O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota nesta segunda-feira (31/5) condenando o ataque israelense a um dos barcos da flotilha que levava ajuda humanitária internacional à Gaza, que acabou resultando na morte de mais de uma dezena de pessoas – muitos outros ficaram feridos. Informa ainda que a representante brasileira na ONU foi instruída a apoiar a convocação de reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para discutir a operação militar israelense. O Brasil, segundo a nota, defende que a ação seja “objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo”.
O embaixador de Israel no Brasil foi chamado ao Itamaraty para “que seja manifestada a indignação do governo brasileiro com o incidente e a preocupação do País com a situação da cidadã brasileira Iara Lee, que está numa das embarcações da flotilha.
Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vistas a garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região.
(Entrevista com MV Bill, presidente da Central Única das Favelas (CUFA), sobre a inauguração da UPA na Cidade de Deus. Vídeo: Bela Figueiredo.)
A inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas na Cidade de Deus, ocorrida nesta segunda-feira (31/5) no Rio de Janeiro, é mais um passo para transformar a favela num bairro como qualquer outro da cidade. Segundo o presidente Lula, que esteve na inauguração juntamente com o ministro José Gomes Temporão (Saúde), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o governador Sérgio Cabral Filho, todo mundo tem o direito de ter acesso às coisas boas e a UPA inaugurada vai oferecer o melhor serviço possível à população local.
Nós queremos que, independentemente da origem social, independentemente da religião, do time que torce ou da cor, o que nós queremos é que todos os brasileiros sejam tratados com respeito e dignidade. A Cidade de Deus merece muito mais do que isso, porque nós temos que acabar com a imagem de que a favela é violência, que favela só tem bandido. Nós não gostaríamos mais de falar em favela, mas em bairro.
A grande inovação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) inaugurada na Cidade de Deus vai além de seus equipamentos de última geração, do laboratório de qualidade. Segundo o presidente Lula, a unidade tem como grande diferencial o respeito com que trata as pessoas mais pobres. “Todo mundo tem que ter oportunidade”, afirmou.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
Lula desafiou qualquer um a ir à unidade recém inaugurada e compará-la depois com o serviço prestado pela saúde privada no Rio. “Habitualmente se fala que tudo que é público não presta, que o que vale é o particular”, disse o presidente, acrescentando porém que isso não é verdade. Muitos dos cidadãos que se vangloriam de pagar plano de saúde, porque é melhor, na verdade não pagam nada, porque depois descontam no Imposto de Renda. “Quem paga é o Estado”, frisou.
O presidente Lula só pediu ao governador Sérgio Cabral Filho uma maior atenção aos equipamentos públicos instalados na comunidade para que não se degradem, o que em geral dá início à favelização. E tudo isso depende da participação da comunidade. “Se ela achar que aquilo é dela, vai ajudar para não deixar estragar e fiscalizar o funcionamento”, destacou.
Mais do que a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, é a realidade do País que obriga o governo a investir pesado em mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras, afirmou o presidente Lula na abertura da 10ª edição da Michelin Challenge Bibendum, realizada nesta segunda-feira (31/5) no Riocentro, no Rio de Janeiro. O evento é um fórum da indústria automotiva que incentiva ações sustentáveis no setor.
O Brasil terá uma política de mobilidade urbana como poucas vezes ele já teve na história. Não só porque as necessidades das Olimpíadas nos impõe, não só porque a Copa nos impõe, mas porque a realidade nos impõe isso. Somos um país com quase 80% da população morando nos grandes centros urbanos. Por isso criamos o Ministério das Cidades, foi por isso que criamos a Secretaria de Transportes dentro do Ministério, para pensar nacionalmente a questão urbana em nosso País. E eu penso que nós vamos dar um salto importante, porque não podemos mais parar.
Lula disse ainda que há décadas o Brasil não investia em rodovias como se faz hoje e lembrou dos esforços do governo para tomar as medidas necessárias visando a renovação da frota de carros particulares, ônibus e caminhões do País. Com isso, afirmou o presidente, foi possível melhorar o nível de emprego e também diminuir a emissão de gases do efeito estufa, já que foram retiradas das ruas veículos com 15, 20 anos de uso. “E hoje quase 100% dos carros brasileiros são ‘flex fuel’ e os usuários têm preferência pelo etanol na hora de encher o tanque”, lembrou o presidente Lula durante seu discurso.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento realizado no Riocentro (RJ):
O presidente afirmou que a produção cada vez maior de carros elétricos no mundo é um “sinal extraordinário” de que as pessoas estão se preocupando mais com o que está acontecendo com o planeta, e aproveitou para criticar mais uma vez os que defendiam a primazia do mercado sobre o Estado, lembrando que durante a última crise econ%omica mundial, se não fosse o Estado ‘entrar na dança’ quando o mercado quebrou, o mundo estaria muito mais problemático hoje.
Aproveitou ainda para convidar os presentes ao evento para conhecerem algumas comunidades do Rio de Janeiro como o Complexo do Alemão, Manguinhos, Pavão-Pavãozinho, Rocinha, e verem o resultado positivo da política de segurança pública tocada em conjunto pelas esferas municipal, estadual e federal. “É impossível tornar um lugar mais humanizado se eles (moradores) não sentirem que o Estado está fazendo algo por eles”, disse Lula, lembrando que a presença do Estado nas favelas não se faz apenas com a polícia, mas também com escola, biblioteca, saúde e, sobretudo, esperança.
Mais do que a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, é a realidade do País que obriga o governo a investir pesado em mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras, afirmou o presidente Lula na abertura da 10ª edição da Michelin Challenge Bibendum, realizada nesta segunda-feira (31/5) no Riocentro, no Rio de Janeiro. O evento é um fórum da indústria automotiva que incentiva ações sustentáveis no setor.
O Brasil terá uma política de mobilidade urbana como poucas vezes ele já teve na história. Não só porque as necessidades das Olimpíadas nos impõe, não só porque a Copa nos impõe, mas porque a realidade nos impõe isso. Somos um país com quase 80% da população morando nos grandes centros urbanos. Por isso criamos o Ministério das Cidades, foi por isso que criamos a Secretaria de Transportes dentro do Ministério, para pensar nacionalmente a questão urbana em nosso País. E eu penso que nós vamos dar um salto importante, porque não podemos mais parar.
Lula disse ainda que há décadas o Brasil não investia em rodovias como se faz hoje e lembrou dos esforços do governo para tomar as medidas necessárias visando a renovação da frota de carros particulares, ônibus e caminhões do País. Com isso, afirmou o presidente, foi possível melhorar o nível de emprego e também diminuir a emissão de gases do efeito estufa, já que foram retiradas das ruas veículos com 15, 20 anos de uso. “E hoje quase 100% dos carros brasileiros são ‘flex fuel’ e os usuários têm preferência pelo etanol na hora de encher o tanque”, lembrou o presidente Lula durante seu discurso.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento realizado no Riocentro (RJ):
O presidente afirmou que a produção cada vez maior de carros elétricos no mundo é um “sinal extraordinário” de que as pessoas estão se preocupando mais com o que está acontecendo com o planeta, e aproveitou para criticar mais uma vez os que defendiam a primazia do mercado sobre o Estado, lembrando que durante a última crise econ%omica mundial, se não fosse o Estado ‘entrar na dança’ quando o mercado quebrou, o mundo estaria muito mais problemático hoje.
Aproveitou ainda para convidar os presentes ao evento para conhecerem algumas comunidades do Rio de Janeiro como o Complexo do Alemão, Manguinhos, Pavão-Pavãozinho, Rocinha, e verem o resultado positivo da política de segurança pública tocada em conjunto pelas esferas municipal, estadual e federal. “É impossível tornar um lugar mais humanizado se eles (moradores) não sentirem que o Estado está fazendo algo por eles”, disse Lula, lembrando que a presença do Estado nas favelas não se faz apenas com a polícia, mas também com escola, biblioteca, saúde e, sobretudo, esperança.
Tendo em mente a necessidade de construir uma cultura de paz entre as nações, estreitando as relações e apostando no diálogo entre os povos, foi realizada no Brasil na semana passada o 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, que reuniu no Rio de Janeiro representantes de mais de 100 países e 14 chefes de Estado. O evento é uma resposta “aqueles países que pretenderam, um dia, dividir o mundo a partir de um suposto choque de civilizações”, afirmou o presidente Lula no programa Café com o Presidente desta segunda-feira (31/5).
É preciso que a gente tenha em mente a necessidade de construir uma cultura de paz entre as nações, estreitar as relações, apostando na continuidade do diálogo entre os diversos povos. O Brasil hoje tem competência, pela nossa própria história, história de tolerância, história de igualdade de oportunidades, e nós sabemos que todos precisam ter essas oportunidades, e são peças fundamentais para um ambiente de paz. O Brasil aposta no entendimento, e somente o diálogo é que vai fazer com que a gente cale o barulho das armas.
Lula falou ainda em seu programa de rádio sobre a participação da Seleção Brasileira na Copa da África do Sul:
Dedicarei meu tempinho na hora do jogo para poder assistir e torcer pelo Brasil, e esperar que a gente possa ganhar mais uma vez. Eu só posso desejar aos jogadores toda a sorte do mundo, que aqui tem muita gente torcendo por eles, muita gente.
O presidente Lula estará no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (31/5), para a cerimônia de abertura da 10ª edição da Michelin Challenge Bibendum no Brasil, que será realizada no Riocentro, na Barra da Tijuca, a partir das 10 horas. O evento é um fórum da indústria automotiva que incentiva a redução do consumo de energia por veículo, da emissão de gases poluentes e da quantidade de acidentes, e também discute melhorias do fluxo do tráfego. É a primeira vez que o Challenge Bibendum é realizado em um país do Hemisfério Sul.
Às 13 horas Lula seguirá para a Cidade de Deus para inaugurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, que deverá atender 450 pacientes por dia. A UPA da Cidade de Deus recebeu R$ 2,6 milhões do governo federal para as obras e aquisição de equipamentos. Nos últimos dois anos, foram instaladas 44 UPAs em 22 municípios do Rio de Janeiro.
Após cumprir a agenda no Rio de Janeiro, o presidente Lula viaja para São Paulo (15h15), a partir do aeroporto Santos Dumont, devendo chegar à Base Aérea de Congonhas às 16 horas.
Presidente Lula é recebido pela presidenta da Argentina, Christina Kirchner, em Buenos Aires, para as comemorações do Bicentenário da Revolução de Maio de 1810. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O acordo nuclear do Irã dominou a maior parte da entrevista coletiva que marcou o encerramento do III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou que os termos obtidos na reunião ocorrida em Teerã (Irã), com a participação do presidente Lula, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, estão dentro das diretrizes iniciadas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo Amorim, o entendimento é parte de uma “aliança de civilizações” entre Brasil e Turquia.
Amorim disse que não vê nenhum problema no relacionamento com os Estados Unidos. Segundo ele, as duas maiores economias do continente americano devem manter o fluxo de forma normal. No entanto, o ministro brasileiro foi enfático ao responder sobre se a atitude do governo brasileiro poderia atrapalhar os planos do Brasil de vir a integrar o Conselho Permanente de Segurança das Nações Unidas.
Olha, se for para ser membro do Conselho Permanente eu tiver uma posição subserviente, é preferível não ser.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, explicou que não ocorreu nenhuma transgressão no acordo obtido junto ao governo iraniano. Ele lembrou o fato de os dos países serem autônomos e que atuaram conforme suas respectivas convicções.
O ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação da Espanha, Miguel Angel Moratinos Cuyaube, destacou em sua participação a importância que o Fórum Mundial da Aliança de Civilizações vem conquistando nos últimos cinco anos. A novidade -- segundo destacou -- foi a entrada dos Estados Unidos neste fórum. De acordo com Cuyaube, temas abordados na reunião do Rio de Janeiro serão ampliados, no próximo ano, no IV Fórum Mundial que acontecerá em Doha, no Catar.
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