a economia brasileira foi a economia que mais cresceu no mundo, ela cresceu, quase 30 anos, em média 7% ao ano, e essa riqueza não foi distribuída de forma justa entre a população. Então, ficou um fosso entre gente muita rica e gente muito pobre.

Papel do Estado na economia

Primeiro, o Estado tem que ser o indutor. Se não fosse o presidente Roosevelt, não existiria nos Estados Unidos o desenvolvimento no Vale do Tennessee. Ou seja, significa que o Estado tomou a iniciativa de propor que algum lugar precisaria de mais apoio do que outro. Aqui no Brasil, aqui no Brasil nós tomamos como decisão fazer com que o Estado fosse indutor de um modelo de desenvolvimento que tentasse tornar o Brasil mais equânime. O Brasil não poderia ter toda a sua… Por exemplo, na questão da cultura. Na questão da cultura, todo o dinheiro da cultura era quase para o eixo Rio-São Paulo. Ora, era preciso levar um pouco desse dinheiro para o Amazonas, para o Acre, para Pernambuco, para a Paraíba, para o Rio Grande do Norte. O dinheiro da Comunicação, o dinheiro de publicidade do governo federal era levado todo para o eixo Rio-São Paulo. Aí você tem que lembrar que tem rádio pequena no Brasil inteiro, que tem outros canais de televisão, e que nós precisamos, então, fazer com que esse dinheiro chegue a todo mundo. Esse é o papel do Estado.

Ou seja, o Estado, ele precisa governar o país para os setores que mais precisam do Estado. Tem gente que não precisa do Estado. Tem gente que pode ter plano médico, tem gente que não precisa de casa, não precisa… já mora em lugar asfaltado, com esgoto, com tratamento. Ou seja, essa pessoa não precisa do Estado. O Estado precisa garantir que ela não perca o que tem. Mas o Estado precisa atender aquela parte que menos tem. Então, é por isso que nós fizemos uma opção de induzir um desenvolvimento econômico maior nas regiões Norte e Nordeste do país, para que o Brasil possa crescer, não assim: uma região dessa altura e outra região lá embaixo, mas tentar equilibrar e todo mundo viver mais ou menos em igualdade de condições. Então, é isso que nós estamos fazendo. Então, esse é o papel do Estado, o de ser um indutor e, ao mesmo tempo, o fiscalizador.

Crise financeira mundial

A lição da crise é a lição de que o Estado tem que estar preparado, para quando for exigido ele ter capacidade de fazer intervenção. Porque você imagine uma coisa: se o presidente Bush, em julho de 2008, tivesse colocado US$ 60 bilhões no Lehman Brothers, possivelmente ele não tivesse quebrado e a gente não tivesse que ter US$ 1 trilhão, depois, injetado no mercado financeiro. Se os alemães tivessem tomado a atitude correta, no tempo certo, na crise de Grécia, a gente não teria a crise que se espalhou por outros países. Então, o Estado tem que estar preparado para tomar decisão. Eu não quero um Estado empresário. Eu não quero um Estado empresário, eu não quero um Estado com intervenção, mas eu quero um Estado com capacidade de regular e as pessoas saberem que o Estado pode fazer. As pessoas saberem que o Estado está preparado para fazer, embora não faça, possa deixar os empresários privados fazerem. Mas na hora que for necessário, para cumprir os interesses da população, o Estado tem que estar pronto. É assim que eu penso do Estado, é assim que eu penso. É um Estado indutor, um Estado fiscalizador, regulador, melhor, e um Estado que não se meta a ser um Estado empresário, mas que esteja preparado para poder fazer obra.

O papel do Brasil

Olhe, na verdade, o Brasil é um país… Por si só, ele tem um papel de liderança, pela sua grandeza, pelo seu território, pela sua população. O que nós defendemos, de fato, é que a governança mundial precisa passar por uma reforma muito forte, a governança mundial. O Conselho de Segurança, os membros permanentes não podem ser resultado de uma geopolítica de 60 anos atrás. O mundo mudou, os países mudaram, a geopolítica mundial mudou, a Guerra Fria acabou. Então, agora, o que nós precisamos é adequar o Conselho de Segurança às novas realidades. O que é que explica um país do tamanho do Brasil não estar no Conselho de Segurança? O que explica a África do Sul, ou a Nigéria ou o Egito não estarem representando o continente africano? O que explica a Índia estar fora? O que explica o Japão estar fora ou a Alemanha estar fora? Por que a China não quer ou por que a Itália não quer que a Alemanha entre? Por que não pode ter dois países da América Latina? Se você tivesse um mundo mais equilibrado representado nas Nações Unidas, como membro permanente, você teria mais respeitabilidade nas decisões. A quem interessa uma ONU enfraquecida?

A quem tem o poder de tomar decisão unilateral. Ou seja, se um pai e uma mãe não conseguem coordenar sua casa, qualquer filho se sente no direito de fazer o que bem entender, e ninguém respeita ninguém. Então, por exemplo, eu não acredito em paz no Oriente Médio, enquanto apenas os Estados Unidos sejam tutores da paz. Eu não acredito. E digo isso porque acreditei muito. Muito antes de eu ser presidente, na década de 90, eu estive com o Arafat, eu estive com o Rabin, que foi o melhor momento da construção da paz. Hoje, nós não temos nem Rabin e nem… Nem Shimon Peres tem a força que tinha antes, e menos Arafat.

Os Estados Unidos na América Latina

Acho que os Estados Unidos, muitas vezes, olham para a América Latina como olhavam nos anos 70, em que só veem luta armada. Luta armada não sei onde, luta armada… Acabou! Eu peguei o telefone, liguei para o presidente Obama e falei: Obama, você precisa convidar o Mauricio Funes para conversar com ele. Ele é uma chance de consolidar a democracia em El Salvador. Então, eu acho que os Estados Unidos teriam que ter um papel mais importante na América Latina, um papel de parceria. Quando nós fizemos a reunião em Trinidad e Tobago, toda a América do Sul com o Obama, eu achei que ali tinha começado um novo tempo, mas não aconteceu nada depois daquilo, não aconteceu nada. Eu propus ao Obama que convocasse uma reunião por ocasião da ONU, com os presidentes da América do Sul, para distensionar. As coisas não acontecem, não acontecem porque cada um tem outros afazeres.


[172] Comentários

A licença de instalação do terminal público do novo porto em Ilhéus, no sul da Bahia, transformou-se no principal entrave para o início das obras dos primeiros cinco lotes da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e o presidente Lula deixou claro, na última quarta-feira (29/9), que pretende resolver isso logo para dar início à obra do trecho ligando Ilhéus e o município de Barreiras, também na Bahia.

Em discurso durante cerimônia de entrega de três elevados da “Rótula do Abacaxi” (ver aqui), Lula solicitou que a secretária da Casa Civil do governo baiano, Eva Maria Cella Dal Chiavon, consiga resolver o problema da licença.

Nós temos que ver a licença do Porto de Ilhéus, o porto privado está pronto, o porto público de Ilhéus é que está com problema. Nós precisamos resolver o problema da licença, dona Eva, o problema da licença ambiental. Aqui, o Ibama estadual com o Ibama federal tem que se colocar de acordo, porque a gente só vai começar a ferrovia quando a gente tiver a licença dela inteira, e quando tiver a licença do porto, porque eu não vou começar a fazer uma ferrovia para os adversários dizerem: Essa ferrovia vai para onde? Vai ligar o que a o quê?” E eu quero dizer: Essa ferrovia vai pegar todos os produtos que a Bahia produz, vai trazer lá do Tocantins, vai trazer lá de Barreiras, vai trazer para o Porto de Ilhéus, e vai levar coisas do Porto de Ilhéus para outros estados. Nós vamos interligar essa ferrovia com a Norte-Sul, até Estrela D’Oeste, em São Paulo, e até Belém, no Pará. Nós vamos fazer, nós vamos fazer mais de 6 mil quilômetros de ferrovia neste país, que estava desativada.

De acordo com técnicos, as obras dos terminais portuários -- situados a 15 quilômetros do centro de Ilhéus, no sentido Itacaré -, contemplam porto privado e público. A unidade privada será explorada pela Bahia Mineração Ltda (BAMIN) que possui todos os documentos para tocar o projeto. O obstáculo é exatamente o terminal estadual que depende de licença do Ibama.

A Valec -- autarquia que licitou os trecho da FIOL -- informou ao Blog do Planalto que os vencedores dos primeiros lotes da ferrovia já foram proclamados, seguindo todos os preceitos do edital de licitação por menor preço. Enquanto isso, técnicos tentam agilizar as desapropriações de terras no trajeto da ferrovia. Porém, isso não dificulta o começo das obras.

Segundo informou a secretária da Casa Civil do governo da Bahia, Eva Dal Chiavon, o estado vem promovendo ações junto ao Ibama para conseguir o aval e, deste modo, eliminar os obstáculos para as obras. Dona Eva disse que tem mantido contatos com a direção da autarquia em Brasília, bem como a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira. “Estamos fazendo o possível e o impossível para obtermos as licenças. Tenho informado diretamente ao governador. Agora, se o presidente Lula se referiu no discurso ao terminal público, acho que será difícil a liberação até o final de outubro”, explicou.

Segundo informações da Valec, a ferrovia tem por finalidade dinamizar o escoamento da produção do estado da Bahia e, ao mesmo tempo, servirá de ligação dessa região com outros polos do país, por intermédio de conexão com a Ferrovia Norte-Sul. Incluída entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Oeste-Leste terá 1.490km de extensão e envolverá investimentos estimados em R$ 6 bilhões até 2012.

A ferrovia ligará as cidades de Ilhéus, Caetité e Barreiras – no estado da Bahia – a Figueirópolis, no estado do Tocantins, formando um corredor de transporte que otimizará a operação do Porto de Ponta da Tulha e ainda abrirá nova alternativa de logística para portos no norte do país atendidos pela Ferrovia Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás.

Entre as vantagens previstas com a construção da ferrovia para o estado da Bahia estão a redução de custos do transporte de insumos e produtos diversos, o aumento da competitividade dos produtos do agronegócio e a possibilidade de implantação de novos polos agroindustriais e de exploração de minérios, aproveitando sua conexão com a malha ferroviária nacional.

Por outro lado, a ferrovia promoverá a dinamização das economias locais, alavancando novos empreendimentos na região, com aumento da arrecadação de impostos, além de geração de cerca de 30 mil empregos diretos. A ferrovia deve fomentar ainda mais o desenvolvimento agrícola da região oeste do estado, cuja previsão é de uma produção de 6,7 milhões de toneladas em 2015. Os principais produtos a ser transportados são soja, farelo de soja e milho, além de fertilizantes, combustíveis e minério de ferro.


[237] Comentários

O programa Bolsa Família, um dos carros-chefe do governo Lula, está sendo reforçado com um aporte de R$ 24,1 milhões repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O valor é referente ao Índice de Gestão Descentralizada Municipal (IGD-M) de junho e foi enviado a 5.421 prefeituras, que devem aplicar os recursos exclusivamente em ações administrativas para aprimorar a gestão local do programa.

Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, explica qual é a importância do IGD para a melhoria do programa nos municípios.

É um recurso livre, que cada município pode usar para melhor executar e aprimorar o programa Bolsa Família – na aquisição de computadores, veículos, contratação de pessoas e em atividades de inclusão produtiva para os beneficiários. É um recurso que ajuda muito na execução do Programa e da rede de proteção social.

Os valores destinados a cada cidade são calculados com base no monitoramento da frequência escolar e agenda de saúde dos beneficiários e nas taxas de cadastro válido e atualização cadastral. Já o recebimento dos recursos mensais está vinculado ao cumprimento de cinco indicadores: execução de 55% do total das atividades na gestão do Bolsa Família, combinado a um mínimo de 20% no monitoramento da frequência escolar; agenda de saúde; atualização cadastral e cadastro válido. Além dos índices mínimos, em uma escala que varia de zero a 1, as prefeituras precisam ter assinado o Termo de Adesão ao Bolsa
Família e estar habilitadas ao Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Ao todo, 144 cidades ficaram impossibilitadas de receber os recursos de junho. Entre essas, estão 32 municípios que não monitoraram a agenda de saúde de sequer 20% dos beneficiários. Outras 40 cidades não conseguiram atingir 55% do total geral das atividades. Vale lembrar que essas suspensões não afetam o pagamento mensal dos benefícios às 12,7 milhões de famílias atendidas pelo programa. Elas continuam sacando os valores nos postos de atendimento da Caixa Econômica Federal, por meio de cartão e senha pessoal. Aos beneficiários, o governo transfere diretamente R$ 1,2 bilhão ao mês.

Criado em abril de 2006 para apoiar os municípios na gestão compartilhada do Bolsa Família, o IGD é calculado mensalmente, levando em consideração o valor de R$ 2,50 por família com renda mensal de até meio salário mínimo per capita inscrita no Cadastro Único, e o desempenho da cidade na execução do programa. Quanto maior o percentual de informações registradas nos sistemas do MDS e dos ministérios da Educação e da Saúde, maior o volume de recursos a receber.


[109] Comentários

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nesta quinta-feira (30/9) nota à imprensa sobre a situação crítica que vive o Equador no momento. Segundo a nota, o ministro Celso Amorim tomou conhecimento das manifestações em Quito e entrou em contato com o embaixador brasileiro na capital equatoriana para saber um pouco mais sobre a situação no país vizinho.

O Ministro tem mantido o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva informado sobre as gestões em curso para uma resposta firme e coordenada do MERCOSUL, da UNASUL e da OEA, a fim de repudiar qualquer desrespeito à ordem constitucional naquele país irmão.

Leia a íntegra da nota:

O Ministro Celso Amorim tomou conhecimento, com preocupação, das manifestações no Equador, envolvendo militares e policiais daquele país.

De Porto Príncipe, onde realiza visita oficial desde ontem, o Ministro entrou em contato com o Secretário-Geral das Relações Exteriores, Embaixador Antonio Patriota, que atua como Ministro interino, e com o Embaixador do Brasil em Quito. Além disso, comunicou-se com o Subsecretário-Geral para a América do Sul, Central e Caribe, Embaixador Antônio Simões, que participa de reunião do MERCOSUL em Manaus, e com o Representante Permanente do Brasil junto à OEA.

Em contato telefônico com o Chanceler do Equador, Ricardo Patiño, o Ministro Celso Amorim expressou o total apoio e solidariedade do Brasil ao Presidente Rafael Correa e às instituições democráticas equatorianas.
O Ministro tem mantido o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva informado sobre as gestões em curso para uma resposta firme e coordenada do MERCOSUL, da UNASUL e da OEA, a fim de repudiar qualquer desrespeito à ordem constitucional naquele país irmão.


[10] Comentários

As múltiplas expressões materiais e simbólicas que atestam as bases da identidade nacional poderão ser conferidas na exposição Bem do Brasil, Patrimônio Histórico Brasileiro, que faz sua estreia nesta quinta-feira (30/9), a partir das 18h30, no Palácio do Planalto. O principal desafio da mostra é levar o visitante a apreender os significados, a refletir, compartilhar e valorizar a diversidade dos acervos culturais, das artes sacras à cultura popular e erudita do País.

O Blog do Planalto fez um tour pela montagem da exposição com o curador da mostra, Lauro Cavalcanti, do Iphan, e com o co-curador, Victor Burton. Confira:

Realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a mostra estará aberta ao público até 15 de novembro. Essa é a primeira exposição que o Palácio do Planalto recebe desde a sua reinauguração. No mês de dezembro, a exposição, acrescida de novas obras e utilizando meios contemporâneos de grafismo e tecnologia de imagem, irá para o Paço Imperial, no Rio de Janeiro, onde permanecerá até fevereiro de 2011.

O público terá acesso a 150 obras que vão desde arte sacra dos século XVIII a peças contemporâneas do folclore brasileiro, passando por artistas famosos como Di Cavalcanti, Djanira, Segall e Guignard. O co-curador da exposição, Victor Burton, explica que as peças foram dispostas a evitar hierarquia entre as obras de grandes artistas e peças de expressão popular e folclórica.

Nós colocamos peças de artesanato simples de arte popular com a mesma ‘hierarquia’ ou ‘falta de hierarquia’ de uma peça de arte erudita. Vocês vão ver ao lado de uma peça de papel machê de Parati um belíssimo Santo Antônio do século XVIII. A ideia é eliminar essas valorações e dizer que tudo isso é o ‘Bem do Brasil’.


[258] Comentários

As múltiplas expressões materiais e simbólicas que atestam as bases da identidade nacional poderão ser conferidas na exposição Bem do Brasil, Patrimônio Histórico Brasileiro, que faz sua estreia nesta quinta-feira (30/9), a partir das 18h30, no Palácio do Planalto. O principal desafio da mostra é levar o visitante a apreender os significados, a refletir, compartilhar e valorizar a diversidade dos acervos culturais, das artes sacras à cultura popular e erudita do País.

O Blog do Planalto fez um tour pela montagem da exposição com o curador da mostra, Lauro Cavalcanti, do Iphan, e com o co-curador, Victor Burton. Confira:

Realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a mostra estará aberta ao público até 15 de novembro. Essa é a primeira exposição que o Palácio do Planalto recebe desde a sua reinauguração. No mês de dezembro, a exposição, acrescida de novas obras e utilizando meios contemporâneos de grafismo e tecnologia de imagem, irá para o Paço Imperial, no Rio de Janeiro, onde permanecerá até fevereiro de 2011.

O público terá acesso a 150 obras que vão desde arte sacra dos século XVIII a peças contemporâneas do folclore brasileiro, passando por artistas famosos como Di Cavalcanti, Djanira, Segall e Guignard. O co-curador da exposição, Victor Burton, explica que as peças foram dispostas a evitar hierarquia entre as obras de grandes artistas e peças de expressão popular e folclórica.

Nós colocamos peças de artesanato simples de arte popular com a mesma ‘hierarquia’ ou ‘falta de hierarquia’ de uma peça de arte erudita. Vocês vão ver ao lado de uma peça de papel machê de Parati um belíssimo Santo Antônio do século XVIII. A ideia é eliminar essas valorações e dizer que tudo isso é o ‘Bem do Brasil’.


[17] Comentários

Presidente Lula, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Milton Villas-Bôas, e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, conferem a maquete do Complexo Viário Rótula do Abacaxi, em Salvador (BA). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O único jeito de governar e não errar é ouvindo o povo, percorrendo o País pelos quatro cantos para conhecer as dificuldades e peculiaridades da população. A receita foi dada pelo presidente Lula nesta quarta-feira (29/9), na cerimônia de entrega de obras de três viadutos do Complexo Rótula do Abacaxi – Via Expressa Baía de Todos os Santos, em Salvador (BA). Lula afirmou que mesmo após deixar a Presidência vai continuar percorrendo o Brasil.

Só tem um jeito de governar e não errar: ouvir as pessoas. Um governante não pode esquecer seu povo. Quando tudo estiver dando errado, aí é o momento de andar pelo país, de ouvir a demanda da população. Um governante tem que saber que é preciso ouvir mais para fazer mais e fazer certo.

Lula afirmou ainda que aVia Expressa Baía de Todos os Santos é a maior obra viária que está em execução atualmente no País e a maior realizada em Salvador nos últimos 30 anos. Trata-se de um empreendimento que facilitará o acesso dos veículos de carga ao Porto de Salvador e que contribuirá para escoar a produção da região metropolitana e também de cidades do interior do Estado.

“A Via Expressa dinamizará o comércio da região e ao mesmo tempo melhorará, e muito, o cotidiano das pessoas que enfrentam o trânsito pesado dessa área”, disse ele.

As obras na Via Expressa Baía de Todos os Santos foram divididas em sete frentes de trabalho. Os três novos viadutos integram as frentes I e II do projeto que faz a ligação direta e exclusiva entre o Porto de Salvador e a BR-324. As frentes I e II representam 54% do projeto e o investimento nas duas primeiras etapas é de R$ 120 milhões. A construção da Via Expressa Baía de Todos os Santos compreende 14 viadutos, quatro passarelas, três túneis e ciclovia. O investimento total é de R$ 381 milhões.

Ouça aqui a íntegra do discurso:


[75] Comentários

O motorista de ônibus Carlos Antonio Cruz Araújo, 22 anos de profissão, sabe bem os pontos mais complicados da BR-324. Ao Blog do Planalto, Araújo contou que certo dia ficou mais de uma hora num engarrafamento. E a “Rótula do Abacaxi” transformou-se durante décadas num dos maiores gargalos do tráfego de veículos na capital baiana. Agora, o rodoviário sente que a situação dos motoristas mudará de forma considerável. ”A gente perdia muito tempo no engarrafamento. Isso aqui era muito complicado”, disse ele.

Aos poucos, no entanto, a “Rótula do Abacaxi” vai sendo ganhando maior fluidez. Para o local estão planejados 10 viadutos -- dois já foram entregues e outros três serão inaugurados hoje pelo presidente Lula. O evento acontecerá na parte inferior do entrocamento dos três elevados. Até dezembro de 2011, o conjunto de elevados deve estar liberado para os motoristas, bem como as obras da Via Expressa Baía de Todos os Santos -- importante vida de ligação entre a BR-324 e o Porto de Salvador.


[75] Comentários

Presidente Lula durante visita à Refinaria Landulpho Alves, em São Francisco do Conde, na Bahia. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil é hoje um dos quatro países do mundo que mais investem no setor petroquímico, ao lado de China, Índia e Arábia Saudita, afirmou o presidente Lula, na cerimônia de comemoração dos 60 anos da refinaria Landulpho Alves, realizada nesta quarta-feira (29/9), em São Francisco do Conde (BA). Para Lula, os recursos do petróleo ajudarão o Brasil a construir o seu desenvolvimento e a trilhar caminho de fortalecimento da democracia política e social.

Os planos da Petrobras prevêem que seremos totalmente autossuficientes em derivados até 2014. Além disso, estamos adquirindo refinarias em mercados estratégicos, como Estados Unidos e a Ásia, para processar o óleo do pré-sal em unidades próximas aos grandes centros importadores. Estamos construindo cinco novas refinarias e, ao mesmo tempo, ampliando e modernizando as já existentes, como é o caso da Landulpho Alves, onde a Petrobras está investindo nada menos do que R$ 4,8 bilhões. Isso constitui um sinal claro das escolhas que fizemos para o nosso desenvolvimento.

Veja o vídeo institucional da Petrobras em comemoração aos 60 anos da refinaria:

O presidente ressaltou que, após a capitalização ocorrida no último dia 24/9, a Petrobras passou a ter os recursos e os atributos regulatórios necessários para assumir o papel de operadora soberana da maior reserva de petróleo descoberta nos últimos 30 anos em todo o mundo. Com essa vitória, o Brasil deixa de legado às gerações futuras uma gigantesca poupança nacional, capaz de promover a eficiência da economia e a erradicação da miséria e, sobretudo, universalizar o acesso à educação pública de qualidade.

Demos início a um vigoroso processo de fortalecimento da empresa, cujo capítulo mais recente ocorreu na Bovespa, na última sexta-feira. Naquele dia, a Petrobras foi protagonista da maior capitalização da história econômica mundial. E se tornou a segunda maior empresa do setor em todo o planeta. Hoje, podemos afirmar sem medo: o pré-sal é nosso. A verdade é que o Brasil caminha rapidamente para se tornar a quinta maior potência econômica e industrial do planeta. Não voltará, sob hipótese alguma, a ser terreno fértil para a desigualdade e a exclusão.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Lula lembrou ainda que no próximo domingo será realizada a “grande festa da democracia”, em que povo brasileiro vai às urnas para expressar seu discernimento, sua visão soberana sobre o país e o projeto de desenvolvimento que deseja para a Nação.

A hora do voto é a hora sagrada da democracia. Dentro da cabine, cada cidadão vale um voto. Rico ou pobre, vale um voto; dono de um milhão ou de um tostão, vale um voto. Essa é uma grande conquista de nosso povo. Mais de 135 milhões de homens e mulheres votam sem estar subordinados a qualquer tipo de discriminação. E ajudam a consolidar o mais longo período de plena democracia em nosso país.


[11] Comentários

Agenda presidencial

Os 60 anos da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e a entrega de três viadutos da “Rótula do Abacaxi” levam o presidente Lula a cumprir agenda de trabalho no estado da Bahia. Agora pela manhã, a comitiva do presidente segue da Base Aérea de Brasília para a capital baiana. De Salvador, Lula embarca em helicóptero com destino ao pátio da refinaria, situada no município de Candeias, no Recôncavo Baiano.

A cerimônia está prevista para iniciar às 11h20 conforme agenda divulgada pelo Palácio do Planalto. De Candeias, Lula volta para Salvador onde visitará as obras do completo de viadutos da “Rótula do Abacaxi” – principal via de circulação de veículos. Serão liberados mais três viadutos do total de 10 elevados (dois já foram entregues).

O governos federal, estadual e municipal estão investindo R$ 381 milhões no empreendimento. A “Rótula” deve estar com as obras concluídas até dezembro de 2011, quando espera-se entrar em operação a Via Expressa Baía de Todos os Santos, ligando a BR 324 ao Porto de Salvador.

Da capital baiana, o presidente Lula segue para Aracaju (SE). À noite, ele tem um compromisso privado. O retorno para Brasília está previsto para 22h.


[77] Comentários