Archive for September, 2009

O presidente Lula viaja esta noite para Copenhague, na Dinamarca, onde comparecerá à cerimônia do Comitê Olímpico Internacional (COI) que escolherá a cidade-sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. É a primeira vez que a cidade brasileira chega à final da disputa – desta vez ao lado de Chicago (Estados Unidos), Madri (Espanha) e Tóquio (Japão).

Conheça aqui a página oficial da candidatura do Rio de Janeiro.

A ida do presidente Lula a Copenhague, segundo o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, faz parte do processo de engajamento do governo com a candidatura do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O processo, afirmou Baumbach, “foi marcado pela perfeita integração entre as ações do governo federal, do governo estadual e da prefeitura do Rio, além do significativo e crescente apoio popular, pontos altos da candidatura brasileira”.

Clique para ouvir Baumbach dar mais detalhes sobre a viagem de Lula a Copenhague:


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Durante a reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) hoje no Palácio do Itamaraty, em Brasília, o clima entre os conselheiros com relação às propostas do governo federal para o Pré-sal era de aprovação, apesar de muitos terem demandas específicas para os setores que representam. Os interessados tiveram a chance de se inscrever para expor seus pontos por três minutos.

O Blog do Planalto traz aqui a posição de representantes de três importantes setores da sociedade civil -- indústria, trabalhadores e estudantes -- acerca dos investimentos que serão feitos com os recursos obtidos com a exploração do Pré-sal.

Representando o empresariado, o primeiro conselheiro a falar foi o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Base e Infraestrutura (ABDIB), Paulo Godoy, que elogiou a proposta do governo, especialmente a criação do Fundo Social. Ele está otimista com os avanços que as novas reservas devem trazer para a indústria naval e petrolífera brasileira, e acredita que é quase unânime na sociedade brasileira o entendimento de que o Estado precisa assumir o controle da riqueza do Pré-sal para dar a ela um destino ordenado.

Mas, segundo Godoy, é preciso muita preparação e investimentos até que os diferentes setores possam colher os frutos. Ele defendeu o estabelecimento de mecanismos claros de fiscalização para os contratos a serem firmados entre empresas e governo. Para Godoy, a exploração da camada Pré-sal trará grandes investidores para o País e é preciso definir regras claras para o que o setor não sofra com paralizações por parte dos órgãos de fiscalização.

Confira trecho da intervenção de Paulo Godoy durante a reunião do Conselhão:

Em seguida foi a vez do presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, que disse achar excelente a ideia de criação do Fundo Social, mas defende que os recursos também sejam destinados aos temas reforma agrária e seguridade social. Ouça trecho de entrevista com Artur:

O Blog do Planalto conversou também com o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, que contou que os integrantes do movimento estudantil vem estudando muito o tema. Ele fez uma avaliação da reunião e falou das demandas para a área da Educação. Assista:


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O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) reuniu-se hoje no auditório do Palácio Itamaraty, em Brasília, para discutir os riscos e oportunidades que as reservas do Pré-sal trazem para o crescimento do Brasil. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, abriu a reunião extraordinária fazendo uma contextualização do tema. Em seguida apresentou a proposta do governo para o setor e explicou os projetos de lei para a regulação das novas reservas enviadas recentemente pelo governo ao Congresso Nacional.

Para saber mais sobre os projetos, confira a cobertura do Blog do Planalto sobre o tema clicando aqui.

A ministra Dilma também destacou que a transferência desta riqueza natural, uma riqueza física, em riqueza social e humana implica em decisões políticas. Daí a importância do debate com os diversos setores da sociedade para garantir que todos entendam o que precisa ser feito e tomem suas posições levando em conta o que é melhor para o País.

Confira explicação da ministra Dilma:

O objetivo do governo com o Pré-sal é permitir ao Brasil a expansão do combate à pobreza, o investimento pesado em educação, ciência e tecnologia, cultura e meio-ambiente, o fortalecimento da indústria nacional e o aumento da sua importância no contexto geopolítico mundial.

A mesa da reunião foi composta pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha; a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef; o deputado federal Brizola Neto, relator de um dos projetos de lei para o setor que tramitam na Câmara; e a secretária executiva do CDES, Esther Bemerguy de Albuquerque.


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A coluna desta semana traz perguntas de leitores de jornais de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná sobre temas ligados aos aposentados, inclusão digital e social na educação.

Leia aqui a íntegra da coluna.

João Xavier Sobrinho, aposentado de Bauru (SP), questionou sobre os aumentos para aposentados e pensionistas que ganham acima do salário-mínimo e pergunta se há perspectivas de mudança. O presidente Lula afirmou que em 2010 e 2011 será concedido aumento real na aposentadoria para quem recebe acima do mínimo, graças ao acordo feito com as centrais sindicais. Esse acordo prevê reajuste pelo índice de inflação mais a metade do índice de crescimento do PIB do segundo ano anterior e garantia no emprego 12 meses antes da aposentadoria, além do fim do fator previdenciário para trabalhadores cuja soma da idade e o tempo de contribuição seja 85 (mulher) e 95 (homem).

As propostas ainda serão examinadas pelo Congresso, mas o presidente Lula afirmou estar confiante de que serão aprovadas.

Virgínia Carvalhaes Cardoso, estudante de Volta Redonda (RJ), quis saber se sua cidade será beneficiada pelo programa Um Computador por Aluno. Lula explicou que na primeira fase do programa foram escolhidas escolas em cinco cidades – Brasília (DF), Palmas (TO), Piraí (RJ), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). A segunda fase deve contemplar dez escolas em cada estado – cinco estaduais e cinco municipais. E deu o caminho das pedras para sua cidade ser contemplada:

Se os estados e municípios, inclusive Volta Redonda, quiserem equipar imediatamente suas escolas, podem recorrer ao BNDES, que tem à disposição R$ 600 milhões para uma linha especial de financiamento.

A dona de casa Marlene Ortolani dos Anjos, de Mandaguaçu (PR), questionou a extinção das escolas de educação especial, o que obriga os pais a matricularem seus filhois em escolas comuns. O presidente Lula disse que o ministro da Educação, Fernando Haddad, rejeitou o parecer do Conselho Nacional de Educação, que tornava obrigatória a matrícula de jovens com necessidades especiais em escolas comuns, e informou que o novo parecer diz que esses alunos passam agora a ter o direito, não a obrigação, de se matricularem em escolas do ensino regular. E deu mais detalhes:

Todas as escolas terão que fazer adaptações para oferecer atendimento especializado. Os recursos para as adaptações e abertura de classes especiais sairão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Será a abertura de caminho para a educação inclusiva, em que alunos com necessidades especiais terão a oportunidade de participar dos espaços comuns de aprendizagem. Trata-se da implementação do art. 208, da Constituição Federal, que determina o ensino fundamental obrigatório e gratuito e o atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.


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Presidente Lula recebe placa de homenagem de dirigentes da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR). Foto: Domingos Tadeu/PR

Presidente Lula recebe placa de homenagem de dirigentes da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR). Foto: Domingos Tadeu/PR

Por seu trabalho em defesa da liberdade de expressão, um exemplo em toda a América Latina, o presidente Lula recebeu ontem uma homenagem da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR). Uma comitiva de dirigentes da instituição, que representa 17 mil emissoras de rádio e TV na Europa e nas Américas, entregou uma placa ao presidente brasileiro em solenidade realizada no gabinete provisório da Presidência da República no Centro Cultural Banco do Brasil.

Participaram da audiência o presidente da Associação, Luiz Pardo Sainz, do Chile, e o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), Daniel Slaviero, também vice-presidente da AIR para a América do Sul. A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) inicia hoje, em Brasília, sua 39ª Assembléia Geral, que vai até quinta-feira (1º/10), com cerca de 100 dirigentes do setor de radiodifusão, de vários países.

Clique aqui para mais detalhes sobre o encontro.


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Alexandre Padilha assumiu hoje a função de ministro das Relações Institucionais e, além do cargo, ganhou também o título de ministro mais jovem do atual governo. Ele nasceu no dia 14 de setembro de 1971 e tem 38 anos. Orlando Silva, ministro dos Esportes, também nasceu em 1971 e tem 38 anos, mas perdeu o posto para Padilha por soprar suas velinhas em 27 de maio -- ou seja, 110 dias mais velho.

Os dois ministros fazem parte de uma nova geração de governantes que está ganhando espaço e construindo o futuro do Brasil. Mas os mais experientes também têm espaço no governo Lula. É o caso do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que tem quase o dobro da idade de Padilha, com seus 72 anos, e é o mais antigo dos ministros. Com essa diversidade, o País ganha, já que quanto mais pontos de vista e diversidade entre os governantes, mais democráticos e representativos tornam-se os debates.

A cerimônia de posse do Alexandre Padilha no Palácio do Itamaraty em Brasília foi das mais concorridas. O salão nobre do Palácio do lotou (não conhece? Faça visitas virtuais a um dos mais lindos prédios da Esplanada dos Ministérios por aqui) e ainda ficou muita gente do lado de fora assistindo aos discursos por meio de televisores. A solenidade contou com a presença de muitos parlamentares da Câmara e do Senado, com quem Padilha agora vai se relacionar diariamente. Também estavam presentes governadores e prefeitos que conheceram o novo ministro no seu antigo cargo de chefe da subsecretaria de Assuntos Federativos da Presidência da República, quando cuidava do relacionamento entre o governo federal e os estados e municípios.

Após a posse, os convidados cercaram o novo ministro para cumprimentá-lo. Apesar da concorrência, com todos querendo falar com ele, o Blog do Planalto trocou uma palavrinha com o mais novo ministro que contou qual é sua expectativa para o novo cargo e explicou de forma simples qual é o papel do ministro da Secretaria de Relações Institucionais. Confira:


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No início do discurso do novo ministro-chefe das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, um momento emocionante contagiou o ambiente. Foi quando o vice-presidente José Alencar subiu ao palco e foi aplaudido de pé, durante alguns segundos, pelos convidados que lotavam o salão do Palácio Itamaraty. Padilha interrompeu seu discurso e também prestou sua homenagem. Confira:


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Presidente Lula cumprimenta José Múcio Monteiro, que deixa a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e assume vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula cumprimenta José Múcio Monteiro, que deixa a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e assume vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil tem que aprender a respeitar o Congresso Nacional porque ele é a cara da sociedade brasileira. Respeitá-lo é respeitar o eleitor, afirmou o presidente Lula nesta segunda-feira (28/9) em cerimônia de posse do novo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, no Palácio Itamaraty. Padilha substitui José Múcio Monteiro, que ficou um ano e 10 meses no cargo e agora irá para o Tribunal de Contas da União (TCU).

Lula lembrou que seu governo sempre procurou uma boa relação com os parlamentares, de respeito, independentemente de partido político, e elogiou o trabalho de Múcio na construção dessa relação.

Veja trecho do discurso do presidente em que ele explica a importância de se manter o diálogo com o Congresso e, principalmente, com a base aliada do governo:

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula durante a cerimônia:

Em seu discurso, pouco antes, José Múcio afirmou que trabalhar com Lula foi o ponto alto de sua carreira política e destacou o diálogo sempre aberto que o governo teve com o Congresso. “Aprendi muito com o senhor e esse aprendizado levo para o resto da minha vida”, disse ele.

O novo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República tomou posse no cargo hoje, no Palácio Itamaraty. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O novo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República tomou posse no cargo hoje, no Palácio Itamaraty. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Sobre o novo ministro, Lula afirmou que ele tem tudo para se transformar numa grande revelação política na relação com o Congresso. Mas o custo para Alexandre Padilha pode ser alto, brincou. Confira:

Em seu discurso, o novo ministro afirmou que trabalhará dia e noite para retribuir a confiança depositada. Lembrou que começou na política por causa do presidente Lula, para quem fez campanha política em 1989 -- data da primeira candidatura de Lula à Presidência da República -, e disse considerar sua indicação uma homenagem à política de boa relação federativa iniciada em 2003. “Minha missão agora é trabalhar pela construção de um novo Brasil”, afirmou Padilha, que considera ter dois grandes desafios no governo a partir de agora: fortalecer a relação do governo com o Congresso e também com governadores e prefeitos. Padilha não acha que terá problemas para fazer isso, já que conviver com a diferença política é inerente à sua geração.


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O presidente Lula participa hoje à tarde da cerimônia de posse do novo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, Alexandre Padilha, que era chefe da Subsecretaria de Assuntos Federativos da Presidência da República – ligada à SRI. Padilha substitui José Múcio Monteiro.

O evento será no Palácio Itamaraty e você pode acompanhar a partir das 15 horas ao vivo, aqui,  pela TV NBR.

A Secretaria de Relações Institucionais atua na coordenação política do governo, condução do relacionamento do governo com o Congresso e partidos políticos, e coordena o funcionamento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Saiba mais sobre a Secretaria clicando aqui.


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(Trecho do programa Café com o Presidente desta semana, em que o presidente Lula defende a candidatura do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Vídeo: Ricardo Stucket)

O presidente Lula fez um balanço da sua participação em importantes reuniões internacionais ao longo da última semana durante o programa Café com o Presidente desta semana, em que tratou de temas como a crise econômica, a maior participação dos países emergentes nas decisões em organismos multilaterais, a crise politica em Honduras e a integração política-econômica entre países sulamericanos e africanos. Os temas foram tratados pelo presidente Lula em encontros internacionais como a Assembléia Geral da ONU, Cúpula dos Líderes do G20 e Cúpula América do Sul-África (ASA).

Vestido com agasalho oficial do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Lula falou também sobre a possibilidade do Rio de Janeiro ser escolhida sede dos Jogos Olímpicos de 2016 -- a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) será na próxima sexta-feira, dia 2 de outubro. Ele está otimista com as chances da cidade brasileira, que disputa com Tóquio, Chicago e Madri.

Ouça aqui a íntegra do programa:

Sobre a Assembléia Geral da ONU, realizada em Nova York, o presidente brasileiro lembrou ter levado três mensagens: a crise econômica mundial, as mudanças climáticas e a governança global. Três assuntos que estão na ordem do dia, afirmou Lula. O presidente também explicou as vitórias obtidas em Pittsburgh (EUA), durante a Cúpula de Líderes do G20, como a escolha do encontro como fórum para se discutir a questão econômica mundial, e o aumento da participação dos países emergentes no FMI:

(…) o que está acontecendo de novo no mundo é que não tem mais nenhum dono da verdade. Todo mundo se senta à mesa, com muita humildade, querendo aprender, querendo saber como é que vai fazer para lidar com a crise econômica, para lidar com o sistema financeiro, redefinir o papel do Estado, e isso eu acho que é o que explica o sucesso do G-20.

Sobre o encontro em Isla Margarita, na Venezuela, que reuniu líderes de países sulamericanos e africanos, Lula afirmou que ele aponta o futuro da governança global, estabelecendo pontes com diversas regiões importantes do planeta.

(…), é uma nova lógica. Nós somos a maioria dos países do mundo, portanto, nós temos que utilizar essa força nas decisões da governança global.


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