Archive for July, 2010

Os pontos de leitura do Ministério da Cultura (MinC), são um reconhecimento aos projetos de pessoas físicas, jurídicas e ONGs que trabalham com a promoção da leitura em espaço não-convencionais, como empresas, hospitais e até borracharias e bancas de peixe. A partir da última quinta-feira (28), as fábricas passaram a integrar esse projeto, com o funcionamento da primeira “minibiblioteca” em uma indústria – a IGP Autopeças. Uma parceria entre o governo federal e a Prefeitura de Diadema, os Pontos de Leitura dão acesso direto ao livro é direto e o funcionário pode ler as obras e levá-las para casa.

“Trabalhamos para a democratização do acesso ao livro, em parceria com a sociedade civil e por um Brasil leitor”, enfatiza o diretor do Livro, Leitura e Literatura, do MinC, Fabiano dos Santos Piúba. Com investimento de R$ 200 mil do Mais Cultura, 20 mil pessoas serão beneficiadas em Diadema. Na sexta-feira (30), a Legas Metal também abriu sua minibiblioteca. Dia 6 de agosto, a Uniferco abre seu Ponto de Leitura e a Uniforja dia 26 do mesmo mês. Outras seis fábricas (Apis Delta, Delga, Autometal, Grupo Papaiz, TRW, e Metalpart) irão inaugurar suas pontos de leitura até o final de agosto.

Com 514 pontos de leitura em todo o País, a parceria com as fábricas é inédita. Cada unidade é composto por um acervo com 650 obras – exemplares de literatura brasileira, estrangeira, infantil e juvenil, DVD’s, enciclopédias, entre outros – computador e impressora. A proposta é que os trabalhadores das indústrias se sintam estimulados a ler no ambiente de trabalho, proporcionando momentos de prazer e aprendizado, além do que, “compartilhem esse saber com seus familiares e amigos”, destaca Piúba.


[143] Comentários

Infográfico: Thiago Melo

Começa amanhã (1), o Censo 2010, que contará com 230 mil profissionais – em sua maioria mulheres e jovens. Eles vão percorrer os 58 milhões de domicílios do País para fazer uma “fotografia” – em alta resolução e muito rica em detalhes – de quem são os brasileiros, onde moram e como são suas casas, qual a sua escolaridade, se estão ou não inseridos no mundo trabalho, quanto ganham, qual é a sua cor e raça e qual a suas crenças, entre outros aspectos.

Entre os recenseadores do, 58% são mulheres e cerca de 45% deles têm entre 18 e 25 anos, contudo, há cinco profissionais com mais de 80 anos. E para garantir a segurança de cada brasileiro entrevistado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibiliza a identidade de todos eles, por telefone e pela Internet. Através do 0800-7218181 e do cadastro de recenseadores disponível no link www.censo2010.ibge.gov.br/recenseadores.php será possível conferir se alguém é recenseador. Eles podem ser identificados por seu documento de identidade (com nome e foto), que estará visível no bolso do colete azul (veja as imagens no infográfico do Blog do Planalto), pelo aparelho eletrônico de coleta de dados (PDA) e por meio de seu uniforme (colete e boné do Censo 2010).

Para fazer esse retrato contemporâneo do Brasil da maneira mais fiel possível, é preciso que cada brasileiro abra as portas de sua casa aos recenseadores, como fará o presidente Lula, na próxima segunda-feira (2), respondendo a todas as questões. Com isso, o Brasil estará contribuindo para a recontagem da população mundial, que será realizada nos próximos dois anos em mais 70 países.

Totalmente informatizado e com 220 mil computadores de mão à disposição, pela primeira vez, o Censo poderá ser respondido também pela Internet, mas primeiro, o entrevistado recebe o recenseador a quem informa seu telefone e dele recebe um envelope lacrado, com os códigos para acessar o questionário do Censo.

O Censo 2010 vai a verificar aspectos como a existência de medidor e a disponibilidade de energia elétrica e se têm ou não um telefone celular e acesso à Internet. Registro de nascimento para as pessoas com até dez anos, rendimentos de programas sociais, tempo de deslocamento até o local do trabalho e a existência de cônjuges do mesmo sexo também integram o questionário. Com o conjunto de dados obtidos, essa “fotografia” será a memória do Brasil atual e servirá como mapa para o planejamento público e investimento da iniciativa privada dos próximos 10 anos.


[182] Comentários

Independentemente da continuação do processo de discussão entre Venezuela e Colômbia, o governo brasileiro vai trabalhar para reconstruir a relação diplomática entre os dois países, porque ambos são importantes na relação da América do Sul e na relação com o Brasil. A afirmação foi feita pelo presidente Lula em entrevista coletiva concedida juntamente com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, após visita às obras de terraplanagem da subestação de Villa Hayes da linha de transmissão de Itaipu, no Paraguai.

Lula afirmou que teve uma relação “extraordinária” com o presidente Álvaro Uribe nos últimos oito anos e espera ter também com o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, acrescentando que espera que o próximo presidente do Brasil mantenha a sua visão da importância da integração da América do Sul. Lula se reunirá com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, no próximo dia 6/8, e com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, no dia seguinte (7/8), bem como com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos.

Meu único interesse é que Venezuela e Colômbia entendam a importância que um país tem para o outro, o tamanho da fronteira que os dois países têm, o que representa o fluxo de comércio na balança comercial entre os dois países. E exatamente por isso, eu acho que eles têm que construir a volta à relação da diplomacia, à volta à tranquilidade, para que os dois países possam crescer, se desenvolver, gerar empregos.

Lula reafirmou que nunca deu palpite algum sobre a questão das Farc, “porque é um problema da Colômbia”, mas sobre a relação entre Venezuela e Colômbia, tem interesse como membro da Unasul, que os dois países “tenham a maior convivência harmônica possível, porque os dois países precisam uns dos outros”.

Sobre as críticas de certos setores da oposição no Brasil ao financiamento brasileiro das obras da linha de transmissão no Paraguai e ao aumento do pagamento pelo Brasil ao Paraguai pela cessão da energia que vem de Itaipu, o presidente Lula afirmou que “qualquer brasileiro de juízo perfeito, que não tenha má-fé, que pense na América do Sul, precisa saber que o grande ganhador, do ponto de vista do desenvolvimento econômico com Itaipu, até agora, foi o Brasil”.

O que nós estamos fazendo, neste momento, é dando ao Paraguai a oportunidade de ele poder se desenvolver e utilizar os 5 mil megawatts ou 6 mil megawatts a que ele tem direito, utilizando essa energia, trazendo para cá indústrias, trazendo para cá mais agricultura, trazendo para cá mais desenvolvimento. É isso que nós estamos fazendo. Eu acho que, em vez de alguém perguntar se existe algum brasileiro pagando alguma coisa pelo custo da linha de transmissão, nós deveríamos nos perguntar o quanto nós ganhamos não tendo essa linha de transmissão até agora. Então, é preciso que a gente tenha noção de que a economia maior, que a grande economia do Brasil, que trabalha, segundo dado do Banco Mundial, para ser a quinta economia do mundo até 2016, tenha que estender a mão a seus companheiros da América do Sul que têm mais necessidades, para que eles possam crescer igual ou mais do que o próprio Brasil. Acho que dinheiro jogado fora, que trouxe prejuízo ao Brasil, foi a quantidade de dinheiro que nós pagamos de juros da dívida externa brasileira durante mais de 20 anos. E eu era um dos que mais reclamavam. Graças a Deus, nós não só não pagamos mais como agora temos que receber pelo que nós emprestamos ao FMI.


[309] Comentários

Os presidentes Fernando Lugo (Paraguai) e Lula visitam as obras de terraplanagem para a subestação de Villa Hayes da linha de transmissão de Itaipu. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em visita às obras de terraplanagem da subestação da linha de transmissão de Itaipu, em Villa Hayes (Paraguai), nesta sexta-feira (30/7), o presidente Lula afirmou que preferia estar participando de um evento de inauguração, mas infelizmente a máquina do Estado ainda não está preparada para trabalhar no tempo da necessidade da sociedade. Ainda assim, comemorou a obra, que praticamente dobrará a energia que atende a capital paraguaia Assunção – e celebrou também o que isso representará para o futuro do país vizinho:

De qualquer forma, como o companheiro Lugo é um homem cristão e sabe que Deus escreve certo por linhas tortas, está permitindo que seja exatamente agora que possamos dar início a uma construção que vai, não mudar definitivamente a cara do Paraguai ou a cara de Assunção, mas trazer 50 megawatts de energia a mais para Assunção – é praticamente dobrar os duzentos e cinquenta e poucos megawatts que hoje atende a Assunção. E atrás da energia, certamente virá uma empresa, certamente virá a segunda empresa, certamente virá a terceira empresa e certamente terá que vir outra linha de transmissão, de potência maior que 500 megawatts.

Lula lembrou que o Paraguai vive “um momento virtuoso na sua vida econômica, política, empresarial e social” e disse que o cenário é inspirador, porque é a oportunidade do país vizinho se tornar cada vez “mais senhor de si”. O Brasil atuará, disse o presidente brasileiro, como parceiro nesse processo, porque só assim é possível haver prosperidade para todos.

Ao contrário dos que preferem estabelecer a antiga relação de dependência e subordinação com os países ricos, optamos por unir o destino do Brasil à nossa querida América do Sul. Ao contrário dos críticos da cooperação Sul-Sul, fazemos do Mercosul um fator dinâmico do nosso comércio intrazona e uma plataforma para inserção soberana no mundo.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

O presidente Lula lembrou ainda que foram criados instrumentos para fortalecer a economia paraguaia e incrementar a parceria entre empresas paraguaias e brasileiras, e feitos investimentos para eliminar gargalos em infraestrutura para reduzir custos logísticos e operacionais nas atividades de importação e exportação.

Lula reiterou o compromisso assumido com a declaração conjunta lançada por ele e o presidente paraguaio Fernando Lugo em 25 de julho de 2009, afirmando que houve “progressos significativos no diálogo com o Congresso brasileiro para aprovar as Notas Reversais que aumentam a compensação pela cessão de energia ao Brasil”.

Certamente, na próxima semana entrará em votação na Câmara dos Deputados e, se isso acontecer, possivelmente em setembro estaremos em votação no Senado da República e, quem sabe, aprovaremos isso ainda antes de terminar o meu mandato na Presidência da República do Brasil.


[15] Comentários

O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, informou hoje (30) que o presidente Lula levará a San Juan (Argentina) “a mensagem de inarredável compromisso com a integração regional e de otimismo com as perspectivas do Mercosul.”

O presidente parte de Brasília para San Juan às 20h de segunda-feira (2) para participar da Cúpula do Mercosul. A chegada está prevista para às 23h.

Na terça-feira (3), às 10h, Lula participará da abertura da Cúpula do Mercosul, quando será feita a entrega formal da presidência Pró-Têmpore ao Brasil. A administração anterior, da Argentina, “foi marcada pela busca da superação da situação de impasse que prevalecera em 2009”, destacou Baumbach, que mencionaou ainda o trabalho para a eliminação da dupla cobrança da TEC.

“Já foi concluído projeto, que se espera aprovar em San Juan, que prevê o avanço em fases, e cujo gradualismo conferiria viabilidade ao esquema para todos os parceiros (Argentina e Paraguai), além de emitir sinal político de superação do impasse sobre o assunto. Ao apoiar a proposta, o Brasil busca contribuir para a obtenção de um resultado significativo na PPTA [Presidência Pró-Têmpore Argentina] e assegurar plenas condições para uma agenda propositiva e renovadora durante a PPTB [Presidência Pró-Têmpore Brasileira] ”.

Às 13h30min, Lula almoça com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e demais chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados e às 16h participam de encontro bilateral.

O presidente parte de San Juan na terça-feira, às 18h, e deve chegar a Brasília às 21h.

Questionado pela imprensa sobre as declarações do presidente da Colômbia, o porta-voz da Presidência da República reiterou que “esse episodio já está superado” e que Lula “não comentou e não comentará o assunto”. Baumbach afirmou ainda que Lula conversou hoje com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel dos Santos, por telefone. “Nosso presidente ficou satisfeito, foi uma conversa positiva e que ajudou nessa preparação para uma distensão do cenário”.


[179] Comentários

A propósito de nota publicada ontem (28), no site Veja.com, o chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, contesta as afirmações atribuídas ao ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia.

“Em 1999, enquanto atendia a solicitação do Instituto Rio Branco para proferir palestra aos alunos do curso de formação de diplomatas, fui convidado pelo então Ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, para uma reunião privada em seu Gabinete, cujo tema principal era a posição de apoio do Brasil à ditadura Fujimori. Naquela ocasião expressei minha crítica à posição do Governo brasileiro, em especial à postura adotada naqueles dias pelo Itamaraty, em relação às eleições fraudulentas no Peru. O Ministro Lampreia tomou a iniciativa de consultar-me, ainda, sobre outros temas da realidade da América do Sul. Em resposta a meu interlocutor, expressei o ponto de vista de que o Brasil deveria desempenhar um papel mais ativo na região e citei, como exemplo, a atuação do Grupo de Contadora, que fora de grande utilidade para pacificar situações de conflito como as de El Salvador, Nicarágua e Guatemala.

Em nenhum momento ofereci préstimos pessoais ou do Partido dos Trabalhadores para negociações com as FARC, até porque, naquela conjuntura, não existiam, como não existem até hoje, quaisquer relações com aquela organização. O que efetivamente sugeri ao Ministro Lampreia – e ressalto uma vez mais que o fiz a pedido dele – é que o governo brasileiro deixasse de ser omisso e procurasse contribuir para equacionar os conflitos na região.

A conversa que mantive com Lampreia foi extremamente cordial, a despeito de diferenças de apreciação normais que tínhamos sobre a situação no continente. Acredito que o ex-ministro tenha tido um lapso de memória, pois estávamos a sós, sem tomador de notas na sala. A única explicação razoável que tenho para as afirmações do ex-ministro é que tenha tido um lapso de memória”.

Marco Aurélio Garcia, chefe da Assessoria Especial da Presidência da República


[241] Comentários

Presidente Lula durante comemoração da venda de 30 mil tratores e 500 caminhões pelo Programa Mais Alimentos (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Lula disse hoje (29) que com o aumento no investimento nos pequenos agricultores, eles irão “ao invés de carregar a produção no burrico, o produtor vai carregar no ‘caminhaozito’”. A declaração foi feita durante a entrega de oito tratores e dois caminhões do Programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em Santa Cruz do Sul (RS). A linha de crédito é destinada à modernização das propriedades da agricultura familiar e já financiou R$ 4 bilhões.

“O que está disponibilizado par a agricultura familiar do Rio Grande do Sul, através do Pronaf na safra 2010-2011, são R$ 3.200 bilhões – isto é quase um bilhão a mais do que tudo o que foi feito no Brasil entre 2002 e 2003. E nós podemos fazer mais porque nos aprendemos”.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, fez a entrega do caminhão número 500 e do trator número 30 mil do Programa Mais Alimentos, na tarde desta quinta-feira. Um dos contemplados é o produtor Daniel Fernando Nichterwitz, que está muito feliz com o trator, pois casou-se no último sábado. Para ele a esposa Fernanda, este foi o maior e melhor presente para uma vida nova juntos.

Quanto ao comentário da presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, sobre a beleza das pessoas menos favorecidas do Rio Grande do Sul, o presidente Lula afirmou: “vamos ter o Brasil tão bonito quanto Maria Fernanda achou o povo dessa região. Qualquer nordestino que venha pra cá vê uma diferença enorme, mesmo em se tratando de uma pessoa pobre, porque tem uma máxima que todo mundo sabe: comeu, ficou bonito. Não comeu, não ficou tão bonito. Quem passa fome tem mais dificuldade. Se você andar na Metade Sul do RS, que é a região mais sofrida, ainda assim, as pessoas tiveram, na década de 50, um tratamento que nós (nordestinos) não tivemos. O Sul e o Sudeste tiveram oportunidade de comer e de estudar antes de nós do Nordeste”.


Comente!

O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, respondeu à imprensa hoje (29), que o presidente Lula considera importante as boas relações entre Colômbia e Venezuela para a tranqüilidade da região. Informou ainda que a reunião de hoje, na Unasul, terá “boas chances” de contribuir para a renovação do diálogo entre os dois países.

Sobre o comunicado emitido pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, deplorando as declarações de Lula sobre a crise entre Colômbia e Venezuela, Baumbach informou que Lula não irá respondê-lo. Destacou, no entanto, que em várias ocasiões, o presidente brasileiro lamentou a situação que se criou entre Colômbia e Venezuela.

O porta-voz finalizou afirmando que o presidente Lula “deplora” a situação que se criou: “dialogar é a única solução para este impasse e nosso presidente está disposto a contribuir para esse diálogo de maneira e franca”, destacou.


[20] Comentários

Em visita a Porto Alegre hoje (30), para assinatura de ordem de início da duplicação das BRs 386 e 116, o presidente Lula disse que será um “leão” para que seu partido faça a reforma política. “Temos muita dificuldade de fazer a Reforma Política. Depois que eu não for mais presidente vou ser um leão para que o meu partido assuma a responsabilidade de junto com outros fazer uma Reforma Política. Não é de responsabilidade do presidente da República fazer Reforma Política, é responsabilidade dos parlamentares e, portanto, temos que priorizar”, declarou.

Na capital gaúcha, o presidente assinou contratos da Caixa Econômica Federal para financiamento dos programas Pró-Transporte, Saneamento para Todos e Minha Casa, Minha Vida, que beneficiarão diversos municípios do Rio Grande do Sul e terão um investimento total de R$ 596,7 milhões, segundo a Caixa.

“Falo sem medo de errar olhando na cara de cada um de vocês, como olho na cara da minha mulher e de meus filhos. Não há quem tenha pago tão em dia como nosso governo. Não falo isso para criticar os outros governos, mas desde o governo Geisel, o País havia parado de investir em infra-estrutura, quando a crise do petróleo elevou os juros do dólar de 3 para 21%, época em que o Brasil tomou dólares emprestados a 3%. Ficamos os anos 80 e 90 sem nenhuma capacidade de investimento, a ponto de pegar cidades com potencial turístico extraordinário sem um metro de esgoto tratado. O País começou a se habituar ao empobrecimento e com atitudes de ousadia para mudar a lógica das coisas que estavam acontecendo aqui”.

Em seu discurso, disse que “a política é a arte do óbvio” e que o óbvio é fazer estradas, pontes, gerar empregos e melhorar a vida das pessoas. “Não tem nada mais fácil para você governar do que fazer o óbvio, aquilo que o povo precisa, sem inventar. Isso é o óbvio, é o que todo político promete na campanha”, completou.

Dirigindo-se ao presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, Lula sugeriu que encontrasse um nome mais “pomposo” para a empresa e justificou dizendo: “eu sonho com essa empresa como eu sonho com o crescimento do meu neto. Quero ver essa empresa ‘bombar’ como Caixa Econômica Federal, que um dia quase quebra e está ‘bombando’ hoje. O Banco do  Brasil que era deficitário também tá ‘bombando’”.

Comparou o Rio Grande do Sul a uma moça bonita, que de repente chegou aos 38 anos de idade e continuava bonita, mas achava que não estava tao bonita. “O Rio Grande do Sul andava um Estado um pouco amargo, que estava indo para trás. Nós tínhamos o compromisso de não deixar esse Estado regredir. Se nós queremos fazer um Nordeste avançar, nós não poderíamos deixar quem já tinha avançado ter qualquer regressão. Por isso pegamos todos os gargalos de infra-estrutura para resolver, para ver se a gente faz deste Estado ser o Estado extraordinário que sempre foi. Um modelo, um símbolo do crescimento e do desenvolvimento da parte mais rica do Brasil. Um estado como este merece do governo federal carinho, respeito e tratamento adequado”.

Ouça a íntegra do discurso do presidente Lula:


[74] Comentários

Nas comemorações dos 150 dos Ministérios dos Transportes e Agricultura, Pecuária e Abastecimento, presidente Lula destaca os avanços conseguidos em seu governo. Foto Ricardo Stuckert/PR

Ao relatar os avanços que o Brasil tem conquistado nos últimos anos, o presidente Lula destacou o setor de construção naval e mostrou-se bastante ousado ao explicar que a indústria nacional não deve apenas exportar equipamentos para o exterior, mas que Singapura – um dos países com maior destaque neste segmento – encomende navios e plataformas de petróleo nos estaleiros brasileiros. Ele afirmou que, no início de seu mandato, deparou com resistência quanto ao processo de recuperação desta indústria, mas com o passar do tempo o cenário se inverteu. Lula contou da satisfação quando lançou o navio petroleiro João Cândido, no Estaleiro Atlântico Sul, no estado de Pernambuco, e tomou conhecimento que parte da mão de obra tinha procedência nos canaviais daquele estado.

O presidente informou que o país também alavancou o setor portuário como o de Rio Grande (RS) e assegurou que vem se pautando por meio da descentralização dos empreendimentos, sejam eles da indústria naval ou portos. Ainda no discurso, mostrou que tem conseguido transitar por vários setores da economia e entidades de classe nacionais. Lula citou como exemplo os usineiros que, no passado, conversavam com os governantes às escondidas. Da mesma forma, segundo explicou, em seu governo participou das marchas dos prefeitos, dialogou com entidades das mais diversas, como o MST e a Contag.

Quando você age desta forma ganha uma coisa chamada respeito. E é assim que a gente conquista a credibilidade.

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula.


Lula participou, na tarde desta quarta-feira (28/7), de cerimônia comemorativa dos 150 anos dos Ministérios dos Transportes e Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ocorrida no Clube do Exército, em Brasília. Ele iniciou o discurso explicando que parte do sucesso do governo se deve ao fato de que “fazemos o óbio”. Segundo ele, o país poderia estar bem melhor se os antecessores tivessem feito “apenas o óbvio”. Para o presidente, os excelentes resultados que obtidos nos setores de transporte e agropecuária e abastecimento decorrem de “colhermos aquilo que plantamos”.

O presidente explicou que o Brasil permaneceu mais de duas décadas sem receber investimentos em infraestrutra, fato que atrasou o desenvolvimento e fez surgir enormes gargalos em diversos setores. Segundo ele, o sistema de transporte nacional encontrava-se atrofiado. Lula explicou que há 15 anos a indústria não produzia um metro de trilho, mas agora começa a dar sinais de recuperação com a produção de locamotivas e a expandir o transporte por meio de ferrovias.

Agora, até fábrica de turbinas vai ser montada no Brasil.

No entanto, Lula defendeu que o Estado venha a exercer o papel de indutor e regulador da economia. Porém, o presidente explicou que o Estado não pode ser empresário: “Dizer que o mercado resolveria as questões sozinho é uma falácia. Não queremos o Estado empresário, mas não queremos o Estado medíocre”, enfatizou.

O presidente contou da reunião que participou com empresários, em Brasília, na última terça-feira (27/7), quando assinou medida provisória que cria incentivos para a inovação tecnológica no país. Ele disse ao ex-ministro da Agricultura, Roberto Macedo, que a decisão do governo é importante para todos o segmentos, inclusive o agronegócio. Segundo ele, a expansão da malha ferroviária nacional permitirá ao ex-auxiliar – um dos maiores produtores de soja do país – escoar a produção de Balsas (MA) até o porto de Santos (SP).

Na cerimônia, os ministros Wagner Rossi (Agricultura) e Paulo Sérgio passos (Transportes) divulgaram balanço das respectivas pastas. No mesmo evento foi lançado selo comemorativo dos 150 anos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).


[290] Comentários