Archive for January, 2010

Para cumprir a agenda de trabalho, seja em Brasília ou em qualquer ponto do País, a Presidência da República conta com uma equipe profissional que tem por objetivo assegurar o bom desempenho das atividades seja do presidente Lula, do vice-presidente José Alencar ou demais autoridades do primeiro escalão. Por isso, é fundamental a participação da equipe médica. Esta semana, o médico da Presidência da República Cleber Ferreira foi decisivo no atendimento, ainda no Recife, ao presidente Lula que, na noite de quarta-feira (27/1), apresentou crise de hipertensão e foi submetido ao atendimento no Real Hospital Português.

O médico Cleber Ferreira conversou com o Blog do Planalto e, na oportunidade, detalhou os preparativos que envolvem os profissionais do setor. No sábado (30/1), o presidente Lula foi submetido a uma bateria de exames no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, e retornou para Brasília. O presidente retoma a agenda de trabalho nesta segunda-feira (1/2).


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Quinta-feira, 28 de janeiro

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Presidente Lula é submetido a exames no Real Hospital Português, em Recife (PE). Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Presidente Lula acena para jornalista ao deixar o Incor, em São Paulo (foto: Ricardo Stuckert / PR)

Presidente Lula acena para jornalistas ao deixar o Incor, em São Paulo (foto: Ricardo Stuckert / PR)

Bem disposto, o presidente Lula concedeu entrevista, na manhã deste sábado (30/1), ao deixar o Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, quando disse que vai manter o ritmo de trabalho normal. “Temos muita coisa para fazer neste ano. Não podemos deixar a peteca cair. É preciso continuar. Quem engorda o porco é o olho do dono. Sei como funciona depois de sete anos”, disse aos jornalistas que fizeram plantão no Incor.

E emendou: “Graças a Deus estou com minha saúde perfeita. Meço minha pressão todo santo dia.” Segundo o presidente na aferição, a pressão arterial varia entre 11 por 7 e 12 por 8. Ele atribuiu a crise de hipertensão ao cansaço e poucas horas de sono. Por isso, Lula explicou que cumprirá as recomendações médicas no que diz respeito ao exercício físico e à alimentação. Segundo o médico Roberto Kalil, a primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva também se submeteu ao check-up. O médico frisou por diversas vezes que o presidente Lula não é hipertenso. Apenas apresentou a crise pela primeira vez.

Ouça aqui a íntegra da entrevista do presidente Lula:

Após se submeter a uma bateria de exames no Incor, na manhã deste sábado (30/1), em São Paulo, o presidente Lula embarcou para Brasília onde permanece o fim de semana sem compromisso oficial. Os exames foram acompanhados pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, médico particular do presidente. O check-up foi decidido como desdobramento de avaliação do estado de saúde de Lula. O presidente foi submetido, segundo o Incor, ao ecocardiograma para função dos músculos do coração, tomografia das artérias cardíacas, ultrassonografia do abdome e da próstata, teste de função pulmonar e exames de sangue e urina.

Na noite da última quarta-feira, no Recife (PE), quando preparava-se para seguir viagem para Davos, Suíça, onde receberia o prêmio Estadista Global, no Fórum Econômico Mundial (FEM), o presidente apresentou crise de hipertensão. Ainda no avião da Presidência da República, na Base Aérea do Recife, após conversa com o médico Cleber Ferreira, foi decido pelo cancelamento da viagem e a internação no Real Hospital Português, no bairro Paissandu, para verificação do quadro clínico.

Na manhã seguinte, o presidente Lula deixou o hospital acompanhado pelos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Franklin Martins (Comunicação Social) e seguiu para São Bernardo do Campo (SP), onde permaneceu em repouso até a manhã deste sábado (30/1). Ele chegou ao Incor às 8h e, minutos depois, iniciaram-se os exames.

Na segunda-feira, o presidente retoma a rotina de trabalho. Às 9h, a agenda prevê despacho interno no Palácio da Alvorada, e, às 10h, o presidente comparece à solenidade de abertura do Ano Judiciário na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes. Em seguida, no gabinete provisório no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), está prevista reunião de avaliação do programa Territórios da Cidadania. Às 16h30, Lula recebe apresentação de credenciais de novos embaixadores no Brasil e encerra os compromissos de agenda participando, às 18h, de cerimônia de inauguração de escolas técnicas, num hotel em Brasília.


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Bem disposto, o presidente Lula concedeu entrevista, na manhã deste sábado (30/1), ao deixar o Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, quando disse que vai manter o ritmo de trabalho normal. “Temos muita coisa para fazer neste ano. Não podemos deixar a peteca cair. É preciso continuar. Quem engorda o porco é o olho do dono. Sei como funciona depois de sete anos”, disse aos jornalistas que fizeram plantão no Incor.

E emendou: “Graças a Deus estou com minha saúde perfeita. Meço minha pressão todo santo dia.” Segundo o presidente na aferição, a pressão arterial varia entre 11 por 7 e 12 por 8. Ele atribuiu a crise de hipertensão ao cansaço e poucas horas de sono. Por isso, Lula explicou que cumprirá as recomendações médicas no que diz respeito ao exercício físico e à alimentação. Segundo o médico Roberto Kalil, a primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva também se submeteu ao check-up. O médico frisou por diversas vezes que o presidente Lula não é hipertenso. Apenas apresentou a crise pela primeira vez.

Ouça aqui a íntegra da entrevista do presidente Lula:

Após se submeter a uma bateria de exames no Incor, na manhã deste sábado (30/1), em São Paulo, o presidente Lula embarcou para Brasília onde permanece o fim de semana sem compromisso oficial. Os exames foram acompanhados pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, médico particular do presidente. O check-up foi decidido como desdobramento de avaliação do estado de saúde de Lula. O presidente foi submetido, segundo o Incor, ao ecocardiograma para função dos músculos do coração, tomografia das artérias cardíacas, ultrassonografia do abdome e da próstata, teste de função pulmonar e exames de sangue e urina.

Na noite da última quarta-feira, no Recife (PE), quando preparava-se para seguir viagem para Davos, Suíça, onde receberia o prêmio Estadista Global, no Fórum Econômico Mundial (FEM), o presidente apresentou crise de hipertensão. Ainda no avião da Presidência da República, na Base Aérea do Recife, após conversa com o médico Cleber Ferreira, foi decido pelo cancelamento da viagem e a internação no Real Hospital Português, no bairro Paissandu, para verificação do quadro clínico.

Na manhã seguinte, o presidente Lula deixou o hospital acompanhado pelos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Franklin Martins (Comunicação Social) e seguiu para São Bernardo do Campo (SP), onde permaneceu em repouso até a manhã deste sábado (30/1). Ele chegou ao Incor às 8h e, minutos depois, iniciaram-se os exames.

Na segunda-feira, o presidente retoma a rotina de trabalho. Às 9h, a agenda prevê despacho interno no Palácio da Alvorada, e, às 10h, o presidente comparece à solenidade de abertura do Ano Judiciário na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes. Em seguida, no gabinete provisório no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), está prevista reunião de avaliação do programa Territórios da Cidadania. Às 16h30, Lula recebe apresentação de credenciais de novos embaixadores no Brasil e encerra os compromissos de agenda participando, às 18h, de cerimônia de inauguração de escolas técnicas, num hotel em Brasília.


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Esta semana, o município de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife (PE), recebeu autorização para o início das obras de infraestrutura da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), uma espécie de zona franca para a produção de equipamentos com tecnologia de ponta voltada para o mercado externo. Numa cerimônia rápida, com a participação do presidente Lula, o decreto foi assinado. Agora, o governo do estado de Pernambuco inicia a contratação das obras de R$ 3,753 milhões.

O governador Eduardo Campos aposta no empreendimento como forma de alavancar a economia pernambucana. A ZPE será construída num terreno de 500 hectares. A primeira etapa deve estar concluída em janeiro de 2011, quando serão iniciadas as operações das fábricas de eletroeletrônicos e produtos farmacêuticos. Quando estiver funcionando a pleno vapor, a ZPE contará com três mil operários.

Bastante a vontade, o presidente Lula explicou que se o projeto funcionar a contento, o governo autorizará novas áreas especiais na região Nordeste. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) tem uma biblioteca virtual com as informações sobre as ZPEs -- ver aqui e aqui.


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(Segundo programa da série 7 anos em 7 minutos, com o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores)

Selo 7 anos em 7 minutos

A projeção que o Brasil ganhou no mundo nos últimos anos é reflexo direto da estabilidade econômica e política social promovida pelo presidente Lula no País mas também pelas novas diretrizes da política externa, que mudou suas prioridades para dar ênfase à integração da América do Sul e a novas parcerias comerciais no mundo. A avaliação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores Celso Amorim no segundo programa da série 7 Anos em 7 Minutos que publicamos nesta sexta-feira (29/1) no Blog do Planalto.

Amorim diz que o presidente Lula determinou, desde o primeiro ano de seu mandato, fosse aprofundada as relações com os países vizinhos e estabelecida novas parcerias pelo mundo, notadamente na África, Oriente Médio e Ásia. Os resultados já podem ser notados: o comércio brasileiro com países sul-americanos passou a ser quase 20% do total do comércio exterior brasileiro e a África é hoje o quarto parceiro comercial do País, atrás apenas da China, Estados Unidos e Argentina.

O chanceler brasileiro lembrou que o presidente Lula fez questão receber, em seu primeiro ano de governo, a todos os governadores da América do Sul e também visitá-los. A mesma política de boa vizinhança foi feita com a África, onde visitou 21 países.

Juntamente com os esforços brasileiros na criação do G20 e na Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil foi ganhando importância no cenário internacional, consolidando-se como interlocutor privilegiado tanto nas questões políticas como comerciais do mundo.


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O Brasil está pronto para ser destaque no mundo, mas não da velha ordem e sim de um novo cenário mais justo e democrático, em que as disparidades econômicas e sociais sejam bem menores e haja mais democracia, liberdades públicas e respeito aos direitos humanos. Essa foi a tônica do discurso do presidente Lula lido nesta sexta-feira (29/1) em Davos (Suíça), durante o Fórum Econômico Mundial, pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. O chanceler recebeu o prêmio Estadista Global em nome do presidente brasileiro, que não pode comparecer ao evento por ter tido uma crise de hipertensão momentos antes de embarcar para a Europa.

Lula afirmou que considera inapropriado dizer que o Brasil “está na moda”, porque isso é “fugaz e passageiro”. O Brasil, segundo ele, quer e será ator permanente no cenário do novo mundo.

O Brasil, porém, não quer ser um destaque novo em um mundo velho. A voz brasileira quer proclamar, em alto e bom som, que é possível construir um mundo novo. O Brasil quer ajudar a construir este novo mundo, que todos nós sabemos, não apenas é possível, mas dramaticamente necessário, como ficou claro na recente crise financeira internacional – mesmo para os que não gostam de mudanças.

Para ler a íntegra do discurso, clique aqui.

O presidente brasileiro afirmou em seu discurso que, mais do que um ato de generosidade, a construção da nova ordem mundial é uma “atitude de inteligência política”.

O Brasil, afirmou, está fazendo sua parte. De 2003, quando Lula esteve pela primeira vez em Davos, até hoje, o País viu 31 milhões de pessoas entrarem para a classe média e 20 milhões saírem da pobreza absoluta. A dívida externa foi paga e o Brasil hoje é credor do Fundo Monetário Internacional (FMI). As reservas internacionais saltaram de US$ 38 bilhões para US$ 240 bilhões. O País está consolidando uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e caminha para se tornar a quinta maior economia do mundo.

Posso dizer, com humildade e realismo, que ainda precisamos avançar muito. Mas ninguém pode negar que o Brasil melhorou. O fato é que Brasil não apenas venceu o desafio de crescer economicamente e incluir socialmente, como provou, aos céticos, que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza.

Historicamente, quase todos governantes brasileiros governaram apenas para um terço da população. Para eles, o resto era peso, estorvo, carga. Falavam em arrumar a casa. Mas como é possível arrumar um país deixando dois terços de sua população fora dos benefícios do progresso e da civilização?

Incorporar os mais fracos e os mais necessitados à economia e às políticas públicas não era apenas algo moralmente correto. Era, também, politicamente indispensável e economicamente acertado. Porque só arrumam a casa o pai e a mãe que olham para todos, não deixam que os mais fortes esbulhem os mais fracos, nem aceitam que os mais fracos conformem-se com a submissão e com a injustiça. Uma casa só é forte quando é de todos – e nela todos encontram abrigo, oportunidades e esperanças.

Lula deixou, em seu discurso, algumas perguntas importantes para os participantes do Fórum de Davos:

Pergunto: podemos dizer que, nos últimos sete anos, o mundo caminhou no rumo da diminuição das desigualdades, das guerras, dos conflitos, das tragédias e da pobreza? Podemos dizer que caminhou, mais vigorosamente, em direção a um modelo de respeito ao ser humano e ao meio ambiente? Podemos dizer que interrompeu a marcha da insensatez, que tantas vezes parece nos encaminhar para o abismo social, para o abismo ambiental, para o abismo político e para o abismo moral?

Posso imaginar a resposta sincera que sai do coração de cada um de vocês, porque sinto a mesma perplexidade e a mesma frustração com o mundo em que vivemos. E nós todos, sem exceção, temos uma parcela de responsabilidade nisso tudo.

E lembrou do Haiti para fazer outra provocação:

Vendo os efeitos pavorosos da tragédia do Haiti, também pergunto: quantos Haitis serão necessários para que deixemos de buscar remédios tardios e soluções improvisadas, ao calor do remorso?

Todos nós sabemos que a tragédia do Haiti foi causada por dois tipos de terremotos: o que sacudiu Porto Príncipe, no início deste mês, com a força de 30 bombas atômicas, e o outro, lento e silencioso, que vem corroendo suas entranhas há alguns séculos.

Para este outro terremoto, o mundo fechou os olhos e os ouvidos. Como continua de olhos e ouvidos fechados para o terremoto silencioso que destrói comunidades inteiras na África, na Ásia, na Europa Oriental e nos países mais pobres das Américas.

Será necessário que o terremoto social traga seu epicentro para as grandes metrópoles europeias e norte-americanas para que possamos tomar soluções mais definitivas?

O presidente brasileiro usou o lema do Fórum Social Mundial (FSM) para instigar ainda mais os ouvintes: “Outro mundo e outro caminho são possíveis. Basta que queiramos. E precisamos fazer isso enquanto é tempo”, disse Lula, no discurso lido pelo chanceler Amorim.

Lula disse ainda que é preciso “reinventar o mundo e suas instituições” e resgatar o papel de governar, com criatividade e Justiça.

Não sou apocalíptico, nem estou anunciando o fim do mundo. Estou lançando um brado de otimismo. E dizendo que, mais que nunca, temos nossos destinos em nossas mãos. E toda vez que mãos humanas misturam sonho, criatividade, amor, coragem e justiça, elas conseguem realizar a tarefa divina de construir um novo mundo e uma nova humanidade.


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